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O Etanol Brasileiro Sob Controle Estrangeiro O etanol é um dos produtos mais associados à identidade econômica brasileira, mas os principais segmentos industriais do setor passaram, nas últimas décadas, a ser comandados por grandes multinacionais. O movimento ganhou força após a crise financeira de 2008, quando muitas usinas brasileiras, antes controladas por grupos familiares, estavam excessivamente endividadas e sem acesso a crédito. Nesse ambiente, ativos estratégicos do setor sucroenergético foram comprados ou incorporados por corporações estrangeiras que enxergaram no etanol brasileiro uma oportunidade de negócio ligada à transição energética, à exportação de combustíveis de baixo carbono e à diversificação de seus portfólios globais.

O Etanol Brasileiro Sob Controle Estrangeiro

10 hours ago 0 0 0 0
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Real se valoriza e ajuda no controle da inflação, mas atrapalha indústria O real voltou a operar abaixo de R$ 5 por dólar, sendo negociado na faixa de R$ 4,95, consolidando um movimento de apreciação relevante observado desde o início do ano. A valorização recente da moeda brasileira ocorre em um contexto de preços elevados de commodities no mercado internacional, o que, historicamente, tende a favorecer moedas de países exportadores como o Brasil. Uma análise de longo prazo da taxa de câmbio, com base em séries históricas do Banco Central que cobrem cerca de três décadas, mostra que o nível atual ainda está distante dos períodos de maior valorização do real.

Real se valoriza e ajuda no controle da inflação, mas atrapalha indústria

16 hours ago 0 0 0 0
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Expectativas de inflação se deterioram e elevam incerteza sobre juros no Brasil O relatório Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 20 de abril, trouxe nova piora nas expectativas de inflação, reforçando um cenário que já vinha sendo antecipado nas últimas semanas. A projeção para o IPCA de 2026 subiu para 4,80%, enquanto a expectativa para 2027 avançou para 3,99%, aproximando-se perigosamente do limite superior da meta. Na prática, o mercado já considera comprometido o cumprimento da meta inflacionária nos dois horizontes relevantes. A deterioração das expectativas ocorre em meio ao choque recente nos preços do petróleo, que voltou a ganhar força após a escalada de tensões no Oriente Médio.

Expectativas de inflação se deterioram e elevam incerteza sobre juros no Brasil

2 days ago 0 0 0 0
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O Estado como Arquiteto da Petroquímica Brasileira A construção dos polos petroquímicos no Brasil é um dos exemplos mais claros de desenvolvimento liderado pelo Estado no século XX. Longe de ser fruto de decisões espontâneas de mercado, a formação desse setor estratégico resultou de planejamento público, coordenação institucional e grandes investimentos estatais, sobretudo a partir das décadas de 1960 e 1970. O ponto de partida foi a criação da Petrobras em 1953, que consolidou o controle nacional sobre a exploração, refino e distribuição de petróleo. Mais do que garantir abastecimento energético, a estatal se tornou a base para o desenvolvimento de uma indústria petroquímica integrada, ao fornecer insumos essenciais como nafta e gás natural.

O Estado como Arquiteto da Petroquímica Brasileira

2 days ago 0 0 0 0
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OMC, liberalização e os limites impostos à estratégia de desenvolvimento brasileira Os relatórios recentes da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a política comercial brasileira evidencia, de forma clara, a orientação normativa da instituição: promover a abertura econômica, reduzir o papel do Estado e alinhar o país a um modelo de mercado mais liberalizado . Sob o argumento de aumento da eficiência e da competitividade, o documento valoriza medidas como a redução da tarifa média de importação (de 11,6% para 9,4%), cortes tarifários adicionais implementados durante a pandemia, eliminação de impostos sobre bens aeronáuticos, redução de tarifas sobre bens de tecnologia da informação e a zeragem temporária do imposto de importação sobre o etanol.

OMC, liberalização e os limites impostos à estratégia de desenvolvimento brasileira

2 days ago 0 0 0 0
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O estado como arquiteto da siderurgia brasileira A indústria siderúrgica brasileira não nasceu espontaneamente a partir de forças de mercado. Ela foi, desde o início, resultado de uma estratégia deliberada do Estado para construir as bases da industrialização pesada no país. Nos anos 1930 e 1940, em um contexto de transformação estrutural da economia e de restrições externas agravadas pela Segunda Guerra Mundial, o Brasil enfrentava um dilema clássico do desenvolvimento: a ausência de capacidade interna para produzir insumos básicos essenciais à industrialização. A resposta veio com a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, inaugurada em 1946.

O estado como arquiteto da siderurgia brasileira

2 days ago 0 0 0 0
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China cresce 5% no primeiro trimestre, com força industrial e de exportações Os dados divulgados para o primeiro trimestre mostram que a economia chinesa cresceu 5%, levemente acima das expectativas do mercado. O principal destaque foi o desempenho da indústria, que avançou 5,7%, com forte impulso dos segmentos de alta tecnologia. O resultado reforça a capacidade do país de subir na escala tecnológica e consolidar sua posição como uma das principais potências industriais do mundo. No setor externo, as exportações registraram crescimento expressivo de 15%, confirmando que o principal motor da economia chinesa continua sendo a combinação de produção industrial e inserção internacional.

China cresce 5% no primeiro trimestre, com força industrial e de exportações

5 days ago 1 1 0 0
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A Floresta que Virou Lápis: Integração Vertical, Encadeamento Completo e a Lição Industrial que Espera Política *escrito por Gustavo Pauro O artigo anterior desta série encerrou com uma pergunta aberta: se o Estado brasileiro foi extraordinariamente competente em induzir a formação de um imenso estoque de biomassa florestal, por que não conseguiu completar o encadeamento produtivo até a química fina, os bioprodutos de maior sofisticação tecnológica e o valor unitário correspondente? A resposta convencional aponta para ausência de política industrial, ausência de incentivos ou ausência de demanda. Mas há uma resposta mais incômoda, que os fatos autorizam: o encadeamento completo é tecnicamente possível, economicamente viável e já foi executado no Brasil — por uma empresa alemã, numa cidade do Triângulo Mineiro, ao longo de quatro décadas de investimento paciente que transformou área degradada de cerrado num dos mais sofisticados modelos de integração vertical da silvicultura mundial.

A Floresta que Virou Lápis: Integração Vertical, Encadeamento Completo e a Lição Industrial que Espera Política

6 days ago 0 0 0 0
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Atividade econômica surpreende positivamente, IBC-Br sobe mais do que o esperado O conjunto recente de indicadores econômicos aponta para um início de ano mais dinâmico do que o esperado para a economia brasileira. O destaque da semana foi a divulgação do IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central, que funciona como uma proxy mensal do PIB. O índice registrou alta de 0,6%, acelerando em relação ao mês anterior e sinalizando um ritmo mais consistente de expansão no primeiro trimestre de 2026.  O desempenho foi puxado principalmente pela indústria, que avançou 1,2% no período. A agropecuária apresentou crescimento de 0,2%, enquanto o setor de serviços teve alta de 0,3%.

Atividade econômica surpreende positivamente, IBC-Br sobe mais do que o esperado

6 days ago 1 0 0 0
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O Estado como Arquiteto da Floresta: Indução, Clusters Industriais e o Encadeamento Bloqueado na Silvicultura Brasileira *escrito por Gustavo Pauro A distribuição geográfica das florestas plantadas no Brasil não obedece à lógica espontânea do mercado. Ela é, antes de qualquer coisa, um artefato de política industrial. Os cerca de 10 milhões de hectares de silvicultura comercial que o país exibe hoje — concentrados em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul — são o resultado acumulado de décadas de intervenção deliberada do Estado, que escolheu regiões, definiu espécies, subsidiou custos, financiou pesquisa e criou vínculos compulsórios entre a floresta e a indústria de transformação.

O Estado como Arquiteto da Floresta: Indução, Clusters Industriais e o Encadeamento Bloqueado na Silvicultura Brasileira

1 week ago 0 0 0 0
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IGP-10 Dispara em Abril com Pressões de preços de Combustíveis A divulgação do IGP-10 de abril sinaliza uma mudança relevante no cenário inflacionário brasileiro. O índice, calculado pela FGV com base em preços coletados entre 10 de março e 10 de abril, registrou alta de 2,94% no mês, revertendo a deflação de 0,24% observada em março. Em 12 meses, o acumulado ainda é modesto, em 0,56%, mas a forte aceleração recente acende um alerta sobre a dinâmica de preços no curto prazo. A principal pressão veio do atacado, responsável por 60% do índice. O IPA avançou 3,81%, refletindo sobretudo a elevação dos preços de combustíveis, como gasolina, diesel e querosene, diretamente impactados pela alta do petróleo.

IGP-10 Dispara em Abril com Pressões de preços de Combustíveis

1 week ago 0 0 0 0
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Real se fortalece abaixo de R$ 5 com juros elevados e exportações de petróleo O mercado financeiro iniciou esta terça-feira, 14 de abril, com um movimento relevante na taxa de câmbio: o real rompeu o patamar de R$ 5 por dólar, nível que não era observado há bastante tempo. A moeda brasileira chegou a ser negociada ao redor de R$ 4,97, em um processo de valorização que tende a ganhar continuidade no curto prazo, sustentado por fatores internos e externos. Um dos principais vetores desse movimento é o impacto do choque recente nos preços do petróleo sobre a política monetária brasileira. A alta da commodity pressiona a inflação e leva o Banco Central a adotar uma postura mais cautelosa, retardando o ciclo de cortes de juros.

Real se fortalece abaixo de R$ 5 com juros elevados e exportações de petróleo

1 week ago 3 0 0 0
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Coreia do Sul entre a política industrial e o choque energético A economia da Coreia do Sul volta a um velho dilema: como sustentar uma estratégia ambiciosa de desenvolvimento industrial em meio a choques externos severos. O país, que construiu sua trajetória recente com forte coordenação estatal e foco em setores estratégicos, agora enfrenta um cenário que combina disrupções energéticas globais e tensões financeiras internas. A referência histórica não é por acaso. Em 1974, após o primeiro choque do petróleo, o então presidente Park Chung-hee decidiu dobrar a aposta na industrialização pesada, mesmo diante da turbulência internacional. Hoje, décadas depois, o presidente Lee Jae-myung propõe algo semelhante: uma nova política industrial voltada à era da inteligência artificial, com ênfase especial na indústria de semicondutores.

Coreia do Sul entre a política industrial e o choque energético

1 week ago 0 0 0 0
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O encontro entre Douglass North e Celso Furtado: duas visões sobre o desenvolvimento do Nordeste O artigo reconstrói o encontro — tanto concreto quanto intelectual — entre Douglass North e Celso Furtado em 1961, durante a visita do economista americano ao Brasil. Mais do que um episódio histórico, trata-se de um confronto entre duas interpretações distintas sobre os caminhos do desenvolvimento do Nordeste brasileiro, baseado em documentos inéditos dos arquivos de North . A visita de North ocorreu em um contexto geopolítico sensível, marcado pela Guerra Fria e pela criação da Aliança para o Progresso. O Nordeste brasileiro, com seus elevados níveis de pobreza e tensão social, era visto pelos Estados Unidos como uma região estratégica.

O encontro entre Douglass North e Celso Furtado: duas visões sobre o desenvolvimento do Nordeste

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Bolsa brasileira sobe 30% em U$ no ano As negociações de paz no Oriente Médio fracassaram neste fim de semana. A comitiva americana, que havia realizado conversas com autoridades iranianas e paquistanesas nos dias anteriores, não conseguiu avanços concretos. Em resposta, os Estados Unidos anunciaram que navios que atraquem em portos iranianos ficarão sujeitos a bloqueio e sanções — criando, na prática, um duplo bloqueio no Estreito de Ormuz: americano de um lado, iraniano do outro. O preço do petróleo voltou a subir. A situação não representa o grau de conflito aberto visto semanas atrás, mas tampouco aponta para qualquer solução diplomática no horizonte.

Bolsa brasileira sobe 30% em U$ no ano

1 week ago 0 0 0 0
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O carro Trabant e a Morte Lenta da URSS: destruição criativa e o colapso soviético Em 1957, as fábricas da Alemanha Oriental lançaram o Trabant — um pequeno automóvel de carroceria plástica e motor a dois tempos que cheirava a fumaça e cuspia poluição desproporcional ao seu tamanho. Naquele mesmo ano, nos Estados Unidos, a Ford lançava o Edsel e a General Motors refinava o Chevrolet Bel Air. A diferença não era apenas estética. Era sistêmica. O Trabant permaneceu essencialmente o mesmo por mais de três décadas. Quando o Muro de Berlim caiu, em 1989, o carro que atravessou a fronteira em meio às lágrimas e ao espanto dos alemães ocidentais era quase idêntico ao modelo original de 1957.

O carro Trabant e a Morte Lenta da URSS: destruição criativa e o colapso soviético

1 week ago 0 0 0 0
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Terra, Liberdade e Exclusão: o que Lincoln não conseguiu fazer e o que o Homestead Act realmente entregou No fim da Guerra Civil americana, em 1865, os Estados Unidos se viram diante de um problema histórico de proporções gigantescas: como integrar milhões de ex-escravizados à vida econômica. A abolição da escravidão resolvia a questão jurídica, mas deixava em aberto o ponto central: como garantir condições materiais mínimas para que essa população pudesse viver de forma autônoma. Nesse contexto, emergiu a ideia de redistribuição de terras no Sul. O general William Tecumseh Sherman chegou a formalizar essa proposta por meio da Ordem de Campo nº 15, que previa a divisão de terras confiscadas de antigos proprietários confederados em lotes de aproximadamente 40 acres para famílias negras libertas.

Terra, Liberdade e Exclusão: o que Lincoln não conseguiu fazer e o que o Homestead Act realmente entregou

1 week ago 3 1 0 0
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O Mito da Meritocracia no Sul do país: O “Bolsa Família” do Século XIX que a História Esconde 1. Introdução: O Chão que Pisamos Existe uma narrativa profundamente sedimentada no imaginário brasileiro: a de que a prosperidade do Sul do país é o fruto isolado de um "DNA de trabalho", de uma cultura de esforço incansável e de uma iniciativa individual superior. Esse discurso, frequentemente usado para justificar uma suposta superioridade regional, vende a ideia de que as colônias europeias prosperaram por conta própria, em um vácuo de auxílio governamental. A realidade, guardada a sete chaves pela historiografia oficial e convenientemente esquecida nos almoços de domingo, é muito mais desconfortável.

O Mito da Meritocracia no Sul do país: O “Bolsa Família” do Século XIX que a História Esconde

1 week ago 2 1 0 0
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A Reação das Províncias: Onde o Desenvolvimento Latino-Americano Realmente Acontece 1. Introdução: O Destino Econômico não é Apenas Nacional Nas manchetes internacionais, a narrativa econômica da América Latina é frequentemente reduzida a uma sucessão de crises presidenciais, inflação galopante e volatilidade cambial. No entanto, para quem analisa a economia real nos territórios, o verdadeiro motor do desenvolvimento opera em uma frequência distinta: o nível subnacional. Enquanto os governos federais muitas vezes se perdem em uma "pendularidade política" desarticuladora, estados e províncias têm assumido o leme de suas trajetórias produtivas. Por que regiões como Jalisco ou Córdoba exibem tamanha resiliência institucional enquanto outros territórios sucumbem à desindustrialização relativa?

A Reação das Províncias: Onde o Desenvolvimento Latino-Americano Realmente Acontece

1 week ago 1 0 0 0
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O oligopólio que governa o agro no Brasil *escrito por Gustavo Pauro O comércio agrícola global não é um mercado — é uma arquitetura. E quem a projetou não foram os Estados produtores, mas um punhado de corporações que, ao longo de décadas, transformaram originação, armazenagem, logística e derivativos financeiros em um sistema integrado de captura de valor.As ABCD — Archer Daniels Midland, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus — dominam entre 70% e 90% do comércio global de grãos, a depender do recorte e da commodity analisada. Com a entrada da COFCO no grupo das grandes, o número mais defensável converge para isso: ABCD sozinhas, 50–70%; ABCD somadas à COFCO, até 90% em mercados e fluxos específicos.

O oligopólio que governa o agro no Brasil

1 week ago 0 0 0 0
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Choque do Petróleo Pressiona Inflação nos EUA e no Brasil A inflação voltou ao centro das atenções nesta sexta-feira, 10 de abril, com dados fortes tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, refletindo de forma clara o impacto do choque recente nos preços de energia, especialmente combustíveis. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) de março veio em linha com as expectativas no índice cheio, registrando alta de 0,9% no mês — a maior variação em vários meses. Em termos anuais, a inflação acumula 3,3%, enquanto o núcleo (core), que exclui itens mais voláteis, segue mais comportado, em torno de 2,6%.

Choque do Petróleo Pressiona Inflação nos EUA e no Brasil

1 week ago 0 0 0 0
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Inflação nos EUA segue pressionada e choque do petróleo eleva incertezas globais Os dados mais recentes de inflação nos Estados Unidos, referentes a fevereiro, vieram em linha com o esperado, mas continuam indicando um cenário desconfortável para a política monetária. O índice cheio avançou 0,4% no mês, acumulando alta de 2,8% em 12 meses, enquanto o núcleo — que exclui itens mais voláteis — também subiu 0,4% no mês, atingindo 3% na comparação anual.  Apesar de não trazer surpresas, o dado reforça que a inflação americana segue acima da meta de 2%, especialmente no núcleo, que ainda mostra rigidez. Trata-se, além disso, de um indicador defasado, anterior ao novo choque de alta do petróleo, o que sugere pressões adicionais nos números mais recentes.

Inflação nos EUA segue pressionada e choque do petróleo eleva incertezas globais

1 week ago 1 0 0 0
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Cessar-fogo no oriente médio derruba petróleo e impulsiona mercados O anúncio de um cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio trouxe um forte alívio aos mercados internacionais nesta terça-feira (8). A medida afastou, ao menos temporariamente, o risco de escalada do conflito e provocou uma reação imediata nos preços dos ativos. O petróleo registrou queda expressiva logo após o anúncio, com o Brent recuando cerca de 15%, saindo de níveis próximos a US$ 115 para a faixa de US$ 92 por barril. O movimento representa uma virada significativa em relação ao estresse observado nos dias anteriores. A queda do petróleo desencadeou um rali generalizado nos mercados financeiros.

Cessar-fogo no oriente médio derruba petróleo e impulsiona mercados

2 weeks ago 0 0 0 0
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Boas Práticas para Fortalecer a Propriedade Estatal: Governança, Clareza e Valor Público O relatório da OCDE discute como governos podem gerir empresas estatais de forma mais eficiente, transparente e alinhada ao interesse público, por meio de boas práticas de governança corporativa. A ideia central é que empresas estatais (SOEs) podem contribuir para competitividade, resiliência econômica e desenvolvimento sustentável, desde que bem administradas. Para isso, é fundamental que o Estado tenha clareza sobre por que possui essas empresas e como exerce seu papel de acionista. O instrumento-chave para essa organização é a chamada política de propriedade estatal, que define objetivos, estruturas de governança e mecanismos de supervisão.

Boas Práticas para Fortalecer a Propriedade Estatal: Governança, Clareza e Valor Público

2 weeks ago 0 0 0 0
Ultimato dos EUA ao Irã eleva preço do petróleo O principal destaque desta terça-feira, 7 de abril, é o aumento das tensões geopolíticas após o ultimato do governo Trump ao Irã, previsto para esta noite. O movimento já provoca reações relevantes nos mercados, com o preço do petróleo Brent voltando a superar os US$ 110 por barril. As consequências inflacionárias desse choque começam a se espalhar rapidamente. Nos Estados Unidos, o preço da gasolina já se aproxima de US$ 4 por galão, ante cerca de US$ 2,80 anteriormente. Trata-se de uma alta expressiva, que impacta diretamente o custo de vida das famílias e tende a pressionar os índices de inflação.

Ultimato dos EUA ao Irã eleva preço do petróleo

2 weeks ago 2 0 0 0
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Preço do Diesel tem defasagem de 70% no Brasil O principal destaque do cenário internacional segue sendo a força inesperada do mercado de trabalho americano. O dado de payroll divulgado na sexta-feira mostrou a criação de 178 mil vagas, bem acima das expectativas do mercado, que giravam entre 60 mil e 70 mil. Trata-se de uma surpresa estatística relevante, algo próximo de dois desvios-padrão acima do esperado, indicando um dinamismo muito maior da economia dos Estados Unidos do que se imaginava. O resultado contrasta com o indicador ADP Employment Report divulgado anteriormente, que havia apontado uma criação de apenas 60 mil vagas.

Preço do Diesel tem defasagem de 70% no Brasil

2 weeks ago 0 0 0 0
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Política Industrial com Condicionalidades: Como o Estado Pode Parar de Dar Dinheiro à Toa O artigo de Mariana Mazzucato e Dani Rodrik parte de uma constatação que, surpreendentemente, ainda gera debate: política industrial voltou ao centro das estratégias de desenvolvimento no mundo. Governos perceberam que deixar “o mercado resolver tudo” costuma resultar em desigualdade, baixa sofisticação produtiva e crises recorrentes. A proposta dos autores é clara: se o Estado vai intervir, que o faça com inteligência e propósito. O conceito central do trabalho é o de condicionalidades. Em termos simples, não basta dar subsídios, crédito ou incentivos fiscais. É preciso exigir contrapartidas das empresas beneficiadas.

Política Industrial com Condicionalidades: Como o Estado Pode Parar de Dar Dinheiro à Toa

2 weeks ago 2 0 0 0
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PIX: A Revolução Silenciosa que Desafia os Gigantes Globais de Pagamentos O Brasil produziu, quase sem fazer barulho internacional proporcional ao feito, uma das maiores inovações financeiras das últimas décadas: o PIX. Criado pelo Banco Central do Brasil, o sistema de pagamentos instantâneos não apenas modernizou a infraestrutura financeira do país, como também colocou o setor público brasileiro em competição direta com gigantes globais como Visa e Mastercard. Essas empresas construíram ao longo de décadas um império baseado em redes privadas de pagamentos, com forte poder de mercado, escala global e marcas reconhecidas. Operam como intermediárias essenciais nas transações eletrônicas, capturando taxas em praticamente cada pagamento feito com cartão.

PIX: A Revolução Silenciosa que Desafia os Gigantes Globais de Pagamentos

2 weeks ago 3 0 0 0
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Como Grupos de Interesse Travam o Crescimento Econômico Ao longo do tempo, sociedades estáveis tendem a desenvolver uma característica silenciosa, mas poderosa: a proliferação de grupos organizados que atuam em defesa de interesses específicos. Essa dinâmica, analisada por Mancur Olson em The Rise and Decline of Nations, ajuda a explicar por que economias inicialmente dinâmicas podem, gradualmente, perder fôlego e se tornar mais rígidas e ineficientes. O ponto de partida é simples, embora desconfortável: nem todos os grupos na sociedade conseguem se organizar. Enquanto pequenos grupos com interesses concentrados — como setores empresariais, associações profissionais ou sindicatos específicos — conseguem coordenar ações e pressionar por benefícios, grandes grupos difusos — como consumidores ou contribuintes — enfrentam enormes dificuldades de organização.

Como Grupos de Interesse Travam o Crescimento Econômico

2 weeks ago 1 0 0 0
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Mercado de trabalho dos EUA mostra resiliência, enquanto tensão geopolítica ainda dita o humor dos mercados Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos vieram melhores do que o esperado nesta quinta-feira, reforçando a percepção de um mercado de trabalho ainda sólido. Foram registrados 202 mil novos pedidos na última semana, abaixo dos 211 mil da semana anterior e próximos das mínimas históricas. O indicador é acompanhado de perto por economistas porque níveis baixos de pedidos costumam sinalizar um mercado de trabalho aquecido. Apesar disso, outros dados recentes sugerem uma moderação gradual. O relatório da ADP, divulgado na véspera, apontou a criação de 60 mil vagas em março, número mais fraco do que o observado em meses anteriores.

Mercado de trabalho dos EUA mostra resiliência, enquanto tensão geopolítica ainda dita o humor dos mercados

2 weeks ago 0 0 0 0