Please
Posts by Marcelo Ribeiro 🇵🇸
Um paĂs que jogou bombas atĂ´micas sobre cidades de outro paĂs já derrotado Ă© capaz de qualquer monstruosidade. NĂŁo precisa nem ter um demente na presidĂŞncia. Isso aĂ Ă© bĂ´nus.
From Plato to NATO, and back to the cave.
A citação de Lydie Moudileno está na p. 24 do livro Parades postcoloniales - La fabrication des identitĂ©s dans le roman congolais, que tem um excelente capĂtulo sobre La Vie et demie, de Sony Labou Tansi.
Quero ler esse livro pra ontem.
"Essa narrativa centrada no personagem de um projecionista de cinema contém, nas entrelinhas, todo um discurso sobre o potencial do cinema para assumir o lugar da escrita em suas tentativas de expressar o « real » africano."
"« cada par de olhos era um projetor portátil que inventava novas imagens como em um jogo surrealista no qual minguam as barreiras do impossĂvel para fecundar a realidade decepcionante pela inseminação artificial do sonho ».
"A transposição dos paradigmas do western para o contexto das independĂŞncias africanas revela uma similaridade de problemas. Re-presentada como um desfile de imagens, a independĂŞncia-western apresentada por Bemba faz do paĂs inteiro uma tela branca em que
"Em Sonhos portáteis, Sylvain Bemba enfatiza a função determinante da imagem e do imaginário cinematográfico na construção da identidade nacional. O cinema na nação se torna, em Bemba, o cinema da nação.
Dans Rêves portatifs, Sylvain Bemba met en relief la fonction déterminante de l’image et de l’imaginaire cinématographique dans la construction de l'identité nationale. Le cinéma dans la nation devient, sous la plume de Bemba, le cinéma de la nation. La transposition des paradigmes du western au contexte des indépendances africaines révèle une similarité d’enjeux. Re-présentée comme un défilé d'images, l’indépendance-western que présente Bemba fait du pays tout entier un écran vierge où « chaque paire d’yeux était un projecteur portatif qui inventait de nouvelles images comme dans un jeu surréaliste où s’abaissent les barrières de l’impossible pour féconder la décevante réalité par insémination artificielle du rêve ». Ce récit centré sur un personnage de projectionniste de cinéma contient, en filigrane, tout un discours sur le potentiel du cinéma à prendre le relais de l’écriture dans ses velléités à exprimer le « réel » africain.
Descobri um livro que nĂŁo conhecia nas leituras de hoje e aparentemente nĂŁo está nem sequer disponĂvel em livrarias que entregam por aqui: RĂŞves portatifs, de Sylvain Bemba. Se alguĂ©m tiver uma pista de onde encontrá-lo, diga aĂ. Eis o que Lydie Moudileno escreve sobre o livro (traduzo a seguir).
No Brasil, Ă© Ă s 13h.
The Genocide and Holocaust Studies Crisis Network presents a panel discussion: The Nakba after Genocide Tuesday, April 7, 2026 12pm US Eastern/6pm CET/7pm Palestine/Israel Palestinian scholarship has reconsidered the meanings of the Nakba over time: in pre-1948 Palestine, within and outside the Green Line after 1948, in the West Bank after 1967, the diaspora, and in Gaza today. This roundtable will examine the history, memory, and socio-political significance of the ongoing Nakba, considering how the fragmented Palestinian reality has shaped its multiple meanings. Speakers: Sherene Seikaly (History, UCSB) Amahl Bishara (Anthropology, Tufts) Amal Jamal (Political Science, TAU) Chair: Nadim Khoury (Political Science, INN) Registration link: https://columbiauniversity.zoom.us/webinar/register/WN_w3gbou06TlWwD2KZ_BlPzQ#/registration Find out more about the Genocide and Holocaust Studies Crisis Network here: https://www.ghscn.org Co-sponsored by the Center for Palestine Studies at Columbia University: https://palestine.mei.columbia.edu
The Genocide and Holocaust Studies Crisis Network presents a panel discussion:
The Nakba after Genocide
Tuesday, April 7, 2026
12pm US Eastern/6pm CET/7pm Palestine/Israel
Registration link:
columbiauniversity.zoom.us/webinar/regi...
Agradeço a Aaron e Mariana pelo cuidadoso processo editorial e Ă equipe do IMS pela revisĂŁo, que contribuĂram muito para o texto.
Foi crucial o contato com os arquivos e tambĂ©m com pesquisadoras e pesquisadores de vários lugares do mundo que se reuniram em Bloomington no final de maio e no inĂcio de junho de 2025. O texto agora publicado Ă© um dos resultados dessa experiĂŞncia, que seguirá reverberando.
SĂł foi possĂvel escrever esse texto porque passei 6 meses pesquisando nos arquivos de Sembène e Vieyra que estĂŁo na Universidade de Indiana em Bloomington, com bolsa de pĂłs-doutorado no exterior do CNPq, em diálogo com o professor Vincent Bouchard, participando do Early African Cinemas Lab.
A sessão e o texto oferecem um vislumbre de um momento histórico fundamental e de uma das encruzilhadas em que os caminhos de Ousmane Sembène e Paulin Soumanou Vieyra se encontraram. Para acessar a revista diretamente e, se preferir, baixar o PDF, siga o link: issuu.com/ims_institut...
Fiquei muito feliz por contribuir com um ensaio para a revista de programação do Cinema do IMS de abril de 2026, falando de Ceddo (Ousmane Sembène, 1977) e As atualidades senegalesas (especificamente quatro cinejornais das décadas de 1960 e 1970), além de O avesso do cenário (Paulin Vieyra, 1981).
Terminei de ler La Vie et Demie (Life and a Half, na tradução em inglês), de Sony Labou Tansi, e é realmente vertiginoso. Agora procuro bons textos para entender melhor essa vertigem.
Meus agradecimentos especialĂssimos ao Alexandre Nodari e ao grupo ao contrário por me receberem na UFSC.
Encruzilhadas cosmopoéticas de 25 (1975-1977): Oficina, descolonização, amefricanidade
Marcelo Ribeiro (UFBA)
Quinta, 26/3/2026 - 15hrs - Sala Machado de Assis (4 andar CCE Bloco B)
Pessoal de Florianópolis ou quem estiver por lá no dia 26 de março: vou falar mais uma vez sobre a pesquisa sobre o filme 25, de Zé Celso e Celso Luccas. A cada fala, várias novas derivas da espiral. Venham, divulguem! Seguem os detalhes:
Let us do without soldiers. The joy built upon successful slaughter is not the right kind of joy; it will not do; it is fearful and it is trivial.
O que me leva aliás à nova ideia para um projeto futuro, que vai demorar porque tem mil outras ideias já acontecendo ou por acontecer, mas é o seguinte: quero estudar as teorias chinesas sobre cinema. Um idioma que chama filme de sombra elétrica só pode conduzir a teorias muito interessantes.
Espero conseguir, apesar de ter mil outras prioridades anteriores de escrita. Seja como for, desinstalei isso aqui do meu celular e tem sido Ăłtimo ficar mais longe. AtĂ© comecei a manter uma rotina diária de exercĂcios, estudar chinĂŞs etc.
O mais doido foi ir revendo os vĂdeos que gravei alguns anos atrás, que estĂŁo na primeira coluna do quadro sintĂ©tico, e me dar conta de que tem algo de interessante ali. Neste semestre quero organizar as ideias e começar a consolidar o quadro e escrever mais a partir – e em torno – das aulas.
Ansioso, porque amanhã volto para a sala de aula depois de um tempo afastado pra pesquisa (o que foi ótimo). Animado também. Aà estava revendo o que já fiz em Teorias do Cinema e do Audiovisual, e gostei de revisitar o quadro sintético em construção permanente: marcelorsr.notion.site/888a7b41e542...
Vindo pouquĂssimo aqui, gente, como tá tudo?
Bacana ver a mĂdia global reproduzindo tudo o que Washington e Tel Aviv determinam.
Uma dessas biroscas é chefiada por um criminoso sexual sobre quem pesam acusações de pedofilia, a outra por um genocida condenado no Tribunal Penal Internacional.
Mas eles jamais mentiriam para nĂłs!
SĂ©rio gente, todo mundo aqui já caiu em notĂcia falsa em função de um 'efeito manada'. Todo mundo.
Isso dito, A ESSA ALTURA DO CAMPEONATO ver tanta gente e tantas contas de jornalismo anunciando a morte de um lĂder quando a ĂšNICA fonte dessa notĂcia Ă© o estado de Israel, juro, nĂŁo dá.