9/9📌 Conclusão: A popularidade presidencial não obedece a um calendário. Sazonalidade não explica oscilação. Para Lula III, enfrentando o desgaste natural do poder, o mês não vai ditar a aprovação. O que altera é o que o governo vai entregar. Tudo aqui redem.tec.br/a-curva-do-d...
Posts by Fábio Vasconcellos
8/9🔬 E quanto a Lula de forma isolada? Como ele foge à curva histórica com aprovações altas em mandatos passados, rodei os testes apenas com seus dados. Novamente, os resultados para sazonalidade (1º vs 2º semestre; anos eleitorais vs não eleitorais) foram não significativos.
7/9⚠️ O que de fato altera a série histórica? Choques institucionais. Apenas dois eventos apresentaram diferença estatística significativa indicando quebra nas médias de aprovação:
Impeachment de 2016 (Pré: 56,3% | Pós: 37,8%)
Pandemia (Pré: 52,9% | Pós: 44%)
6/9🗓️ E as hipóteses de sazonalidade? Não se sustentam. 1️⃣ Semestre: A diferença de aprovação entre o 1º e o 2º semestre é de menos de 0,1 ponto percentual (sem significância estatística). 2️⃣ Ano eleitoral: A diferença para anos não eleitorais também não tem validade estatística.
5/9📐 Essa variação não é trivial. Uma regressão com controle estatístico por mandato revelou um dado crucial: mais de 71% da variação da série está associada a quem governa, e não ao período do ano ou calendário eleitoral. O indivíduo importa mais que o relógio.
4/9🏛️ No entanto, há variações importantes entre os governantes. Lula II, por exemplo, inverteu a tendência média e ampliou sua aprovação no fim do mandato. Dilma II teve queda aguda. Bolsonaro caiu, mas recuperou força no fim. Temer manteve taxas cronicamente baixas.
3/9📉 O primeiro achado aos olhar os dados agregados é a confirmação do fim da "lua de mel". Em média, a tendência de aprovação é descendente ao longo do mandato presidencial: • 1º ano: 59,4% • Anos intermediários: 51,9% • 4º ano: 45,8%
2/9🔍 Metodologia: Explorei uma série histórica do Instituto MDA com 107 registros mensais de taxas de aprovação presidencial, cobrindo de FHC II até o momento atual. O objetivo era identificar padrões estatísticos na variação temporal entre os semestres.
Popularidade presidencial e calendário
1/9📊 A popularidade presidencial e as eleições no horizonte levantaram uma hipótese comum no debate político: a aprovação cai no 1º semestre (pelo peso dos tributos no início do ano) e se recupera no 2º? Fui aos dados testar essa hipótese. Segue o fio. 🧵
1/7 🧵 O endividamento das famílias brasileiras é o real freio da popularidade do governo Lula? 📉
A tese do "voto econômico" sugere que o eleitor penaliza o governante ao perder poder de compra. No entanto, os dados indicam que essa relação não é tão linear quanto parece. 👇
7/7 ⚠️ Nota metodológica importante: Esta análise é exploratória e baseada em dados agregados. Cuidado com a "falácia ecológica": correlações em nível regional não descrevem, necessariamente, o comportamento individual de cada eleitor. 🔬Análise completa: redem.tec.br/endividament...
6/7 Conclusão parcial: Filtros sociopolíticos pré-existentes parecem modular o efeito do bolso. Nos redutos oposicionistas (Sul/CO), qualquer piora econômica reforça a rejeição. Nos redutos governistas (NE), o aumento da dívida não desidrata o apoio.
5/7 No Centro-Oeste, a inadimplência explodiu (+10,3 p.p.) e a rejeição é alta (64,2%). Já no Nordeste, o aumento de dívidas (+8,9 p.p.) superou o Sudeste, mas a região mantém a menor rejeição ao Planalto: apenas 33,6%. 📈
4/7 O cruzamento por região e a Ideia/Meio ("Lula não merece novo mandato"), mostra caminhos divergentes. O Sul teve a menor aceleração de endividados (+7,8 p.p.), mas sustenta a maior rejeição ao 4 mandato (67,2%). O endividamento cresceu menos, mas a oposição segue forte
3/7 Saltando para 2026, os dados da Serasa mostram um avanço nacional da inadimplência. 💳
Em fev/22, a taxa de adultos endividados era de 40,45%. Em fev/26, saltou para 49,87% — uma alta de quase 10 pontos percentuais. Mas como isso reflete na rejeição a um 4 mandato pra Lula?
2/7 Analisando o 2º Turno de 2022, testei a associação entre inadimplência e voto. 📊Contraintuitivamente, a correlação foi negativa e significativa (-0,45). Estados com maior inadimplência média votaram menos em Lula.
1/7 🧵 O endividamento das famílias brasileiras é o real freio da popularidade do governo Lula? 📉
A tese do "voto econômico" sugere que o eleitor penaliza o governante ao perder poder de compra. No entanto, os dados indicam que essa relação não é tão linear quanto parece. 👇
Blefe 5ª série em 2 segundos
TRUMP. 23h59: Vamos dizimar a civilização do Irã se nao aceitarem nossas condições
IRÃ. 00h00: Nao recuamos um milímetro e nao aceitamos as condições de Trump
TRUMP. 00h01. Ok. Vamos suspender a guerra por duas semanas.
Indústria do insulto: Como a mídia transforma a hostilidade em moeda de alto valor para a elite política
1/7 Paradoxo do discurso político: cidadãos dizem preferir civilidade, mas elites políticas oferecem hostilidade crescente. Por quê? 🧵
7/7 O custo para a democracia é alto: legisladores hostis perdem relevância institucional e abandonam a função de legislar. O resultado é cinismo político e normalização da violência.👇👇
6/7 Isso gera a “campanha permanente”: ataques não se concentram em eleições, mas viram rotina. O alvo preferencial? Figuras nacionais de alto perfil — como candidatos presidenciais.
5/7 📲Nas redes, o efeito é ainda maior: posts hostis têm mais que o dobro de compartilhamentos e quase o triplo de curtidas em comparação com debates críticos. O incentivo é claro.
4/7 📺Exemplo: um parlamentar que dedica 5% do tempo a ataques pessoais recebe a mesma exposição na TV a cabo que outro que investe 45% em debate substantivo. A lógica da mídia recompensa o conflito.
3/7 🎯Conclusão contraintuitiva: insultos não rendem mais votos nem poder institucional. O ganho está no “capital de celebridade” e na economia da atenção — mídia e redes sociais premiam o ataque imediato.😱
2/7 Um estudo na PNAS Nexus analisou 2,2 milhões de declarações do Congresso dos EUA e identificou os “empreendedores do conflito”: políticos que apostam em retórica divisiva.🤬
Indústria do insulto: Como a mídia transforma a hostilidade em moeda de alto valor para a elite política
1/7 Paradoxo do discurso político: cidadãos dizem preferir civilidade, mas elites políticas oferecem hostilidade crescente. Por quê? 🧵
O debate sobre a polarização no Brasil está superdimensionado: a hipótese da polarização restrita
1/8 🧵O Brasil está REALMENTE rachado? Nos últimos anos, a "polarização" virou a explicação mágica para tudo. Mas, sinto dizer, o fenômeno está superdimensionado 👇