três papas
Posts by vincent ☭ Coquetel Kuleshov
cuidado com esse pássaro, gente
A ergonomic shape of a lion that is meant to fit in your palm (Looks like a penis)
18th-century Chinese silver figurine depicting
-checks notes-
A lion
amiga
perfeito
o brownie em pedaços fica meio duro mas é porque fica submerso em sorvete de creme, o que não dá pra dizer que é um defeito né
fora isso o pastel é maior que o da foto ❤️
pedi!
e aí turma ?
encaro?
não quero que minha filhe assista patrulha canina pq não quero que desenvolva qualquer tipo de respeito por autoridade
O estrangeiro, François Ozon, 2026
threads sobre filmes
Respostas que Ozon deixa a cargo de quem vê. Mas consciente do aspecto de cumplicidade do que é para a europa contemporânea presenciar o que se desdobra abaixo do mediterrâneo e fingir que faz parte de um absurdo existencial normal.
...como parte do corpo de trabalho de um diretor que lida com transgressões anti institucionais, é difícil ignorar simbologias.
O que é um homem branco francês fazer o que ele faz por capricho ou sem motivo?
O que é um colono branco cometer um crime em uma colônia árabe?
Coisa que acrescentada à confrontação com o padre parece retomar a ideia central e, talvez, vinda do romance (não li) dele como alguém que paga pelos pecados que presencia na sociedade de absurdos que o cerca.
Por outro lado, ao enxergarmos O estrangeiro como parte do mundo que ele é adaptado e...
..., patinar. Preenchendo as coisas com a repetição dessas reflexões em formas bem expostas no texto e também tirando da cartola um momento onírico surrealista. (com uma mãe que chora e uma guilhotina como uma cruz no topo de uma colina)
Depois do crime. Durante o processo não só de julgar e de descobrir o desenrolar e de como as coisas vão seguir, mas também de colocar em cheque no tribunal esse “modo de enxergar o mundo”, Ozon não parece sair muito do lugar. Da clareza dessa apatia que foi já estabelecida e só parece se repetir..
O incidente parece ser a única coisa que mexe com ele. A possibilidade de extravasar violentamente algo. Experimentar com limites sociais.
Na fotografia PB bem composta e contrastada, é a luz que faz as vezes de objeto que atrapalha a inércia. Cegando o personagem. Despertando algo.
“Foi o sol”.
Alterado não pela agressão à mulher no corredor, mas pela algazarra. Disposto só a seguir “vivendo”. Comendo quando quer, transando quando quer, trabalhando só para manter essa lógica. Pagando o preço de fingir humanidades, como quando leva a namorada para o cinema e mal sabe o que se passa na tela.
Para Ozon, parece que o que se articula é de uma existência indiferente por vezes perturbada. A arrogância dele julgando silencioso tudo o que acontece no prédio, na cidade, no mundo onde vive. Marginalmente incomodado não com o vizinho chutando o cachorro, mas com os aspectos humildes do idoso.
Que por mais consciente que fosse dos problemas do mundo, era também o tipo cético do poder da revolução e crítico das experiências socialistas do seu tempo. Como se ele, assim como o personagem, enxergasse os problemas dos arredores e se visse incapaz de fazer qualquer coisa a respeito.
Herói da hiperconsciência que não se deixa afetar, Meursault não necessariamente é mal intencionado. Não nega seus crimes. Simplesmente vive em um mundo com o qual não consegue se relacionar e, de um rompante, acaba quebrando as regras. Talvez, de alguma forma, seja o alter ego do próprio Camus.
Este comportamento adolescente niilista alienígena ao mundo real que o cerca traz à tona esse aspecto de apatia. Não só reservado ao âmbito público, mesmo em momentos mais íntimos, como quando acorda ao lado da mulher com quem ele se relaciona, ele parece nada sentir.
Em um momento, ele olha para trás em uma procissão fúnebre e percebe a dificuldade física extenuante de um velho que não consegue acompanhar. Vira a cara e continua.
Depois, ele presencia a queda do homem ao seu lado e segue.
E quando todos ao seu redor levantam na igreja, ele não nota.
Coisa que se traduz em tela a partir de um personagem que não parece ter ideia do que sentir. Ou melhor. Ele sequer sabe o que é isso. Caminhando morosamente pelo mundo, ao interior e voltando, assistindo ao velório da própria mãe sem reagir. Presenciando o mundo ao seu redor como uma assombração.
Parte da tetralogia sobre o absurdo de Camus, o livro é sobre o francês Meursault, que vive na Argélia, fica órfão de mãe, mata um árabe e é julgado. Tomo essencial para o existencialismo, é, segundo o próprio, sobre a “confrontação da falta de sentido do mundo e o desejo da compreensão do homem”.
Mas ela define mais do que isso, pensando no filme como uma regurgitação de Camus, 80 anos depois do livro e do ciclo eterno de colonialismo europeu na África.
Pensando pelo aspecto da adaptação, com certeza não sou o único a notar o quanto a cara de nada de Voisin serve à apatia do protagonista...
"Eu matei um árabe. "
Das únicas frases claras e completas que o protagonista de O estrangeiro diz na primeira hora da adaptação de Ozon de O estrangeiro, essa afirmação serve ali na cena para explicar o porquê dele estar em uma cadeia lotada na Argélia.
imagem do filme O estrangeiro, do protagonista moursault na praia de costas para o mar, em preto e branco, na cena chave do filme
Sobre O estrangeiro! Adaptação de Camus que chega aos cinemas hoje
Ozon segue a cartilha da adaptação de Camus com a apatia do seu protagonista, mas não sem a consciência dos ruídos do mundo real ao redor da obra
thread 🧶
atestado de como a performance da AOC é patética
❤️
(tomara que não matem ele)
alexandre macetou dessa vez
(alexandre é o nome do meu fermento natural)
41!
(tava vendo Euphoria pensei que era 14)