E se você precisa de mais incentivo para ir, o prazo para submissão de resumos para o Congresso da ALACIP foi prorrogado até o dia 17/04!
Posts by Lucas Gelape
Neste post, temos mais informações sobre meu curso de métodos-mistos:
bsky.app/profile/alac...
Uma das minhas experiências mais legais na UFMG tem sido participar do Legislab, com a profa. Fabiana de Menezes.
Nesse texto, refletimos sobre o juridiquês, a partir de alguns experimentos científicos sobre o assunto, e de debates em aula:
www.conjur.com.br/2026-mar-31/...
[eu no meio, não incluído como "grande referência", obviamente, mas feliz de ajudar a organizar e participar desta edição!]
Como aquecimento à edição do Congresso, teremos esse ano o retorno da Escola de Métodos da ALACIP, com um cardápio diverso de cursos de métodos, com algumas das grandes referências da ciência política latino-americana:
O argumento parece óbvio, mas o percebemos quando feito em voz alta:
as mudanças no mercado de trabalho por IA não são uma preocupação falsa, mas provavelmente são amplificadas pela sobrepresentação de engenheiros de software e jornalistas na conversa.
www.theargumentmag.com/p/shoot-the-...
Paralelamente, professores precisam compreender que seu papel vai além de produtores de conhecimento. Somos também formadores/mentores dos alunos.
Em cenário que empresas tem menos incentivos para contratar jrs, caberá mais à universidade treinar alunos que aprenderiam nas empresas.
Sobre o ponto 2: minha impressão pessoal é que os acadêmicos das humanidades digitais não têm incentivos fortes para se tornar bons programadores - isto é, de pensar sobre a eficiência e legibilidade do código.
A maioria terá dificuldades de revisar códigos e podem se tornar "reféns" dos agentes
Os agentes de IA cabem como uma luva nesse cenário. Porém, um bom uso de agentes de IA me parece depender tanto de técnicas de gestão (como gerir o projeto com agentes trabalhando) e de capacidade de revisão do código.
Independente de IA, sinto que o papel de professor envolve um deslocamento para o papel de gestor de equipe e menos de programador.
Claro, saber programar é importante, para resolver dúvidas/dilemas e treinar a equipe. Mas, é cada vez mais de gestor, diante de aulas e da gestão universitária.
Recomendado por várias pessoas, esse texto na NYTMag sobre a nova era dos agentes de IA é muito bom.
Ele (e algumas conversas entre ddjs) me ajudou a pensar sobre o papel dos agentes de IA numa pesquisa acadêmica de humanidades digitais. (reflexões pessoais abaixo)
www.nytimes.com/2026/03/12/m...
Me incomoda como alguns têm dito coisas na linha: a IA vai acabar com a revisão de literatura etc.
1) se vc se incomoda em fazer revisão de literatura, talvez a academia não seja pra vc
2) com o avanço dos LLMs na análise de dados (quanti e quali!), fundamentos teóricos se tornam mais importantes
Boa reflexão do @codato.bsky.social, resenhando um artigo sobre como LLMs podem ajudar em revisões de literatura: o ponto não é como eles vão "automatizar a inteligência", mas sim reorganizar o trabalho intelectual.
adrianocodato.substack.com/p/a-ia-vai-r...
Os inscritos receberão certificado de participação, mas para assistir não é necessário se inscrever para assistir.
Agradeço à coordenação do curso de Gestão Pública, e ao Centro Acadêmico (CAGP) pelo apoio na organização do evento!
Convite pra mais um evento imperdível na UFMG:
Nesta segunda (09/03), receberemos @alberto.bsky.social, Iracema Rezende, e @deborathome.bsky.social para conversar sobre candidatos, candidaturas e campanhas eleitorais.
📅 Data: 09/03
🕑 Horário: 19h
📍Auditório Carangola - FAFICH
Oficinas Metodológicas - PPGCP/UFMG Datas: 10 e 11 de março Horário: 18h30-21h Local: Auditório Baesse Link para inscrição: https://forms.gle/KRPwYhpCV479sJGMA Programação Dia 10/03: "Como entrevistar elites políticas” Débora Thomé Professora do IDP e co-organizadora de “Como Pesquisar Elites no Brasil” (editora FGV). Dia 11/03: "Leitura instrumental de regressões múltiplas” Lucas Gelape Professor do DCP-UFMG e doutor em Ciência Política pela USP.
Oficinas Metodológicas do PPGCP-UFMG
📅 Datas: 10-11/03
🕑 Horário: 18h30-21h
🔗 Link para inscrição: forms.gle/KRPwYhpCV479...
- 10/03: "Como entrevistar elites políticas”, @deborathome.bsky.social
- 11/03: "Leitura instrumental de regressões múltiplas”, Lucas Gelape
Ainda no rescaldo dessa discussão, vale ler o interessante artigo do Jairo Pimentel, cuja análise é inspirada por alguns pontos levantados por Young e Ziemer.
preprints.scielo.org/index.php/sc...
Passando por como o que é a opinião pública, como ela se comporta, como funcionam as pesquisas, avaliando pesquisas individualmente e de forma agregada, e com estudos de caso (inclusive do Brasil!), eles mostram como se guiar nesse mundo.
Alô editores brasileiros, tem que traduzir isso aqui =)
Capa do livro Polls, Pollsters and Public Opinion: a guide for decision-makers, parte da série Methodological Tools in the Social Sciences.
As eleições parecem longe, mas para o leitor interessado, a melhor recomendação que dou é já ler "Polls, pollsters and public opinion", de Clifford Young e Kathryn Ziemer (ambos da Ipsos).
Em linguagem não(-excessivamente)-acadêmica eles dão ferramentas para interpretar pesquisas de opinião.
Acompanhei muito por alto a conversa de vibe coding e IA agêntica nas últimas semanas/meses.
Porém, de uns dias pra cá, motivado por amigos que tão usando, andei vendo mais e a minha sensação é a mesma que tive quando comecei a ler sobre o chatGPT em fins de 2022:
O mundo nunca mais será o mesmo.
A fala do Rodrigo mostra como o Legislativo foi cavando seus espaços no orçamento federal.
Já a do Manoel mostra como estados e municípios fizeram o mesmo. E, pra mim, volta ao tema: a reeleição de 24 não foi só emenda.
Limongi bate na tecla de que essas mudanças não levam a uma mudança do PdC br
Rodrigo Faria mostrou as transformações pelas quais elas passaram nos últimos anos.
Manoel Pires destacou um tema pouco falado: a descentralização fiscal que tem ocorrido no país.
Limongi destacou o papel do teto de gastos no uso das emendas, que tem se deslocado do investimento para o custeio.
Vale conferir esse excelente debate sobre a nova configuração orçamentária brasileira.
Ele aconteceu em dezembro na FFLCH, organizado pelo CEM-USP, com participação de Fernando Limongi, Manoel Pires e Rodrigo Faria.
www.youtube.com/live/ENXYnvX...
As a weekend vibe coding project I've been extending Little and Meng (2024) to have data through 2025 and adding some new data. Here is chief executive turnover in elections where it's at stake (individual and party) and incumbent party loss in all national elex. Crazy spike in the last few years!
Fun fact: o livro nunca foi traduzido para o português.
A Zahar diz que foi porque usar o Eike como amarração não seria uma novidade: www1.folha.uol.com.br/colunas/maur...
Em entrevista, porém, Cuadros relatou uma preocupação com processos (entre outros aspectos): theintercept.com/2016/07/13/b...
Alcoforado traz teoria, 2 tipos ideais de ricos, e uma comparação com outros contextos (EUA e França) - um retrato incompleto, o que ele mesmo reconheceria.
A leitura de Brazillionaires completa isso, com perfis de bilionários brasileiros, ajudando a compreender como essas fortunas moldam o país.
Alguns amigos já ouviram essa dica, mas toda a conversa (e agora a leitura) sobre o "Coisa de rico" me lembrou muito um livro que me ajudou a entender melhor o Brasil que surgiu na última década: "Brazillionaires", do jornalista @alexcuadros.bsky.social.
www.nytimes.com/2016/07/24/b...
Perdi parte do hype do "Coisa de rico" e só consegui ler neste ano, já bombardeado com todas as opiniões possíveis + ouvido o Alcoforado dar umas 15 entrevistas.
Dito isso, gostei demais. É muito difícil traduzir a academia em uma linguagem fluida assim. O livro traz teoria e evidências pra todos.
Pra quem estiver curioso, meu top 5 de ficção (mais o melhor não ficção) lidos em 2024: bsky.app/profile/lgel...
Para anos anteriores, ver a rede social do passarin.
E quem for de Goodreads, se achegue: www.goodreads.com/user/show/79...
Capa de "O país dos privilégios. Volume 1: os novos e velhos donos do poder", de Bruno Carazza. Ed. Companhia das Letras
Com as aulas, li bem menos não-ficção (por prazer) do que gostaria. Dentre eles, "O país dos privilégios (v. 1)", do amigo Bruno Carazza (é marmelada!) foi o melhor.
Bruno faz um inventário da elite extrativista do nosso setor público. Leitura obrigatória pra todos que querem fazer um Brasil melhor