A questão subjacente é um modelo sócio-económico em declínio, com um aumento brutal da desigualdade. O populista Orbán não resolveu isso. Mas está longe de garantido que os democratas liberais o vão fazer – pelo contrário, um dos problemas é a completa falta de visões alternativas.
Posts by Francisco Feijó Delgado
É difícil dizer, mas a ser, só o será por novas alternativas e não por Orbán ter caído. Podemos estar só numa oscilação para o outro lado.
Ou seja, Orbán não caiu por o problema subjacente ter sido resolvido, caiu por não só não ter apresentado uma solução, mas também ter piorado outras coisas.
Por acaso discordo. As estatísticas da criminalidade estão bastante acessíveis, e detalhadas: estatisticas.justica.gov.pt.
Mas concordo que a falta de uma página "Sobre" acerca de quem fez, como fez, fontes, etc. me deixa desconfortável.
Parece-me ser uma moda. Já vi vários AI Dashboards que prometem ser grandes agregadores + visualizadores de dados.
Uns serão para negócio, outros talvez meras "demos".
Exemplo: world-monitor.app
Qual é esta moda agora de não porem piaçabas nas casas de banho nos hotéis?
É indecente para quem lá trabalha. Há dias senti-me incomodado com as figuras rupestres que deixei para o pessoal da limpeza, malgrado os meus melhores esforços para eliminar vestígios da minha presença.
Once a grifter, always a grifter – it always ends up in supplements.
E chegaram a ser. Mas só contava nos depósitos; nos empréstimos, com os spreads, não ficavam negativos.
Porque tem património valioso que pode mobilizar sem o vender. Vai ao banco e diz “empreste-me um milhão - tem aqui 2 milhões em acções da minha empresa como garantias”.
Eles dão 1m ele compra o que lhe apetece e paga uma mensalidade muito baixa (há uns anos os juros eram quase nulos).
Isso concordo.
Mas que é muito difícil (impossível) de contrariar só tributando rendimentos e gastos (IVA).
E mesmo para quem tem acções e outros activos móveis, vários países na Europa não têm tributação de mais-valias de capital.
Não se trata de um abuso: trata-se da capacidade de mobilizar o poder do dinheiro, sem efectivamente o gastar. Não digo que isto seja passível de ser feito por alguém que tem 2 ou 3, ou 10 milhões na conta (pelo menos a uma escala industrial), mas já facilita a forma como se "optimizam" impostos.
Aqui mostra-se como um (muito) rico não precisa de salário, não precisa de vender bens, basta endividar-se com o património como garante da dívida.
E se a vida lhe correr bem, provavelmente nunca precisará de vender nada, portanto nem sequer paga mais valias sobre o que compra com a dívida.
Era o que ia dizer – não tem que ser necessariamente abuso (pelo menos no sentido de ser contra a letra da lei, pode ser contra o espírito).
Da mesma entrevista [ www.nytimes.com/2026/04/17/o... ]:
Não precisamos de ir para casos de riqueza estratosférica, mas sabes bem que pessoas com maior capacidade financeira podem perfeitamente beneficiar do dinheiro que as suas empresas geram sem terem, para efeitos tributários, rendimentos.
Bem, tributar rendimento tem problemas:
I vote in a different country but I hardly ever voted for someone/some party, it's mostly ever been voting against someone/some party(ies).
Sim, correcto – mas há tributação sobre património.
Li melhor e não me tinha apercebido que o teu "Não tentar forçar uma igualdade ilusória, por inveja e amargura." era meramente relativo a impostos sucessórios.
+ (ou outras excepções, como necessidades financeiras de curto-termo por emergência), mas elevado para mais-valias de curto prazo.
Já agora, até os suíços têm tributação de património ("imposto sobre a fortuna").
E o IMT, a meu ver, devia ser quase exclusivamente desenhado para desincentivar a especulação e "house flipping", ou seja, devia ser nulo ou próximo disso para pessoas normais, depois de alguns anos de uso pessoal +
A meu ver, é bastante redutor (e, isso sim, ilusório) achar que a desigualdade real é toda por mérito e doçura.
O Estado tem de proporcionar oportunidades a todos. Mas também tem de evitar a captura da riqueza por quem tem poder e não tem escrúpulos.
E usa risca ao meio.
Melhor só o Gustavo Santos ter a vida salva por uma vacina destas.
They’re mocking you.
Nacional-estou-me-cagandismo.
Será que é desta que vamos ter câmaras de sinal vermelho? Ainda só passaram 43 anos desde que foram anunciadas pelo senhor superintendente (?) da PSP.
O investimento imobiliário deveria ser tratado como uma conta a prazo: rendimentos baixos, mas de baixo risco. Devia haver um acordo social em que não se pode ter rendibilidades acima de um certo valor.
Viva a transparência.