Mãe Bernadete seguirá sendo lembrada enquanto essa luta for necessária e quando a vitória, um mundo em que pessoas defensores vivem em segurança, chegar.
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A responsabilização de ambos é um importante passo na luta por não-repetição, justiça e verdade nos casos de crimes contra a vida de pessoas defensoras de direitos humanos.
Ambos foram condenados por homicídio qualificado cometido por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito.
Arielson da Conceição Santos, executor, foi condenado a 29 anos e nove meses de prisão. Marílio dos Santos, mentor intelectual, foi condenado a 40 anos, cinco meses e 22 dias de prisão. Embora tenha advogado constituído, ele é considerado atualmente foragido da justiça.
Júri condena dois dos envolvidos no assassinato de Mãe Bernadete a 40 e 29 anos de prisão Há uma foto de Mãe Bernadete falando em um microfone. Ela é uma mulher negra, usando óculos e turbante colorido.
Dois réus acusados do assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, mais conhecida como Mãe Bernadete, foram condenados pelo Tribunal do Júri no no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador (BA), na noite dessa terça-feira (14).
Yasmin Cursino Ferreira, 21 anos, matou uma mulher às 3h da manhã na periferia de São Paulo.
Matou porque sim. Porque anda armada, fardada.
Matou porque é policial militar.
Matou porque podia matar. E Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, está morta. Assassinada.
g1.globo.com/sp/sao-paulo...
Indígenas iniciam ATL em Brasília com protesto contra empreendimentos em territórios
www1.folha.uol.com.br/cotidiano/20...
31 de março Dia Internacional da Visibilidade Transgênero Afirmar sua identidade é ter respeitada sua dignidade. Na foto, Luiza sorri.
O caso reafirma um princípio central: o acesso à afirmação de gênero é parte do direito à saúde e deve ser garantido sem discriminação.
Dar visibilidade é também reconhecer direitos — e fortalecer caminhos para que eles sejam plenamente assegurados.
Entre 1997 e 2001, Luiza Melinho teve negado o acesso à cirurgia de afirmação (confirmação?) de gênero em hospital público ligado ao SUS, em Campinas (SP). na imagem, a logo do SUS em um jaleco branco. É uma cruz azul com o SUS escrito ao lado.
O fato traz consequências para sua vida até hoje. E após anos buscando justiça, sua luta foi parar na Corte Interamericana de Direitos Humanos. É o primeiro caso sobre direitos de pessoas trans contra o Brasil e o primeiro da Corte sobre a saúde dessa população.
Essa luta traz ao debate a relevância do reconhecimento do direito à afirmação de gênero como parte do direito à saúde e ao cuidado integral. Sem esse acesso, o que se produz é violência institucional, sofrimento e negação da identidade, da dignidade e da autonomia. Na imagem, 8 médicos conversam;
O procedimento está disponível no SUS desde 2010 para mulheres trans e travestis, e desde 2019 para homens trans. Mas os desafios enfrentados por Luiza Melinho como filas, poucos serviços e barreiras institucionais ainda dificultam o acesso dessas populações a esse direito básico.
Entre 1997 e 2001, ela teve negado o acesso à cirurgia de afirmação de gênero pelo SUS. Após anos de busca no Judiciário brasileiro, sem resposta efetiva, levou seu caso ao Sistema Interamericano.
Hoje, o Brasil responde na Corte IDH por violações a direitos fundamentais.
31 de março Dia Internacional da Visibilidade Transgênero Se afirmar é garantir direitos: a luta de Luiza Melinho por saúde, dignidade e identidade Na imagem, Luiza Melinho.
A história de Luiza Melinho mostra como o direito à saúde, à dignidade e à identidade de gênero ainda precisa ser afirmado.
Não há democracia plena com racismo, com violência policial como regra, ou sem verdade, memória e justiça para todas as vítimas da ditadura! (11/11)
Para que a democracia seja plena, é necessário enfrentar essas violações históricas. Avanços como a tipificação penal do desaparecimento forçado são passos necessários, mas insuficientes perante o legado negativo da ditadura. (10/11)
Em 2025, o relator especial da ONU, Bernard Duhaime, reforçou que o Brasil ainda enfrenta desafios severos para garantir reparação integral às vítimas. (9/11)
Esse instrumento jurídico, ampliado na ditadura, permite suspender decisões judiciais que protegem direitos humanos e ambientais para favorecer grandes interesses econômicos em megaprojetos. (8/11)
Além disso, o país ainda convive com "entulhos autoritários", como a suspensão de segurança em determinados territórios. (7/11)
Organizações como a Justiça Global e a APIB denunciam que a ditadura não acabou para esses povos e cobram a criação de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade. (6/11)
Um dos aspectos desse legado é a violência sistemática contra os povos indígenas. Estima-se que pelo menos 8.350 indígenas foram mortos durante o regime, vítimas de massacres, remoções forçadas e disseminação de doenças em prol de projetos de "progresso", como a rodovia BR-174 e hidrelétricas.(5/11)
Pós-1964, métodos como a tortura e o desaparecimento forçado tornaram-se padrões contra opositores, deixando heranças que ainda se refletem na atuação das polícias contemporâneas. (4/11)
Isso, porém, não quer dizer que a transição para a democracia foi feita de forma completa: as heranças do período militar seguem vivas no dia-a-dia. (3/11)
Apesar de vivermos um período em que há quem minta sobre a ditadura como parte de seu discurso político e tente até mesmo dar novos golpes de Estado, a farsa ainda não se repetiu como tragédia no século XXI. (2/11)
Na foto, militares carregam um preso. O texto diz: 31 de março Golpe civil-militar de 1964: a farsa que tentam repetir como tragédia
Os 62 anos do golpe civil-militar de 1964 marcam a memória de um período de ruptura democrática que interrompeu reformas sociais e institucionalizou ainda mais a violência de Estado. (1/11)
Quando a polícia pode matar sempre, qualquer vida vira alvo: gestantes, médicas, crianças. Isso não é erro, é política. Democracia exige proteger TODAS as vidas. O que vemos é necropolítica na prática.
A ADPF das Favelas (635) já aponta a urgência de perícia independente. O controle externo da atividade policial com efetividade é urgente para evitar a manipulação da verdade e o comprometimento da justiça.
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O caso é mais um exemplo de como esse tipo de ação é um método da polícia no Brasil, algo que é denunciado por organizações de favela e da sociedade civil nos últimos anos.
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Os PM's investigados por fraude na cena do crime no caso de Kathlen Romeu foram condenados ontem (19) pela Justiça do Rio de Janeiro.
g1.globo.com/rj/rio-de-ja...
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Desde o começo de março, o SUS oferece teleatendimento para acolher, ouvir e cuidar da saúde das mulheres nessa situação tão difícil.
É a notícia do dia em nosso site:
www.redemacuco.com.br/2026/03/18/s...
#saúde #saúdemental #mulheres #SUS
Justiça Global questiona protocolos de abordagem após médica negra morrer durante perseguição policial no Rio
www.global.org.br/blog/justica...
STJ retomará nesta terça-feira (17) julgamento sobre a responsabilidade penal do ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, pelo rompimento da barragem em Brumadinho
www.otempo.com.br/politica/202...
O cinema pode fazer mais do que contar histórias. Ele pode manter vivas as memórias, denunciar injustiças e honrar quem segue lutando. Lembremos de Miguel, da coragem de Mirtes e de todas as mães que transformam dor em luta por justiça.