No dia 17, o Haaretz publicou reportagem importantíssima com relatos de soldados israelenses sobre os diversos atos criminosos praticados por eles próprios e seus colegas na Faixa de Gaza, com anuência do comando. Os relatos não param de chegar, segundo o repórter. www.haaretz.com/israel-news/...
Posts by José Antonio Lima
Diz o texto: "Segundo os depoimentos, o roubo em larga escala de motocicletas, televisores, quadros, sofás e tapetes tornou-se um fenômeno rotineiro, e os comandos superiores e inferiores no terreno têm conhecimento disso, mas não estão tomando medidas disciplinares para erradicá-lo."
O jornal israelense Haaretz é um fundamental bastião da civilidade. O jornalismo praticado ali é, em grande medida, imprescindível. Reportagem de hoje mostra como soldados israelenses no sul do Líbano se converteram em saqueadores de propriedade civil.
www.haaretz.com/israel-news/...
O resultado disso é uma rápida erosão no apoio da sociedade estadunidense a Israel. Não é um assunto banal, mas determinante para as capacidades israelenses. Faço essa discussão no texto da semana em Tarkiz.
tarkiz.substack.com/p/apoio-isra...
Desde outubro de 2023, Israel se aproximou de uma lógica de “Esparta”: altamente militarizado, preparado para confrontos prolongados e mais disposto a privilegiar o uso da força como instrumento central de política externa, com uma sensibilidade ainda menor a críticas e pressões internacionais.
Em 2025, ao comentar o crescente afastamento da comunidade internacional, Benjamin Netanyahu afirmou que Israel teria de ser uma “super-Esparta”, em alusão à cidade-estado da Grécia antiga que apostou no isolamento como estratégia para manter sua cultura bélica e a supremacia militar.
Rapaz, que matéria interessante. Lembra o Acordo Haavara, firmado em 1933 pelo Yishuv e pela Alemanha, e ao mesmo tempo indica que o Lehi compartilhava uma visão semelhante à do Amin al-Husseini, o mufti de Jerusalém que também via os britânicos como um mal maior do que a Alemanha Nazista...
Irã e Israel não são os únicos países afetados pela guerra no Oriente Médio. Na semana passada, escrevi sobre os efeitos do conflito para o Iraque. No texto desta semana em Tarkiz, minha newsletter sobre a região, falo sobre a realidade no Líbano. tarkiz.substack.com/p/libano-mas...
Em meio à guerra contra o Irã, pouco se fala sobre o Iraque, mas este país está sendo duramente afetado por conta de seu cenário político de sectarização.
A seleção de futebol do Iraque, classificada para a Copa do Mundo, proporciona um respiro para a população em meio à tensão. Escrevi sobre:
Vale registrar que, nos momentos em que os Estados Unidos e o Irã estiveram mais próximos, em 2001 e em 2014-2015, Zarif estava na linha de frente do relacionamento entre as partes. Sua presença no debate atual é positiva, mas, de novo, é preciso saber quanta influência ele tem.
Em agosto de 2024, quando Zarif deixou o governo de Pezeshkian, as especulações envolviam justamente um possível enfrentamento entre ele e a linha-dura. Foi uma surpresa, já que Zarif foi um elemento essencial na campanha presidencial.
Me parece que o ex-ministro, que esteve por um breve período no governo do atual presidente, Masoud Pezeshkian, tem uma influência restrita. Ao que tudo indica, é a linha-dura, em especial os integrantes da Guarda Revolucionária, que estão ditando os rumos do regime.
Li agora o artigo do ex-ministro do Exterior do Irã Javad Zarif na Foreign Affairs. Sem dúvida, é uma estrutura interessante para um novo status quo entre EUA e Irã no Oriente Médio. Só não é possível saber quão representativa é a posição de Zarif dentro do regime no momento.
Neste novo texto de Tarkiz, menciono alguns desses dilemas morais e pragmáticos impostos aos iranianos da oposição. Odeiam o regime, mas a guerra imposta por EUA e Israel não tem qualquer intenção de melhorar a vida dos iranianos.
tarkiz.substack.com/p/o-custo-da...
A grosso modo, este é o cenário em que vivem os opositores iranianos, hoje provavelmente uma maioria sólida na sociedade iraniana. Nos últimos dias, muitas reportagens foram publicadas com depoimentos e o que se percebe é a convivência de sentimentos paradoxais.
Imagine este cenário: você vive sob um regime que considera abominável e que destruiu a vida de muitas pessoas, dentro do seu país e no exterior. O regime é, então, atacado. Junto com ele, seu país também. Inocentes são mortos, agora por um agente externo. Como você reagiria?
Analiso a obra e sua relevância política no contexto atual em Tarkiz. tarkiz.substack.com/p/foi-apenas...
"Foi Apenas um Acidente", de Jafar Panahi, que disputa o Oscar com Agente Secreto, projeta uma questão importante: como o Irã lidará com o legado de dor após 2026? Quando a vítima captura o suposto torturador, o que acontece a seguir?
O silêncio diante desses eventos apenas reforça um padrão de impunidade que conhecemos há décadas. Analiso o tema no novo texto de Tarkiz, minha newsletter sobre Oriente Médio. tarkiz.substack.com/p/escola-min...
O bombardeio à escola em Minab, no Irã, não é um "incidente" isolado. Com 168 mortos, a maioria meninas de 7 a 12 anos, evento indica a responsabilidade direta das forças dos EUA e a face mais cruel do poder militar global.
Neste texto que publiquei ao longo da semana, trago algumas reflexões a respeito da trajetória da relação EUA e Irã e uma análise a respeito da postura do regime iraniano.
tarkiz.substack.com/p/ira-enfren...
Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, foi escolhido como líder supremo do Irã. Isso significa que a Guarda Revolucionária está mais influente do que nunca, indicação de que o regime continuará agindo para aumentar ao máximo o custo da guerra para os Estados Unidos.
Ainda assim, o tema aparece apenas esporadicamente nos grandes veículos da imprensa ocidental. No Brasil, segue ignorado. Nos últimos dias, escrevi dois textos para ao menos tentar registrar o que está acontecendo. O mais recente é este tarkiz.substack.com/p/plano-dos-...
Este projeto é debatido abertamente em Israel. Muitos veículos de imprensa já falaram sobre ele. Noticiaram que foi apresentado a Netanyahu. Em off, comandantes e soldados dizem que ele está em funcionamento. #GioraEiland postou um vídeo no Youtube divulgando o projeto.
O plano consiste em cortar o envio de todo e qualquer suprimento a uma determinada área da #FaixadeGaza e ordenar o deslocamento forçado dos palestinos. Quem ficar, será tratado como combatente inimigo. E os combatentes terão duas opções: render-se ou morrer de fome.
O projeto é conhecido como "Plano dos Generais". Seu idealizador é #GioraEiland, conhecido por defender abertamente que #Israel crie "uma crise humanitária" na Faixa de Gaza e por celebrar a chegada de doenças contagiosas na região pois "elas podem deixar a vitória mais perto".
Olá, professor. Usei no sentido figurado, que inclusive está dicionarizado, mas entendo o incômodo. Pensarei nisso nas próximas vezes que o termo me ocorrer. Obrigado pelo alerta.
Sugestão: um de Relações Internacionais. Estou perdidaço aqui por enquanto.