Resolveram chegar mais cedo e não perder as coisas interessantes. Damen estava aproveitando uma boa dose de whisky enquanto conversava com um grupo de garotas que o rodeava. Tinha certeza de que elas queriam algo a mais com ele, mas não tinha certeza se queria algo a mais com elas.
Meio copo de whisky e ele resolveu puxar uma delas para dançar. Era alta, magra e tinha cabelos negros. Linda, mas era só isso que conseguia lembrar. Se ele a beijou, esqueceu logo depois.
Em algum momento no meio da sala cheio de gente dançando, Jokaste o puxou pra dançar ignorando as meninas ao seu lado. A casa tava lotada de pessoas bebadas se esfregando umas nas outras e ele não era diferente deles. Pegou na cintura de Jokaste e encaixou seu quadril no dele e dançaram agarrados. Ela rebolava e ele acompanhava a sua dança envolvente. Não demorou muito pra todo mundo começar a dançar envolta. Jokaste sempre
chamava bastante atenção, e com aqueles passos sensuais qualquer um ficaria louco. Ela gostava de provocar isso nas pessoas, mas amava mais ainda ver as expressões de Kastor.
Entre todos os olhares, um lhe chamou a atenção. Achava que tava alucinando, mas desde que começou a dançar Damen sentia que alguém não parava de encará-lo. Ele já não sabia se era real ou só estava muito bêbado.
— Acho que bebi demais — falou no ouvido de Jokaste.
— Vamo sentar então — disse ela.
Damen estava tão eufórico que mal notou os borburinhos ao redor, não estava muito interessado. Acontece que o assunto em questão tinha em torno de 1,70, cabelos loiros, um corpo esculpido por deuses e um olhar tão afiado que poderia matar qualquer um que o ousasse olhar demais.
Apesar da encarada nem um pouco discreta, nada de fato aconteceu. Mas uma vez visto, não conseguia se desprender da visão daquele gatinho preto. Buscava em cada canto seu olhar. Amava a forma que seus olhos davam um jeito de se encontrar, e amava a expressao constrangida quando isso acontecia. Ele estava fascinado por este olhar e não sabia explicar porquê. Devia ser a bebida. Sempre era a bebida.
— Você notou que ele não para de olhar pra cá? – comentou Jokaste – é bizarro.
— Quem? – perguntou Damen
— O catzinho ali. Olha que gato preto dá azar sabia. – zombou.
— Se o azar tiver esse rosto e esse corpo eu me arricaria sem nem pensar duas vezes. – falou bebendo mais um gole, dessa vez de vodka pura.
— Ah é? Então eu te desafio a ir lá falar com ele, tava te secando até agorinha. – falou chegando mais perto, sedutoramente puxando o pescoço de Damen para encaixar no seu queixo, como quem vai dar um chupão, falando direto no ouvido – Agora olha pra ele. Eu não te falei?
Imediatamente Damen olhou para a figura do outro lado da casa, desviando os olhos com os braços cruzados e era real. Seus olhos se encontraram novamente, mas não sabia se era um bom sinal dada expressão que o outro fez. A sensação que tinha era que o conhecia de algum lugar, mas não se lembrava.
Jokaste largou o rosto de Damen devagar, afinal, deixar alguém com ciúmes era seu hobbie preferido. E ela não perderia a chance de deixar aquele cara irritado.
— Acredito que você saiba quem ele é, né? Sempre tão dedicado… aposto que já teve uma quedinha por você. – falou, mas Damen negou com a cabeça, não lembrava de terem se conhecido.
18.
POV Damen