Hegel Congelado, Marx Invertido: O Erro Fatal de Dugin
Resposta ao texto “Senhor e Escravo: O Erro Fatal de Marx - Por que Marx Entendeu Hegel Errado”, de Aleksandr Dugin.
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Posts by Um tal de Francisco
Sade e Dugin contra a igualdade: sombras antiliberais da modernidade
Resposta ao texto de Raphael Machado, “O Marquês de Sade, pai do liberalismo?”
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A crítica ao imperialismo não precisa flertar com o fascismo remodelado. A esquerda tem produção própria, tem grupos de estudo sérios. Falta escutá-los. O que Dugin oferece como geopolítica é, no fundo, um dispositivo ideológico reacionário disfarçado de realismo estratégico.
Em suma, o evento aparenta ser mais uma oportunidade de um dispositivo discursivo que renova crítica e/ou cinicamente o repertório do fascismo para convergir pautas da esquerda com os imaginários de uma nova direita, tudo sob o a ideal do anti-imperialismo e do Brics.
Isso é diferente de chamar e confrontar (como Breno Altman fez com Raphael Machado). Aqui, não há enfrentamento. Há uma convergência performada — e, com isso, uma armadilha discursiva que coopta pela afinidade, não pelo embate.
Isso é diferente de chamar e confrontar (como Breno Altman fez com Raphael Machado). Aqui, não há enfrentamento. Há uma convergência performada — e, com isso, uma armadilha discursiva que coopta pela afinidade, não pelo embate.
Ao dividir mesa com Dugin, mesmo que falando “só de BRICS”, Jabbour ajuda a legitimar uma figura que opera precisamente no entre-lugar entre a crítica ao imperialismo e os imaginários da nova extrema direita global.
Esse “pós-fascismo” duginista, embora reformista de alguns aspectos do fascismo histórico, incorpora elementos da tradição fascista e os reinscreve num discurso anti-liberal e anti-globalista que pode seduzir setores da esquerda desorientados com a crise da globalização
E Dugin não é só um “controverso” ou "suposto fascista". É um teórico e ideológo da nova direita europeia, articuladora da ideia de um “pós-fascismo”: não uma ruptura com o fascismo, mas uma atualização crítica e estratégica dele para o século XXI.
Elias Jabbour vai respeitosamente apresentar seu ponto de vista sobre os BRICS. Não vai necessariamente polemizar ou confrontar. É justamente aí que mora o problema: abre-se um canal para o trânsito de repertórios entre ele e figuras como Dugin.
Sempre volta o discurso da “liberdade de ideias” e do “debate democrático”. Mas o ponto central aqui não é o que se diz — é quem senta à mesa. A co-presença é performativa: ela normaliza, legitima, desloca fronteiras.
Ao sentar na mesma mesa, legitima-se o interlocutor e cai-se na arapuca de um dispositivo discursivo que opera para convergir pautas da esquerda com os imaginários de uma nova extrema direita que renova crítica e/ou cinicamente o repertório do fascismo.
periodicos.ufes.br/almanaque/ar...
"Sol da Pátria, o PSOL da Nova Direita"
Em breve nas melhores livrarias
direciona a causalidade dos problemas democráticos não ao esoterismo em si, mas à hegemonia do neoliberalismo e suas consequências.
Mas o esoterismo é, em si mesmo, a causa de problemas para a democracia? À essa questão, Haanegraff propõe uma perspectiva crítica dos esoterismos de direita emergentes na política atual - Tradicionalismo, neopaganismo e conspiritualidade -, mas, ao mesmo tempo, de maneira pertinente,
Haanegraff elabora questionamentos sobre como a desqualificação do esoterismo, como uma história oculta, faz parte de uma visão seletiva sobre os próprios contornos do Ocidente, que conduziu a uma exclusão de saberes e religiosidades, incluindo o Islamismo, como parte da história ocidental.
objeto de estudo.
Os desafios iniciam pela própria característica do esoterismo: um conhecimento rejeitado pelo “eurocentrismo interno” ao Ocidente; recusado como o avesso do racional e do público, em especial desde as teses fundamentais e condenatórias da Escola de Frankfurt sobre o tema.
O texto que ora traduzimos, originalmente uma palestra, é uma contribuição fundamental para o entendimento histórico e sociológico do esoterismo e sua relação com a política. Wouter Haanegraff apresenta uma síntese didática acerca das dificuldades de conceituar o esoterismo e levá-lo à sério como
Hoje recebi a notícia da publicação da tradução que fiz do texto de Wouter Hanegraaff, um dos maiores especialistas em Esoterismo e sua influência no pensamento político de direita.
www.revistas.usp.br/plural/artic...
👀
Lula anticomunista. E agora, Olavo? ☠️
Dugin é o maior agente do suprafascismo, projeto de reforma crítico do fascismo. Ele joga com essa confusão, incorporando o essencial do projeto fascista para o nosso tempo e descartando o que não é bem visto ou estratégico.
Cai quem quer.
Ele só esqueceu de dizer que o fascismo era um discurso nacional expansionista de retórica anti-imperialista (anti-Ocidente) e crítico da modernidade liberal.
É também um militante da ideia de conspiração mundial de Georges Soros.
Como ele se abraça com um africano negro anticolonial, podemos esquecer que sempre caminhou ao lado de neofascistas históricos
Ele concilia o pensamento antimoderno e a justificativa para mobilizações guerras; é iliberal inspirado em Martin Heidegger; é antidemocrático e anti-igualitário.
Ele busca romper com a separação esquerda-direita, apropriando-se de bandeiras de ambos os espectros.
Hoje é um dia especial. Aniversário do agente do caos e maior comediante da extrema direita mundial, celebridade do X, Tradicionalista twitteiro, Aleksandr Dugin. No vídeo abaixo ele nos explica, para alívio geral, que não é fascista.
youtu.be/xjeozrLaIkM?...
René Guénon e a questão racial: apontamentos complementares com base no Dictionnaire historique et critique du racisme
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Resolvi abordar as "análises" da Frente Sol da Pátria, pois um leitor ingênuo pode tomar a crítica como sinal de “demolição”.
Tradicionalismo e Fascismo? Sobre a revolta do Tradicionalismo dândi brasileiro, a dissidência contra os “degenerados”