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Posts by CTRL+Z
Aqui no Brasil, um lobista da Meta literalmente criou emendas que tentaram afrouxar o ECA Digital, a lei que entrou em vigor em março que aumenta a proteção de crianças e adolescentes online.
Você acha que big techs deveriam escrever as leis brasileiras?
Não há dados públicos sobre quanto as big techs gastam com lobby no Brasil.
Mas somos o país com maior número de ações de influência das empresas mapeadas: mais de 1,9 mil.
Foi assim que elas conseguiram enterrar o projeto de lei 2630, que visava aumentar a responsabilidade das plataformas. +
A estratégia atual das big techs é ditar não só como as regras são escritas, mas quem as escreve. Nos EUA, a Meta tem 87 lobistas — um para cada seis congressistas.
Aqui no Brasil, a média é parecida: a investigação A Mão Invisível das Big Techs mapeou 74 profissionais atuando no Congresso. +
Depois de serem alvo de audiências no Congresso dos EUA e processos judiciais, as big techs estão em modo de controle de danos.
Sob pressão, anunciaram compromissos de aumentar a segurança dos usuários e o controle parental, mas descumpriram muitas dessas promessas. +
Na União Europeia, Amazon, Apple, Google, Meta e Microsoft gastaram mais de 35 milhões de euros – mais de R$ 200 milhões – em 2025. É um dos setores que
mais gastam com lobby. +
Meta, Alphabet, Microsoft, OpenAI, ByteDance, X e Snap gastaram US$ 50 milhões com lobby no Congresso dos EUA nos nove primeiros meses de 2025.
Isso dá uma média de US$ 400 mil – ou R$ 2 milhões – por dia, segundo relatório da ONG Issue One. +
PAREM AS MÁQUINAS!
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Estamos nas redes sociais porque acreditamos que mudanças podem começar dentro do sistema, por brechas do próprio sistema. E, para nós, ocupar esse espaço é mais eficaz do que abandoná-lo.
E você, por que (ainda) está nas redes sociais?
Não podemos tratar a questão como individual.
A sociedade inteira vive essa profunda dependência. Produzir conteúdo virou parte de qualquer trabalho. Estamos todos trabalhando para as plataformas – muitas vezes, contra a nossa vontade.
Escolhas pessoais importam. Mas esse é um problema coletivo +
Agora, muita gente está nas redes porque precisa. Pequenos negócios, veículos independentes, movimentos sociais e comunidades inteiras dependem desses canais.
Vamos seguir batalhando por alternativas – mas enquanto isso, nós estaremos onde as pessoas estão. +
A contradição entre criticar e usar existe porque as big techs criaram essa armadilha. Suas estratégias agressivas de crescimento e retenção em países como o Brasil foram muito eficazes.
+
Há coisas, no entanto, que não abrimos mão.
Assim como não recebemos financiamento de big techs, jamais vamos dar um centavo para o Google ou a Meta.
Nós vamos crescer aos poucos, sem impulsionamento ou anúncios: e sabemos que vocês vão nos ajudar a levar essa mensagem adiante. +
Terceiro, sendo transparentes com as contradições.
Procuramos alternativas às big techs sempre que possível – e pretendemos falar sobre elas com frequência.
Mas entendemos que a dependência estrutural é profunda e essa transição nem sempre é fácil. Hábitos levam tempo para serem modificados.+
Segundo, buscando rotas de saída.
Nós defendemos e usamos plataformas descentralizadas – tudo o que está no Instagram está também no BlueSky e no Fediverso, via Mastodon, e vai ter muito mais na nossa newsletter livre de algoritmos. +
Primeiro, entendendo e explicando como ele funciona. Mostrando que o scroll infinito que drena sua energia é estratégia de negócio.
E que a sequência de vídeos engajantes foi cuidadosamente programada para te prender.
Quando você toma essa consciência, é difícil cair nos mesmos truques. +
Para denunciar como as plataformas funcionam, precisamos estar nelas. Monitorar, documentar, testar algoritmos, identificar padrões e violações.
Mas como mudar o sistema dentro do sistema?
Nós acreditamos que esse espaço deve ser disputado.
Você, que está aqui, é só um “usuário” para a plataforma. Mas, para nós, é um cidadão capaz de se organizar e mover as estruturas. Se essa mensagem chegou até você, é porque estamos no lugar certo. +
A primeira razão é estratégica. Nós precisamos chegar onde as pessoas estão. E, no Brasil, elas estão nas redes sociais.
Mais da metade dos brasileiros (51%) usam redes sociais como principal fonte de informação. Destes, o Instagram é a rede mais utilizada, seguida por YouTube e Facebook. +
Por que estamos nas redes sociais?
A razão de existir da CTRL+Z é enfrentar o modelo predatório de big techs. Então você pode se perguntar: o que estamos fazendo nelas? +
Se um golpe chegou até você, ele já foi lucrativo para alguém. E, até agora, está saindo barato para quem mais lucra com isso.
Você já encontrou anúncios fraudulentos ou caiu em um golpe? Nós queremos ouvir a sua história. Um caso isolado é só um caso. Muitos casos são evidência.
Em 2025, a justiça do RS condenou o Google a pagar R$ 29 mil a um homem que fez uma compra em um site falso após clicar em um anúncio.
Parece muito? O Google faturou R$ 318 mil só com aquele anúncio, segundo documentos juntados no processo. O anúncio de golpe gerou 52 milhões de impressões. +
O roteiro se repete: um anúncio te oferece um produto interessante. O anúncio é real, foi verificado pela plataforma. Você clica. É levado a um site. Tudo parece normal. Mas, na hora de receber, você percebe: era um golpe. Um golpe patrocinado.
Quem responde por isso?
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51% dos brasileiros foram vítimas de golpes digitais em 2024.
Dois em cada três golpes hoje começam em plataformas da Meta e 85% em alguma big tech.
R$ 85 bilhões foi o quanto a Meta já faturou com anúncios de golpes e produtos proibidos. Esse valor é 10% da receita da empresa. +