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Seu home office merece: 6 cadeiras presidente que são puro luxo
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Entenda como o hábito de tomar chá pode transformar a rotina Janeiro chega como um convite silencioso ao recomeço. Depois do ritmo intenso das festas, o corpo pede organização, o cérebro busca previsibilidade e a mente anseia por pausas mais conscientes. É nesse momento que o chá deixa de ser apenas uma bebida agradável e passa a ocupar um lugar estratégico na rotina de quem busca mais equilíbrio, saúde e conexão consigo. Do ponto de vista da neurociência, o cérebro humano responde positivamente a rituais simples e repetitivos. Pequenos hábitos previsíveis, como preparar e consumir chá em determinados momentos do dia, ajudam a reduzir o estresse, modulam o sistema nervoso e criam uma sensação de segurança interna. Não se trata de controle rígido, mas de ritmo. E o chá, com sua natureza pausada, se encaixa de forma quase intuitiva nesse processo. Preparar, pausar e beber o chá com atenção transforma a bebida em um ritual diário de equilíbrio físico e emocional Freepik/Creative Commons A neurogastronomia amplia esse olhar ao mostrar que o sabor não é percebido apenas pela língua, mas construído pelo cérebro a partir de múltiplos estímulos. A temperatura da bebida, o aroma que se desprende da xícara, a cor da infusão, o ambiente ao redor e até o estado emocional de quem bebe influenciam diretamente a experiência. No caso do chá, essa construção sensorial acontece de forma especialmente delicada, favorecendo estados de presença e atenção. Inserir o chá na rotina diária pode funcionar como uma âncora fisiológica e emocional. Pela manhã, ele pode sinalizar despertar e foco. À tarde, servir como uma pausa consciente entre as tarefas. À noite, ajudar o corpo a desacelerar. Esse uso intencional dialoga com a dietoterapia e com a cozinha funcional, que enxergam alimentos e bebidas não apenas pelo valor nutricional, mas também pelo impacto que exercem sobre o comportamento, o metabolismo e o bem-estar geral. Leia mais Mais do que escolher “o chá certo”, o que realmente faz diferença é como ele é integrado ao cotidiano. A repetição do gesto, o tempo dedicado ao preparo e a atenção ao momento ativam mecanismos cerebrais ligados à autorregulação e ao prazer consciente. É saúde construída no detalhe, no hábito possível, no cuidado diário — e não em soluções mirabolantes. Entre tarefas, estímulos e excessos, o chá surge como um gesto possível de cuidado diário para desacelerar Pexels/Anna Pou/Creative Commons Janeiro não pede excessos nem grandes promessas. Pede constância, escuta do corpo e escolhas que façam sentido a longo prazo. O chá, quando vivido como um ritual simples e funcional, torna-se um aliado silencioso nesse processo: ajuda a organizar o dia, a cuidar do corpo e a criar conexões mais honestas — primeiro com você, depois com o mundo ao redor. Leia mais E você, já percebeu como o seu corpo e o seu cérebro influenciam aquilo que você sente, escolhe e saboreia todos os dias? Até o próximo chá ;)
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Jonathan Azevedo fala do apartamento onde cresceu no Rio e suas lembranças Nascido e criado no Rio de Janeiro, RJ, o ator Jonathan Azevedo, 40 anos, foi adotado e cresceu em meio a uma casa cheia de familiares na Cruzada de São Sebastião, no Leblon. No quadro Berço de Memórias, ele revisita a infância e relembra detalhes do lar que marcou sua trajetória. Jonathan Azevedo quando criança no sofá do apartamento onde morava com a família na Cruzada de São Sebastião, no Leblon, Rio de Janeiro Arquivo Pessoal/Divulgação No Leblon, Jonathan Azevedo cresceu em um conjunto habitacional onde viveu até os 18 anos com a mãe, o pai e uma família numerosa formada por madrinha, tios, primos e irmãos. O apartamento, de quarto, sala, cozinha e banheiro, era modesto em tamanho, mas sempre cheio de vida, segundo o ator. "A casa em que cresci era muito humilde”, relembra. Ele conta que o piso e os móveis permaneceram os mesmos desde que seu pai conseguiu um bom emprego e comprou um armário. Com o tempo, graças à carreira, Jonathan pôde reformar a residência e renovar elementos que permaneciam intactos desde a sua infância. Jonathan Azevedo aparece ao lado do irmão, Victor Sotero, no apartamento do Rio de Janeiro onde cresceu cercado por diversos familiares Arquivo Pessoal/Divulgação Sem quintal e apertado, o apartamento tinha o corredor como ponto de encontro: ali aconteciam as refeições, as conversas sobre o dia e até a partilha de sonhos. Nos dias de calor, a escada do condomínio também se tornava palco de convivência. Mesmo com pouco espaço, nunca faltava confraternização. Leia mais Jonathan recorda que sua família sempre foi festeira — e continua sendo. As celebrações aconteciam dentro do pequeno apê, reunindo muitas pessoas. Como não havia espaço para todos dormirem, organizava-se um revezamento: alguns ficavam nos quartos, outros no corredor. Nos cantos, colchões improvisados garantiam descanso após as longas noites de festa. Ainda bebê, Jonathan Azevedo aparece no berço do apartamento onde vivia com a família Arquivo pessoal/Divulgação Quando os primos Bruna, Bárbara e Bruno chegavam, a diversão era ocupar ao máximo o espaço disponível. Morando na Zona Sul, a família tinha acesso a praias e clubes, mas o que marcou a infância de Jonathan foram as brincadeiras de rua: andar de bicicleta, jogar bola e inventar jogos. Raros eram os momentos em que as crianças permaneciam dentro de casa. O ator relata um momento marcante da infância: a chegada do primeiro videogame. "Não tínhamos nada parecido, até que minha mãe comprou um Atari com 128 jogos. Foi a primeira vez que passamos um dia inteiro em casa jogando. Tenho muitas lembranças boas." Jonathan Azevedo ao lado do irmão, Victor Sotero, no imóvel do Rio de Janeiro onde cresceram juntos com a família Arquivo Pessoal/Divulgação Mesmo em meio à casa cheia, Jonathan encontrava ambientes de introspecção e aprendizado. Era comum se retirar para o banheiro ou o corredor, onde podia ler sem incomodar ninguém. "O lugar onde eu passava mais tempo lendo era o banheiro, porque eu podia acender a luz sem atrapalhar quem estivesse dormindo. Lembro de quase todos os livros que li ali: mergulhei em Fernando Pessoa, descobri Nietzsche, li obras de autoajuda e também Paulo Coelho", diz. Leia mais O artista mantém forte apego ao primeiro apartamento onde cresceu e onde sua mãe ainda vive. Ele também revela que o lar já foi o terreiro de sua avó, local onde ela realizava trabalhos espirituais e sustentava a família. "Ela tinha uma visão muito ampla de mundo e trabalhava intensamente com o espiritismo. Aquele será sempre o cantinho da minha avó", ele afirma com orgulho. Após deixar o imóvel da infância, Jonathan morou em diferentes bairros da capital fluminense, como Catete e São Conrado, até se estabelecer no Vidigal. Ele não pensa em deixar a cidade: "Vai ser difícil me tirar daqui. Já cogitei outros lugares, mas o Rio me abraça de um jeito que não tem como sair".
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Malva pudding: bolo sul-africano ganha versão com licor de Amarula O malva pudding, ou pudim de malva, é uma sobremesa clássica sul-africana, que consiste em um bolo úmido, servido quente com uma calda cremosa. A receita do livro Sabores e Lembranças África, do Instituto Adus, é delicadamente doce e perfumada com licor de Amarula. Para maior contraste, complemente com sorvete de baunilha ou nata. Rende de 3 a 4 porções. Leia mais Ingredientes Bolo 1 xícara (chá) de açúcar; 2 ovos; 1 colher (sopa) de geleia de damasco; 1 1⁄2 xícara (chá) de farinha de trigo; 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio; 1 pitada de sal; 2 colheres (sopa) de manteiga derretida; 1 colher (chá) de vinagre branco; 1⁄2 xícara (chá) de leite. Calda 1 xícara (chá) de creme de leite fresco; 1⁄2 xícara (chá) de manteiga; 1⁄2 xícara (chá) de açúcar; 1⁄2 xícara (chá) de licor Amarula. Leia mais Modo de preparo Preaqueça o forno a 180 °C e unte uma forma média. Bata o açúcar, os ovos e a geleia até obter um creme claro. Adicione a manteiga, a farinha peneirada com o sal e o bicarbonato, alternando com o leite e o vinagre. Despeje a massa na forma e asse por cerca de 40 minutos. Enquanto isso, prepare a calda aquecendo o creme de leite, a manteiga, o açúcar e o licor até formar um molho homogêneo. Assim que o bolo sair do forno, fure com um garfo e despeje a calda quente sobre ele.
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Planta artemísia: tudo sobre a "erva das mulheres" e como cultivar em casa Conhecida desde a Antiguidade como a "erva das mulheres", a artemísia carrega no nome uma referência à deusa grega Ártemis. Longe de ser apenas uma planta ornamental, ela guarda um poderoso arsenal terapêutico em suas folhagens, consolidando-se como símbolo de cura e proteção na medicina popular. Leia mais Historicamente, o gênero Artemisia é nativo das regiões temperadas da Europa, Ásia e norte da África, embora algumas espécies também sejam encontradas nativas da América do Norte. Devido à notável capacidade de adaptação, a planta se naturalizou em diversas partes do mundo, incluindo a América do Sul, onde cresce de forma selvagem em campos e beiras de estradas. A 'Artemisia dracunculus L.' é uma espécie perene do gênero 'Artemisia', de origem euro-asiática, introduzida na América do Sul (incluindo o Brasil) devido ao seu uso culinário e medicinal, favorecido pela excelente adaptação ao clima subtropical Thayne Tuason/Wikimedia Commons Apesar da ampla distribuição, pouco se sabe sobre como cultivá-la em casa. "A artemísia é uma planta de grande potencial fitoterápico, especialmente relacionada à saúde feminina, mas ainda pouco conhecida e cultivada em jardins", afirma Crys Bernandes, florista e jardinista da Mania de Flor Floricultura. "O gênero é vasto, com centenas de espécies, cada uma com usos e características regionais", aponta Rogério Pucci Gradin, jardineiro e gerente da Garden Brasil Pronta Flora. Características comuns do gênero Artemisia Pertencente à família Asteraceae, o gênero Artemisia possui mais de 500 espécies, como a Artemisia annua, a Artemisia vulgaris e a Artemisia absinthium, conhecidas por suas propriedades medicinais e aromáticas. Outras espécies apresentam aplicações diversas, que vão da culinária à indústria cosmética, muito valorizadas pelos óleos essenciais e pelas lactonas. Do ponto de vista botânico, as plantas do gênero variam entre herbáceas e subarbustos, com ciclo de vida anual ou perene, e altura que entre 60 cm e dois metros. "As folhas são alternas, muito recortadas, verde-escuras na página superior e prateadas na página inferior. Toda a planta é muito amarga e de odor desagradável", descreve Rogério. A 'Artemisia vulgaris' é uma planta herbácea perene, vigorosa e lenhosa, que pode crescer como um pequeno arbusto devido aos caules ramificados, e atinge até 1,5 metros de altura Krzysztof Ziarnek, Kenraiz/Wikimedia Commons Além da complexidade botânica, as espécies se destacam pela robustez, crescendo espontaneamente e adaptando-se a diferentes solos e climas. "Trata-se de uma planta perene e muito rústica, que muitas vezes nasce de forma espontânea, inclusive em beiras de estrada, sem exigir muitos cuidados", conta Crys. Leia mais Como cuidar da artemísia Embora existam ligeiras variações entre as espécies, a artemísia é reconhecida por ser uma planta versátil, aromática e de baixa manutenção, ideal para jardins que buscam resistência. Confira as condições essenciais recomendadas pelos profissionais para um crescimento saudável: Solo: fértil, bem drenado e rico em matéria orgânica; Luz: sol pleno ou meia-sombra, desde que o ambiente seja muito claro; Temperatura: temperado, e é sensível a geadas rigorosas e umidade excessiva e constante no solo; Adubação: pode ser realizada a cada 20 dias com a formulação NPK 10-10-10, na proporção de uma colher de café para cada litro de água; Rega: cerca de duas vezes por semana em pequena quantidade. Não tolera solos encharcados, pois o excesso de umidade pode causar o apodrecimento das raízes; Poda: deve ser realizada após a floração para manter o vigor ou controlar o crescimento, removendo ramos secos e estimulando novas brotações. O cultivo em vasos é uma excelente alternativa para ter a erva sempre à mão, seja para fins medicinais ou culinários. "Podem ser cultivadas em apartamentos num vaso com 30 cm de diâmetro por 30 cm de altura, sistema de filtragem ao fundo e um substrato de boa qualidade", indica Rogério. O cultivo da artemísia em vasos é uma ótima opção para controlar seu crescimento vigoroso e evitar que ela se espalhe desordenadamente no jardim Rameshng/Wikimedia Commons Flores e frutos da artemísia As flores do gênero Artemisia são pequenas, discretas e variam do amarelo ao marrom-avermelhado. Diferente das folhas, as flores são visualmente secundárias e crescem agrupadas em inflorescências. "A inflorescência pode surgir em formato de espiga, com flores pequenas e discretas", comenta Crys. "Suas flores são tubulares globulosas, insignificantes, amareladas, em pequenos capítulos", detalha Rogério. As flores do gênero 'Artemisia' são pequenas, discretas e tubulosas; elas se organizam em pequenos capítulos, que podem ser eretos ou pendentes, e são reunidas em inflorescências Kristian Peters - Fabelfroh/Wikimedia Commons Além disso, o gênero também produz frutos minúsculos semelhantes a sementes, cientificamente chamados aquênios ou cípselas, essenciais para a propagação da espécie. "O fruto-semente é muito pequeno e encimado por um papilho", ele conta. Leia mais Propagação da artemísia e comportamento invasor A propagação é o fator chave do comportamento invasor da artemísia, especialmente da 'Artemisia vulgaris', pois a planta combina alta eficiência reprodutiva com métodos agressivos de expansão, tornando-se capaz de colonizar novas áreas e superar a vegetação nativa rapidamente Krzysztof Ziarnek, Kenraiz/Wikimedia Commons A propagação da artemísia ocorre facilmente por estacas, rizomas ou sementes. No entanto, algumas espécies, como a Artemisia vulgaris, podem se tornar invasivas no jardim. "É considerada uma planta de comportamento invasor, já que se espalha rapidamente por meio de rizomas subterrâneos, de onde surgem novas brotações", explica Crys. "Ela costuma retardar o crescimento de outras plantas vizinhas", acrescenta Rogério. Como estratégia de contenção, a florista orienta o cultivo em vasos, aliado a podas frequentes. Já Rogério considera importante que o controle de sua propagação seja feito por um jardineiro ou profissional da área, limitando o cultivo conforme necessário. Problemas comuns da artemísia Por não tolerar climas excessivamente quentes e úmidos, a artemísia apodrece facilmente em solos mal drenados. Além disso, a falta de circulação de ar favorece o ataque de pulgões, que danificam seriamente a folhagem. "O excesso de umidade pode afetar diretamente a planta levando ao amarelamento e à morte, atraindo pulgões que sugam a planta", esclarece Rogério. Leia mais Usos medicinais da artemísia As plantas do gênero Artemisia são valorizadas por seu potencial terapêutico, com uso consolidado na medicina tradicional há séculos, especialmente para a regulação do ciclo menstrual e o alívio de cólicas. Essas espécies se destacam por serem aromáticas e ricas em óleos essenciais. Suas propriedades medicinais são vastas. "Possuem ações antisséptica, tônica, anti-inflamatória e analgésica, além de propriedades antimalárica, digestiva, estomacal e antimicrobiana. Atuam também como calmante, relaxante, vermífugo, antioxidante e antiespasmódico", revela Rogério. A 'Artemisia annua' é a fonte da artemisinina, base dos antimaláricos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), possuindo também ação anti-inflamatória, antiviral e antitumoral Kristian Peters/Wikimedia Commons Em relação à distinção das espécies, Crys enfatiza o valor comercial da planta. "A Artemisia vulgaris é a espécie mais utilizada e geralmente encontrada na forma desidratada. Suas folhas possuem um cheiro característico", ela observa. Quanto ao preparo, Rogério sugere: "as folhas secas da planta A. annua ou A. vulgaris podem ser preparadas na proporção de uma colher de chá por xícara de água fervente, deixando-as em infusão por alguns minutos. Além do chá, a artemísia pode ser usada também em compressas (extrato) contra dores e em óleos para massagens". Leia mais Cuidados e contraindicações Embora o gênero Artemisia possua alto valor medicinal, seu uso exige cautela devido à presença de compostos neurotóxicos em certas espécies. "Devido às potentes propriedades, o uso deve ser moderado e, se possível, orientado por um profissional de saúde, especialmente em casos de gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, para evitar efeitos colaterais ou interações", alerta Rogério.
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Arquitetura faz casa praiana parecer flutuar sobre corredor e jardim tropical Pensada para acolher gerações e intensificar o convívio, esta casa de veraneio em um condomínio no Guarujá, no litoral paulista, nasce do desejo de transformar o tempo livre em experiência compartilhada. À medida que o projeto avançava, a família crescia — filhos, netos e novas dinâmicas passaram a fazer parte do programa —, o que reforçou a necessidade de criar uma residência ampla, integrada e conectada à paisagem, sem abdicar do conforto e da fluidez entre os espaços. CORREDOR | O acesso aos ambientes sociais se dá por um corredor envidraçado, ladeado pelo paisagismo tropical de Juliana Freitas, que reforça a conexão entre interior e exterior. À esquerda, maranta charuto e palmeira pinanga; à direita, costela-de-adão Fran Parente/Divulgação Implantada em um terreno generoso, a morada de 808 m² foi projetada do zero pelo escritório FGMF Arquitetos (@fgmf) e se organiza a partir de dois volumes principais, claramente setorizados, mesclando arquitetura contemporânea e materiais rústicos. No pavimento térreo, a planta privilegia os cômodos sociais, que se conectam de forma contínua e transparente. O acesso acontece por um corredor envidraçado, ladeado por um jardim tropical em meia-sombra, que antecipa a forte relação entre interior e exterior. A partir daí, a casa se abre para um grande pátio central, onde a piscina assume o papel de núcleo do convívio. FACHADA | A arquitetura de linhas retas e contemporâneas ganha contraste no revestimento de pedra moledo, da Pedras Morumbi, e no paisagismo assinado por Juliana Freitas, que valoriza o conjunto com palmeiras Juçara e 'Strelitzia augusta' rente ao muro à direita Fran Parente/Divulgação “Desde o início, o desafio foi organizar um programa denso, com muitos dormitórios, sem fragmentar a experiência espacial”, explica o arquiteto Fernando Forte, sócio de Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz no escritório. Leia mais Para isso, pátios, varandas e amplas superfícies envidraçadas foram fundamentais na construção de uma habitação fluida, iluminada e naturalmente ventilada. PISCINA | O jardim tropical em semi-sombra, com paisagismo da arquiteta paisagista Juliana Freitas, contorna o grande pátio avarandado com piscina, funcionando como núcleo de convivência. Entre as plantas, palmeira pinanga (perto da escada), bromélia imperial (em frente à varanda) e alpínia vermelha (no muro à direita) Fran Parente/Divulgação Um dos gestos mais emblemáticos do projeto é a sala de estar envidraçada, com pé-direito alto, concebida como uma caixa de vidro que parece flutuar sobre a piscina. Suspensa e totalmente integrada ao exterior, ela se transforma em um mirante privilegiado da área de lazer, reforçando a vocação da residência para encontros, descanso e contemplação. Ao redor, varandas contínuas ampliam as possibilidades de uso e garantem a transição suave entre os ambientes internos e externos. LIVING | Envidraçada, a sala de estar se assemelha a uma caixa de vidro que parece flutuar sobre a piscina. O pé-direito alto permitiu explorar as grandes luminárias pendentes de linho puro e cambraia de algodão, de Bibi Fragelli. O par de poltronas Ditta, da Lider Interiores, ganhou companhia, à esquerda, da poltrona de couro Gringa, do estúdio Mula Preta e do banco Jeri, da Breton. Mesas de centro Mínima, de vidro e madeira freijó, da loja ,ovo. Na área externa, alpínia vermelha permeia a piscina, enquanto um maciço de clúsia está na parede de pedra. Paisagismo assinado pela arquiteta paisagista Juliana Freitas Fran Parente/Divulgação A materialidade do projeto segue a lógica essencial e atemporal. Concreto aparente, vidro, pedra natural e aço corten definem a base da paleta, enquanto a vegetação abundante — presente em jardins, painéis verticais e coberturas verdes — suaviza os volumes e traz frescor aos ambientes. Leia mais “As cores surgem naturalmente dos materiais, criando uma atmosfera neutra e elegante, que dialoga com o clima e o entorno”, afirma o arquiteto. SALA DE JANTAR | O ambiente é emoldurado pela parede de pedra moledo, da empresa Morumbi Revesimentos de Pedra, com bancada e requadros de granito siena, da Granada Mármores e Granitos. A mesa de jantar de madeira, da Breton, ganhou cadeiras Abraço, do Estúdio Lattoog para a Lider Interiores. Luminárias pendentes de fibra natural da Bali Express. Piso de porcelanato Berliner Sand, da Portobello Fran Parente/Divulgação Na decoração, alguns elementos ganham protagonismo pelo desenho e pela função. Um biombo em marcenaria permite abrir ou fechar a relação entre o pé-direito duplo da sala de estar e a sala íntima, adaptando os espaços a diferentes momentos da família. ÁREA GOURMET | A ampla bancada e o backsplash em granito siena, da Granada Mármores e Granitos, acomodam pia e churrasqueira, contornadas por armários em lâmina de freijó executados pela Florense. A mesa Geometric Redonda, da Cremme, combina base de concreto natural e tampo de mármore branco nevado, acompanhada por cadeiras Padang, da Tidelli, em madeira natural e corda náutica. No paisagismo de Juliana Freitas, à esquerda surgem alpínia vermelha e clusia; à direita, orelha-de-elefante e capota vermelha Fran Parente/Divulgação Já na sala de estar, as luminárias pendentes desenhadas especialmente para o projeto, em linho puro e cambraia de algodão, acrescentam textura e delicadeza ao conjunto. ÁREA GOURMET | Além do espaço de refeições, o ambiente abriga um lounge acolhedor, com poltronas Nau, do Atelier Fernando Jaeger. Luminárias da Lis integram o projeto luminotécnico de Marcos Castilha Iluminação. Ao fundo, o paisagismo de Juliana Freitas valoriza a cena com palmeira laca e filodendro ondulado Fran Parente/Divulgação Ainda no térreo, a área gourmet posicionada ao fundo se integra à piscina, criando diferentes cenários de lazer, além de ser envolta pelo paisagismo assinado pela arquiteta paisagista Juliana Freitas (@julianafreitaspaisagismo). SALA DE TV | A madeira freijó, usada maciça e em lâmina natural na marcenaria executada pela empresa Padrão Móveis, "esquenta" o ambiente, assim como o forro em réguas de madeira maciça cumaru, da Madermac. Sofá sob medida executado por Soares de Oliveira Móveis. Poltrona Canto, assinada pelo Estúdio Nada se Leva para Lider Interiores Fran Parente/Divulgação O home theater complementa os cômodos sociais, enquanto a garagem e as áreas de apoio foram inseridas para não interferir na dinâmica de convivência. “A setorização em volumes e a sobreposição entre eles permitiram acomodar todas as funções sem perder integração”, comenta Fernando. SUÍTE | O quarto tem cabeceira estofada e molduras de madeira, assim como a mesinha acoplada, com execução da Padrão Móveis, seguindo o conceito do projeto. Luminária de mesa da Design Supplier. Roupa de cama da Branco.casa Fran Parente/Divulgação No pavimento superior, um monovolume voltado para a face norte abriga os dormitórios, protegidos por painéis de correr, cujas esquadrias de alumínio ganharam acabamento que remete ao aço corten. Trata-se de uma solução estética que filtra a luz solar e garante conforto térmico. Os quartos se articulam com uma sala íntima e vazios com pé-direito duplo, que reforçam a sensação de amplitude e mantêm a conexão visual com os espaços sociais. Teto-jardins e aberturas estratégicas aproximam ainda mais a arquitetura da paisagem.
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Minicasa sobre rodas parece imensa por dentro e tem cama de casal, estar, cozinha e até banheira Quem deseja uma casa compacta sobre rodas sempre se depara com o problema da altura, já que a área de dormir costuma ficar em um mezanino superior para ganhar mais espaço interno, onde é preciso quase que rastejar para se deslocar. Mas a empresa americana Indigo River Tiny Homes criou um design inovador que elimina esse elemento comum nas minicasas. O modelo coloca todos os ambientes em um único andar e —surpreendentemente — a residência móvel parece maior que a maioria das construções deste tipo. Os interiores modernos e sofisticados ficam todos em um único pavimento, o que torna a casa mais acessível para pessoas com problemas de mobilidade, como idosos. O design interno da minicasa surpreende com ambientes bem definidos e espaçosos Indigo River Tiny Homes/Divulgação Ampla e bem iluminada por grandes janelas, a parte interna traz cama de casal e uma pequena área de estar integrada, com sofá, área de refeições para duas pessoas, ar-condicionado e TV móvel no teto — pode ser vista de qualquer parte da casa. A cozinha compacta traz bancada de apoio e eletrodomésticos essenciais para o dia a dia Indigo River Tiny Homes/Divulgação Uma bancada extra fica acoplada nos armários da pequena cozinha da minicasa Indigo River Tiny Homes/Divulgação A pequena cozinha tem bastante espaço de bancada, além de eletrodomésticos essenciais para o dia a dia, como frigobar, forno elétrico e micro-ondas. O mais impressionante é o banheiro sofisticado, com parede de pedras e até uma banheira de bom tamanho. O design impressionante da minicasa conseguiu incluir até uma banheira no espaço Indigo River Tiny Homes/Divulgação Leia mais Com altura de até 3,4 m no ponto mais alto a partir do solo, o modelo também facilita o deslocamento da casa com o reboque. O teto mais baixo também reduz a resistência do vento na estrada, tornando a casa mais eficiente em termos de consumo de combustível. Apesar da baixa altura, na parte interna o teto varia de 2,4 a 2,6 m, o que torna o ambiente confortável para pessoas altas.
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Armário sapateira: 7 opções para manter os calçados em ordem
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A história e a arquitetura do Pateo do Collegio, construção que fundou São Paulo No dia em que São Paulo completa aniversário, um endereço histórico da capital paulista celebra a mesma data. O Pateo do Collegio, local de fundação do município em 25 de janeiro de 1554, nasceu como uma cabana construída por indígenas e se transformou em colégio durante o período colonial. Hoje, o conjunto preservado reúne acervos que remetem às origens da cidade. O Pateo do Collegio, marco da fundação de São Paulo, foi retratado por José Wasth Rodrigues em uma pintura que reconstitui sua aparência em 1858 José Rosael/Hélio Nobre/Museu Paulista da USP “A primeira construção do Colégio de São Paulo de Piratininga, que deu origem à cidade de São Paulo, foi uma cabana de pau a pique, construída pelos indígenas. Desta construção não há vestígios materiais, apenas a descrição feita pelos jesuítas que estiveram na fundação do colégio, particularmente as descrições de São José de Anchieta”, diz Larissa Maia Artoni, historiadora e coordenadora de comunicação e relações institucionais do Pateo do Collegio. Para Ivan Fortunato, doutor em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), os elementos geográficos do local foram o que o definiram como o espaço de fundação da capital paulista. “Trata-se de um planalto descampado, muito próximo de uma área de várzea na confluência de dois rios: local plano para construir, no alto para ver e ser visto, ao lado de solo fértil e água”, esclarece. Initial plugin text “São Paulo é um dos poucos lugares que conhece o local exato do seu nascimento, por isso o Pateo do Collegio tem relação direta com a história iniciada”, comenta Larissa. O Pateo do Collegio está localizado no que hoje é o centro da cidade, próximo a construções históricas como a Catedral da Sé, o Museu Catavento (Palácio das Indústrias) e o Farol Santander (edifício Altino Arantes, também conhecido como Banespão). Em 2009, Cláudio Pastro, artista brasileiro, participou da última reforma da Igreja do colégio, que une linguagem contemporânea e referências coloniais no templo: azulejos inspirados no barroco, obras sacras históricas e um altar de granito rosa simbolizam a fé e a liturgia Pateo do Collegio/Divulgação A estrutura inicial que nasce com os indígenas foi substituída pela construção de um colégio em taipa de pilão, em 1556. De acordo com a organização do Pateo do Collegio, o arquiteto responsável por esta construção foi o jesuíta Pe. Afonso Brás (1524−1610). Nasce assim o Colégio de São Paulo de Piratininga, que ao longo do ano recebeu diferentes intervenções arquitetônicas e de função. Na década de 1670, foram implementadas fundações mais sólidas de pedra. Parede de taipa de pilão conservada no complexo do Pateo do Collegio Pateo do Collegio/Divulgação A construção se manteve até 1759, quando os jesuítas foram expulsos do local. Em 1765, o prédio tornou-se residência dos governadores de São Paulo e, depois, Palácio do Governo, recebendo uma ala lateral, a qual foi demolida na década de 1870. “A construção foi feita e refeita conforme as circunstâncias. Hoje, mantém-se como repositório de tão complexa história”, observa Ivan. Apesar das intervenções ao longo dos anos, o complexo preserva características das construções coloniais, como a parede de taipa do século 16 e as fundações de pedra do século 17. “O prédio tem estilo colonial, com traços singelos e algumas referências à arquitetura clássica, como o frontão da igreja”, aponta Jéssica Carvalho Silva, arquiteta do Complexo Pateo do Collegio. A construção original do Pateo do Collegio, feita em pau a pique, deu origem ao núcleo urbano que se transformaria na metrópole atual Edsonaoki/Wikimedia Commons Técnicas construtivas de concreto armado e a alvenaria de tijolos convivem com os materiais preservados nos últimos séculos. Segundo Jéssica, a conservação é feita de maneira preventiva. “Há uma rotina de atividades de manutenção, como limpeza de calhas e telhados, poda de árvores e dedetização. O olhar atento dos colaboradores da conservação para cada pequena transformação no prédio é fundamental para mapear e detectar possíveis problemas em estágio inicial.” A arquitetura do Pateo do Collegio, marcada pela simplicidade jesuítica e pela força simbólica, testemunha a fundação da capital paulista e a transformação da metrópole ao redor Flickr/Bruno Pedrozo/Creative Commons Hoje, o Pateo do Collegio reúne acervo, pesquisas e ações educativas. O complexo é constituído pela Igreja São José de Anchieta; o Museu de Anchieta, que reúne arte sacra e religiosa que datam do século 16 até o século 20, e mapas e maquetes que contextualizam a história do local. Leia também Além disso, abriga a Biblioteca Pe. Antônio Vieira, que conta com um acervo bibliográfico especializado na história de São Paulo e da Companhia de Jesus. Cripta do Pateo do Colégio, onde está disponível parte do acervo histórico de São Paulo Pateo do Collegio/Divulgação Entre os prédios da igreja e do antigo colégio, onde está o Museu Anchieta, configura-se um jardim interno, nomeado de Praça Ilhas Canárias. “É um espaço com mais de 470 anos de ocupação, que acompanhou o crescimento da metrópole ao seu redor”, analisa Ivan. “Hoje, o Pateo funciona como guardião da memória paulistana: do período colonial, representado pelo Museu Anchieta, ao baronato do café, marcado pelos edifícios das Secretarias de Estado — obras pioneiras de Ramos de Azevedo —, até o império financeiro, visível no topo do edifício Altino Arantes, o Banespão.” Leia mais Com mais de 400 anos de história, o complexo foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do Município de São Paulo em 2015. A resolução considerou o local como sítio de fundação da capital paulista e reconheceu o valor das edificações, com variadas tipologias e estilos arquitetônicos. Hoje, o complexo do Pateo do Collegio é mantido por iniciativa particular pela Companhia de Jesus, ordem religiosa dos jesuítas.
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Dubai terá o 1º bairro residencial de luxo extremo criado pela Mercedes-Benz A cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, vai receber o que promete ser o maior empreendimento imobiliário já criado por uma marca automotiva: um distrito residencial inteiro assinado pela Mercedes-Benz. A Mercedes-Benz está investindo cerca de US$ 8,2 bilhões (R$ 43,7 bilhões) no inédito empreendimento residencial em Dubai Binghatti for Mercedes-Benz/Divulgação Em parceria com a incorporadora Binghatti, o projeto reúne 13 mil apartamentos distribuídos em 12 torres, combinando design de interiores de alto padrão e um conceito urbano pensado para quem busca morar com conforto, exclusividade e identidade de marca. A entrada de montadoras de luxo no mercado imobiliário não é novidade. A Porsche abriu caminho com a Design Tower Miami, Estados Unidos, em 2017, seguida pela torre de 66 andares da Aston Martin, inaugurada em também em Miami, em maio de 2024, além do Bentley Residences, previsto para 2026. Bugatti e Pagani também têm projetos em andamento em Miami e Dubai. A torre principal, a Vision Iconic, tem 341 metros de altura e os outros 11 prédios são gradualmente menores, criando um efeito de cascata Binghatti for Mercedes-Benz/Divulgação A diferença é que a Mercedes-Benz resolveu ir além. Em vez de apostar em uma única torre, a montadora alemã e a Binghatti estão criando um distrito completo: o Binghatti City, com cerca de 930 mil m², localizado na região de Meydan. Leia mais O investimento é de US$ 8,2 bilhões (cerca de R$ 43,7 bilhões na atual cotação) e o grande destaque do projeto é a torre central, a Vision Iconic, com 341 metros de altura. Ao redor dela, outras 11 torres vão diminuindo gradualmente de tamanho, formando um skyline em efeito cascata. Esta é, inclusive, a segunda colaboração entre Mercedes-Benz e Binghatti, pois a primeira foi uma torre de 65 andares no centro de Dubai, atualmente em fase final de construção. A arquitetura dos prédios da Mercedes-Benz será moderna e buscará representar a identidade da marca Binghatti for Mercedes-Benz/Divulgação A arquitetura carrega influência do DNA da Mercedes-Benz. Elementos inspirados na grade frontal dos veículos aparecem nos pódios horizontais, enquanto detalhes cromados e acabamentos em tons prateados dominam a estética externa e interna, reforçando a identidade visual da marca. Cada torre recebe o nome de um carro da montadora alemã, e os apartamentos seguem a filosofia de design chamada Sensual Purity (pureza sensual, em tradução livre). Na prática, isso se traduz em ambientes com base em preto e prata, equilibrados por madeira natural e couro. Os apartamentos mais acessíveis do empreendimento são os estúdios, que partem de US$ 435.600 (cerca de R$ 2,32 milhões) Binghatti for Mercedes-Benz/Divulgação Mais do que moradia, o projeto aposta em um estilo de vida completo. O plano diretor inclui áreas culturais, espaços comerciais, parques, centros de mobilidade, instalações esportivas e restaurantes, formando um bairro integrado, pensado para ser percorrido a pé, quase uma pequena cidade autossuficiente. Leia mais Os preços reforçam o posicionamento ultra-luxuoso. Os estúdios partem de US$ 435.600 (aproximadamente R$ 2,32 milhões). Apartamentos de um quarto chegam a US$ 2,6 milhões (R$ 13,85 milhões), os de dois quartos a US$ 3 milhões (R$ 15,99 milhões) e os de três quartos começam em US$ 5 milhões (R$ 26,65 milhões). O empreendimento tem diversas comodidades luxuosas para os moradores, incluindo alas de e-sports, salões de festas, clubes esportivos, piscinas, academias, entre outros Binghatti for Mercedes-Benz/Divulgação Os valores deixam claro o público que a Mercedes imagina para o empreendimento. Mesmo a opção considerada “mais acessível” exige um nível de renda em que comprar um carro de luxo é quase um detalhe no orçamento. A previsão é que o complexo seja concluído em cerca de três anos e meio, ou seja, em meados de 2029. As comodidades das torres incluem salas de e-sports, salões de festas e eventos, clubes esportivos, piscinas, academias e áreas ao ar livre para lazer e piqueniques. Tudo é pensado para que o morador tenha pouca necessidade de sair do complexo.
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São Paulo é a cidade mais segura do mundo para comprar imóvel, segundo ranking Apesar dos altos preços do aluguel em São Paulo, SP, uma pesquisa realizada pelo banco suíço UBS mostra que a capital paulista é a cidade mais segura do mundo para se comprar um imóvel. O resultado faz parte do relatório Global Real Estate Bubble Index 2025, que identificou bolhas imobiliárias em 21 metrópoles globais. Apesar do aluguel elevado, São Paulo lidera ranking internacional de segurança na compra de imóveis Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons A bolha imobiliária é o aumento acelerado e descontrolado dos preços dos imóveis de maneira que não acompanha a renda média da população. Com a queda da demanda, os preços recuam e podem levar a crises financeiras. Segundo análise do banco suíço, os preços dos imóveis em São Paulo apresentam variação controlada. Entre 2014 e 2022, houve queda de 25%, mas desde então os valores permanecem estagnados. Preços para comprar imóveis estão estabilizados desde 2022 em São Paulo ikedaleo/Wikimedia Commons “A inflação desacelerou, mas o Banco Central do Brasil ainda não sinalizou cortes de juros. Enquanto as altas taxas de financiamento penalizarem a alavancagem, ganhos expressivos de preços são improváveis”, analisa o relatório. Leia mais Essa constância garante maior segurança para quem decide comprar um imóvel, visto que o risco de o valor cair bruscamente e a compra não ter valido a pena é menor. São Paulo é apontada como a cidade mais segura do mundo para comprar imóvel, segundo o banco suíço UBS Wilfredor/Creative Commons Porém, a pesquisa aponta o aumento do preço dos aluguéis: “Os aluguéis reais subiram 5% no último ano e estão aproximadamente 25% acima dos níveis de 2022, refletindo a forte demanda de inquilinos e a baixa vacância em áreas bem localizadas”, relata o documento do ranking. O estudo analisou fatores como o aumento das hipotecas em relação ao PIB e a comparação entre preços de venda, renda e aluguel. Logo atrás de São Paulo, como cidades com menor risco para compra, aparecem Milão (Itália), Paris (França) e Nova York (Estados Unidos). Leia também Por outro lado, Miami (EUA), Tóquio (Japão), Zurique (Suíça) e Los Angeles (EUA) estão no topo como as cidades mais arriscadas para se comprar um imóvel. “Nos últimos 15 anos, Miami registrou a maior valorização imobiliária ajustada pela inflação entre todas as cidades analisadas no estudo. A atual relação entre preço e aluguel ultrapassou até mesmo os extremos da bolha imobiliária de 2006, sinalizando um alto risco de bolha”, diz o Global Real Estate Bubble Index 2025.
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Descubra com qual flor você compartilha o mês de aniversário Assim como os signos do zodíaco, cada mês do ano pode ser associado a uma flor simbólica, definida principalmente pelo seu período de floração. Em um jardim tropical, essa conexão se torna ainda mais evidente. As variações de luz, temperatura e umidade favorecem diferentes espécies, revelando cores, formas e perfumes diferentes a cada mês. Conhecer as plantas que florescem no mês do seu aniversário é uma forma poética de se reconectar com os ritmos da natureza. Confira cada uma delas e dicas de cultivo: Janeiro — Alamanda A alamanda possui as versões arbustiva e trepadeira que florescem bem durante o verão intenso Flickr/Marcia Coimbra/CreativeCommons A alamanda (Allamanda cathartica) floresce no auge do verão, sob sol pleno, com regas regulares e em solo bem drenado. A poda no fim do inverno e a adubação rica em fósforo e potássio estimula novas florações. “Simboliza alegria, energia positiva e prosperidade”, diz o engenheiro-agrônomo Eduardo Funari. Leia mais Fevereiro — Primavera A primavera pode ser conduzida como trepadeira e transforma o jardim durante sua floração Pexels/Tom Fisk/Creative Commons A Bougainville precisa de sol intenso e pouca água: quanto mais seca controlada, mais flores surgem. “Cresce bem em solo simples e drenado, com poda após a floração”, explica Eduardo. Representa beleza, vitalidade e proteção. Março — Jasmim-manga As flores do jasmim-manga costumam ser brancas com detalhes amarelos Flickr/Isa/Creative Commons O jasmim-manga (Plumeria rubra) floresce com calor constante e pouca água, em solo drenado e sol pleno. A poda leve após a floração mantém a planta equilibrada. Seu simbolismo está ligado à espiritualidade, paz, amor eterno e renascimento. Abril — Sálvia A sálvia pode ser cultivada em vasos, canteiros ou jardineiras Pexels/Jana Ohajdova/Creative Commons As flores da sálvia (Salvia officinalis) aparecem com força à medida que os dias encurtam. Prefere sol pleno, rega moderada e solo bem drenado, com podas regulares. Carrega significados de purificação, cura e sabedoria. Maio — Flor-de-maio A flor-de-maio pode ser plantada em vasos e pertence à família dos cactos, mas não tem espinhos Pixabay/mrngochuy/Creative Commons Como diz o nome popular, a Schlumbergera truncata prefere o clima do outono, quando as noites ficam mais longas. Gosta de luz indireta, solo sempre úmido (sem encharcar) e noites frescas. Simboliza delicadeza, amor materno e gratidão. Junho — Orquídea Símbolo de beleza e pureza, a orquídea 'Cymbidium' gosta do clima frio do inverno Freepik/aopsan/Creative Commons Adaptada ao clima frio, a orquídea Cymbidium exige uma queda de temperatura entre o final do verão e o início de outono para florescer durante o inverno. “É sob esta circunstância que alguns cultivadores recorrem ao método de regar a planta com água gelada, principalmente à noite, ou adicionar cubos de gelo ao vaso, para tentar simular esta queda de temperatura, durante o outono e inverno”, afirma o biólogo Sergio Oyama Junior. “Prefere o resfriamento noturno do início do inverno para abrir seus botões”, completa o paisagista Marcelo Gomes. Julho — Camélia A camélia ganha destaque pela coloração intensa e formato ornamental Pixabay/Elsemargriet/Creative Commons As espécies do gênero Camellia florescem no auge da estação seca e fria, preferindo o sol da manhã ou meia-sombra. O solo deve ser ácido e levemente úmido. Representa perfeição, amor puro e lealdade. Agosto — Ipê-amarelo O ipê-amarelo é uma espécie de árvore brasileira que pode sofrer graves consequências do aquecimento global e da falta de preservação da biodiversidade nacional Getty Images O Handroanthus albus explode em flores quando a árvore perde as folhas durante a seca. Exige sol pleno, pouca água no inverno e solo bem arenado. Seu simbolismo fala de esperança, força e renovação. “Sem folhas, a flor fica mais visível para os polinizadores à longa distância, e a planta foca toda a sua energia na reprodução antes que a chuva volte”, diz Marcelo. Setembro — Pata-de-vaca A bauhinia forficata, ou pata-de-vaca, possui inflorescências brancas em seus galhos Valentino Liberali/Wikimedia Commons Com o aumento da luz da primavera, a pata-de-vaca (Bauhinia forficata) floresce com regas moderadas e solo fértil. A poda leve após a floração ajuda na manutenção. Está ligada a equilíbrio, sensibilidade e cura. Outubro — Jacarandá-mimoso O jacarandá-mimoso tem copa leve e flores roxas Flickr/Shin.Shin/Creative Commons O Jacaranda mimosifolia responde ao calor moderado e à maior umidade do início da estação chuvosa. Precisa de sol pleno, solo profundo e tempo para amadurecer. Simboliza sabedoria, introspecção e transformação. Novembro - Lírio Solo fértil, bem drenado e rico em matéria orgânica favorece bulbos saudáveis e o crescimento do lírio Flickr/Denish C/Creative Commons A exposição à luz solar direta é essencial para o desenvolvimento e a floração dos lírios (Lilium). “Mesmo assim, não suportam temperaturas tão extremas, o que pode queimar suas folhas”, alerta o biólogo e doutor em botânica Samuel Gonçalves. Idealmente, o lírio deve ser cultivado em climas temperados, com temperaturas amenas entre 15 e 25 °C. Leia mais Dezembro — Ave-do-paraíso A 'Strelitzia reginae' tem um formato muito peculiar e gosta de sol e meia-sombra Alejandro Bayer Tamayo/Wikimedia Commons A floração da Strelitzia reginae surge com força no ápice do verão, desde que combinados sol, chuvas e solo rico em matéria orgânica. Simboliza liberdade, grandiosidade e realização.
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Reforma preserva ladrilhos verdes e transforma cozinha em coração de casa no RJ Há casas que acolhem antes mesmo de qualquer reforma. Foi essa a sensação de Patricia Gava, arquiteta titular do escritório Gava Arquitetura (@gava.arquitetura), ao cruzar a porta desta residência de 271 m², na Gávea, no Rio de Janeiro, RJ, ainda na primeira visita. “Era um lar com alma. Foi possível sentir a história, o cuidado e o carinho dos antigos moradores. Em muitos cantos, a sensação era de que ela já estava pronta”, relembra Patricia. O desafio, então, não era reinventar, mas escutar o que a morada pedia — e alinhar essa essência ao sonho de uma família que buscava, há anos, um lugar definitivo para viver. SALA DE ESTAR | Na reforma, as esquadrias originais foram preservadas e diversos móveis reaproveitados da antiga residência do casal, como o pufe central da Cremme e o tapete colorido. Em contraste, a TV portátil OLED Objet Collection Posé, da LG, surge como elemento contemporâneo André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação O casal Danielle e Érico guardava uma memória afetiva intensa da infância e juventude vividas em casas. Com a chegada dos filhos, a pergunta tornou-se inevitável: por que não voltar a esse modo de morar? "Encontramos um imóvel que representava o nosso estilo e o nosso gosto, e o projeto conseguiu melhorar ainda mais”, conta Danielle, lembrando que a arquiteta é uma parceira de anos. SALA DE ESTAR | A grande janela atrás do sofá verde, modelo Slim da Velha Bahia, emoldura parte da copa de uma justícia-vermelha, que foi preservada durante a obra e agora está frondosa ao lado do canteiro linear com marantas-charuto, com paisagismo assinado pela Semear Paisagismo. No interior, mesa lateral retangular, da Casa Ocre, composta com tamborete Tamarindo Round, de madeira maciça, da Balai, sobre o qual está o vaso do Studio Nara Maitre André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação "Em 2021, eles tinham quase fechado uma casa que acabou não dando certo e resolveram reformar o apartamento de aluguel em que moravam. Dois anos depois, eles encontraram de fato a casa dos sonhos. Ver tudo isso se concretizando é emocionante", comenta Patricia. DETALHE | Na área social, a estante de freijó e palhinha quadriculada, desenhada pelo escritório e executada pela Essencial Móveis para a antiga residência da família, é uma das peças que foram adaptadas à nova casa pelo mesmo fornecedor. Gravura de J.Borges, do acervo dos moradores. Luminária do Studio Nara Maitre André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação A obra foi extensa. Praticamente todo o interior da construção passou por transformações, mantendo-se a fachada, as esquadrias originais, a verde com seu emblemático ladrilho hidráulico verde e alguns elementos estruturais. RETRATO | Mãe e filha, Danielle e Catarina, estão na ilha da cozinha. Luminárias Meia Lua, de Fernando Jaeger, sobre a mesa de jantar André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação No térreo, com 151 m², a principal decisão foi transformar a cozinha no coração da casa, visto que Erico adora cozinhar. Antes isolada, ela passou a se integrar completamente à varanda verde, tornando-se o principal ponto de encontro da família. Para isso, foi necessário um reforço estrutural com viga metálica, que permitiu eliminar barreiras e incluir uma ilha central. “Entendemos com o casal que esse espaço seria onde a vida realmente aconteceria”, diz Patricia. COZINHA | O "tapete verde" de ladrilhos hidráulicos preservados recebeu companhia do mesmo material em tons terrosos, da Ladrilhos Petrópolis. A marcenaria em cinza claro, executada pela Bontempo, destaca-se entre as paredes com revestimento branco Color Mind Light AC, da Decortiles. Bancadas de quartzito Mont Blanc polido, da Marmoraria Minas André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação Os tons de cinza claro dos armários e o branco do revestimento da parede neutralizam a nova intervenção e destacam o piso em ladrilho hidráulico terracota, que se conecta visualmente ao grande "tapete verde" e vai até a varanda. ESCRITÓRIO | A parede de tijolinho rústico, da Passeio Revestimentos, recebeu marcenaria executada com lâmina natural de freijó e serralheria pela Essencial Marcenaria. Prateleira em chapa metálica dobrada. Cadeiras no estilo Eames Diretor, do acervo dos moradores. Luminária de mesa Solon, da Plug Design André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação Grande parte do mobiliário e da marcenaria foi reaproveitada do apartamento anterior da família, também assinado pelo escritório. Estantes, escrivaninhas, mesas de cabeceira e até a antiga cama das crianças foram adaptadas, pintadas e ressignificadas. A mesma empresa de marcenaria que havia executado muitas dessas peças cuidou de desmontar e remontar praticamente tudo. Leia mais Na sala, por exemplo, a estante desenhada originalmente para o apê ganhou protagonismo, assim como o tapete estampado e o pufe central. Já a TV portátil surge como elemento contemporâneo e flexível. A janela atrás do sofá, emoldurada pelo paisagismo, reforça a sensação de viver com a natureza. VARANDA | A varanda verde combina o piso original de ladrilho hidráulico ao paisagismo assinado pela Semear Paisagismo. O espaço é mobiliado com sofá e poltrona Bérgamo, da Tessaro Home & Garden, além de mesa de centro e tapete redondo reaproveitados do apartamento anterior dos moradores. Na entrada, destaca-se a palmeira pinanga (Pinanga kuhlii), enquanto ao fundo a área da piscina se integra ao cenário com helicônias, marantas e filodendros André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação O novo layout do primeiro pavimento também contempla uma sala principal com integração parcial ao home office — exatamente como Danielle desejava. “Ela queria trabalhar se sentindo presente na rotina da casa”, conta a arquiteta. Na parte dos fundos, com 46 m², onde está a piscina, um antigo estúdio de acesso precário ganhou banheiro e cobertura de passagem, transformando-se também em quarto de hóspedes e espaço multiúso integrado ao quintal e à suíte do casal. ÁREA EXTERNA | O acesso ao terreno dos fundos, com 46 m², é feito por um portal de trepadeira jade azul e o gramado com passadas de cacão de pedra São Tome. A piscina, modelo Kéramos, da Igui, está rodeada de helicônias, marantas e filodendros André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação O conceito do projeto se ancora na simplicidade. “A sofisticação entra de forma despretensiosa, na marcenaria, nas soluções autorais e na atmosfera leve e funcional”, define Patricia. Leia mais Madeira natural foi uma escolha para respeitar a honestidade construtiva da morada e evitar qualquer camada artificial. Os ladrilhos hidráulicos, já presentes em diversos ambientes, foram preservados, reinterpretados e ampliados, criando uma costura visual entre passado e presente. SUÍTE CASAL | A cabeceira com mesas laterais, do acervo pessoal, abarca a cama com roupa de cama do Studio Nara Maitre. Luminárias pendentes de palha aramada Tibau, da Retrobel. Tapete da Mãos do Oriente. A marcenaria do aparador foi executada pela Essencial Marcenaria, com lâmina natural de freijó. Cortinas de linho natural branco, da Guilha, que também forneceu o papel de parede da francesa Caselio. Na varanda, poltrona Marau, de corda náutica, da Tessaro Home & Garden André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação A paleta de cores reforça essa narrativa. Na sala, paredes brancas valorizam a arquitetura original, as esquadrias de madeira e a natureza que invade o interior. O sofá verde intensifica essa relação com o jardim e dialoga com o tapete colorido já existente dos moradores. No segundo pavimento, com 120 m², a transformação foi ainda mais profunda. O antigo layout, fragmentado e pouco funcional, deu lugar a três suítes — no processo, o quarto do filho foi ampliado, a antiga suíte máster cedeu espaço para criar o banheiro da filha, e o dormitório do casal, com acesso direto ao quintal, nasceu da união de um antigo escritório e uma área de circulação. SUÍTE DA FILHA | A mescla de diferentes estampas de papel de parede — xadrez no teto e margaridas na parede — confere bossa à decoração, ambos da Nina Moraes Design. A cama de vime Gaya, da Muskinha, é outro item de charme composto com a marcenaria autoral do escritório, como a mesa de cabeceira e a escrivaninha, ambas feitas com lâmina de tauari, além da cabeceira em laca branca ripada e prateleiras suspensas nos mesmos materiais, com execução da Essencial Marcenaria. Pendente de rattan. Enxoval do Studio Nara Maitre Kids. Arandela mini Bauhaus, da Lumini André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação Os quartos das crianças refletem escuta e afeto. Ambos compartilham o mesmo desenho de marcenaria, com variações sutis de cor, respeitando o pedido dos pais por igualdade entre os filhos. No quarto de Catarina, o azul — escolhido por ela — aparece em um delicado mix de estampas de papel de parede que se estende da parede ao teto, além de mobiliário de madeira desenhado pelo escritório e itens de fibra natural, como cama de vime e a luminária de rattan. SUÍTE DO FILHO | A marcenaria azul é protagonista no quarto, com desenho do escritório e execução da Essencial Móveis, que usou acabamento em laca. O papel de parede com estampa personalizada, executada pela loja Nina Moraes Design, arremata o visual. Roupa de cama do Studio Nara Maitre Kids. Luminária pendente Boho, da Retrobel. Arandela Mini Bauhaus, da Lumini André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação Já o quarto de Benjamin aposta em marcenaria azul, com soluções inteligentes, como gavetas sob a cama e as prateleiras com suportes metálicos, ampliando áreas de armazenamento. Hoje a família vive a casa intensamente. “Temos liberdade para receber amigos nossos e das crianças. Curtimos cada cantinho com muito verde e elementos naturais”, resume Danielle.
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Homem procura martelo perdido no quintal e acha tesouro romano antigo de R$ 34 milhões Um martelo perdido em alguma parte do quintal de sua casa rendeu a moradores da cidade de Hoxne, no Reino Unido, uma descoberta surpreendente de milhões de libras e de imenso valor histórico e arqueológico. Em 1992, o fazendeiro Peter Whatling pediu a ajuda do amigo Eric Lawes, um jardineiro aposentado e praticante amador de detecção de metais, para encontrar a ferramenta perdida em sua terras. Em 16 de novembro, eles acharam diversos itens antigos, como moedas e colheres, enterrados na área. A escultura de prata Tigresa de Hoxne é a peça individual mais conhecida do tesouro romano Mike Peel/Wikimedia Commons Os amigos relataram a descoberta à polícia local e ao serviço arqueológico para que investigassem os objetos e fizessem uma varredura mais detalhada no entorno. Essa decisão — ao invés de escavarem eles mesmos e venderem os itens ilegalmente — permitiu aos arqueólogos documentar com bastante precisão a localização de cada artefato. As peças ficaram conhecidas como o Tesouro de Hoxne e são consideradas um dos mais importantes conjuntos de ouro e prata do final do período romano encontrados na Grã-Bretanha. Ele ocupa o quinto lugar no ranking internacional dos dez maiores tesouros de metais preciosos dos séculos 2 ao 7 d.C. Moeda romana com a inscrição "Nosso Senhor Valente, o Piedoso e Afortunado Augusto" achada no tesouro Fæ/Wikimedia Commons O conjunto inclui 15.233 moedas, vasos de prata, joias de ouro, colheres e utensílios de higiene pessoal. Além disso, foram encontrados restos de madeira e outros materiais orgânicos, o que permitiu determinar que o tesouro estava acondicionado em um baú de carvalho com compartimentos internos recobertos de palha e tecido para proteção. Acredita-se que a caixa tenham sido colocada no local em algum momento do século 5 d.C, já que algumas das moedas datam dos anos 407 e 408 d.C., embora a maioria seja de décadas anteriores. A razão de o tesouro estar na região e a quem pertencia não foi esclarecida pelos estudiosos. Leia mais Entre as hipóteses levantadas é de que ele tenha sido escondido durante uma época de instabilidade vivida pela Britânia romana, entre o final do século 4 e início do século 5 d.C., ou pode ser o espólio de um roubo. Duas pulseiras de ouro com trabalho vazado foram achadas entre os tesouros de Hoxne Fæ/Wikimedia Commons Em 1993, as peças foram entregues à coroa inglesa, que as vendeu a museus. Alguns dos itens podem ser vistos no Museu Britânico, em Londres. O montante foi então entregue ao descobridor, que o dividiu com o proprietário das terras. Juntos, eles receberam 1,75 milhão de libras, o equivalente a cerca de 4,7 milhões nos dias de hoje (ou quase R$ 34 milhões).
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Porta-chaves de parede: 6 opções criativas e superfuncionais
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Restauração, design autoral e natureza redefinem o luxo em hotel de Trancoso Idealizado em 2009 pelo designer holandês Wilbert Das, ex-diretor criativo da marca italiana Diesel, e pelo ativista Robert Shevlin, o UXUA Casa Hotel & Spa nasce da paixão de ambos por Trancoso, na Bahia, e pela cultura local. Leia mais O que começou com a restauração de casas centenárias no Quadrado Histórico, em colaboração com artesãos e carpinteiros da região, ganhou ainda mais sentido com o UXUA Roça, fazenda orgânica responsável pelo abastecimento do hotel, e o UXUA Maré, inaugurado recentemente na praia de Itapororoca. A piscina do UXUA Casa Hotel & Spa pode ser acessada pelos hóspedes das 16 casas pertencentes ao complexo no Quadrado de Trancoso Marta Tucci/Divulgação Atualmente, o hotel tem 19 casas para hospedagem — 16 delas no Quadrado. A Casa do Lago, por exemplo, conta com três suítes, área de estar, lounge, sala de jantar e cozinha ao ar livre, e destaca-se pela piscina natural com peixes. Com três suítes e ampla área social, a Casa do Lago, no UXUA Casa Hotel & Spa, comporta grandes famílias Tuca Reines/Divulgação “Wilbert é um designer muito não-comercial. Desenha coisas de que ele gosta. Lembro que, quando ele quis fazer a piscina com peixe, eu disse: ‘Mas, Wilbert, possivelmente há pessoas que não querem nadar com peixes’. E ele me respondeu: ‘Como é possível? A água tem peixe; o peixe também fica confuso quando entramos na água’”, conta Robert. O complexo no Quadrado inclui um jardim privativo de 9 mil m², com piscina natural de quartzo aventurino; o VIDA Spa & Lab, que combina tradições de cura e nutrição medicinal; e os restaurantes UXUA Quadrado e UXUA Praia Bar. Por todas a área comum e as casas, os móveis autorais desenhados e executados por Wilbert, em parceria com artesãos locais, atraem a atenção de hóspedes, designers, arquitetos e grandes marcas. O UXUA Praia Bar possui bangalôs para os hóspedes à beira-mar, mas o restaurante também é aberto a passantes Chris Caldicott/Divulgação “A cada dois anos, trocamos as almofadas, decorações aqui, móveis ali. Porque a ideia é um hotel que não passa a sensação de hotel, mas de um vilarejo. E o vilarejo está sempre mudando”, afirma o ativista. “Já tivemos ofertas para licenciar algumas peças autorais, mas a resposta é não. É algo raro de se ver, mas negar um business também é um business”, completa. UXUA Maré A Casa Azul foi a primeira hospedagem do UXUA Maré, ideal para casais Marta Tucci/Divulgação Um santuário de floresta nativa à beira-mar. Este é o conceito do UXUA Maré, inserido em uma área de seis hectares de Mata Atlântica preservada, com 180 metros à beira-mar na praia de Itapororoca. “Em 2021, meu fornecedor de materiais me ligou e disse: ‘Eu tenho essa casa e a família está doida para vender, mas quer vender a casa inteira’. Eu só vi uma foto e respondi: ‘Vamos tentar. Marca tudo e a gente tenta remontar’”, relembra Wilbert sobre o processo de criação da Casa Azul, a primeira das três hospedagens disponíveis no complexo. No processo de montagem, cerca de 80% da estrutura trazida do distrito de Cubas, em Ferros, MG, foi preservada e as intervenções, necessárias para colocá-la de pé, foram sinalizadas com pintura branca. As divisórias da casa original foram retiradas, mas os pilares e vigas de sustentação foram preservados Marta Tucci/Divulgação “Internamente, ela tinha quatro quartos e um corredor. Mas como ela estaria inserida na mata, optamos por integrá-los à sala. Eu queria uma sensação de loft com um quê de colonial. As janelas são originais, com vitrais garimpados, e as portas dos quartos foram reaproveitadas nos armários das cozinhas”, diz Wilbert. Os fundos da Casa Azul, no UXUA Maré, se abrem para a mata preservada, com piscina e deque particular Marta Tucci/Divulgação Um pouco maior, com 300 m² e três suítes, a Casa Amarela também foi desmontada e reconstruída no terreno à beira-mar. “Eu não gosto da palavra sustentabilidade, mas não existe nada mais sustentável do que pegar uma coisa e reutilizar tudo”, afirma o designer. A Casa Amarela, no UXUA Maré, também foi desmontada em Minas Gerais e remontada na praia de Itapororoca, em Trancoso, BA Marta Tucci/Divulgação Os brises da Casa Amarela, executados por um pataxó, permitem a entrada de luz natural e a ventilação cruzada na sala de estar, aberta para a piscina Marta Tucci/Divulgação Última a ser finalizada, a Casa Branca foi desenhada a partir de um lote de 19 janelas e 15 portas de uma mesma casa colonial, localizada em Minas Gerais. Os quatro dormitórios, um deles utilizado como estar, são organizados em U – deixando a cozinha e a sala de jantar ao centro, abertas para a varanda. “No clima baiano, considero a varanda uma das partes mais importantes da casa. Ela favorece a ventilação e permite o contato com a natureza”, explica. A Casa Branca possui uma cozinha com fogão à lenha, integrada à sala de jantar e à varanda. Os ladrilhos hidráulicos coloridos são um elemento marcante em toda a casa Marta Tucci/Divulgação Com móveis autorais, a varanda da Casa Branca, no UXUA Maré, convida à convivência e estimula o contato com a natureza Marta Tucci/Divulgação UXUA Roça O UXUA Roça foi pensado como uma agrofloresta e, no futuro, estará entre as experiências oferecidas aos hóspedes do hotel Marta Tucci/Divulgação A fazenda orgânica UXUA Roça fornece verduras, legumes, ovos e leite para os restaurantes e o laboratório de pesquisa nutricional VIDA Lab. Com área total de 17 hectares, 60 a 70% do terreno é ocupado por Mata Atlântica preservada, e um hectare pela agrofloresta, que reúne árvores nativas como jacarandá e pau-brasil, além de cultivos de abacaxi, feijão, pupunha, açaí, entre outros. Leia mais “Essa porção era utilizada como areal, e o solo que restou era muito pobre. A primeira coisa que fizemos foi trazer um biólogo e um botânico para avaliar a flora local. Após três ou quatro anos, você começa a andar sob a sombra do que cultivou”, conta Wilbert. ** A jornalista viajou a convite de UXUA Casa Hotel & Spa
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Viajo porque preciso, volto porque gosto do conforto do meu lar Dezembro passa como um conta-gotas esperando a chegada do merecido recesso. Afogados em demandas do ano todo, a geração que se acostumou a viver quase em burnout conta os dias para poder fechar o computador, fazer a mala e sair para dias de sossego, festa, cabeça vazia. Viajar com amigos e família, ir para a praia, para o interior, mesa cheia e celebrações. A energia de esgotamento parece dá lugar a outra, para ser gasta com lazer e diversão. Viajar, sair da rotina também nos traz um novo olhar sobre as coisas. A tal bagagem cultural. Novos modos de organizar a casa, as nossas coisas, os nossos hábitos. Experiências como novas comidas, temperos, combinações, sabores. É o momento de comprar algo que te faça lembrar o tempo de descanso, para suavizar o dia a dia. É nas férias que muitas encontramos os objetos de decoração mais legais, de valor afetivo, para além de apenas um monte de cacarecos preenchendo espaços. Além disso, é um momento de renovar votos. Eu gosto de fazer meus rituais, de tentar zerar as perspectivas, tomar aquele banho de mar que lava a alma metaforicamente, e quase reseta as intenções para um novo ciclo. Faço um balanço do ano que passou, os crescimentos, o que não funcionou, o que inflamos como um grande problema e, na realidade, era apenas estresse acumulado. Parece não ter coisa melhor que a possibilidade de desconectar-se de questões de trabalho, mudar o cenário, ter novas experiências. Mas passado alguns bons dias, começa a bater uma sensação curiosa, e acho que isso chega a ser um senso comum. Uma saudade da minha casa, da minha cama, do ar-condicionado, do meu chuveiro, da bancada da cozinha com espaço pensado para preparar bem as refeições. Até da minha máquina de lavar ou do sol do meu pátio, capaz de secar uma roupa em duas horas. O supermercado que vou onde sei exatamente o lugar das coisas que gosto. Considerado o maior do Brasil, o Centro de Artesanato do Recife exibe cerca de 25 mil peças feitas por artesãos locais. É uma ótima oportunidade de conhecer mais a arte local e levar peças autorais para decorar a casa Centro do Artesanato de Pernambuco/Divulgação E aí vem a volta para casa em janeiro. A cidade calma, as férias escolares, parece ser um segundo tempo nesse retorno ao cotidiano. De forma mais amena, experimental, como se tateando o início de ano que chega, sem tanta pressão, trânsito, correrias, demandas. A realidade é que as férias, além de descanso, servem também para valorizarmos o que a nossa rotina tem de bom. Leia mais Curtindo a calmaria na cidade que o começo do ano traz, temos tempo para aproveitar a leva de bons filmes indicados às premiações, aproveitando para nos resfriar no ar-condicionado dos cinemas. Por aqui ando redescobrindo salas de rua, e pelo visto não estou sozinho. As sessões andam lindamente cheias, seja pela ótima programação, seja pela possibilidade de ir a um espaço público bacana. Muitas vezes o passeio se estende pelas áreas históricas da cidade, observando a arquitetura enquanto se desfruta de um chopp numa mesinha na calçada. Voltar pra casa depois de um período de férias também traz um novo olhar que valoriza o conforto que construímos no nosso cotidiano. Na foto, projeto de dormitório de Daniel Bolson, com uma visual da copa das árvores junta da varanda do ambiente Tita Leke/Divulgação Estaria eu sendo otimista demais com apenas uma mudança numérica de ano? Talvez, mas é a opção que me resta, afinal. Num mundo que vem com cargas muito pesadas, onde todos estão, segundo as fotos compartilhadas, nos melhores lugares, fazendo as coisas mais incríveis, é necessário desmistificar esse ideal de felicidade. Valorizar coisas mais palpáveis, que vem junto dos pequenos prazeres do cotidiano. O privilégio de desfrutar da sua boa companhia, do ócio, do silêncio cada vez mais raro e valioso. Leia mais Voltei para casa após duas semanas de bons momentos. Sai da rotina, tomei o café da manhã de hotel que minha mãe prepara. Viajei com meu melhor amigo, tomei um banho de mar em águas transparentes no meio de uma natureza linda. Cheguei em casa saudoso. De volta à rotina, ainda no clima de praia, resolvi preparar um peixe no almoço do dia seguinte. Me dei conta de que não tinha limão para finalizar o prato. Eis que lembrei que meu limoeiro tinha um par de limões que finalmente estavam crescidos após meses, embelezando meu pátio. Julguei o momento merecedor de usar um deles, finalmente. Me pareceu um sinal dessa conexão boa e saudosa de voltar para o meu lar e começar de novo, mais um ano, depois do descanso.
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Essas são as dicas fundamentais para você limpar o mármore e deixá-lo impecável! O mármore é um material muito utilizado em pisos, bancadas e revestimentos, e sua beleza depende de cuidados específicos na limpeza. Por ser uma pedra natural e porosa, o uso de produtos inadequados pode causar manchas, desgaste e perda de brilho ao longo do tempo. Com dicas eficientes e práticas, é possível descomplicar a higienização desse tipo de material. Confira! O uso de escovas no mármore deve ser feito com atenção priorizando itens com cerdas maciais. No borrifador, dilua detergente neutro com água para limpar a superfície Freepik/Creative Commons "A limpeza do mármore evoluiu significativamente nos últimos anos. Hoje, ela é técnica, preventiva e estratégica, focada na conservação da pedra", destaca Daiane Pereira, personal cleaner e organizer. Como limpar superfícies de mármore A limpeza cotidiana do mármore deve ser simples e delicada. A regra geral, para remover poeira e sujeiras leves, é utilizar um pano levemente umedecido com água e detergente neutro sobre a superfície. Após a limpeza, a secagem com um pano limpo é essencial para evitar marcas de água e conservar o aspecto natural da pedra. A cor e o acabamento do mármore interferem na escolha do tipo de limpeza a ser feita, em função de características como porosidade e fragilidade do material Freepik/Creative Commons O indicado é sempre utilizar panos macios. "Recomendo panos de microfibra, pois este é um material macio e que não agride a superfície", diz Adriana Aparecida Serrano, personal cleaner. No entanto, é importante destacar que cada tipo de mármore pode responder de uma forma diferente devido às suas características naturais. "O mármore branco exige manutenção frequente e produtos específicos para evitar manchas, enquanto o travertino é mais poroso e requer limpeza suave com produtos próprios para pedras naturais", explica Daiane. O travertino também pode absorver produtos com muita facilidade. Leia mais No mármore preto, os cuidados com riscos e excesso de atrito devem ser redobrados. "O mármore preto também está mais suscetível a manchas de gordura e sabão, demandando que a limpeza seja feita com rapidez", pontua Adriana. O acabamento da superfície não deve ser desconsiderado. "Superfícies polidas aceitam limpeza mais simples, com pano macio e produto neutro, enquanto acabamentos acetinados ou levigados exigem menor umidade e produtos específicos", continua a especialista. Produtos neutros devem ser priorizados na limpeza do mármore por serem menos abrasivos Freepik/Creative Commons O que usar e o que evitar ao limpar o mármore A recomendação é o uso de produtos com pH neutro e formulações desenvolvidas especificamente para pedras naturais. "Esses produtos respeitam a composição do mármore, preservam o brilho e evitam danos comuns causados por produtos domésticos inadequados", comenta Daiane. Detergentes neutros profissionais, limpadores específicos para mármore e granito, produtos à base de tensoativos suaves e seladores impermeabilizantes fazem parte dessa nova abordagem, substituindo práticas antigas que comprometiam a superfície. A limpeza do mármore pode ser feita com panos úmidos e produtos neutros adequados para esse tipo de superfície, garantindo um visual bonito e sofisticado por mais tempo Pexels/RDNE Stock project/Creative Commons Já substâncias ácidas ou abrasivas, como vinagre, limão, álcool, cloro, água sanitária e limpadores multiúso, não devem ser usadas. Esses produtos reagem com a pedra e provocam manchas opacas e corrosão da superfície. Como remover manchas leves do mármore Quando surgem manchas, especialmente de líquidos ou alimentos, agir rapidamente faz diferença. A limpeza imediata com água e detergente neutro costuma ser suficiente. Leia mais "Manchas recentes e superficiais podem ser retiradas com o auxílio de uma pasta de bicarbonato dissolvido em água. Após aplicar, deixe agir por alguns segundos e retire com pano úmido macio", explica Adriana. Cuidados para evitar manchas e desgaste Além da limpeza correta, alguns cuidados ajudam a preservar o mármore, tais como evitar o contato prolongado com líquidos, usar descansos para copos e objetos quentes e reduzir o arraste de objetos sobre a superfície. A manutenção periódica também é indispensável. "Pode ser semanal ou quinzenal, enquanto a proteção profissional com seladores e tratamentos específicos deve ocorrer conforme a necessidade da superfície, avaliado por um profissional especialista nesse tipo de revestimento", indica Daiane.
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Avenida dos Baobás: conheça o monumento natural em Madagascar Como o próprio nome sugere, a Avenida dos Baobás é uma via em Madagascar ladeada por imponentes exemplares da espécie conhecida popularmente como "árvore da vida". Essas plantas são remanescentes de uma floresta tropical que, um dia, se estendeu por toda a ilha. Atualmente, o conjunto é considerado monumento natural pelo governo do país na África oriental. Uma estrada de terra entre Morondava e Belo Tsiribihina, cidades próximas à costa oeste de Madagascar, forma a famosa Avenida dos Baobás, um dos cenários naturais mais conhecidos do país africano NP023/Wikimedia Commons A Avenida dos Baobás é uma estrada de terra entre Morondava e Belo Tsiribihina, duas cidades próximas à costa oeste de Madagascar. Cerca de 20 a 25 baobás de Grandidier (Adansonia grandidieri) ladeiam um pequeno trecho da estrada, enquanto outros 25 exemplares crescem dispersos nos campos próximos, e centenas de outros na paisagem circundante. De nome científico Adansonia grandidieri, a espécie está ameaçada de extinção e é uma das seis endêmicas de baobás em Madagascar. Seu tronco costuma atingir 24 metros de altura e 3 metros de largura, mas o maior exemplar já registrado possuia 30 metros de altura e 11 metros de diâmetro. Os troncos são tão grandes porque armazenam água em suas células para produzir novas folhas e manter sua estrutura. Os baobás de Grandidier ('Adansonia grandidieri') se destacam na paisagem da costa oeste de Madagascar, com troncos largos que armazenam água Frank Vassen/Wikimedia Commons Um estudo de 2024 descobriu que os baobás evoluíram em Madagascar entre 41 e 21 milhões de anos atrás. A maioria das espécies existentes se restringem ao país, mas duas outras — A. digitata e A. gregorii — são encontradas na África continental e na Austrália, respectivamente. Não se sabe ao certo como chegaram lá, mas pesquisadores sugerem que os frutos podem ter atravessado os oceanos pelas correntes marítimas ou sido transportados por humanos. Leia mais Em Madagascar, os baobás são chamados de "renala" ou "reniala", que significa "mãe da floresta". Eles também são conhecidos internacionalmente como "árvores da vida" por sua longevidade e pelo armazenamento de água. Leia mais Milhares de anos atrás, eles existiam em uma densa floresta tropical e só recentemente se tornaram árvores isoladas. Hoje, enfrentam ameaças de extinção devido à exploração ilegal da madeira, incêndios e mudanças climáticas. No entanto, essas árvores desempenham um papel central na cultura local, figurando em lendas como a dos "Baobás Amorosos" — duas árvores entrelaçadas que representariam um casal de jovens amantes predestinados ao infortúnio, forçados a se casar com outras pessoas. "Baobá Amorosos", uma formação emblemática da Avenida dos Baobás, em Madagascar, está associada a uma lenda local de dois amantes Hiroki Ogawa/Wikimedia Commons
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Apartamento à beira-mar inspira relaxamento com decoração leve e minimalista Pensado como contraponto à rotina acelerada de um casal jovem, este apartamento de 117 m² na Praia Brava, em Itajaí, SC, nasceu para ser um verdadeiro respiro. Morada de veraneio, o projeto foi guiado pela busca do conceito da essencialidade — valores que se traduzem tanto na arquitetura quanto na forma como os moradores desejam viver seus dias à beira-mar. DETALHE | Na sala, a luz natural, filtrada pelas amplas aberturas voltadas para o mar, envolve o banco Dominó, em concreto, assinado por Claudia Moreira Salles e apresentado pela Dpot Fabio Jr. Severo/Divulgação “Eles queriam uma segunda casa que fosse prática, eficiente e, ao mesmo tempo, acolhedora, sem excessos”, conta o arquiteto Edgard Corsi, sócio de Ana Boscardin no escritório (@boscardincorsi). A ideia era criar um lar que funcionasse como pausa, onde apenas o necessário tivesse lugar, mas cada escolha fosse carregada de significado. CANTO DE LEITURA E MÚSICA | Neste espaço da sala, o casal lê, escuta música no toca-discos e contempla a paisagem nas poltronas Baixa, de Guilherme Wentz, na 4 Elementos, loja que também forneceu a mesa de apoio Sabiá, em travertino, do estudiobola. O quadro Naoshima Dream é uma fotografia fine art de autoria do próprio morador, o fotógrafo Eduardo Pessoa Fabio Jr. Severo/Divulgação A reforma incluiu mudanças estruturais pontuais, como o espelhamento do layout da área de serviço, o que permitiu criar um apoio estratégico para a cozinha, concentrando filtro, adega e cervejeira. Essa decisão liberou espaço na área social e ajudou a definir a organização atual do imóvel, que se abre a partir de um pequeno hall para a sala de TV integrada ao jantar, à cozinha e a um generoso lounge de leitura e música. Leia mais “Optamos por não seguir o padrão do empreendimento, que previa uma ilha, e ganhamos um ambiente fundamental para o modo de viver deles”, explica o arquiteto. SALA DE JANTAR | A mesa de jantar oval Barcelona recebeu cadeiras Gravatá, de Guilherme Wentz, todas adquiridas na loja 4 Elementos. Os spots de embutir Dillo Hole, da Iluminar, na loja É Iluminação, deixam o ambiente mais clean Fabio Jr. Severo/Divulgação O lounge, aliás, tornou-se um dos pontos centrais do apê. Voltado para a vista do mar, é ali que o casal lê, escuta música no toca-discos e contempla a paisagem. “Buscávamos um projeto fluido e leve, pensado como um lugar de respiro. Da minha ascendência, trago muito o conceito de Ma, da arquitetura japonesa, que valoriza o espaço entre os elementos, o vazio como parte essencial da experiência”, conta a proprietária, a advogada Patricia Yamasaki. COZINHA | Aberta para a sala de jantar, a cozinha tem marcenaria em BP Montenapo, da Florense. Bancada de Corian branco, com execução da Decorea. Torneira Reel, da Lexxa. Vaso da série Sustentáculos, da Spiral Cerâmicas, na loja Ôda Design. Forno embutido SOLE, da Elettromec Fabio Jr. Severo/Divulgação A base cromática parte do piso original em tom cinza, mantido para preservar a unidade visual. A madeira surge como contraponto, aquecendo os ambientes e trazendo profundidade à composição. As paredes brancas funcionam como pano de fundo neutro, permitindo que a paisagem, a luz natural e as obras de arte assumam protagonismo, quase como em uma galeria. Entre os materiais, o Corian se destaca nas bancadas da cozinha e dos banheiros. “Ele reforça a leveza que queríamos e nos permitiu desenhar cubas mais orgânicas, sem quinas rígidas”, fala Edgard. A marcenaria planejada esconde funções do dia a dia, como o canto do café, mantendo a estética limpa e organizada. ESCRITÓRIO | No home office, foi usada a mesa de jantar Castro, de Theo Egami, na loja 4 Elementos, com cadeira da Herman Miller, do acervo pessoal do casal. Sobre a mesa, vaso V1, de Paulo Goldstein, na Ôda Design. Piso de madeira tauari, da Galeria Haiko Fabio Jr. Severo/Divulgação A curadoria do mobiliário segue o mesmo rigor essencialista. Logo na entrada, o Banco Dominó, de Claudia Moreira Salles, dá as boas-vindas. Na sala, o sofá Block, do estudiobola, com tecido em lona, dialoga com o banco e cria um canto acolhedor para a arte. As poltronas Baixa, de Guilherme Wentz, reforçam o clima despojado e convidam à contemplação da vista no lounge. ESCRITÓRIO | No detalhe, ao fundo, estantes Hide G, da Desmobilia, organizam os livros de forma minimalista no home office Fabio Jr. Severo/Divulgação A presença da arte é afetiva e pessoal. O quadro atrás das poltronas, intitulado Naoshima Dream, é uma fotografia de autoria do próprio morador, Eduardo Pessoa, fotógrafo. Outras imagens suas aparecem no quarto de hóspedes. Leia mais “Tudo foi pensado para fazer sentido para eles, sem excessos, mas com muita identidade”, resume a arquiteta Ana. SUÍTE DE HÓSPEDES | A marcenaria foi executada pela Florense, enquanto o cabideiro em serralheria, por fornecedor local. Na parede da cabeceira, fotografias fine art de autoria do proprietário e fotógrafo Eduardo Pessoa. Arandela Less W, da Lumini. A cama, com base Ravena Casal, na loja 4 Elementos, recebeu enxoval de linho, da Moss Home Fabio Jr. Severo/Divulgação A distribuição íntima se revela após o lavabo, por meio de uma porta camuflada na marcenaria, que conduz ao hall dos dormitórios. Ali estão a suíte de hóspedes, uma segunda suíte transformada em escritório e a máster, pensada para o descanso absoluto. “Na principal, abrimos mão da TV para priorizar a vista e o silêncio”, comenta Ana. SUÍTE MÁSTER | A cama com base Ravena Queen, da 4 Elementos, ganhou enxoval de linho, da Moss Home. A cabeceira com mesa lateral acoplada em marcenaria clara foi executada pela Florense. Abajur Morandi 2, de Cristina Bertolucci, fornecido pela loja Ner Conceito Fabio Jr. Severo/Divulgação A iluminação discreta elimina a maioria dos pontos no forro e contribui para a atmosfera calma que permeia todo o apartamento. Assim, o projeto se consolida como um lar para desacelerar, contemplar e viver com mais leveza — exatamente como os moradores imaginavam. SUÍTE MÁSTER | Todo branco, o quarto ganha aconchego com o piso de madeira tauari, da Galeria Haiko, e o mancebo Turn, da Latoog, na 4 Elementos Fabio Jr. Severo/Divulgação CLOSET DA SUÍTE MÁSTER | Entre o dormitório e o banheiro, o closet expressa o essencialismo do projeto, com marcenaria branca executada pela Florense, e espelho da Montrelux. Banco Girafa, assinado por Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki, adquirido na loja 4 Elementos. No banheiro, a marcenaria segue como continuidade do closet. Bancada de Corian, executada pela Decorea. Misturadores Kumin, da Kohler Fabio Jr. Severo/Divulgação
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Air fryer 12 L: 6 escolhas vantajosas para quem tem família grande
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Histórica casa de Martin Luther King Jr. é restaurada e será aberta à visitação A casa onde Martin Luther King Jr. passou a infância em Atlanta, na Geórgia, Estados Unidos, foi restaurada após um longo período de obras e será reaberta ao público no meio deste ano. Durante seus primeiros doze anos de vida, o líder dos direitos civis viveu com a família em uma residência de arquitetura vitoriana, localizada no histórico bairro Sweet Auburn. A casa onde Martin Luther King Jr. viveu durante a sua infância, localizada em Atlanta, na Geórgia, nos Estados Unidos, passou por longa restauração Nik Wheeler/GettyImages/Reprodução Alberta, mãe de Martin Luther King Jr., cresceu na propriedade e, ao se casar com um pastor da igreja de seu pai, mudou-se com o marido para a residência. Em 1929, nasceu ali o filho do meio, Martin — batizado inicialmente como Michael Jr., até que o pai decidiu alterar os nomes de ambos em homenagem a Martinho Lutero, líder da Reforma Protestante na Alemanha. Em 2019, o Serviço Nacional de Parques (NPS) dos EUA adquiriu a casa histórica e, posteriormente, a residência em Vine City — outro bairro de Atlanta —, uma construção de tijolos de dois pavimentos. Após um extenso processo de restauração conduzido pelo NPS, o projeto de reabertura está agora em sua fase final. Martin Luther King Jr. com sua família em casa, em 1960 Don Uhrbrock/GettyImages/Reprodução A habitação vitoriana de vários andares abriga uma sala de estar formal, marcada por papel de parede floral e um piano. O imóvel conta ainda com sala de jantar, sala de jogos e escritório. No andar superior, Martin Luther King Jr. dividia o quarto com o irmão mais novo, Alfred. Já a cozinha, com piso de ladrilhos verdes, é equipada com uma mesa de madeira simples, onde a família se reunia para as refeições. Leia mais Devido às restrições impostas pela segregação racial nos EUA, amigos e familiares costumavam se hospedar na casa da família King em vez de recorrer a hotéis. Após a morte dos pais de Alberta, em 1941, a família de Martin Luther King Jr. deixou a residência, mas a manteve destinada ao aluguel. Martin Luther King Jr. foi um pastor batista e ativista que se tornou o principal líder do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, defendendo a igualdade racial por meio da resistência não violenta. Ele nasceu em 1929, em Atlanta, e foi assassinado em 1968, em Memphis Flickr/National Park Service/Creative Commons O ativista estudou no Morehouse College e na Universidade de Boston, antes de retornar a Atlanta para viver com a esposa Coretta e os filhos no bairro de Vine City, onde morou até ser assassinado em abril de 1968. Leia mais Além desta residência histórica, a instituição Trust for Public Land atua em parceria com o NPS na restauração e manutenção de outros edifícios do bairro de Sweet Auburn. A região recebe cerca de um milhão de visitantes por ano, que prestam homenagem à vida e ao legado de Martin Luther King Jr. em seu memorial e túmulo, localizados no Centro King, nas proximidades.
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Gboma dessi: aprenda a preparar o ensopado africano de peixe com espinafre O gboma dessi é um ensopado típico da culinária africana, que pode ser preparado com frango, carne ou peixe. Autêntica, a receita do livro Sabores e Lembranças África, do Instituto Adus, foi compartilhada por refugiados africanos. O passo a passo a seguir rende de 3 a 4 porções. Sirva com arroz branco ou akoumé – uma mistura tradicional de farinha de milho com polvilho, base da culinária togolesa. Leia mais Ingredientes 300 g de camarão limpo; 500 g de carne bovina em cubos; 400 g de atum ou bonito; 3 colheres (sopa) de óleo de dendê; 2 cebolas grandes picadas; 3 tomates maduros picados; 1 colher (sopa) de extrato de tomate; 1 pimentão verde picado; 1 pimentão vermelho picado; 2 berinjelas pequenas picadas; 1 maço pequeno de espinafre; 1⁄2 xícara (chá) de semente de abóbora torrada e moída; 2 dentes de alho picados; 1 pedaço pequeno de gengibre ralado; sal, pimenta-do-reino e caldo de legumes em pó a gosto. Leia mais Modo de preparo Tempere a carne com sal, alho, gengibre e caldo de legumes e refogue por alguns minutos no óleo de dendê. Junte o tomate, o extrato de tomate e as cebolas, e deixe cozinhar até formar um molho. Adicione o peixe e os camarões, cozinhando até ficarem macios. Acrescente as sementes de abóbora moídas, os pimentões, as berinjelas e o espinafre. Misture bem e cozinhe em fogo baixo por cerca de 15 minutos, até o molho engrossar e os sabores se integrarem.
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IPTU atrasado: entenda as consequências e como regularizar o débito O Imposto Predial e Territorial Urbano, mais conhecido como IPTU, é uma cobrança municipal obrigatória para proprietários de imóveis em áreas urbanas. O valor é definido anualmente pelas prefeituras e segue um calendário divulgado no início de cada ano. O atraso no pagamento pode gerar multas e, em situações extremas, levar até à perda da propriedade. No entanto, antes que a dívida alcance esse ponto, há possibilidade de negociação. O IPTU é o Imposto Predial e Territorial Urbano cobrado anualmente pelos municípios brasileiros Pexels/Jakub Zerdzicki/Creative Commons “A agenda do IPTU não é nacional. Cada prefeitura publica todo começo de ano o calendário com datas de vencimento da cota única e das parcelas”, ressalta Rodrigo Palacios, especialista em direito imobiliário e sócio do Viseu Advogados. “O imposto é determinado com a aplicação de um percentual sobre o valor venal do imóvel, isto é, sobre o valor de mercado ou venda atribuído pela prefeitura”, complementa Gilberto Braga, professor do Ibmec-RJ. Em caso de atraso do IPTU, a negociação depende do estágio da dívida, podendo ser pago em segunda via ou por meio de programas com condições especiais Freepik/Creative Commons Em geral, o IPTU pode ser quitado de duas maneiras: em parcela única, com desconto, ou de forma parcelada ao longo do ano. Leia mais Os prazos variam e podem ser consultados em sites oficiais da prefeitura de cada município. Em São Paulo, SP, por exemplo, a primeira parcela ou a cota única vencem em 1º fevereiro de 2026. A mesma lógica acontece no Rio de Janeiro, RJ, com vencimento da cota única ou primeira parcela, em 6 de fevereiro. Não deixe de conferir o calendário de sua cidade para saber se ainda há tempo de pagar a cota em dia! Se você atrasar o pagamento do IPTU, a dívida começa a acumular multa e juros imediatamente Freepik/Creative Commons Para quem atrasar o pagamento, os especialistas explicam as consequências e as etapas que podem ser seguidas neste caso. Confira: Atrasei o pagamento, e agora? A primeira consequência é uma multa, que pode ser acrescida de juros a depender do tempo de atraso. “No entanto, isso pode evoluir para dívida ativa, protesto e, no limite, execução fiscal com penhora de bens”, acrescenta Rodrigo. Confira, na ordem, o que acontece se o pagamento não for feito: Encargos por atraso: o Código Tributário Nacional (CTN) dá a regra geral de que o crédito não pago no vencimento sofre juros de mora (encargos financeiros cobrados pelo atraso no pagamento de uma dívida) e, se a lei não definir uma taxa municipal, os juros são calculados a 1% ao mês. O tamanho exato da multa e dos juros aparece na guia emitida pela prefeitura e recebida pelo contribuinte no início do ano. Cobrança administrativa: emissão de segunda via, notificações e cobrança pela prefeitura. Inscrição em dívida ativa: se o débito não for regularizado, pode ser inscrito em dívida ativa e virar Certidão de Dívida Ativa (CDA), o que permite uma cobrança judicial por parte do governo. Protesto da CDA: alguns municípios utilizam o protesto da Certidão de Dívida Ativa (CDA) em cartório como meio de cobrança de débitos tributários. Ao fazer esse protesto, o nome do devedor pode ser registrado em órgãos de proteção ao crédito, o que gera restrições para obter financiamentos, empréstimos ou realizar negócios. Execução fiscal: caso a dívida continue em aberto, o município pode recorrer à Justiça e ingressar com uma execução fiscal, prevista na Lei nº 6.830/1980. Nesse tipo de processo, o débito passa a ser cobrado judicialmente, com possibilidade de bloqueio, penhora e até leilão de bens do devedor para garantir o pagamento. Se o atraso do IPTU persistir, seu nome pode ser inscrito na Dívida Ativa do município Freepik/Creative Commons Como negociar a dívida? A negociação depende do estágio da dívida. Rodrigo explica que há duas possibilidades: Se ainda não foi para dívida ativa: a emissão da segunda via pode ser feita pelo portal da prefeitura, com pagamento à vista ou aderindo ao parcelamento comum do próprio IPTU, quando disponível. Se já foi inscrita em dívida ativa: a negociação passa pela Procuradoria do Município (ou órgão equivalente), com opções de pagamento à vista, parcelamento, reparcelamento e, em alguns períodos, programas especiais com redução de multa e juros mediante condições específicas, como o Programa de Recuperação Fiscal (REFIS) e o Programas de Parcelamento Incentivado (PPI). Veja também “Em São Paulo, a própria Procuradoria disponibiliza serviços digitais para consultar débitos, emitir boleto, pagar à vista, parcelar e reparcelar dívida de IPTU inscrita”, exemplifica o advogado. Como é a negociação na minha cidade? A regra é buscar nos sites oficiais para não cair em golpes. “Evite links recebidos por mensagem, boleto enviado por terceiros e QR code fora do site oficial”, aconselha Rodrigo. “A orientação inicial é acessar o site da Secretaria de Finanças ou Fazenda do município e verificar se há algum programa de parcelamento em vigor. Normalmente, essas informações estão em seções como ‘Parcelamentos’, ‘Dívida Ativa’ ou ‘IPTU’”, diz João Vitor Kanufre Xavier, tributarista do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados. Caso ainda existam dúvidas, é indicado tentar esclarecimentos por meio de e-mail, telefone ou de forma presencial em órgão responsável. “Em último caso, é recomendável consultar um advogado ou contador, para avaliar as opções disponíveis e a melhor forma de regularização”, adiciona João.
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11 ideias elegantes de decoração que mostram como a cadeira Thonet segue atual Poucos mobiliários atravessaram quase dois séculos sem perder relevância — a cadeira Thonet é um deles. Criado no século 19 como uma revolução técnica, o modelo conquistou o mundo pela produção industrial e, ainda hoje, ocupa cozinhas, salas de jantar, cafés e projetos contemporâneos com a mesma leveza que marcou sua origem. No home office, a composição reúne a escrivaninha e o tapete de Paulo Alves, acompanhados pelas icônicas cadeiras Thonet Carolina Lacaz/Divulgação | Projeto da arquiteta Ana Sawaia e do designer Paulo Alves “A história da Thonet começa no século 19 com Michael Thonet, que revolucionou o design de mobiliário ao desenvolver a técnica de curvatura da madeira a vapor”, explica a arquiteta Ana Sawaia. O processo permitiu criar móveis mais leves, resistentes e passíveis de produção em série, algo absolutamente inovador para a época. O modelo mais emblemático, a cadeira nº 14 — também conhecida como 214 — consolidou esse avanço. Produzida a partir de madeira de faia curvada, com etapas de fabricação padronizadas, ela inaugurou a lógica industrial no mobiliário. Na sala de jantar, a mesa de acervo ganhou a companhia de cadeiras Thonet garimpadas pela moradora Renata Freitas/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura “A Thonet foi uma das primeiras marcas de móveis globais”, lembra a arquiteta Camila Abraão, do escritório Casulo. Um de seus grandes trunfos era a possibilidade de ser enviada desmontada: em uma única caixa, cabiam até 36 unidades, prontas para serem montadas em qualquer parte do mundo. Leveza, racionalidade e elegância atemporal Mais do que um ícone histórico, a Thonet se tornou um marco do design moderno por unir indústria, racionalidade construtiva e elegância formal. “O que torna a Thonet tão atual é justamente essa combinação entre clareza estrutural, economia de meios e desenho preciso”, afirma Ana. A cadeira Thonet pode marcar presença em mesas de apoio e cozinhas Favaro Jr./Divulgação | Projeto do escritório Volar Interiores Essa síntese faz com que a cadeira transite com naturalidade entre diferentes contextos. Ela esteve presente em cafés europeus, atravessou o modernismo e hoje aparece tanto em apartamentos contemporâneos quanto em casas de campo, de praia ou de grandes áreas urbanas. Versáteis, as cadeiras Thonet funcionam em diferentes espaços. Neste projeto, elas acompanham a mesa Saarinen, ambas adquiridas no antiquário Maria Jovem Joana França/Editora Globo | Projeto do escritório Casulo “Podemos imaginá-la numa fazenda, numa casa de praia, num café em Paris ou num apartamento modernista”, resume Camila. Para ela, a atemporalidade é o maior valor da peça: “Ela se encaixa bem e com leveza em diferentes estilos”. Thonet na decoração O modelo funciona em diversos cômodos. “Vai muito bem em salas de jantar, cozinhas integradas, home offices e como peça solta, em diálogo com a sala de estar”, comenta Ana. Por ocupar pouco espaço e ter desenho delicado, adapta-se especialmente a recintos menores, sem comprometer a circulação. As cadeiras Thonet Gerdau na cor preta, da Bossa Nossa Casa, foram restauradas especialmente para compor esta sala de jantar Nathalie Artaxo/Divulgação | Projeto da arquiteta Patrícia de Palma, do SP Estúdio Camila destaca o uso da peça em mesas de apoio e cozinhas. "Gosto do efeito visual em pequenas quantidades", pontua. Ela ainda ressalta que a cadeira se adapta às mesas de jantar maiores — sobretudo as versões da Thonet com braço, ideais para ocupar as cabeceiras das mesas. As cadeiras Thonet transitam entre diferentes estilos e, nesta cozinha minimalista e atemporal, reforçam sua versatilidade Renata Freitas/Divulgação | Produção: Pualani di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura O arquiteto João Panaggio amplia o olhar e propõe usos menos óbvios: “A Thonet pode ser usada como peça de arte, justamente por sua carga histórica”. Na sala de jantar, o profissional é categórico: “Ela assume o protagonismo, sem dúvidas. Muitas vezes, a mesa se torna coadjuvante em relação às cadeiras”. Como peça independente, ele recomenda combiná-la com uma obra de arte ou posicioná-la de forma quase escultórica. A cadeira Thonet atravessa o tempo: criada no século 19, permanece em destaque nas decorações, reafirmando sua relevância e atemporalidade André Nazarteh/Divulgação | Projeto do arquiteto Claudio Bernardes, com decoração por Celso Rayol, do escritório Cite Arquitetura Arquitetura, linguagem e materialidade Antes de optar pela Thonet, alguns critérios são essenciais. Para Ana Sawaia, a proporção e a escala do ambiente vêm em primeiro lugar. "É uma cadeira visualmente leve, que funciona melhor onde não se espera uma peça pesada", explica. A linguagem arquitetônica também influencia: "Dialoga muito bem com arquiteturas racionais, modernas ou contemporâneas", ela completa. Neste living, a cadeira Thonet foi utilizada de forma isolada, assumindo o protagonismo André Scarpa/Divulgação | Produção: Aldi Flosi/Divulgação | Projeto da arquiteta Ana Sawaia João Panaggio acrescenta que, em projetos marcados por muitas linhas retas, a Thonet cria um contraste interessante. "Ela rompe e traz bossa à composição por meio de suas linhas curvas", comenta. Compacta, a cadeira Thonet ocupa pouco espaço e se adapta facilmente a ambientes menores Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do StudioDuas Arquitetura Quando o tema é materialidade, há consenso: a Thonet se adapta com facilidade. A madeira reforça seu caráter atemporal; concreto e pedra criam um diálogo entre leveza e peso; tecidos naturais acrescentam aconchego. "Não há restrição para os materiais ao redor", afirma Camila, que revela sua combinação favorita: "Amo o equilíbrio que ela traz às mesas de pedra, que geralmente tornam o ambiente mais frio". O papel da cor Embora a versão em madeira natural seja a mais clássica, o uso da cor pode transformar completamente a sua leitura. “Em cômodos neutros, uma Thonet colorida vira ponto de destaque”, fala Ana, que ainda alerta: “Ela ganha muita evidência, então o uso precisa ser cuidadoso”. Na cozinha, a cadeira Thonet — parte do acervo dos moradores — surge como protagonista. Neste projeto, aparece isolada, ganhando ainda mais destaque ao dialogar com as cores do ambiente Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do arquiteto João Panaggio Camila vê na variedade de cores uma oportunidade para projetos mais ousados, enquanto João ressalta o aspecto afetivo: “A Thonet pode trazer personalidade e sentimento de memória", ele diz. Dicas práticas e cuidados essenciais Camila lembra que a palhinha é um material mais delicado, o que pode restringir o uso em ambientes de grande circulação. Ainda assim, o consenso é que errar com a Thonet é raro. "O essencial é compreender os aspectos individuais de cada projeto para definir o tom e o formato ideais", ela afirma. As cadeiras Thonet utilizadas neste projeto pertencem ao acervo do morador. Além de sua relevância estética, a peça carrega um forte valor afetivo Denílson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do arquiteto João Panaggio João deixa uma dica valiosa: evite réplicas. “Busque saber a procedência e confirmar a origem”. E, para quem gosta de propostas conceituais, ele vai além: “Uma ideia incrível é usar a Thonet desmontada, embalada como era vendida originalmente, pendurada na parede como uma obra. É autêntico demais”. Entre história, técnica e poesia, a cadeira Thonet segue provando que bom design não envelhece — apenas se reinventa.
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Janeiro é mês de ninféias: confira o espetáculo no Jardim Botânico de São Paulo O calor intenso do mês de janeiro marca a temporada das ninféias. Se você deseja aproveitar este espetáculo da natureza, planeje uma visita ao Jardim Botânico de São Paulo. No Lago das Ninféias podem ser vistas as espécies ninféia-amarela (Nymphaea mexicana), azul (Nymphaea caerulea) e rosa (Nymphaea odorata). O gênero Nymphaea reúne plantas aquáticas flutuantes, nativas de regiões tropicais e subtropicais em todo o mundo, incluindo a América do Sul e o Brasil. Entre as características marcantes, estão as folhas arredondadas, repelentes à água e protegidas contra fungos; e as flores coloridas que se abrem durante o dia ou à noite, a depender da espécie. As ninféias podem florir em diversas cores, como branco, azul, rosa, amarelo, vermelho ou lilás. As flores duram de três a quatro dias e emergem de rizomas submersos, com pétalas dispostas radialmente. No Brasil, há cerca de 16 espécies nativas. As ninféias são plantas aquáticas que vivem sobre a água e florescem com mais intensidade no verão Zoo São Paulo/Divulgação “O verão, período de temperaturas elevadas, maior incidência de luz solar e abundância de água, tem as condições ideais para o crescimento e a floração intensa dessas espécies. Nessa época, elas concentram seu pico reprodutivo, com maior número de flores abertas e maior atividade de polinizadores”, explica o biólogo Fellipe Moutinho. As ninféias precisam de sol pleno, água constante e substrato rico no fundo do lago para seu desenvolvimento. Isso porque elas não crescem para fora da água, mas vivem sobre ela. Sem caule, desenvolvem-se a partir de rizomas — caules subterrâneos ou horizontais que armazenam nutrientes e permitem a reprodução — submersos. Leia mais “Após a fecundação, o fruto se desenvolve debaixo d’água e libera sementes, enquanto o rizoma permanece vivo e garante a renovação da planta ao longo dos anos. Muitas espécies abrem e fecham suas flores em horários específicos, algumas durante o dia e outras à noite, funcionando como um verdadeiro relógio natural”, explica Fellipe. As ninféias são espécies nativas de regiões tropicais e temperadas da África, Ásia, Américas e Europa Freepik/Creative Commons Curiosidades O pintor francês Claude Monet dedicou sua carreira à reprodução da natureza em seus quadros impressionistas, pintados a óleo. Parte de seu acervo inclui cerca de 250 pinturas de ninféias, cultivadas em seu jardim em Giverny, na França, entre 1890 e 1926. Leia mais Durante esse período, Monet produziu obsessivamente essas obras, focando em variações diárias de luz e atmosfera, como em O Lago das Ninféias (1899). Em 1922, doou 22 painéis monumentais ao estado francês em homenagem à Primeira Guerra, instalados nos salões ovais do Musée de l'Orangerie em Paris, na França, onde permanecem como imersão panorâmica.
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Adega com tijolos centenários e integração com a mata definem casa interiorana Pensada como um refúgio para desacelerar, esta casa de 369 m², com dois pavimentos, nasceu do desejo de um casal que buscava transformar a rotina intensa em uma experiência cotidiana de tranquilidade, conforto e conexão com a natureza. Localizada em um condomínio em Paulínia, no interior de São Paulo, a residência às margens de um lago traduz, em sua arquitetura e interiores, a busca por um equilíbrio delicado entre robustez construtiva, sofisticação e acolhimento. SALA DE ESTAR | Materiais naturais, como a parede de pedra modelo e o piso de cimento queimado, criam uma estética rústica. Chaise cinza, da Artefacto, ao lado do piano Keniche Santos/Divulgação Com predileção por materiais naturais e estética rústica, os moradores queriam um lar que refletisse sua identidade, valorizasse a luz natural, a ventilação cruzada e, sobretudo, acomodasse com harmonia um acervo afetivo reunido ao longo de viagens e experiências de vida. “Desde o início, ficou claro que o projeto precisava ser verdadeiro, com materiais em sua forma mais pura e espaços que dialogassem com a paisagem”, fala o arquiteto Diogo Mendes, do escritório João de Barro Arquitetura (@estudio.jb), responsável pelo projeto de interiores. SALA DE ESTAR | Com abertura para o jardim com piscina, a sala comporta o sofá cinza Pillow, do estudiobola Keniche Santos/Divulgação O projeto teve como ponto de partida a arquitetura existente, estruturada em aço. Para sua execução, foi necessária uma revisão minuciosa, assegurando a plena compatibilização entre os sistemas construtivos, hidráulicos e estruturais. VARANDA | O espaço com assentos, fire pit e a luminária de piso Carimbó, na Attimo, tem, como pano de fundo, o paisagismo assinado por Alexandre Furcolin, com strelitzia, guaimbê e xanadu Keniche Santos/Divulgação A distribuição dos ambientes privilegia a integração no pavimento térreo. O hall de entrada conduz ao living, marcado pela parede de pedra moledo, que confere textura e caráter ao espaço. Leia mais As grandes esquadrias ampliam a entrada de luz natural e estabelecem uma conexão direta dos cômodos sociais com o jardim, enquanto o forro de madeira aquece visualmente o recinto. O mobiliário reforça a proposta de convivência e descanso. FACHADA | Linhas retas e contemporâneas contrastam com os elementos rústicos que envolvem os interiores da casa Keniche Santos/Divulgação Integradas, a cozinha, a sala de jantar e a adega formam o coração social da casa, conectadas à varanda gourmet e ao deque que se estende até a piscina. Nesse conjunto, a marcenaria de madeira sucupira de reflorestamento e o forro de lambri de cumaru criam unidade visual. INTEGRAÇÃO | A cozinha e a sala de jantar se abrem diretamente para a área da piscina, podendo ser isoladas por portas de correr. Já as esquadrias de alumínio e vidro estabelecem a conexão da sala de estar com o exterior Keniche Santos/Divulgação "A escolha da madeira em diferentes aplicações foi essencial para trazer aconchego e reforçar a identidade rústica do projeto”, destaca o arquiteto. SALA DE JANTAR E COZINHA | O uso de diferentes tipos de madeira aquece a base neutra marcada pelo piso de cimento queimado. As bancadas e a ilha combinam concreto polido antigo com ardósia grafite, enquanto a marcenaria utiliza assoalho de sucupira de reflorestamento. O forro de cumaru, em paginação de lambri, reforça a atmosfera acolhedora. Ao redor da mesa, destacam-se as cadeiras 60, da América Móveis, e na ilha, as banquetas Harp, assinadas por Aciole Félix Keniche Santos/Divulgação A paleta cromática é pautada por tons neutros, como os cinzas do concreto, os marrons profundos e os tons areia, que servem de base para pontos coloridos estratégicos. Verde, azul e terracota surgem em adornos e objetos decorativos, muitos deles pertencentes ao acervo pessoal do casal. Leia mais “Essas peças trazem memória e identidade, funcionando como contraponto sensível à materialidade mais bruta da arquitetura”, observa Diogo. ADEGA | Destaque no projeto, a adega tem o interior revestido de tijolinhos centenários, que trouxeram uma conexão autêntica e atemporal com o estilo da casa Keniche Santos/Divulgação Entre os destaques do projeto está a adega, que surpreende pelo uso de tijolinhos centenários — sugestão do paisagista Alexandre Furcolin — em seu interior, uma solução que adiciona camada histórica e dialoga com a rusticidade contemporânea da residência. SUÍTE | Com linguagem contemporânea e serena, o quarto mistura cimento queimado nas paredes e assoalho de madeira copaíba no piso. A cama recebeu enxoval da Trussardi. Arandela Lunga Redonda, da Foco Metallo Keniche Santos/Divulgação No pavimento superior, a área íntima abriga três suítes, closet e um escritório — no térreo há outro. Os dormitórios seguem a linguagem contemporânea e serena, com o concreto aparente dialogando com a madeira copaíba presente no piso. As esquadrias piso-teto, protegidas por guarda-corpos metálicos, permitem ventilação cruzada eficiente e abundante iluminação natural, além de reforçar a integração com a paisagem externa.
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Escritório de arquitetura mexicano vai projetar o pavilhão Serpentine de 2026 O estúdio de arquitetura LANZA atelier, sediado na Cidade do México, foi escolhido para assinar o Serpentine Pavilion de 2026. Intitulado A serpentine (em tradução literal, uma serpentina), o pavilhão será inaugurado em 6 de junho de 2026 na galeria Serpentine South, localizada nos Kensington Gardens, em Londres, no Reino Unido. Inspirado na parede serpentina de tijolos em zigue-zague, o Serpentine Pavilion 2026, projetado pelo LANZA atelier, une tradição construtiva e experimentação contemporânea © LANZA atelier/Cortesia Serpentine O coração do projeto é uma parede curva de tijolos, coroada por um telhado translúcido apoiado em colunas do mesmo material. A intenção é lembrar a sensação de caminhar por um bosque. "Situado em um jardim, como evocação do mundo natural, o pavilhão assume a forma de uma parede serpenteante, concebida como um dispositivo que tanto revela quanto oculta: moldando o movimento, modulando o ritmo e enquadrando limiares de proximidade, orientação e pausa", afirmaram os arquitetos em comunicado. O formato serpenteante do Serpentine Pavilion 2026 se apropria dos limiares de proximidade, orientação e pausa, conduzindo o visitante por uma experiência espacial marcada pelo ritmo e pela fluidez © LANZA atelier/Cortesia de Serpentine O tijolo foi eleito como material principal, em referência à tradição dos jardins ingleses e em diálogo com a fachada de tijolos da Serpentine South Gallery — originalmente concebida como um pavilhão de chá. Leia mais A parede serpentina, ou em zigue-zague, é a inspiração central do pavilhão proposto pelo estúdio. Com origem no antigo Egito e posteriormente introduzida na Inglaterra por engenheiros holandeses, esse tipo de construção alcança estabilidade estrutural por meio da curvatura, permitindo que uma superfície com a largura de apenas um tijolo utilize menos material do que uma parede reta equivalente. O Serpentine Pavilion 2026, assinado pelo LANZA atelier, destaca-se pelas formas sinuosas que dialogam com a paisagem dos jardins da Serpentine Gallery. O esboço conceitual, em vista de baixo para cima, revela a proposta © LANZA atelier/Cortesia de Serpentine Formado por curvas alternadas, o design se mostra eficiente ao assentar os tijolos em padrão zigue-zague, criando uma forma singular que remete a uma serpente. A proposta busca evocar a figura simbólica da serpente como força geradora e protetora, em diálogo com os históricos muros ingleses dos séculos 18 e 19 — outra referência essencial para o pavilhão concebido pelo LANZA atelier. "Dessa ideia emerge um pavilhão construído com simples tijolos de argila, colocando em primeiro plano o artesanato vernacular e a capacidade elementar da arquitetura de reunir pessoas", destacaram os arquitetos. O projeto do Serpentine Pavilion 2026 apresenta um teto que conecta interior e exterior, reforçando a integração espacial © LANZA atelier/Cortesia de Serpentine A forma do pavilhão também remete ao lago Serpentine, vizinho ao local da instalação e cujo nome deriva de seu contorno sinuoso. Fundado em 2015 por Isabel Abascal e Alessandro Arienzo, o LANZA atelier é um estúdio de arquitetura sediado na Cidade do México. Sua prática colaborativa se enraíza no cotidiano e na experiência coletiva, explorando como tecnologia, artesanato e inteligência espacial podem emergir em condições inesperadas. Os arquitetos Isabel Abascal e Alessandro Arienzo, do estúdio LANZA atelier, foram escolhidos para assinar o Serpentine Pavilion de 2026 Serpentine Gallery/© Pia Riverola/Divulgação Entre 6 de junho e 25 de outubro de 2026, o Serpentine Pavilion sediará uma programação de eventos ao vivo que percorrem música, cinema, teatro, dança, literatura, filosofia, moda e tecnologia. Cada obra será encomendada especialmente para dialogar com as condições arquitetônicas do projeto. Leia mais Assim como em 2025, a Serpentine contará com a colaboração da Fundação Zaha Hadid. Para celebrar o legado da arquiteta que assinou o primeiro pavilhão em 2000, será realizado na galeria um programa dedicado à arquitetura, refletindo sobre a obra de Zaha, a trajetória do pavilhão e os caminhos futuros da prática arquitetônica.
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Oscar 2026: entenda a indicação dos cinco filmes na categoria de Melhor Direção de Arte Com a divulgação dos filmes que concorrem ao Oscar 2026, nesta quinta-feira (22/1), o Brasil aparece entre os destaques com O Agente Secreto, indicado nas categorias Melhor Direção de Elenco, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Filme. Ambientado em Recife, PE, o longa se apoia em uma cenografia de caráter histórico e afetivo, que não apenas contextualiza a narrativa, mas ajuda a contá-la. Outros indicados também chamam atenção pelo uso do espaço como elemento dramático, capaz de construir atmosfera, sentido e emoção. “O processo criativo da cenografia envolve pensar em como ‘vestir’ a cena: ocupar o espaço, escolher objetos, cores, texturas e construções que façam sentido dentro da narrativa”, analisa Luciana Andrzejewski, professora do curso de Cinema e Audiovisual da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). 'O Agente Secreto' chega com quatro indicações ao Oscar 2026; incluindo a categoria principal: Melhor Filme Victor Jucá/Divulgação No cinema, a arquitetura fornece repertório e verossimilhança para que a direção de arte possa ressignificar ambientes e transformá-los em dramaturgia. “É dessa relação que nasce a força estética do cinema”, pontua a professora. Em 2026, os filmes indicados apresentam cenários que transitam do realismo à fantasia. “Seja pela reconstrução histórica minuciosa, como em Hamnet; pela criação de universos imaginários de forte impacto visual, como em Wicked: Parte 2 e Frankenstein; ou pelo uso mais simbólico e expressivo do espaço, como em Pecadores, a direção de arte se afirma como elemento estruturante da narrativa”, explica Luciana. A seguir, conheça cinco filmes indicados ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Direção de Arte: que se destacam pela relação entre arquitetura, espaço e direção de arte. Frankenstein Em 'Frankenstein', Tamara Deverell pesquisou sobre mesas, materiais e instrumentos utilizados por cientistas e médicos em 1850 Netflix/Divulgação Para os especialistas, Frankenstein, de Guillermo del Toro, adota uma linguagem gótica e fantasiosa que resulta em uma das direções de arte que chegam com mais força ao Oscar. A obra conta com a designer de produção Tamara Deverell e tem Shane Vieau como decorador de set. Há forte presença de texturas e materiais como ferro, vidro e vapor. “A estética gótica-industrial aposta em uma beleza decadente e densa, evidenciada, por exemplo, na cenografia do laboratório – um verdadeiro manifesto visual do filme, com tubos, engrenagens, partes anatômicas e máquinas que lembram instrumentos musicais de uma ciência poética, de um período histórico, que faz menção ao cientificismo”, conta Luciana. Para criar a cenografia que já recebeu o Critics’ Choice Awards em Design de Produção, Figurino e Caracterização, Tamara Deverell visitou museus para recriar a Edimburgo, na Escócia, de 1850. Além da apuração histórica, a profissional contou a Variety o cuidado sobre o uso de cores: “Edimburgo tem a cor do paralelepípedo molhado e de seus impressionantes prédios de pedra. Essa foi a nossa paleta de cores e, à medida que escolhíamos locações como a Gosford House, incorporamos os tons do mármore e os tons creme, que são belíssimos tons de época.” Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Casas de campo, comuns na vida rural inglesa em séculos passados, ajudam a filme inspirado em William Shakeaspere, que recebe indicações ao Oscar 2026 Universal/Divulgação Recriando a vida de William Shakespeare, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, de Chloé Zhao, chega com oito indicações, entre elas, a de Design de Produção, que foi feita por Fiona Crombi. O filme retrata a Inglaterra do século 16 – e a arquitetura é um dos principais elementos para essa representação. O longa fez uma reprodução do Globe Theatre, onde as peças de William Shakespeare eram apresentadas, em Londres. Apesar do original ainda existir e estar em funcionamento, a escolha por gravar em outra localidade veio pela fidelidade à arquitetura – que hoje foi restaurada e está diferente de como era na época retratada no filme. “O Globe Theatre que vemos hoje é historicamente diferente do Globe que queríamos para o nosso filme. Na verdade, ele é o segundo Globe — o primeiro pegou fogo —, então tivemos liberdade criativa para criar um Globe que parecesse apropriado para a nossa história e que também se encaixasse na nossa estética”, descreve Fiona ao Deadline. Em 'Hamnet: A Vida Antes de Hamlet', uma apresentação da peça 'Hamlet' é conduzida no Globe Theatre recriado pela produção Universal/Divulgação Além das reproduções arquitetônicas, os especialistas destacam as relações entre interior e exterior e o cuidado na escolha dos materiais. “Por se tratar de um filme de época, exige não apenas rigor histórico, mas também sensibilidade estética. Nesse tipo de produção, a direção de arte não busca apenas fidelidade documental, mas traduz estados emocionais por meio do espaço, algo que costuma ser muito bem recebido pela Academia”, diz Luciana. Uma Batalha Após a Outra 'Uma Batalha Após a Outra' foca no uso de espaços reais; funcionalidade, materialidade e coerência espacial ajudam a narrar o contexto político da obra WarnerBros/Divulgação Em Uma Batalha Após a Outrao, dirigido por Paul Thomas Anderson, o design de produção de Florencia Martin organiza uma narrativa fragmentada a partir de espaços concretos e funcionais. O filme, ambientado nos Estados Unidos, também foi indicado à categoria de Melhor Design de Produção. Florencia priorizou a construção prática dos cenários, muitos deles erguidos do zero em locações na Califórnia e em outros estados da região. Apartamentos, casas isoladas, túneis de fuga, um convento improvisado e o espaço subterrâneo de uma sociedade secreta foram desenvolvidos a partir de referências locais e depois complementados em estúdio. Pecadores Com indicações ao Oscar, 'Pecadores' é ambientado nos Estados Unidos, de 1932, período marcado por leis de segregação racial WarnerBros/Divulgação Com design de produção de Hannah Beachler, Pecadores, do diretor Ryan Coogler, integra os espaços urbanos de Clarksdale, no Mississippi, de 1932, à narrativa psicológica e social do filme. Para recriar a cidade e a época, a terra foi espalhada pelas estradas ao redor da estação de trem e dos cenários da cidade. Para o juke joint, casa de música onde se passa a maior parte do filme, foram aplicadas camadas de tintas e ácido bórico para enferrujar as chapas de metal. A ambientação desse espaço levou cerca de oito semanas. Os Juke Joints, retratados em 'Pecadores', eram estabelecimentos de música, dança e bebidas comandados pela comunidade afro-americana WarnerBros/Divulgação “A escolha de objetos, paletas cromáticas e a organização espacial ajudam a explicitar conflitos morais e psicológicos. É um tipo de direção de arte menos espetacular, mas extremamente precisa, e cada vez mais valorizada nas premiações recentes”, comenta Luciana. O longa-metragem foi a obra com mais indicações ao Oscar 2026, totalizando 16. Marty Supreme Além da cenografia, 'Marty Supreme' vem se destacando pela atuação de Timothée Chalamet A24/Divulgação Em mais uma criação de época, o designer de produção é assinado por Jack Fisk. As locações são variadas, passando pelo Plaza Hotel de Nova York e até pela Embaixada da Indonésia. Enquanto isso, o Lawrence’s Broadway Table Tennis Club, onde Marty (interpretado por Timothée Chalamet) passa boa parte do tempo, não existia mais e precisou ser recriado. Jack Fisk se baseou em fotografias de época feitas pela prefeitura e até mesmo na planta do local. “O filme é citado pelo design de produção preciso e autoral, que dialoga com ambientes carregados de significado e escolhas estéticas rigorosas, contribuindo para a construção narrativa de forma consistente”, pontua a professora. Leia mais Apesar de não terem sido indicados à categoria de Melhor Direção de Arte, os filmes a seguir merecem destaque pela relação entre arquitetura, espaço e direção de arte: O Agente Secreto Ambientado em 1977, o filme 'O Agente Secreto' conta com elementos típicos da época, como o orelhão Vitrine Filmes/Divulgação No longa-metragem brasileiro, a arquitetura de Recife é como um personagem da trama. O filme passa por cenários conhecidos da capital pernambucana que ajudam a construir um contexto histórico. “Prédios, ruas e espaços institucionais surgem como estruturas rígidas, muitas vezes opressivas, que enquadram os corpos e limitam os movimentos. Isso fica muito evidente em cenários como a repartição pública, a sala de projeção do cinema e o labirinto da galeria onde ocorre a cena de perseguição. A cidade não aparece apenas como cenário, mas como agente dramático”, analisa Luciana. Para ela, os ambientes são construídos nos detalhes. São utilizados telefones, mesas, arquivos e luminárias que faziam parte do cotidiano histórico. “A cenografia me parece evocar a ideia de ‘casa de vó e de tios’ e de história oral. Mesmo sendo um olhar estético muito particular sobre um microcosmo – a casa, o ambiente – ela não é neutra: sugere relações de poder, hierarquias e estados psicológicos, funcionando como uma extensão do comportamento dos personagens”, diz a professora. Os interiores são criados com detalhes decorativos simbólicos para a narrativa em 'O Agente Secreto' Vitrine Filmes/Divulgação Apesar de não ter sido indicado para a categoria de Melhor Design de Produção, os especialistas apontam a direção de arte, de Thales Junqueira, como potente. “Com base em informações documentais e um apelo simbólico sutil, a direção de arte constrói um universo visual marcante, em que o uso expressivo das cores contribui para a sensação de tensão ao longo da narrativa”, complementa Sergio Ricardo Lessa Ortiz, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Belas Artes. Leia também Avatar: Fogo e Cinzas 'Avatar: Fogo e Cinzas' volta a chamar atenção por uma cenografia futurística e tecnológica 20th Century Studios/Divulgação Em Avatar: Fogo e Cinzas, de James Cameron, são criadas paisagens e arquiteturas imaginárias para o universo de Pandora. O longa ficou de fora da indicação de Design de Produção, mas foi lembrado nas categorias Melhor Figurino e Melhor Efeitos Visuais. Assinado pelo designer de produção Dylan Cole, o filme trata a ficção científica como um exercício de reconstrução histórica, com atenção aos elementos culturais e ambientais próprios do mundo criado. Cada novo território da cultura Na’vi busca equilibrar o estranhamento do fantástico com elementos reconhecíveis ao olhar humano. Para desenvolver os cenários, Cole trabalhou a partir da ideia de rede e de ecossistema interligado, em que arquitetura, paisagem e modos de habitar se influenciam mutuamente. Estruturas orgânicas, inspiradas em manguezais, recifes e formações naturais, foram concebidas primeiro em modelos físicos e depois transpostas para o ambiente digital, mantendo uma lógica construtiva coerente. “A teatralidade e o caráter fantástico dos cenários oferecem um terreno fértil para o design de produção, que flerta diretamente com o universo da arquitetura cenográfica e do espetáculo, embora também dialogue com soluções já conhecidas da franquia”, diz Luciana. Sonhos de Trem Indicado à categoria de Melhor Fotografia, o filme Sonhos de Trem é ambientado no noroeste dos Estados Unidos do início do século 20 Netflix/Divulgação Outro brasileiro aparece entre os indicados ao Oscar. O filme Sonhos de Trem disputa a categoria Melhor Fotografia, dirigida pelo brasileiro Adolpho Veloso. Filmado com luz natural, o filme se passa em cenários do noroeste dos Estados Unidos do início do século 20. Com a necessidade de diferentes paisagens, a obra foi filmada principalmente em Spokane e Seattle, ambas em Washington; e em áreas próximas à fronteira do Canadá. “Precisávamos de florestas antigas que parecessem intocadas, como seriam nos primeiros anos de Robert, e de muitos tipos diferentes de paisagens. Tivemos que cruzar o estado inteiro para encontrar tudo o que precisávamos. As florestas são tão bonitas que meu trabalho acabou ficando mais fácil”, explicou o brasileiro em entrevista ao Deadline.
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São Paulo ganha novos relógios de rua assinados pelo arquiteto Ruy Ohtake A partir desta quinta-feira (22/1), São Paulo recebe novos relógios de rua projetados por Ruy Ohtake (1938–2021), renomado arquiteto e filho da artista plástica Tomie Ohtake (1913–2015). Autor de ícones como o Instituto Tomie Ohtake e o Hotel Unique, ambos na capital paulista, Ruy deixa mais uma marca na paisagem urbana: uma escultura ao ar livre que chega às vésperas do aniversário de 472 anos da cidade. Ao todo, serão instalados 20 relógios até a primeira semana de fevereiro. Curvatura nos relógios de Ruy Ohtake adiciona leveza e dinamismo à capital paulista. A inauguração concretiza a vontade de Ruy de ver sua arte acessível ao cotidiano JCDecaux/Divulgação Diferente dos modelos atuais desenhados por Carlos Bratke, feitos para "flutuar", as peças de Ruy Ohtake buscam humanizar a metrópole com curvas marcantes, com um topo finalizado por uma flor. A escolha pelas curvas, para Ruy Ohtake, foi uma maneira de suavizar o excesso de concreto na capital paulista. A engenharia preza pelo cuidado para suportar os ventos sem perder a curvatura. Ao fim da curvatura do relógio de Ruy Ohtake, um detalhe adiciona delicadeza à estrutura JCDecaux/Divulgação O projeto ainda introduz o conceito de green furniture, que se refere a objetos produzidos de forma sustentável e ecológica com materiais renováveis ou reciclados. Isso porque os postes serão revestidos por vegetação nativa – a ideia é criar um “Corredor Verde” na Avenida Nove de Julho. Leia mais A instalação vegetativa deve acontecer em uma segunda etapa, após a conclusão de estudos técnicos que vão definir as espécies e as soluções mais adequadas. Os relógios de rua foram aprovados em 2012. Agora, próximo aos 472 anos de São Paulo, chega às ruas os modelos criados por Ruy Ohtake JCDecaux/Divulgação A instalação também foi feita no entorno do Instituto Tomie Ohtake, criando um diálogo arquitetônico entre o novo item e o icônico prédio projetado por Ruy. O desenho foi feito e aprovado originalmente em 2012, para a licitação do mobiliário urbano. Segundo a JCDecaux, empresa que opera os relógios de São Paulo, a aprovação do projeto se deu pela defesa poética de Ruy: "Na paisagem da mais paulista das cidades, aparentemente dura, uma linguagem poética com expressão estética para o mobiliário urbano inovador oferece uma flor com muito amor, com qualidade, um marco na cidade", escreveu o arquiteto. Confira os endereços onde será possível consultar as horas em um relógio de Ruy Ohtake. Av. 9 de Julho, 3741 / Rua Estados Unidos, no cruzamento das ruas (cc) Av. 9 de Julho, 2835 / Alameda Itu, cc Av. 9 de Julho, 3332 / Alameda Lorena, cc Av. 9 de Julho, 3893 / Rua Honduras, cc Av. 9 de Julho, 2029 / Rua Prof. Picarolo, cc R. Chile, 20 / Av. 9 de Julho, cc Av. 9 de Julho, 4752 / Av. São Gabriel, cc R. Estados Unidos, 865 / Praça Nicolau Scarpa, cc Av. 9 de Julho, 1854 / Rua Dr. Plinio Barreto, cc Av. Brasil, 799 / Av. 9 de Julho, cc Av. Profº Fonseca Rodrigues, altura 2116, cc Av. Profº Fonseca Rodrigues / Parque Villa-Lobos, cc Av. Profº Fonseca Rodrigues, 1096 / Av. Padre Pereira de Andrade, cc Av. Profº Fonseca Rodrigues, 899 / Praça Beethoven, cc Av. Profº Fonseca Rodrigues, 369 / Praça Pero Vaz de Caminha Av. Profº Fonseca Rodrigues, 85 / Praça Panamericana, cc Av. Pedroso de Morais, 2616 / Rua Banibas, cc Av. Pedroso de Morais, 2336 / Av. Semaneiros, cc Av. Pedroso de Morais, 1919 / Rua Mario Guastini, cc Av. Pedroso de Morais, 1484 / Av. Brig. Faria Lima, cc
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