Entre os homens, o tempo dedicado às tarefas domésticas permanece praticamente o mesmo, independentemente da jornada no mercado de trabalho. Confira a NPE 085 do Made: madeusp.com.br/publicacoes/...
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Segundo Nassif, quando aumenta a jornada remunerada feminina, o tempo dedicado ao trabalho doméstico é um pouco menor, mas o total de horas de trabalho das mulheres continua elevado, já as mulheres com jornadas remuneradas menores apresentam maior jornada não remunerada.
A codiretora do Made, Luiza Nassif, falou ao Jornal da USP sobre a análise de dados aprimorados de uso do tempo, elaborados a partir da PNAD 2019, que deu origem à NPE 085 - “Escala 7 x 0: a jornada que não acaba para as mulheres brasileiras”: jornal.usp.br/atualidades/...
Os efeitos econômicos e políticos da desigualdade, assim como medidas para reduzi-la foram o tema da entrevista de Rafael Ribeiro, pesquisador do Made e professor do Cedeplar/UFMG, ao podcast Direito e Economia, de Ana Frazão. Escute o episódio em open.spotify.com/episode/0CNH...
Como resultado, percebe-se que a composição do ajuste importa: estratégias que preservam investimentos públicos e benefícios sociais, junto ao aumento de receitas e redução de subsídios, reduzem a dívida pública em relação ao PIB com menor custo para o crescimento econômico.
São simulados três cenários de ajuste equivalentes a 1% do PIB:
- via redução de gastos com investimento público, benefícios sociais e subsídios;
- aumento de receitas, com gasto fixo;
- aumento proporcional de ambos, receitas e despesas.
O artigo “Adjustment through revenue or spending? Fiscal adjustment scenarios based on estimated multiplier effects”, de Marina Sanches, Hiaman Rodrigues e Guilherme Klein deriva da NPE 055 do Made: madeusp.com.br/publicacoes/...
Quando o governo precisa melhorar as contas públicas, qual é a estratégia menos prejudicial para a economia: cortar gastos ou aumentar receitas? Pesquisadores do Made respondem a esta pergunta na revista Estudos Econômicos: revistas.usp.br/ee/pt_BR/art...
No dia 27 de março, a FEA-USP recebe a oficina “Rumo ao Trabalho Decente no Cuidado: Diagnóstico e Desafios Estruturais”.
🔗 Inscrições (vagas limitadas): bit.ly/oficina_cuid...
📺 A abertura terá transmissão no YouTube do Made: youtube.com/channel/UCBY...
No Estadão, Fernando Dantas destaca a NPE 82 do Made, em que Guilherme Klein questiona por que o juro real é tão alto no Brasil. O estudo aponta volatilidade do câmbio e meta de inflação muito baixa como fatores relevantes.
www.estadao.com.br/economia/fer...
Manter a Selic em um patamar tão alto é a resposta ideal para a potencial pressão inflacionária com a guerra no Oriente Médio? É o que questiona a pesquisadora do Made Clara Brenck em artigo na @folhadesaopaulo.bsky.social. Leia:
www1.folha.uol.com.br/mercado/2026...
Ontem (18), o Copom reduziu a Selic em 0,25%, chegando a 14,75%. A pesquisadora do Made Clara Brenck comenta a decisão em entrevista à revista PEGN. Segundo ela a tendência de queda deve se manter, ainda que em um ritmo possivelmente mais lento. Leia: revistapegn.globo.com/economia/not...
A íntegra da NPE 085 “Escala 7x0: a jornada que não acaba para as mulheres brasileiras”, de Clara Saliba, Luiza Nassif, Débora Nunes e Laís Assenço Paulino, está disponível em: madeusp.com.br/publicacoes/...
Jornada 8x0: nesses casos, a carga total chega a 63,8h semanais. “Para essas mulheres, falta um dia na semana para que sua carga total de trabalho possa ser realizada”, afirma a NPE 085.
Trabalho igual fora e desigual dentro: entre pessoas com jornadas remuneradas superiores a 40h semanais, as tarefas domésticas rendem 19,5 horas adicionais para mulheres e apenas 8,7 horas para homens.
Desocupadas? Entre pessoas tidas como “desocupadas” e “fora da força de trabalho” (respectivamente as que procuraram trabalho, mas não conseguiram, e as que não buscaram trabalho), a jornada semanal média de trabalho doméstico das mulheres é 3x a dos homens (26,7h contra 9h).
Menos trabalho pago, mais trabalho total: em média, mulheres cumprem 21,3h semanais em trabalhos domésticos, ante 8,8h entre os homens. Assim, mesmo que elas trabalhem menos horas fora de casa, acabam trabalhando 8h a mais por semana em relação aos homens.
Mulheres classificadas como fora da força de trabalho e desocupadas trabalham, em casa, o triplo do que homens na mesma condição.
A revista Veja repercute estudo do Made sobre desigualdade de gênero na jornada de trabalho no Brasil.
veja.abril.com.br/economia/mes...
O WP 038 “Qual o impacto de variações cambiais na dinâmica da inflação de alimentos no Brasil?” é assinado por Rafael Ribeiro, Maria Luíza Cunha e Clara Saliba. Leia a íntegra em madeusp.com.br/publicacoes/...
Nossas estimativas sugerem que os produtores têm maior probabilidade de repassar perdas de valores cambiais do que ganhos para os preços finais: depreciações de 1pp pressionam a inflação de alimentos, em média, em 0,02pp, enquanto apreciações de 1pp não impactam estatisticamente.
A inércia inflacionária tem papel preponderante na determinação da inflação de alimentos. Um aumento de 1pp na inflação de alimentos hoje está associado a um aumento de 0,9pp na inflação de alimentos esperada para o próximo mês.
O Efeito La Niña exerce um papel mais preponderante na dinâmica de preços do setor do que o câmbio isoladamente. O La Niña pode gerar aumento de preços entre 0,3 e 0,5pp.
A literatura traz possíveis razões para isso: relevante participação de custos não transacionáveis no preço final; possível absorção de choques pelas margens de lucro do varejo; credibilidade da autoridade monetária; formação de estoques e marcação de preços no mercado futuro.
Os resultados indicam que, além de baixo, o repasse cambial para a inflação de alimentos ocorre com defasagens de até 6 meses. Já modelos não-lineares sugerem uma assimetria nesse repasse, dependendo do tamanho das depreciações.
Estudo do Made mostra que o grau de repasse das variações cambiais para a inflação de alimentos se mostra baixo no Brasil. Estimativas sugerem que uma depreciação cambial de 10 pontos percentuais (pp) eleva a inflação de alimentos e bebidas, em média, em 0,1pp.
A NPE 085 “Escala 7x0: o desafio da dupla jornada para as mulheres brasileiras” é assinada por Clara Saliba, Luiza Nassif, Débora Nunes e Laís Assenço Paulino e está disponível em madeusp.com.br/publicacoes/...
Jornadas excessivas comprometem a qualidade de vida e a saúde física e mental das trabalhadoras e cuidadoras. Reduzir as jornadas de trabalho é preciso para garantir o bem-estar dos trabalhadores e para manter a capacidade reprodutiva da nossa sociedade.
Para as mulheres, salários mais altos levam a reduções da jornada não remunerada. Observando as mulheres da base da distribuição percebemos um ciclo de pobreza: as longas jornadas de cuidado são incompatíveis com trabalho remunerado em tempo integral, limitando o acesso a renda.
Já as mulheres com trabalho remunerado em tempo integral gastam em média outras 20 horas em trabalho não remunerado. Se considerarmos a jornada de 8 horas diárias, faltaria, para essas mulheres, um dia na semana para dar conta de tudo.
Mesmo as mulheres fora da força de trabalho e as desocupadas têm uma jornada semanal de 26h42min dedicadas ao cuidado (equivalente a 3,3 dias de trabalho na semana sem remuneração). Já homens sem emprego gastam em média 11h/semana em atividades de cuidado (1,5 dia de trabalho).