Leia a nova edição de Cartas Marcadas no site do Intercept Brasil: intercept.com.br/2026/04/14/flavio-bolsonaro-candidato-policia-militar/
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Com as PMs no centro do seu projeto polĂtico, Flávio Bolsonaro transforma a segurança pĂşblica nĂŁo apenas em bandeira eleitoral, mas em ferramenta para tensionar os limites institucionais — a partir de uma atuação cada vez mais violenta das polĂcias nas cidades brasileiras.
Há, portanto, uma diferença relevante entre pai e filho — mas não um abrandamento. Pelo contrário. O que se consolida é um polo ainda mais conectado à base armada que atua diretamente nas ruas, nas operações e nas periferias.
O histĂłrico dessa relação Ă© conhecido e documentado. Adriano da NĂłbrega, apontado como um dos lĂderes do EscritĂłrio do Crime, foi homenageado por Flávio com a Medalha Tiradentes quando já respondia a acusações criminais. Depois, a mĂŁe e a ex-esposa do miliciano foram empregadas em seu gabinete.
Esse alinhamento revela sua dimensĂŁo mais controversa quando envolve milĂcias e policiais acusados de crimes. Na mesma entrevista, Flávio relativizou o fenĂ´meno: “Qualquer prĂ©dio que tinha dois, trĂŞs policiais morando era milĂcia... Nesse cenário, a gente defendia a legitimidade dos policiais”.
Essa identificação aparece de forma reiterada no discurso de Flávio, sempre associada a uma defesa incondicional da atuação policial. “Sempre defendi e sempre vou defender policial. Tenho admiração pelos policiais. São caras que dão a vida pela gente”, afirmou ao podcast Inteligência Ltda.
Essa diferença importa porque aponta para bases sociais distintas. Enquanto as Forças Armadas operam em uma lĂłgica institucional mais distante do cotidiano urbano, as polĂcias militares estĂŁo inseridas nas ruas, nas operações e nas periferias — marcadas por uma lĂłgica de confronto direto.
Flávio Bolsonaro Ă© o representante direto das polĂcias militares. Se Jair Bolsonaro construiu sua base histĂłrica entre integrantes das Forças Armadas, seu filho mais velho consolidou sua atuação entre policiais militares, bombeiros e agentes penitenciários.
Jair Bolsonaro construiu sua base entre as Forças Armadas. Flávio, seu filho, Ă© o representante das PMs: ele defende incondicionalmente as polĂcias militares, relativiza o fenĂ´meno das milĂcias e já homenageou o miliciano Adriano da NĂłbrega, apontado como um dos lĂderes do EscritĂłrio do Crime.
Isso pode frear projetos de IA e até a compra da Warner Bros. pela Paramount, que depende de financiadores do Golfo.
Entenda o que a HBO e a CNN têm a ver com a guerra lendo a matéria completa no site do Intercept Brasil: www.intercept.com.br/2026/04/13/g...
A guerra de Trump no IrĂŁ pode trazer problemas que o presidente estadunidense nĂŁo esperava. Enquanto os iranianos atacam bases militares e infraestrutura tecnolĂłgica dos EUA nos paĂses do Golfo PĂ©rsico, esses parceiros árabes podem interromper os investimentos na AmĂ©rica do Norte.
O ex-deputado Alexandre Ramagem, aliado de Jair Bolsonaro, estava foragido após ser condenado por participar da trama golpista de 8 de Janeiro. Ele foi detido pelo Serviço de Imigração dos EUA, o ICE – mesmo dizendo que estava por lá com anuência de Donald Trump.
Apesar dos indicadores apontarem para uma melhora (menor taxa de desemprego da história, inflação controlada, aumento da renda média e da massa salarial), a percepção geral é de que as coisas vão mal. A economista Juliane Furno explica os motivos. Leia aqui: www.intercept.com.br/2026/04/13/e...
Endividamento, inadimplência e falta de perspectiva de mudanças para os jovens estão entre os fatores que têm feito a insatisfação com a economia crescer.
Embora os principais indicadores da economia estejam indo bem, a percepção coletiva é de que tudo vai mal. Entender os motivos desse processo é importante para que se tente um ajuste do discurso e dos programas governamentais.
A jornalista Leila Salim, que vive entre o LĂbano e o Brasil, sabe bem dos riscos de cobrir a realidade dos conflitos no Oriente MĂ©dio. Mas sua maior preocupação nĂŁo Ă© o risco fĂsico, e sim as questões Ă©ticas.
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Em entrevista ao Intercept Brasil, os professores apontam alguns riscos que os algoritmos – especialmente da IA – apresentam nesse ano de eleições.
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No livro PolĂtica dos algoritmos (Editora Ubu), os pesquisadores Fernando Filgueiras e Virgilio Almeida defendem que os algoritmos precisam ser democratizados, de uma forma que sejam auditáveis e compreensĂveis. Ou seja, precisamos ser capazes de entender o que essas plataformas fazem.
Eles moldam regras, estruturas e comportamentos, ditam novas formas de trabalho e de socialização e atĂ© influenciam as eleições. Tudo isso com cĂłdigos nebulosos, pensados por big techs trilionárias, que ocultam a natureza polĂtica das decisões que sĂŁo programados para tomar.
Instituições como Constituição e famĂlia definem as regras básicas para nossa convivĂŞncia e vida comum. Mas, agora, precisamos lidar com uma nova categoria de entidade: os algoritmos.
Se você achou que as redes sociais bagunçaram as eleições de 2018 e 2022, prepare-se para 2026. O primeiro pleito sob forte influência de inteligência artificial está chegando.
O problema nĂŁo Ă© sĂł tecnolĂłgico, Ă© polĂtico. Segue o fio para entender 🧶👇
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Proposta apresentada pela deputada federal Tabata Amaral, com o apoio de outros 44 parlamentares, pode criminalizar crĂticas e comparações histĂłricas com as polĂticas israelenses.
Na prática, nĂŁo evita o antissemitismo e funciona para calar os crĂticos de Benjamin Netanyahu, analisa JoĂŁo Filho.