Advertisement · 728 × 90
#
Hashtag
#PEGN
Advertisement · 728 × 90
Video

Pequenas Empresas & Grandes Negócios - abertura - 2025

#PEGN

0 0 0 0
Post image

#PEGN

0 0 0 0
Preview
Professor perde dois anos de trabalho após desativar uma função no ChatGPT O professor Marcel Bucher, da Universidade de Colônia, na Alemanha, perdeu cerca de dois anos de trabalho acadêmico após ter todas as suas conversas e pastas de projetos apagadas do ChatGPT com um único clique. O material foi excluído quando ele desativou uma opção de compartilhamento de dados da plataforma, sem aviso prévio e sem possibilidade de recuperação. Bucher relata, em um artigo na Nature, que havia passado a usar o ChatGPT de forma intensiva poucos anos depois do lançamento da ferramenta. Assinante do plano pago ChatGPT Plus, da OpenAI, ele incorporou o sistema de inteligência artificial à rotina profissional como um assistente diário. A ferramenta era usada para redigir e-mails, elaborar descrições de disciplinas, estruturar pedidos de financiamento, revisar artigos acadêmicos, preparar aulas, criar provas e analisar respostas de estudantes, além de apoiar atividades em sala de aula. Segundo o professor, o principal valor do ChatGPT não estava na precisão absoluta das respostas, mas na continuidade do ambiente de trabalho. O sistema mantinha o contexto das conversas, permitia retomar rascunhos anteriores e funcionava como uma espécie de arquivo vivo do processo intelectual. Ciente das limitações dos modelos de linguagem — que podem gerar informações incorretas com aparência de segurança —, Bucher diz que confiava na estabilidade e na organização do espaço de trabalho oferecido pela plataforma. Em agosto, ao decidir desativar temporariamente a opção de “consentimento de dados”, Bucher queria apenas testar se continuaria tendo acesso às funcionalidades do modelo sem autorizar o uso de suas informações pela OpenAI. A mudança, no entanto, teve um efeito imediato e irreversível: todas as conversas foram apagadas e as pastas de projetos ficaram vazias. Não houve alerta, aviso ou opção de desfazer a ação. Ao acessar a conta, encontrou apenas uma página em branco. O professor ainda conseguiu preservar partes do material, graças a cópias parciais que havia salvo anteriormente. Mesmo assim, grande parte do conteúdo, incluindo projetos de pesquisa, materiais didáticos e rascunhos de publicações, foi perdida de forma definitiva. A princípio, Bucher acreditou que se tratava de um erro técnico. Tentou acessar a conta por diferentes navegadores, dispositivos e redes, limpou o cache, reinstalou o aplicativo e alterou as configurações diversas vezes. Nenhuma das tentativas surtiu efeito. Ao procurar o suporte da OpenAI, ele afirma ter recebido inicialmente respostas automáticas geradas por um agente de inteligência artificial. Apenas após insistência teria sido atendido por um funcionário humano, que teria confirmado a perda definitiva dos dados. Segundo a empresa, como relata o professor, as informações haviam sido excluídas de forma permanente e não poderiam ser recuperadas. Leia também O professor afirma que o conteúdo apagado ia muito além de anotações esporádicas ou conversas informais. As pastas continham cadeias de diálogos usadas para desenvolver pedidos de financiamento, estruturar cursos, revisar textos acadêmicos e analisar provas, uma base intelectual construída ao longo de dois anos. O caso ocorre em um contexto de crescente estímulo ao uso de ferramentas de IA generativa no ensino e na pesquisa. Enquanto professores e universidades testam a incorporação dessas tecnologias à rotina acadêmica, a experiência de Bucher expõe, segundo ele, uma fragilidade estrutural: a ausência de padrões acadêmicos de confiabilidade, proteção e responsabilização. Para o professor, uma ferramenta capaz de apagar anos de trabalho com um único comando não pode ser considerada totalmente segura para uso profissional. Como assinante pagante, ele esperava a existência de salvaguardas mínimas, como avisos claros sobre exclusões irreversíveis, mecanismos de recuperação e sistemas de backup ou redundância. Resposta da OpenAI Em um comunicado à Nature, a OpenAI afirmou que segue o princípio de “privacidade desde a concepção” (privacy by design), segundo o qual todos os dados são apagados sem deixar rastros quando o usuário desativa o compartilhamento de informações. A empresa reitera que, uma vez excluídas, as conversas não podem ser restauradas e que não há sistemas de backup que permitam a recuperação do conteúdo. Para Bucher, o episódio evidencia um vazio de responsabilidade em ferramentas que vêm sendo cada vez mais integradas ao trabalho intelectual. Veja o comunicado na íntegra: "Com relação a avisos adicionais e recuperação, exibimos uma mensagem de confirmação antes que um usuário exclua permanentemente uma conversa. No entanto, uma vez excluída, o conteúdo não pode ser recuperado pela interface do usuário, pelas APIs (interfaces de programação de aplicativos) ou pelo suporte, pois isso está de acordo com as melhores práticas de privacidade e os requisitos legais relativos aos dados do usuário." Para proteção de dados, recomendamos sempre que os usuários mantenham backups pessoais de seus trabalhos profissionais. Para mais informações sobre opções de exclusão e arquivamento, consulte nosso artigo de ajuda sobre como excluir e arquivar conversas no ChatGPT.
0 0 0 0
Preview
Nubank anuncia investimento de R$ 2,5 bilhões para abertura de novos escritórios no Brasil e no exterior A fintech Nubank está anunciando um investimento de R$ 2,5 bilhões, ao longo dos próximos cinco anos, para ampliar a rede de escritórios no Brasil. No fim do ano passado, o Nubank informou uma mudança no modelo de trabalho, que terá a presença dos colaboradores por dois dias na semana, a partir deste ano, subindo para três dias em 2027, num modelo híbrido. O CEO da fintech, David Vélez, reconheceu que a mudança pode gerar "conturbação" para aqueles que moram longe dos escritórios da empresa ou para os funcionários que ingressaram na fintech interessados nessa flexibilidade do modelo de trabalho. Por isso, disse o CEO, foi estabelecido o prazo de transição de oito meses para o novo modelo, além da abertura de novos escritórios para tornar mais fácil o deslocamento dos funcionários. A partir de julho deste ano, cerca de 70% dos funcionários deverão trabalhar no escritório dois dias por semana. Antes, era exigida a presença durante uma semana em cada trimestre. Em São Paulo, dois novos prédios serão ocupados. A partir de 2027, o Cyrela Corporate, projetado pelo estúdio de design italiano Pininfarina, localizado na Rua Oscar Freire, na interseção com a Rua Heitor Penteado, receberá os funcionários da instituição financeira. O local tem 35 mil m² e capacidade para mais de 3 mil pessoas. O prédio tem área de eventos, serviços, uma unidade do NuCafé e jardim externo abertos ao público, sala de jogos e biblioteca. Na mesma região, a partir de abril deste ano, o Capote 210, um edifício de 20 andares corporativos, terá um espaço de inovação do Nubank com a criação de um Research Lab para cocriação de produtos com os clientes. Com os dois novos endereços, o bairro paulista de Pinheiros abrigará quatro escritórios do Nubank, totalizando 5.700 estações de trabalho, mais de cinco vezes sua atual capacidade na região. Rio de Janeiro e Belo Horizonte Também serão inaugurados, até o segundo semestre de 2026, espaços de trabalho em Campinas, no Bresco Viracopos, com uma área de 9.150 m². No Rio de Janeiro, o banco ocupará o edifício Vista Mauá, com 6.870 m² divididos em cinco andares. Haverá também um novo escritório em Belo Horizonte, mas o local ainda está sendo definido. As regiões foram escolhidas para retenção dos funcionários, além de atrair novos talentos. “É no escritório, no contato direto entre os nubankers, que grandes ideias nascem e evoluem com a agilidade que o nosso negócio exige. Queremos oferecer o melhor ambiente possível para essa colaboração. E isso se reflete em números expressivos para a nossa operação brasileira: planejamos um aporte superior a R$ 2,5 bilhões em projetos de infraestrutura ao longo dos próximos cinco anos”, afirmou, em nota, Livia Chanes, CEO do Nubank Brasil. Mudança de modelo teve protestos A mudança de modelo de trabalho não foi bem aceita por todos os funcionários. Numa reunião para anunciar a mudança, houve protestos e pelo menos 14 funcionários acabaram sendo demitidos. Numa plenária virtual promovida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, funcionários do Nubank divulgaram um manifesto repudiando o fim unilateral do modelo remoto de trabalho. O grupo também criticou as demissões de 14 funcionários, por justa causa, que teriam manifestado descontentamento com a decisão. Segundo os funcionários, não houve qualquer negociação prévia para a mudança e eles pedem a reversão da decisão. Questionado pelo GLOBO sobre o problema, o Nubank afirmou que nasceu com um modelo de trabalho presencial, adotou o regime remoto durante a pandemia e agora passa por um processo de "reajuste natural". Crescimento de clientes A fintech anunciou que o número de clientes no Brasil, no México e na Colômbia atingiu 127 milhões. Para suportar essa escala e o crescimento, o número de funcionários entre setembro de 2023 e setembro de 2025 cresceu 26%, totalizando 9.500 funcionários. Em São Paulo, os funcionários terão academias de ginástica, áreas de descanso e serviços de conveniência, como cafeteria, lavanderia e manicure. Os prédios também serão pet friendly e equipados com tecnologia de ponta, com salas de reuniões com sistema de áudio e vídeo “one-touch” e recursos como whiteboards digitais. Na Cidade do México, o atual escritório também será ampliado, com dois andares adicionais, totalizando cinco, com um aumento da capacidade para 700 pessoas. Em Bogotá, o edifício atual ganhou mais de 200 novas estações de trabalho. Em 2028, a instituição passará a ocupar o novo Edifício Nogal, no bairro Andino, com 14.000 m² e capacidade para mais de mil pessoas. Também foram inaugurados espaços de trabalho em Miami e Palo Alto e, em breve, haverá escritórios também em Washington e Buenos Aires.
0 0 0 0
Preview
Casal esconde patos de plástico como desafio para profissional de limpeza e gera debate na internet Um casal teve uma ideia diferente para avaliar se o profissional contratado para cuidar da limpeza do apartamento teria executado o serviço de forma satisfatória: esconder 100 pequenos patos de plástico pela residência. O caso foi divulgado na internet e gerou debates, com internautas incomodados com a situação. Em uma série de fotos divulgadas no X pela usuária @PatsKam, em 22 de janeiro, é possível ver alguns dos pequenos patos de plástico escondidos em uma prateleira, atrás de uma torneira e de um sofá, além de uma mensagem escrita em um post-it. “Para a pessoa da limpeza, nós escondemos 100 patinhos ao redor do apartamento. Fazemos isso para garantir um trabalho bem feito! Por favor, coloque TODOS os patos nesta jarra”, diz o bilhete. A publicação soma 16,7 milhões de visualizações e mais de 2 mil comentários. Em sua maioria, as pessoas destacaram que o “desafio” era um insulto e que deixariam o apartamento sujo. Um dos usuários disse que acharia todos os patos e deixaria a casa suja. Veja também “Eu tive um negócio na área de limpeza com a minha esposa e uma vez um ‘cliente’ tentou fazer algo similar com um dos nossos funcionários. Deixamos de atendê-lo. Tolerância zero para esse comportamento”, afirmou uma pessoa. “Imagine ter tempo para fazer isso e não limpar a própria casa. Quem criou essas pessoas?”, apontou outro comentário.
0 0 0 0
Preview
Quem é Khaby Lame, influenciador que vendeu empresa por mais de US$ 900 milhões Considerado o criador de conteúdo mais seguido no TikTok, Khabane Lame (@khaby.lame) chamou atenção não pelos vídeos de humor em que faz diversas caras e bocas, mas por uma transação milionária ao formalizar recentemente a venda da sua empresa, a Step Distinctive Limited. A operação foi avaliada entre US$ 900 e US$ 975 milhões (equivalente a R$ 4,75 bilhões e R$ 5,15 bilhões, respectivamente, na cotação atual). A operação foi feita por meio de câmbio de ações e não por pagamento em dinheiro. Com isso, o influenciador deixa de ser o único proprietário da empresa e passa a ser um acionista da Rich Sparkle Holdings, a empresa que comprou os ativos. Sediada em Dubai, nos Emirados Árabes, a Rich Sparkle Holdings vai assumir a direção estratégica e a administração dos negócios ligados ao criador de conteúdo. Mudanças Com a aquisição, Rich Sparkle Holdings terá controle total sobre diversas áreas que a Step Distinctive Limited administrava anteriormente. Entre as responsabilidades que passam para a empresa estão: a gestão dos acordos comerciais com marcas de alcance global; logística e atendimento internacional de vendas; a administração dos direitos de publicidade e das licenças de imagem; e a operação da loja oficial no TikTok (TikTok Shop). Embora a nova empresa seja responsável pela tomada de decisões corporativas e expansão da marca, a proposta do conteúdo de Lame vai seguir da mesma forma. Isso porque ele continuará liderando a criação dos vídeos e colaborações nas redes sociais. O acordo ainda prevê a autorização do uso do "Gêmeo Digital de IA" do influenciador, que consiste em uma ferramenta de inteligência digital que permite criar versões digitais de Lame para adaptar o conteúdo a diferentes idiomas e contextos culturais. Com isso, ele não vai precisar gravar fisicamente em cada produção. Fenômeno Com 160,4 milhões de seguidores no TikTok, Khabane Lame é considerado o influenciador mais seguido na plataforma. A fama veio dos vídeos em que reage a vídeos absurdos com caras e bocas, sem dizer uma palavra. Não há um tema específico: ele vai do esporte ao relacionamento com vizinhos. Um conteúdo, publicado há dois dias por exemplo, já soma 1,3 milhão de visualizações. O total de curtidas do seu perfil atingiu a marca de 2,6 bilhões. Initial plugin text O sucesso se estende para outras redes, como o Instagram. Atualmente, o perfil do criador de conteúdo acumula 77,8 milhões de seguidores. Leia também
0 0 0 0
Preview
Da educação ao direito securitário: os campos que moldaram a atuação de Dr. Aldairton Carvalho Disputas jurídicas de grande alcance costumam exigir mais do que técnica processual. Elas envolvem tempo, articulação institucional e decisões que afetam grupos inteiros, não apenas partes isoladas. É nesse tipo de demanda que se concentrou a atuação de Dr. Aldairton Carvalho, advogado cuja carreira se desenvolveu a partir de causas ligadas à educação pública e ao direito securitário. Nascido em 1978, em Crateús, no Ceará, Aldairton passou a atuar no cenário jurídico brasileiro em frentes que envolvem interesses coletivos e repercussão social. Ao longo dos anos, seu trabalho se voltou especialmente a ações relacionadas aos direitos educacionais, com atenção a processos que discutem a correta destinação de recursos e seus reflexos para profissionais do ensino e redes públicas. Em paralelo, manteve atuação no campo securitário, área marcada por interpretações técnicas e disputas de natureza estrutural. Entre os episódios mais relevantes de sua trajetória estão iniciativas jurídicas ligadas a ações coletivas na área da educação, desenvolvidas em colaboração com entidades representativas de profissionais do setor. Segundo o advogado, esse conjunto de processos resultou em decisões judiciais que alcançaram um número expressivo de educadores e envolveram valores destinados a estados e municípios. A experiência também se estendeu a outras teses de natureza trabalhista e previdenciária relacionadas às redes públicas de ensino. Para Aldairton, o desafio dessas causas está menos na visibilidade e mais na constância. "Quando se atua em demandas coletivas, o processo costuma ser longo e exige responsabilidade institucional. As decisões produzem efeitos amplos e precisam ser acompanhadas com cuidado", afirma. Além da atuação em educação, o direito securitário ocupa espaço central em seu percurso profissional. Aldairton é autor do livro DPVAT: Teoria e Processo, dedicado à análise do sistema de seguro social relacionado a acidentes de trânsito no Brasil. Atualmente em sua segunda edição, a obra reúne fundamentos teóricos e práticos sobre o tema e, segundo o autor, passou a ser utilizada como referência por estudantes, profissionais do Direito e citada em decisões judiciais. A formação acadêmica contribui para essa leitura ampliada do Direito. Pós-graduado em Ciência Política e mestrando na mesma área pela Universidade de Lisboa, Aldairton mantém diálogo constante entre o campo jurídico e a análise institucional das políticas públicas. Essa intersecção também se reflete em sua atuação à frente do IBGOV – Instituto Brasileiro de Governança, voltado à discussão de práticas institucionais e governança. No cotidiano profissional, ele define seu estilo de trabalho como acolhedor e consultivo, com a preocupação de analisar cada demanda para além do processo judicial em si. A ideia de trabalho e persistência aparece como valor central, especialmente em disputas que exigem acompanhamento prolongado e leitura cuidadosa do impacto das decisões. Em um ambiente jurídico pressionado por causas de grande repercussão social, a experiência acumulada por Dr. Aldairton Carvalho ajuda a compreender como o exercício do Direito pode ultrapassar a lógica individual do litígio e operar em uma escala institucional, na qual o tempo, a consistência e a responsabilidade se tornam tão relevantes quanto a própria decisão judicial.
0 0 0 0
Preview
Wizard Grupo Platina consolida liderança ao transformar alunos e colaboradores por meio de uma cultura radical de excelência A busca por fluência deixou de ser diferencial e se tornou exigência em processos seletivos, programas internacionais e posições de liderança. Poucas instituições, porém, conseguem entregar resultados consistentes em larga escala. Na região Sudeste, o Wizard Grupo Platina[a] ocupa esse espaço ao combinar rigor pedagógico, gestão de performance e uma cultura de desenvolvimento que produz efeitos concretos na trajetória de milhares de alunos. A história do grupo está ligada à paixão pela educação e desenvolvimento de pessoas de Alexandre Castro, advogado que passou a enxergar a educação como força de transformação ao promover e gerenciar cursos de MBA e pós-graduação da UFRJ. A partir dali não parou, já nos primeiros meses na Wizard, ouviu de um aluno que o domínio do inglês havia sido decisivo para conquistar uma vaga de emprego. "Ali ficou claro que o aprendizado não podia ser tratado como promessa, mas como entrega", afirma. Obcecados em desenvolvimento de professores e profissionais da educação e a cultura da excelência, ajudou a moldar o maior grupo de escolas de idiomas da região Sudeste, com 11 unidades no Rio e Grande Rio e mais de 4.000 alunos em formação ativa. Desde a primeira unidade, o foco não esteve na concorrência, mas na experiência individual de cada estudante. O grupo construiu processos que acompanham evolução, ajustam rotas e garantem que o aluno avance com segurança. A cultura interna reforça esse movimento: equipes são estimuladas a aprimorar desempenho, desenvolver competências e crescer profissionalmente. "Nosso maior ativo são os colaboradores comprometidos, porque são eles que transformam a metodologia em resultado", diz Castro. O compromisso com excelência se tornou traço identitário da rede e, ao longo dos anos, abriu espaços para crescimento de novos modelos de atuação. A Wizard Online levou a metodologia para um ambiente totalmente digital, preservando a precisão pedagógica e o ritmo de acompanhamento. Já o WIP, Wizard International Program, leva educação bilíngue a escolas e colégios, ampliando o impacto da rede no ensino formal. Em todas as frentes, a diretriz permanece a mesma: garantir que o aluno alcance fluência com qualidade mensurável. Os indicadores confirmam a eficácia da abordagem. Os alunos do Grupo Platina registram as maiores notas nos principais exames internacionais entre todas as escolas de idiomas, um dado raro no setor. Em 2025, o grupo recebeu da Pearson, maior empresa de educação do mundo, presente em mais de 200 países, o prêmio de destaque mundial em alta performance, disputado com 1.300 unidades no Brasil e no exterior. Somam-se a isso conquistas como o Top of Mind do INPRAP, que reconheceu a Wizard Grupo Platina como a escola de idiomas mais lembrada do Estado Rio de Janeiro, além de reconhecimentos nacionais e internacionais por qualidade e experiência do aluno. A expansão trouxe ganhos também para a equipe. A rede mantém políticas claras de crescimento profissional e financeiro, um dos fatores que favorecem o engajamento e sustentam a busca por melhoria contínua. Para Castro, o desenvolvimento interno é parte inseparável dos resultados externos. "Quando entregamos excelência todos os dias, o crescimento vem como consequência", afirma. Com presença crescente também no ambiente digital e alunos em diversos países, a rede mostra que consistência e propósito podem escalar. A trajetória do Wizard Grupo Platina revela que transformar vidas por meio da educação exige processo, disciplina e uma visão que resiste ao imediatismo. E é justamente essa combinação que sustenta o desempenho de quem aprende, e de quem ensina.
0 0 0 0
Preview
Digo Garcia: da periferia à construção de um novo ecossistema global de marketing e tecnologia Aos 40 anos, Digo Garcia inicia um novo ciclo profissional. Sua trajetória parte do Vale do Jatobá, periferia de Belo Horizonte, e chega à liderança da Netlinks, hoje estruturada como uma Martech Holding global, criada para resolver um dos principais gargalos do mercado de serviços digitais: escalar com qualidade, previsibilidade e profundidade técnica. Mais do que uma história pessoal, trata-se da construção de um modelo empresarial forjado ao longo de mais de 20 anos de vivência prática no mercado digital. Raízes, valores e formação prática Digo Garcia cresceu na periferia de Belo Horizonte, em uma família marcada por trabalho, disciplina e mobilidade social. Filho de uma das primeiras mulheres da periferia a cursar Engenharia Civil na UFMG e servidora pública, teve como referências próximas trajetórias de ascensão baseadas em mérito, como a de um tio que iniciou a carreira no Bradesco e se aposentou como diretor regional, e a de um padrinho que se reinventou como consultor, professor e empresário. Desde cedo, teve contato com tecnologia. Ainda adolescente, já criava sites e projetos digitais, incluindo portais, comunidades online e os primeiros sites oficiais de artistas como Pitty e Avril Lavigne no Brasil. Sua formação sempre foi predominantemente prática. Cursos técnicos, aprendizado autodidata, fóruns, projetos reais e experimentação constante moldaram uma visão profundamente conectada à execução e aos resultados. Empreendedorismo desde cedo Ao longo da carreira, Digo Garcia fundou e operou quatro agências em diferentes momentos do mercado digital, além de participar da criação de um portal em joint venture com a Globo.com, o Turismo Mineiro, projeto que marcou sua entrada em operações de maior escala e governança. Essa trajetória permitiu vivenciar de perto os ciclos naturais de crescimento de empresas de serviços: expansão, ganho de clientes, aumento de equipe e, inevitavelmente, os desafios de manter qualidade e foco técnico em escala. A consolidação no digital e o nascimento da Netlinks Em 2017, após amadurecer essas experiências, nasce a Netlinks, inicialmente como uma agência de SEO e também uma agência de Link Building. O crescimento foi rápido, impulsionado por profundidade técnica, visão estratégica e forte DNA comercial. Ao longo dos anos, a Netlinks passou a atender médias e grandes empresas, incluindo BYD Brasil, BTG Pactual, Wix, SPC Brasil, Binance, CDL Brasil, entre outras marcas relevantes do mercado nacional e internacional. Foi justamente nesse período de forte crescimento que um limite ficou evidente. O problema do modelo tradicional de agência Com equipes maiores, múltiplos projetos simultâneos e alta dependência de especialistas-chave, o modelo tradicional de agência começou a mostrar fragilidades claras. Manter padrão, governança e profundidade técnica se tornava cada vez mais difícil. A experiência prática confirmou algo que estudos amplamente discutidos no meio executivo e acadêmico já apontavam: bons negócios falham não por falta de talento, mas por excesso de risco concentrado, conflitos e falta de estrutura para escalar. A resposta não foi criar mais uma agência. Foi criar um ecossistema.Inspirado por sua trajetória prática e por conceitos modernos de governança e organização empresarial, Digo Garcia lidera a transformação da Netlinks em uma Martech Holding, estruturada para funcionar como um Sandbox para experts, sempre com governança centralizada. A Netlinks hoje Hoje, a Netlinks opera como um ecossistema que conecta experts e especialistas, empresas, governo e associações, agências, startups e investidores, tudo sob um mesmo padrão de governança e processos. Essa evolução já conta com validações relevantes do mercado. A Netlinks recebeu investimento da Planning, grupo com forte atuação em projetos de grande escala e governança, e foi selecionada pelo programa Google for Startups, com acesso a mentoria, estrutura e créditos de Google Cloud. Para sustentar esse novo ciclo de crescimento, a empresa passa a operar no Edifício Statement, um dos empreendimentos corporativos mais modernos de Belo Horizonte, localizado na Savassi, região que concentra o principal ecossistema de inovação da cidade, ao lado de empresas como Google, Hotmart e Sympla. Visão de futuro Para Digo Garcia, o objetivo é claro: construir empresas que cresçam sem caos operacional, gerando valor real para clientes, parceiros e especialistas. Com sede em Belo Horizonte e presença internacional, a Netlinks entra em um novo ciclo, focado em expansão global, autoridade digital e soluções que acompanham a evolução do mercado, seja no SEO, no GEO, no AEO ou em qualquer nova sigla que venha a surgir. "Não se trata de reinventar o marketing, mas de estruturar o mercado para que ele funcione melhor", resume Digo Garcia. Este é apenas o início do próximo capítulo.
0 0 0 0
Preview
Construção e reformas devem manter ritmo moderado em 2026 com foco em eficiência e produtividade O setor de construção e reformas entra em 2026 com uma combinação de cautela e oportunidades. De um lado, o custo do dinheiro e a restrição de crédito seguem como fatores de pressão; de outro, há perspectiva de melhora gradual do financiamento e de continuidade de obras já contratadas, além de uma demanda estrutural por manutenção, retrofit e melhorias em imóveis. No mercado imobiliário e de obras, a taxa de juros permanece como o principal freio do ritmo de lançamentos e de investimentos. A própria CBIC apontou a Selic como o maior obstáculo e destacou que o ciclo de juros altos limitou o avanço do setor em 2025, ao mesmo tempo em que abriu espaço para uma recuperação relativa em 2026, sobretudo se o crédito habitacional ganhar tração. Pelo lado do financiamento, a CBIC sinaliza expectativa de incremento na atividade em 2026 com mudanças no SBPE, que podem injetar R$ 37 bilhões no crédito habitacional, além do efeito de lançamentos anteriores que começam a virar obras e devem sustentar o patamar de atividade ao longo de 2026 e 2027. Os custos continuam no radar de quem constrói e de quem reforma. O SINAPI, do IBGE, fechou 2025 com alta acumulada de 5,63% no Índice Nacional da Construção Civil; em dezembro, o custo nacional por metro quadrado foi de R$ 1.891,63, com composição entre materiais e mão de obra. Nesse cenário, as reformas tendem a permanecer fortes como alternativa mais "cirúrgica" ao consumidor e às empresas, priorizando melhoria de eficiência, manutenção e readequação de espaços. A lógica é clara: com crédito mais caro, cresce a busca por projetos com retorno mensurável, menos desperdício e execução mais previsível, do planejamento ao pós-obra. O franchising também ajuda a explicar parte dessa dinâmica de serviços ligados ao lar. Em 2024, o setor de franquias faturou R$ 273,083 bilhões, com 197.709 operações e cerca de 3.300 marcas franqueadoras, segundo pesquisa da ABF. Em 2025, a expansão continuou no acumulado dos últimos 12 meses até o 3º trimestre, com faturamento total de R$ 293,535 bilhões e crescimento nominal de 10,8%, além de 200.152 operações e 1,747 milhão de empregos diretos no período analisado, de acordo com a Pesquisa Trimestral de Desempenho da ABF. Dentro do franchising, o segmento de Casa e Construção avançou: no 3º trimestre de 2025, o faturamento do segmento cresceu para R$ 5,118 bilhões (alta de 6,4% ante o 3º tri de 2024) e, nos últimos 12 meses, alcançou R$ 20,689 bilhões (alta de 8,2%). Para redes que atuam com soluções para obra e reforma, 2026 deve reforçar a importância de padronização, assistência e produtividade, especialmente em um contexto de pressão por custos e escassez de mão de obra qualificada. "A expectativa é de um ano em que o consumidor e o profissional vão buscar mais planejamento, segurança e eficiência na execução. Quando cada dia de obra custa mais, ganhar produtividade e reduzir retrabalho vira o diferencial", afirma Altino Cristofoletti Junior, fundador da Casa do Construtor. Na prática, esse movimento se traduz em tendências como industrialização e métodos construtivos mais rápidos (sistemas a seco, pré-fabricados e modularização), maior uso de tecnologia para planejamento e controle (BIM, medição digital, acompanhamento por aplicativos) e foco em desempenho do imóvel, com soluções de eficiência energética, conforto térmico e acústico e redução de desperdícios. Outra frente que ganha relevância é a economia circular aplicada à obra: reaproveitamento e destinação correta de resíduos, escolha de materiais com menor impacto e projetos que facilitem manutenção e retrofit. Em paralelo, a locação de equipamentos tende a crescer como forma de diluir investimento e trazer a ferramenta certa para cada etapa, elevando produtividade e segurança no canteiro, especialmente para pequenos empreiteiros e obras residenciais. Por fim, 2026 deve ser um ano em que construção e reformas se aproximam ainda mais da lógica de "serviço": prazos mais curtos, previsibilidade de custos, transparência de etapas e experiência do cliente. "O setor está amadurecendo rápido. Quem conseguir combinar orientação técnica, padronização de qualidade e soluções que reduzam custo total da obra vai capturar a demanda, mesmo num ambiente ainda desafiador de crédito", Altino Cristofoletti Junior.
0 0 0 0
Preview
Gravidez de Lauana Prado reacende debate sobre fertilização in vitro e planejamento reprodutivo no Brasil O anúncio da gravidez da cantora Lauana Prado, concebida por meio da fertilização in vitro, trouxe novamente à pauta um tema que ainda gera dúvidas entre a população: as técnicas de reprodução assistida e suas indicações. Sem entrar em aspectos pessoais, o caso funciona como um gancho para ampliar o debate sobre fertilidade, planejamento reprodutivo e os avanços da medicina reprodutiva no Brasil. De acordo com a AMCR (Associação Mulher Ciência e Reprodução), casos públicos ajudam a normalizar a discussão sobre infertilidade, uma condição comum que afeta homens e mulheres em diferentes fases da vida, além de estimular a busca por informação de qualidade e acompanhamento médico especializado. "Quando figuras públicas falam sobre o tema, isso contribui para que a população compreenda que dificuldades para engravidar são mais frequentes do que se imagina. Quanto mais cedo esse assunto é discutido, maiores são as chances de as pessoas procurarem ajuda especializada no momento adequado", afirma a médica especialista em reprodução assistida Profª Dra. Marise Samama, presidente da AMCR. A fertilização in vitro é indicada principalmente quando existe dificuldade no encontro natural entre o óvulo e os espermatozoides. Entre as causas mais comuns estão alterações nas tubas uterinas provocadas por infecções ginecológicas prévias ou processos inflamatórios provocados por doenças como a endometriose, além de fatores masculinos que afetam a quantidade ou a qualidade dos espermatozoides. "A fecundação natural depende de uma série de fatores. É necessário que as tubas uterinas estejam funcionais e que um número adequado de espermatozóides, com boa qualidade, consiga chegar até o óvulo. Quando esse encontro não acontece, a fertilização in vitro permite que ele ocorra em laboratório, reproduzindo o que a natureza faria no corpo", explica a especialista. Criada inicialmente como solução para casos de infertilidade de maior complexidade, a FIV hoje também faz parte do planejamento reprodutivo. O congelamento de óvulos e a criopreservação de sêmen têm sido cada vez mais utilizados por pessoas que desejam adiar a maternidade ou a paternidade. "O planejamento reprodutivo está muito mais ligado à preservação da fertilidade. Congelar óvulos em idades mais jovens é, na prática, uma decisão da mulher no presente para si mesma no futuro, quando a qualidade reprodutiva pode não ser a mesma", destaca a Dra. Marise. No Brasil, podem recorrer às técnicas de reprodução assistida casais heterossexuais com dificuldade para engravidar após um ano de tentativas quando a mulher tem menos de 35 anos. A partir dessa idade, o período recomendado para iniciar a investigação médica é de seis meses de tentativas. Casais homoafetivos e mulheres que optam pela maternidade solo também podem recorrer aos tratamentos, sempre com indicação e acompanhamento especializado. A idade, segundo a AMCR, segue sendo um dos fatores mais relevantes quando se fala em fertilidade feminina, mesmo com os avanços da medicina. "A mulher nasce com todos os óvulos que terá ao longo da vida, e essa reserva vai diminuindo com o tempo. Além disso, fatores como estresse, alimentação inadequada, poluição, doenças crônicas, obesidade, sedentarismo, fumo, uso de álcool ou drogas e distúrbios do sono impactam a fertilidade e podem ter seus efeitos revertidos. Já cirurgias nos órgãos reprodutivos, tratamentos para câncer com quimioterapia ou radioterapia podem comprometer a fertilidade de forma irreversível, ressalta a médica. Entre os principais mitos que ainda cercam a fertilização in vitro está a ideia de que a técnica vai contra a natureza. Segundo a especialista, o procedimento apenas reproduz em laboratório o mesmo processo biológico que ocorre naturalmente no organismo. "A fertilização in vitro não cria nada artificial. Nós apenas auxiliamos o encontro do óvulo com o espermatozóide quando isso não consegue acontecer espontaneamente. É uma tentativa de imitar a natureza, e não de contrariá-la", conclui a Dra. Marise Samama.
0 0 0 0
Preview
Há 100 anos, este empreendedor apresentou em um bar o projeto que deu origem à televisão Em 26 de janeiro de 1926, o empresário e inventor escocês John Logie Baird realizou, em um bar de Londres, a primeira demonstração pública de um sistema de transmissão de imagens que viria a ficar conhecido como televisão. Na ocasião, Baird apresentou a convidados seu mais recente projeto, então chamado de “Televisor”. Os presentes assistiram à exibição de imagens em tons de cinza que mostravam duas cabeças de bonecos de ventríloquo, uma delas batizada de Stooky Bill, simulando uma conversa. A cena, ainda rudimentar, marcava um passo decisivo no desenvolvimento de uma tecnologia que transformaria profundamente a comunicação no século 20. Assim como ocorre com muitas inovações tecnológicas, a criação de Baird foi recebida com ceticismo. Um repórter do jornal The Times, que acompanhou a demonstração, destacou as limitações do equipamento. “A imagem transmitida era fraca e frequentemente borrada… Ainda resta saber até que ponto novos desenvolvimentos levarão o sistema do sr. Baird a um uso prático”, registrou à época. O Televisor funcionava por meio de discos mecânicos giratórios, responsáveis por escanear imagens em movimento e convertê-las em impulsos eletrônicos, transmitidos por cabo. O aparelho estava muito distante dos padrões atuais de alta definição e das telas de grandes dimensões. A projeção ocorria em um dispositivo de apenas 3,5 por 2 polegadas. Leia também Um século depois, não há dúvidas sobre o papel central da televisão, não apenas como meio de informação e entretenimento, mas também como ferramenta estratégica para diversos setores da economia e da indústria, aplicações que, em 1926, os espectadores daquela apresentação histórica dificilmente poderiam imaginar.
0 0 0 0
Preview
Recorde: 5,1 milhões de empresas foram abertas em 2025 O Brasil bateu um recorde na criação de empresas em 2025: 5,1 milhões de empreendimentos foram abertos, segundo a emissão de cartão CNPJ da Receita Federal. Levantamento feito pelo Sebrae na primeira semana de janeiro indica que o número é 18,6% maior que o ano anterior, com 4,3 milhões. Das empresas abertas em 2025, mais de 4,9 milhões são pequenos negócios – microempreendedores individuais (3,8 milhões), microempresas (927 mil) e empresas de pequeno porte (207 mil) -, o que representa 96% do total. Quase 64% de todas as empresas (3,2 milhões) atuam no setor de Serviços, seguidas por Comércio (1 milhão), Indústria (383 mil), Construção (344 mil) e Agropecuária (72 mil). O estado de São Paulo concentra 29,57% das aberturas do ano passado, seguido de Minas Gerais (10,49%) e Rio de Janeiro (8,22%). “Os números confirmam que esse avanço é resultado do trabalho coletivo para apoiar os pequenos negócios, o verdadeiro motor da geração de renda, inclusão social e desenvolvimento do país. O país vive um momento singular. Não por acaso, 57% dos microempreendedores individuais acreditam que 2026 será ainda melhor do que 2025”, aponta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Segundo Décio, um dos principais motivos para o fortalecimento do empreendedorismo brasileiro é a ampliação no acesso ao crédito. O programa Acredita Sebrae fechou 2025 com uma estimativa de R$ 12 bilhões em operações de crédito avalizadas pelo Fundo de Aval do Sebrae (Fampe). O Sebrae estabeleceu como meta para 2026 consolidar uma carteira avaliada em R$ 30 bilhões, reforçando o modelo de crédito assistido. “Estamos em uma situação de pleno emprego e com inflação sob controle. Isso estimula as pessoas a apostarem nos seus sonhos, a serem donas dos próprios negócios, o que faz do Brasil um dos países mais empreendedores do mundo”, completa o presidente. Abertura de MEIs, MEs e EPPs 2025 – 4,9 milhões 2024 – 4,1 milhões 2023 – 3,7 milhões 2022 – 3,7 milhões 2021 – 3,9 milhões 2020 – 3,2 milhões- Principais atividades – 2025 Transporte rodoviário de carga Atividades de malote e de entrega Atividades de publicidade Cabelereiros e outras atividade de beleza Atividade de ensino
0 0 0 0
Preview
Como proteger minha privacidade online sem complicação No mundo digital atual, onde a informação circula em alta velocidade, proteger a privacidade online se tornou uma necessidade fundamental. Cada vez mais, os dados pessoais estão expostos a riscos, desde o roubo de identidade até a coleta indevida de informações por empresas. Portanto, entender como proteger minha privacidade online sem complicação é essencial, especialmente para empreendedores que lidam com dados sensíveis de clientes e parceiros. Neste artigo, vamos explorar passos práticos e acessíveis para garantir que sua presença digital seja segura e respeitosa com sua privacidade. Entendendo sua privacidade digital e os riscos online A privacidade digital refere-se ao controle que os indivíduos têm sobre suas informações pessoais na internet. Com o aumento do uso de dispositivos móveis, proteger a privacidade no celular se tornou uma prioridade. Muitos aplicativos solicitam permissões que podem comprometer sua privacidade, portanto, é fundamental revisar essas permissões regularmente. Além disso, manter o sistema operacional e os aplicativos atualizados é uma prática importante para garantir que você esteja protegido contra vulnerabilidades conhecidas. Dicas para aplicativos e permissões Ao instalar novos aplicativos, preste atenção nas permissões que eles solicitam. Isso inclui dados como nome, endereço, e-mail, hábitos de navegação e até mesmo informações financeiras. Pergunte-se se realmente precisa que o aplicativo tenha acesso a sua localização, contatos ou câmera. Sempre que possível, escolha aplicativos que respeitam a privacidade do usuário e que possuem boas avaliações em relação à segurança. Essa escolha consciente pode fazer uma grande diferença na proteção de suas informações pessoais. Criptografia do dispositivo A criptografia do dispositivo é outra medida importante para proteger sua privacidade. A maioria dos smartphones modernos oferece opções de criptografia que tornam os dados armazenados no dispositivo inacessíveis sem a senha correta. Ativar essa função é uma maneira eficaz de proteger suas informações, especialmente em caso de perda ou roubo do dispositivo. Reduzindo sua pegada digital e removendo dados da internet Por fim, reduzir sua pegada digital é um passo importante para proteger sua privacidade online. Isso envolve não apenas ser consciente sobre as informações que você compartilha, mas também tomar medidas para remover dados que já estão disponíveis na internet. Existem serviços que ajudam a localizar e remover informações pessoais de sites, o que pode ser uma boa opção para quem deseja minimizar sua exposição. Com a crescente digitalização, os riscos associados à exposição desses dados aumentaram significativamente. Além disso, é recomendável revisar regularmente suas contas em redes sociais e outros serviços online, excluindo aquelas que não são mais utilizadas. Essa prática não só ajuda a proteger sua privacidade, mas também a manter sua presença digital mais organizada e segura. Proteger sua privacidade online é uma parte essencial do sucesso empresarial moderno. Ao adotar essas práticas simples, você não apenas garante a segurança de seus dados, mas também constrói uma reputação de confiança com seus clientes. Lembre-se de que a privacidade é um direito, e investir em sua proteção é investir no futuro do seu negócio. Hackers, malwares e práticas de coleta de dados por empresas são apenas algumas das ameaças que podem comprometer sua segurança. Um dos principais riscos é o uso indevido de informações pessoais. Muitas vezes, os dados são coletados sem o consentimento explícito do usuário, sendo utilizados para fins de marketing ou até mesmo para fraudes. Além disso, a falta de conhecimento sobre as configurações de privacidade em plataformas digitais pode deixar os usuários vulneráveis a ataques cibernéticos. Portanto, é crucial que empreendedores e profissionais estejam cientes desses riscos e adotem medidas para mitigá-los. Passos simples para fortalecer sua segurança online Fortalecer sua segurança online pode parecer uma tarefa complexa, mas existem passos simples que podem ser seguidos para garantir uma proteção eficaz. Um dos primeiros passos é gerenciar suas senhas de forma adequada. Utilizar senhas fortes e únicas para cada conta é fundamental. Uma boa prática é usar um gerenciador de senhas, que não só armazena suas senhas de forma segura, mas também pode gerar combinações complexas que dificultam o acesso não autorizado. Gerenciando senhas e ativando a autenticação de dois fatores Além de utilizar senhas fortes, a autenticação de dois fatores (2FA) é uma camada adicional de segurança que deve ser ativada sempre que possível. Essa técnica exige que o usuário forneça duas formas de identificação antes de acessar uma conta, geralmente algo que ele sabe (a senha) e algo que ele possui (um código enviado para o celular, por exemplo). Essa prática reduz significativamente o risco de acesso não autorizado, mesmo que a senha seja comprometida. Ajustando as configurações de privacidade em redes sociais As redes sociais são um dos principais pontos de coleta de dados pessoais. Portanto, ajustar as configurações de privacidade nessas plataformas é vital. Verifique quais informações estão visíveis para o público e limite o acesso a dados sensíveis. Além disso, é importante revisar regularmente as permissões de aplicativos conectados às suas contas, removendo aqueles que não são mais necessários. Essa ação simples pode ajudar a proteger sua privacidade e evitar a coleta excessiva de dados. Navegação segura e o poder do anonimato na internet Navegar na internet de forma segura é um aspecto crucial para proteger sua privacidade online. O uso de navegadores que priorizam a segurança e a privacidade pode fazer uma grande diferença. Além disso, é importante estar ciente das práticas de rastreamento que muitos sites utilizam para coletar informações sobre os usuários. Ferramentas como bloqueadores de anúncios e extensões de privacidade podem ajudar a minimizar a coleta de dados durante a navegação. Evitando rastreamento e coleta de dados online Uma das maneiras mais eficazes de evitar rastreamento é utilizar navegadores que oferecem modos de navegação anônima ou privada. Esses modos não armazenam o histórico de navegação e limitam a coleta de cookies. Além disso, é recomendável desativar a função de rastreamento em seu navegador e utilizar mecanismos de busca que não coletam dados pessoais, como o DuckDuckGo. Essas práticas simples podem ajudar a manter seus hábitos de navegação mais privados e seguros. VPN privacidade: a ferramenta essencial para proteção de dados Uma das ferramentas mais eficazes para proteger sua privacidade online é o uso de uma VPN (Rede Privada Virtual). As VPNs criam uma conexão segura e criptografada entre seu dispositivo e a internet, tornando mais difícil para terceiros interceptarem seus dados. Para quem busca uma solução robusta, o Download da ExpressVPN oferece acesso a um serviço com servidores em 105 países e garantia de reembolso de 30 dias, ideal para testar a proteção da privacidade online. Isso é especialmente importante ao utilizar redes Wi-Fi públicas, que são mais vulneráveis a ataques. Como uma VPN protege sua privacidade com criptografia Ao utilizar uma VPN, seus dados são criptografados, o que significa que mesmo que alguém consiga interceptá-los, não conseguirá decifrá-los. Isso proporciona uma camada adicional de segurança, garantindo que suas informações pessoais permaneçam protegidas. Além disso, a VPN oculta seu endereço IP, dificultando o rastreamento de sua atividade online por anunciantes e hackers. Acessando conteúdo e mantendo seu endereço IP privado Outra vantagem de usar uma VPN é a capacidade de acessar conteúdo restrito geograficamente. Muitas plataformas de streaming e sites limitam o acesso a determinados conteúdos com base na localização do usuário. Com uma VPN, você pode alterar sua localização virtual, permitindo que você acesse esses conteúdos sem restrições. Isso não só enriquece sua experiência online, mas também mantém seu endereço IP privado, aumentando ainda mais sua segurança. Protegendo a privacidade no seu celular e outros dispositivos
0 0 0 0
Preview
Número de Indicações Geográficas (IGs) mais que dobra em cinco anos Produtos que carregam o sabor do território, a história de quem produz e a identidade de uma região vêm ganhando cada vez mais reconhecimento no Brasil. Nos últimos cinco anos, o número de Indicações Geográficas (IGs) no país mais do que dobrou, revelando um movimento que une inovação, tradição e desenvolvimento econômico. Em 2020 os registros concedidos pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) somavam 73 certificações. No ano passado, o país alcançou a marca de 150 IGs, a maioria nas regiões Sudeste e Sul. E no primeiro mês de 2026, o total subiu para 151 IGs nacionais, com a certificação das tortas de Carambeí (PR). Desde 2003, quando apenas uma IG era registrada no Brasil, o Sebrae atua para que, cada vez mais, pequenos negócios consigam o registro junto ao INPI. Somente no ano passado, aplicou 95 diagnósticos, com a identificação de 69 territórios com potencial positivo para serem reconhecidos como IG. A coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, acredita que o ritmo de crescimento de IGs será estável e de 20% ao ano. Ela explica que a estruturação de uma IG demanda um tempo considerável, de pelo menos 18 meses, sem contar o tempo de análise no INPI que, atualmente, é de aproximadamente 12 meses. "Esse prazo é fundamental para a estruturação, mobilização dos produtores, construção da governança, consolidação de evidências e análises detalhadas do pedido de registro", diz Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional Segundo Hulda, em 2025, o Sebrae avançou muito no apoio às IGs quanto à consolidação da governança, implementação dos mecanismos de controle e preparação para ampliar acesso a mercados, como por exemplo, a realização de rodadas de negócios específicas e mentorias com especialistas internacionais em parceria com o programa AL Invest da União Europeia. Potencial da apicultura brasileira A certificação de Indicação Geográfica é concedida a produtos e serviços cuja qualidade, reputação ou características estão diretamente ligadas ao local de origem. A IG é dividida em duas espécies: Denominação de Origem (DO), que indica que as qualidades ou características de uma determinada área geográfica, incluídos os fatores naturais e humanos, influenciam exclusiva ou essencialmente um produto ou serviço; ou Indicação de Procedência (IP), que protege o nome geográfico que se tornou conhecido por conta de um produto ou serviço. Reconhecido como uma das 31 Indicações Geográficas nacionais, na categoria de Denominação de Origem (DO), o mel de melato de Bracatinga é produzido no Planalto Sul brasileiro, na região demarcada por 134 municípios, sendo 107 do estado de Santa Catarina, 12 do Paraná e 15 do Rio Grande do Sul. O produto é conhecido como “ouro negro” pelo alto valor nutricional e qualidade. A certificação foi expedida em 2021 após pedido da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina. De acordo com a gestora da IG, Carolina Maciel da Costa, 80% da produção é exportada, com destaque para a Alemanha e Estados Unidos. Atualmente, a IG é relacionada a 10 empresas que representam 43 pequenos apicultores. Caroline conta que o Sebrae acompanhou os produtores durante todo o processo de obtenção do registro no INPI e continua dando apoio para que o mel de Melato de Bracatinga expanda a presença no mercado. “O Sebrae continua firme e forte conosco como nosso parceiro. É mais difícil levar o nosso produto para outras regiões, mesmo assim já conseguimos chegar em alguns estados do Nordeste, Espírito Santo e Amapá”, compartilha. Alto padrão de qualidade Produto líder em Indicações Geográficas, diferentes cafés nacionais respondem pelo maior número de registros. São 20 IGs entre o total de 151 existentes até o momento no país, a maioria (60%) na categoria de Indicação de Procedência (IP) e localizada principalmente nos estados de Minas Gerais e São Paulo. Uma delas é o café produzido no Sudoeste de Minas, fruto do trabalho desenvolvido pela Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas com o apoio do Sebrae. O café é produzido tradicionalmente pela família Frutuoso desde a década de 30. Há um ano e meio, a marca conseguiu o selo de IG Sudoeste de Minas. Com a produção de 100 sacas por ano, o produto é vendido em microlotes que garantem a qualidade, a partir de um cultivo regenerativo da forma mais natural possível. O pequeno produtor do Café Frutuoso, Edivaldo de Oliveira, explica que a alta qualidade do produto que permite sua rastreabilidade vem conquistando mercado, além de destaque em premiações da bebida. "Dentro da IG tem produtores que já exportam e outros que vendem mais internamente. No nosso caso, conseguimos uma exportação indireta para o Canadá, após sermos finalista do concurso da Semana Internacional do Café", diz Edivaldo de Oliveira, empreendedor. Lançada em 2024, a plataforma Origem Controlada Café monitora dados de IGs de café cadastradas com informações técnicas sobre quem produz, localização, qualidade e características sensoriais. Atualmente, a ferramenta contabiliza quase 3.500 produtores e mais de 4 mil propriedades. No total já foram emitidos 120 mil selos de certificação. Assim como o setor cafeeiro, o artesanato também se destaca pelo número de Indicações Geográficas, com 18 no total. A região Nordeste concentra 12 delas, sendo cinco apenas no Ceará, com a cerâmica produzido pela comunidade de Alegria, a renda de bilros de Aquiraz, a renda filé de Jaguaribe, as redes de Jaguaruana, o artesanato feito de fibra vegetal de “croá” do distrito de Pindoguaba e o algodão agroecológico de Inhamuns. Leia também
0 0 0 0
Preview
Por que profissionais da saúde estudam tanto, entregam tanto e ainda assim faturam menos do que poderiam A rotina de médicos, dentistas e outros profissionais da saúde é marcada por anos de estudo, atualização constante e alto nível de responsabilidade técnica. Ainda assim, muitos relatam um descompasso persistente entre o valor que entregam no atendimento e o retorno financeiro que conseguem sustentar ao longo do tempo. Agendas instáveis, baixa adesão a protocolos e a recorrente resposta “vou pensar” fazem parte desse cenário. O problema, segundo especialistas que estudam comportamento e tomada de decisão no ambiente clínico, raramente está na qualidade técnica do profissional. Na maioria dos casos, está na forma como a decisão do paciente é conduzida. Explicar bem o diagnóstico ou apresentar todas as opções disponíveis nem sempre é suficiente para gerar adesão, especialmente em tratamentos de maior complexidade ou valor. Para Rafael Medeiros, pesquisador do comportamento de decisão aplicado à saúde, existe uma confusão recorrente entre ética e neutralidade. Muitos profissionais associam influência a venda ou manipulação e, por isso, evitam assumir um papel ativo na condução da decisão do paciente. O resultado é a transferência da responsabilidade para quem, muitas vezes, não tem repertório emocional ou técnico para decidir naquele momento. Esse bloqueio costuma se intensificar ao longo da formação. A lógica acadêmica prioriza o conhecimento técnico, mas raramente prepara o profissional para lidar com comportamento humano, percepção de valor e comunicação estratégica. Na prática, isso faz com que médicos e dentistas tentem resolver o problema com mais cursos, mais especializações ou mais marketing, sem atacar a raiz da dificuldade. Estudos de comportamento mostram que a ausência de condução não é neutra. Quando o profissional não sustenta a decisão, o paciente tende a recuar por medo, dúvida ou falta de confiança. Em vez de fortalecer a relação, a conversa se encerra em indecisão, o que afeta tanto os resultados clínicos quanto a sustentabilidade financeira do consultório. A discussão sobre influência ética ganha relevância justamente nesse ponto. Influenciar não significa pressionar ou convencer, mas assumir responsabilidade pela jornada decisória do paciente. Isso envolve leitura de comportamento, adaptação de linguagem e clareza na apresentação dos protocolos, sem agressividade e sem culpa. Na avaliação de Rafael Medeiros, dominar esse processo deixou de ser um diferencial e passou a ser um elemento estrutural da carreira. “Quando o profissional não conduz, ele perde autoridade sem perceber. E quando não sustenta valor, acaba normalizando a própria estagnação”, analisa. Em um mercado cada vez mais competitivo e com pacientes mais informados, a capacidade de conduzir decisões de forma consciente, ética e estratégica passa a ser tão relevante quanto o conhecimento técnico. Para muitos profissionais da saúde, esse pode ser o passo que separa uma carreira apenas operacional de uma trajetória sustentável, reconhecida e intencional. @sourafamedeiros
0 0 0 0
Preview
Qual é a data do Carnaval 2026? Saiba se é feriado ou ponto facultativo O Carnaval 2026 será celebrado oficialmente na terça-feira, 17 de fevereiro. A folia começa no sábado (14) e se estende até a Quarta-Feira de Cinzas (18). Embora seja a festa mais popular do Brasil, a data é considerada ponto facultativo nacionalmente, com exceção de estados e cidades onde é feriado local, como no Rio de Janeiro. Datas do carnaval 2026 Sábado de carnaval, dia 14 de fevereiro Domingo de carnaval, dia 15 de fevereiro Segunda-feira de carnaval, dia 16 de fevereiro Terça-feira de carnaval, dia 17 de fevereiro Quarta-feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro Como é definida a data do carnaval? A Igreja Católica determinou que todo ano a Páscoa seria comemorada no primeiro domingo depois da primeira lua cheia pós-equinócio. Dessa forma, 40 dias antes do Domingo de Ramos, é a terça-feira de carnaval. A Semana Santa é determinada por uma série de eventos astronômicos e do calendário, por determinação do Primeiro Concílio de Niceia, em 325 d.C. A Páscoa será, sempre, após a primeira Lua cheia depois do equinócio de primavera do hemisfério norte. Quarta-feira de cinzas é feriado nacional? A quarta-feira de cinzas não é considerada um feriado nacional, já que não existe nenhuma lei que determine isso. Porém, pela popularidade da festividade, é comum as próprias empresas estipularem ponto facultativo em parte do dia. Carnaval 2026 é feriado ou ponto facultativo? O período de carnaval em 2026 acontece nos dias 14 e 18 de fevereiro. Como a data não é considerada um feriado nacional, qualquer folga depende de leis locais de cada estado. No Rio de Janeiro, por exemplo, é feriado. A terça-feira de carnaval, que este ano cai em 17 de fevereiro, é feriado em todo o Estado do Rio de Janeiro, em razão da Lei 5243/2008. Por isso, o empregado tem direito a folga neste dia. Por tradição, não se costuma trabalhar na segunda-feira de carnaval, mas não há previsão em lei sobre isso. Em outros estados, a terça-feira de carnaval pode não ser feriado. Vale checar se o sindicato da sua atividade profissional tem algum acordo ou convenção coletiva em que esteja prevista essa folga. Leia também
0 0 0 0
Preview
Healthtech Medhy criou IA com algoritmo de simulação quântica e já revisou mais de 120 mil casos médicos No Brasil, a cada minuto, cinco pessoas morrem devido a erros médicos, totalizando quase 55 mil pacientes por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Esse cenário alarmante, somado aos custos evitáveis que chegam a R$ 15,6 bilhões anuais na saúde privada brasileira , inspirou empreendedores a desenvolverem uma solução tecnológica que combate a raiz do problema: a sobrecarga dos médicos e a falta de padronização nos atendimentos. É nesse contexto que a healthtech brasileira Medhy desenvolveu uma inteligência artificial com algoritmo de inspiração quântica, que não ‘alucina’ – ou seja, não inventa diagnósticos – e já processou mais de 120 mil casos médicos, auxiliando cerca de 400 profissionais em instituições de grande porte, tanto no Brasil como em Portugal, porta de entrada para a expansão na Europa. A plataforma da Medhy funciona como um co-piloto para apoiar médicos em ambientes ambulatoriais e de pronto-socorro, atuando como extensão do prontuário eletrônico. O produto é destinado a instituições de saúde (hospitais e operadoras, no modelo B2B), que oferece suporte tanto para as necessidades dos médicos, quanto dos pacientes e dos gestores , com foco em padronizar condutas, enriquecer notas clínicas e melhorar o embasamento e defesas para as instituições que sofrem com glosas – recusas de pagamento por parte das operadoras. "Há uma sociedade médica nos EUA, que acompanha diagnósticos inapropriados e estima custos evitáveis de US$ 100 bilhões por ano, com 1 milhão de pessoas sofrendo incapacidades permanentes. No Brasil, não há uma instituição que controle tão perto, mas estudos apontam R$ 15,6 bilhões por ano na saúde privada. De fato, a cada ano, 1.3 milhão de pacientes sofrem negligência ou imprudência médica", revela Luis Filipe Saba, fundador e CEO da Medhy. "Esses dados, combinados com indicadores de que as glosas nas operadoras saíram de 5% em 2019 para 7,2% em 2020, com 75 mil novos processos em 2024 representando um aumento de 506% na judicialização relacionada à conduta clínica, nos inspiraram a criar o negócio. Cada posto médico pode gerar até R$ 55 mil por ano em custos com horas extras e rotatividade, mostrando o impacto econômico direto dessas ineficiências", complementa Saba. IA como extensão do prontuário eletrônico A solução criada pelos empreendedores é uma extensão de apoio aos principais sistemas de prontuário eletrônico do mercado, aparecendo como um apoio no canto da tela durante o atendimento. Com reconhecimento automático de fala para transformar a conversa entre médico e paciente em uma anamnese estruturada pelo método SOAP (Subjetivo, Objetivo, Avaliação, Plano), enriquece automaticamente a nota clínica com o que é dito na consulta e quando integrada pode apoiar com um resumo da história pregressa ao médico, análise de exames anteriores e de dados contextuais, tudo em tempo real. A empresa também usa a versão americana CHEDDAR (Chief complaint, History, Examination, Details of the problem, Drugs and dosage, Assessment, and Return visit information or referral). O motor de inferência da Medhy possui uma consciência contextual que correlaciona a história pregressa do paciente para calcular hipóteses diagnósticas com códigos CID priorizadas em um índice de similaridade com a literatura, além de deflagrar protocolos de cuidado adaptados à realidade de cada instituição e às suas políticas internas. Em seguida, os protocolos fazem acompanhamento de leads cirúrgicos para efetivação dos cuidados ao paciente. A ferramenta ajuda a gerar novas fontes de faturamento em estudos clínicos, por exemplo, o que é uma grande dificuldade hoje olhando somente para um data lake histórico. "Imagine que o paciente elegível para a pesquisa clínica está diante do médico dentro do hospital, com o sistema da Medhy. A conduta e orientação podem ser realizadas naquele momento poupando várias camadas de comunicação e agendamento. Estatisticamente, o paciente dentro das condições aparece na instituição, mas ele não está sendo contactado para o trabalho", explica Saba. E, ao mesmo tempo que há benefícios diretos para médicos e pacientes, a solução auxilia na área de gestão hospitalar. A Medhy oferece um dashboard customizável com indicadores de performance, como taxa de adesão aos protocolos, tempo médio de atendimento efetivo e qualidade das notas clínicas. Isso permite que gestores de saúde tenham controle operacional sobre a padronização dos atendimentos e aumentem significativamente a previsão de gestão e evitar as glosas – que hoje consomem até 15% do faturamento de alguns hospitais brasileiros. Para a Head de Marketing e Gestão da Medhy, Bruna Lobianco, um dos grandes diferenciais da healthtech é que ela atua com ampla base de dados e deep learning, com processos padronizados e documentados, olhando as melhores práticas e aprendendo com a literatura. Hoje em dia, tem inclusive uma questão de segurança da saúde, pois as pessoas estão cada vez mais doentes mentalmente. A capacidade cognitiva de médicos que vivem sob stress constante é uma preocupação dos gestores. Ter uma ferramenta que ajuda e agrega na área médica é um diferencial competitivo é fundamental para área de gestão e auditoria. "Além disso, o diagnóstico bem conduzido e feito da forma mais rápida possível é a principal ‘dor’ de qualquer médico, atenção é o principal fator de qualidade. Quando ele entende que a IA é aliada dele para combater esta dor, ele pode ir muito além. A solução da Medhy identifica gatilhos para doenças raras, por exemplo. Tivemos nossa solução premiada pela AstraZeneca em 2023 como caso de sucesso, por identificar a síndrome hemolítica urêmica atípica, uma doença ultra rara", enfatiza a executiva. A implementação da Medhy segue um processo carinhosamente apelidado de "Sapato de Cinderela", dos quais são quatro atos que garantem encaixe preciso às necessidades de cada instituição, assim como na fábula. Primeiro, é realizada uma auditoria completa dos fluxos de dados e problemas clínicos existentes, algumas vezes desconhecidos. Em seguida, ocorre o mapeamento detalhado dos processos de atendimento, seguido pela adaptação dos protocolos institucionais à plataforma. Por fim, algumas instituições preferem realizar um piloto controlado envolvendo médicos selecionados, assegurando adesão gradual e validação prática antes da expansão para toda a equipe. Esse cuidado operacional se reflete nos resultados: a Medhy já reduziu em até 40% o tempo de preenchimento de prontuários e 15% no tempo geral em algumas instituições parceiras. Planos de Expansão A IA da Medhy também está preparada para expansões futuras além do atendimento clínico. A plataforma pode ser aplicada em cirurgias, onde os registros operatórios automáticos auxiliam na justificativa técnica de materiais especiais (OPMEs) inesperados e reduzem disputas; em emergências, focando no paciente sob pressão; na rastreabilidade, com gravações que servem como proteção legal; e na governança, facilitando auditorias e compliance. Essa versatilidade posiciona a Medhy como uma solução integral para diferentes desafios do ecossistema de saúde envolvendo notas clínicas. Sobre o futuro da Medhy, o CEO diz que vem conversando com a Karla Figueiredo da UERJ e o Prof Luiz Fernando Seibel da PUC-RIO para as próximas fases do produto e garante que virá uma grande transformação. "Para 2026, a meta é expandir dentro das redes de saúde no Brasil que já são seus clientes, ampliando a adesão dos médicos de maneira espontânea, não acreditamos em utilização obrigatória, mas porque o produto é bom e facilita seu trabalho, e iniciar uma expansão global da empresa. Inicialmente, o plano é Europa, começando por Portugal, depois Itália, Espanha e França. Já estamos em busca de um country manager para a Europa e um profissional comercial para acelerar o crescimento em operações menores, mirando fechar o próximo ano com mais de 1.000 médicos usuários e quadruplicar o processamento de casos", declara Luís Saba. Desenvolvimento técnico: parceria com universidade e IA quântica "A parceria nos permitiu aprender muito, desenvolvemos uma IA que realmente entende o contexto clínico brasileiro e é baseada em modelos estatísticos treinados. Hoje, o grande destaque da nossa solução é em cinco especialidades mais incidentes: cardiologia, nefrologia, neurologia, psiquiatria e pediatria, onde nosso treinamento foi extremo e aprofundado. O diferencial está na precisão: nossa IA não 'alucina' diagnósticos como modelos generativos podem fazer e pode explicar os cálculos realizados", enfatiza o CEO da Medhy. A equipe detalha a inovação quântica: "Um algoritmo de inspiração quântica processa múltiplas camadas de informação simultaneamente, acelerando a identificação da área médica mais relevante para cada caso. Uma vez direcionado – por exemplo, para cardiologia –, o sistema aplica modelos estatísticos específicos treinados com literatura científica atualizada, ou seja, sempre embasados pela legislação vigente e com as melhores práticas. Utilizamos também um modelo de lógica para informar se tem, não tem ou se está ausente para lidar com as ambiguidades naturais da linguagem médica, como quando um paciente diz 'tenho medo de diabetes' ou 'pressão sempre foi alta'. Essa combinação permite processar complexidades clínicas com acurácia." Por trás da operação estratégica da Medhy está um conselho consultivo de peso, composto por especialistas com vasta experiência em setores complementares. O grupo inclui Carmen Eduardo, ex-Diretora da Astrazeneca; Flavio Cirilo, CEO da Qualisaúde e João Luiz Carvalho, conselheiro com experiência em telecomunicações e mineração. Essa diversidade de perspectivas garante que a startup não apenas desenvolva tecnologia de ponta, mas também construa um modelo de negócios sustentável e escalável.
0 0 0 0
Preview
Mãe e filho empreendem com protetor solar e sérum com ativos da Amazônia e faturam R$ 2 milhões O advogado Kairós Kanavarro, 42 anos, e a farmacêutica Zezé Freitas, 67, mãe e filho, são sócios da Ekilibre Amazônia, empresa de cosméticos naturais criada a partir de uma viagem pela América Latina iniciada em 2008. Com produção na Amazônia, a companhia faturou R$ 1,8 milhão em 2024, R$ 2,1 milhões em 2025 e projeta alcançar R$ 3 milhões em 2026, apoiada na expansão do B2C, no crescimento do B2B e na abertura de uma fábrica em Manaus. A história da Ekilibre Amazônia começa antes da formalização da empresa. Em 2008, Kanavarro, então advogado em São Paulo, decidiu fazer uma viagem de dois meses pela América Latina. O plano inicial se estendeu por três anos e meio, até 2011, período em que percorreu 14 países e teve contato direto com comunidades indígenas, ribeirinhas e outros grupos tradicionais. Durante a viagem, ele relata ter aprendido sobre plantas, usos tradicionais e costumes ancestrais. Ao retornar ao Brasil, decidiu não seguir na advocacia. “Eu queria trabalhar com plantas e também com algo que fosse impossível de ser ignorado”, afirma. A escolha pelo setor de cosméticos veio dessa lógica: produtos de uso diário, presentes na rotina de praticamente todas as pessoas. O retorno ao Brasil marcou também o início das conversas com a mãe. “Foi difícil para ela ouvir que eu não queria mais ser advogado”, diz. No período em que voltou a morar com Freitas, começou a produzir cosméticos de forma artesanal, utilizando plantas encontradas no quintal, em áreas urbanas e em lojas de ervas. Os primeiros produtos foram cremes faciais, creme dental sem flúor e desodorante sem alumínio. Na época, segundo os fundadores, esse tipo de formulação era pouco comum no mercado brasileiro. Freitas, que utilizava produtos para manchas e cuidados com a pele, passou a testar as fórmulas do filho. “Eu parei de usar os produtos tradicionais e comecei a usar os da Ekilibre”, diz. A partir desse envolvimento, ela se tornou sócia e cofundadora do negócio. A decisão de produzir na Amazônia Após o início artesanal, Kanavarro decidiu se mudar para a Amazônia, mais especificamente para Alter do Chão, no Pará. Lá, começou a fabricar sabonetes e desodorantes em pequena escala. A venda acontecia de forma direta, em praças e feiras locais. “Eu colocava os sabonetes numa cesta de palha e vendia na praça. Em 20 ou 30 minutos, vendia tudo”, relata. A percepção da demanda levou à ideia de abrir uma loja física. Para isso, era necessário levantar mais capital. Foi nesse momento que Kanavarro criou um negócio paralelo: a produção de caipirinhas com frutas amazônicas. Ele coletava frutas na região, desenvolvia combinações com ervas e pimentas e propôs a um organizador de festas a divisão dos lucros. O resultado, segundo ele, foi imediato. As vendas de bebidas aumentaram e o modelo passou a ser replicado em outros eventos. Após cerca de um ano, o dinheiro obtido permitiu a abertura da primeira loja da Ekilibre Amazônia, em Alter do Chão (PA), em 2012. O investimento inicial para colocar a operação de pé foi de R$ 10 mil, valor utilizado para compra de matéria-prima, embalagens e utensílios básicos de produção. “Foi um começo pequeno, muito artesanal”, diz Kanavarro. Embora a loja física já existisse em 2012, a empresa operou por alguns anos com baixo nível de formalização. O CNPJ foi aberto apenas em 2016, marco que os fundadores consideram o início da fase mais estruturada do negócio. Nesse período, Freitas passou a atuar de forma mais direta, especialmente na expansão da marca em São Paulo, hoje o principal mercado consumidor da empresa. A formação em Farmácia também contribuiu para decisões técnicas e regulatórias, enquanto o background jurídico de Kanavarro auxiliou em questões fiscais e estratégicas. Initial plugin text Canais de venda e modelo de receita Atualmente, a Ekilibre Amazônia divide seu faturamento entre B2C e B2B. Aproximadamente 55% a 60% da receita vem do B2C, que inclui o e-commerce próprio, marketplaces e o canal de revendedoras. Os outros 40% são provenientes do B2B, com terceirização e produção de marcas próprias para outras empresas. No varejo, a empresa vende pelo site próprio e por marketplaces como Amazon, Mercado Livre e Beleza na Web, além de estar em fase inicial no TikTok Shop. O crescimento mais expressivo, segundo os sócios, tem ocorrido na Amazon e no Mercado Livre. O canal de revendedoras funciona por meio do Clube Ekilibre. Atualmente, cerca de 30 revendedoras compram de forma recorrente, com recompras a cada dois meses. No total, o clube reúne entre 80 e 100 participantes, incluindo profissionais como terapeutas naturais e esteticistas, com compras mais esporádicas. O tíquete médio varia conforme o canal: R$ 170 no B2C online, R$ 500 no B2B2C das revendedoras e cerca de R$ 20 mil nos contratos B2B. Portfólio e produtos mais vendidos Entre os produtos mais vendidos estão o protetor solar, o desodorante, o sérum amazônico e o creme facial noturno. O protetor solar é apontado como carro-chefe. Segundo Freitas, o produto tem poucos componentes, é físico — forma uma camada que reflete a luz solar — e é vendido a R$ 85 (90 g). O desodorante custa R$ 44 (30 g). O sérum amazônico, formulado com óleos vegetais, é vendido a R$ 99 (30 ml). Já o creme facial noturno tem preço de R$ 67 e é composto por manteiga de cupuaçu, manteiga de murumuru, óleo essencial de laranja e óleo vegetal de maracujá. A empresa lançou recentemente uma linha infantil com quatro certificações: ingredientes naturais, orgânico, vegano e kosher. De acordo com os sócios, toda a linha da marca possui certificação kosher, emitida pelo rabinato do Rio de Janeiro, além de análises de DNA que comprovam a ausência de resíduos animais. As certificações são emitidas por diferentes instituições, como a QUIMA-IBD, responsável pelos selos IN (Ingredientes Naturais) e NATRUE (Orgânicos), além de empresas de biotecnologia que realizam análises de DNA para rastreabilidade e pureza dos insumos. Segundo Kanavarro, esse processo permite identificar a origem e o nível de pureza das matérias-primas utilizadas. O desenvolvimento de novos produtos é contínuo. A empresa trabalha tanto na melhoria de fórmulas existentes quanto no lançamento de novas linhas, muitas delas a partir de demandas dos próprios consumidores. Entre os lançamentos recentes está o protetor solar em bastão com cor. As próximas variações de cor estão em desenvolvimento e serão obtidas a partir de pigmentos naturais extraídos de resíduos de madeira amazônica reaproveitada. Outro projeto envolve a produção de sabonetes a partir do bagaço da extração da manteiga de cupuaçu, resíduo que normalmente seria descartado. Initial plugin text Cadeia de fornecedores e impacto local A Ekilibre Amazônia compra matéria-prima diretamente de comunidades da floresta, sem intermediários. Atualmente, trabalha com cerca de 30 a 35 fornecedores cadastrados. Nem todos fornecem de forma contínua, devido à sazonalidade e disponibilidade dos insumos. Segundo Kanavarro, parte do trabalho envolve capacitar esses fornecedores, que muitas vezes não tinham CNPJ, processos produtivos padronizados ou certificações. Em alguns casos, a empresa financiou integralmente a certificação orgânica de parceiros. Hoje, a empresa conta com 15 colaboradores diretos. A produção ocorre no Pará, enquanto embalagens, rótulos e alguns insumos são adquiridos em São Paulo. Esse modelo aumenta o custo logístico, já que embalagens vazias são enviadas à Amazônia, os produtos são fabricados e depois retornam ao Sudeste, onde está o principal mercado consumidor. Em 2026, a Ekilibre Amazônia inaugura uma nova fábrica em Manaus, com incentivos da Zona Franca. A produção será dividida: sabonetes e pesquisa continuarão no Pará, enquanto parte da fabricação será concentrada em Manaus, com foco na expansão do B2B. Faturamento e projeções Para 2026, a projeção é alcançar R$ 3 milhões, sem considerar ainda receitas provenientes da internacionalização. Os planos incluem entrada nos mercados europeu e norte-americano, com foco inicial na Flórida e na Califórnia, regiões com alto consumo de protetor solar. Segundo Kanavarro, o crescimento do uso desses produtos nos Estados Unidos gira entre 15% e 20% ao ano. A marca utiliza principalmente o Instagram, com cerca de 33 mil seguidores, como canal de conteúdo e relacionamento. A conversão de vendas ocorre majoritariamente no e-commerce e no Google. A empresa conta com gestor de tráfego, designer, coordenação de marketing e apoio de agência. O investimento mensal em marketing varia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. Para os próximos cinco anos, os sócios projetam operações consolidadas na Europa e nos Estados Unidos e o posicionamento da Ekilibre Amazônia como referência em cosméticos naturais no Brasil. “O legado é fortalecer a cadeia produtiva amazônica e gerar riqueza para a região”, afirma Kanavarro. Freitas complementa: “É mostrar para o próprio povo amazônico a riqueza que existe ali e que pode transformar a vida deles e do país”. Leia também
0 0 0 0
Preview
Morando em Nova York, brasileira comanda fábrica de minipicolés em São Paulo e fatura R$ 2,8 milhões Mesmo a mais de 7 mil quilômetros de distância, a empreendedora Mariana Galvão administra uma fábrica de minipicolés na Zona Sul de São Paulo, a Vero Latte Gelato. A empresa foi criada em 2014 com um investimento inicial de R$ 800 mil e hoje registra faturamento anual de R$ 2,8 milhões, com um portfólio de 14 sabores no palito e 14 sabores de bombons gelados. A tecnologia encurtou distâncias e permitiu que negócios fossem criados em um lugar e comandados de outro. É nesse modelo que Galvão toca a operação enquanto vive nos Estados Unidos. A trajetória foi tema de uma reportagem do programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo, que acompanhou de perto esse formato de empreendedorismo sem fronteiras. Os sabores chamam atenção logo de início. Capim-limão, cheesecake e banana caramelizada são algumas das receitas que nasceram de um sonho e da paixão pelo universo dos gelatos. Formada em direito, Galvão mudou de rota ainda durante os estudos. Enquanto se preparava para seguir carreira como juíza, descobriu a culinária. “Eu fiz um curso de chef de cozinha internacional, um de sorvete no Brasil, depois eu fui morar na Itália e fiquei lá quase dois meses fazendo uma especialização em chef de gelatier”, contou. De volta ao Brasil, a família e os amigos se tornaram os primeiros provadores das criações. A empreendedora buscava combinações pouco usuais e se distanciava do que já existia no mercado. “Eu gostava de fazer manjericão, um dia eu fiz de alecrim. Eu gostava de usar especiarias também para criar coisas novas, não queria fazer mais do mesmo”, disse. As receitas começaram a circular em festas e eventos, onde chamavam atenção pelo sabor e pela apresentação. Foi nesse contexto que surgiu a ideia do minipicolé. “É um picolé, só que ele é bem menorzinho, mas o pequeno é justamente para ser mais delicado, para ser bonito, para ter beleza. Então eu que fazia as receitas, eu que fazia os próprios gelados, eu entregava, eu ia nas festas levar o carrinho”, relatou. Com o aumento dos pedidos, a produção deixou de caber nas geladeiras de casa. A solução foi estruturar um espaço próprio para fabricação. A fábrica funciona há dez anos na Zona Sul de São Paulo e concentra a produção dos picolés, sorvetes em potes e bombons gelados. Mesmo morando fora do país, Galvão acompanha de perto a operação. Para isso, montou uma equipe local e contratou uma diretora que se tornou peça-chave no modelo de gestão à distância. A gestão remota já foi mais desafiadora. Quando o marido de Galvão foi trabalhar em Singapura, na Ásia, a empresária manteve a fábrica funcionando mesmo com uma diferença de fuso em que, quando era dia lá, ainda era noite no Brasil. “Foi bem tumultuado, mas eu acho que quando a gente tem uma paixão e um propósito no negócio, você cria muita resiliência. Os obstáculos se tornam coisas que te levam a ser melhor”, afirmou. Nesse processo, aprender a abrir mse tornou essencial. “Aprender a delegar é importante. A minha frase é essa: eu sempre confio conferindo”, disse. Para Galvão, o crescimento passa por soltar o controle aos poucos. “Você confia, delega e depois dá uma conferida. Se foi tudo bem, você delega mais. Vai soltando aos poucos as rédeas e assim você vai criando um time de alta performance” Atualmente morando em Nova York, a empresária lida com uma diferença de fuso de apenas duas horas, o que facilitou a rotina. Sobre o perfil necessário para empreender à distância, Daniele avalia que não é um modelo para todos. “Se você tiver um perfil muito controlador, é difícil, porque não estar no dia a dia requer abrir mão de muita coisa. A Mari deixa nas nossas mãos o sonho dela, a empresa dela, então ela precisa confiar”, disse. Além da fábrica, a empresa mantém uma loja física na frente da unidade, onde são vendidos os picolés, sorvetes em potinhos e bombons gelados. Do exterior, Galvão concentra sua atuação em áreas estratégicas. “O meu foco maior hoje é com o cliente, com a área do marketing, desenvolvimento de produtos e explicar para o cliente o nosso propósito, o que a gente faz, qual é o sentido daquilo”, afirmou. Entre a rotina empresarial e a educação das três filhas, Galvão segue planejando os próximos passos do negócio. “Os meus planos são grandes, mas o conselho que eu dou para as pessoas em termos de empreendedorismo é nunca perder a capacidade de sonhar. Tenha sempre muita resiliência, porque tanto as coisas boas quanto as coisas ruins passam”, disse. Veja a seguir a reportagem completa, que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo: Como uma fábrica de mini picolés é gerida a mais de 7 mil quilômetros de distância Leia também
0 0 0 0
Preview
Rodízio Mounjaro? Restaurantes traçam estratégias para surfar no boom de canetas emagrecedoras Em bares e restaurantes, um novo tipo de cliente vem redesenhando o cardápio e a matemática por trás dos negócios. A popularização de medicamentos da classe GLP-1, como o Mounjaro e outras “canetas emagrecedoras”, tem alterado hábitos de consumo de quem aderiu à medicação que mexe com o apetite. Para o setor, porém, a mudança não é apenas de paladar. Ela mexe com tíquete médio, engenharia de menu, estoque, desperdício e até com a forma de desenhar promoções — campo em que a criatividade encontra limites legais. Na avaliação de Simone Galante, CEO da consultoria Galunion, o tema deve, de fato, estar no radar de empreendedores. Mais do que uma tendência, ela afirma que o uso de canetas emagrecedoras tende a se tornar uma variável estrutural no food service. De acordo com a pesquisa “Alimentação Hoje: a visão do consumidor”, realizada em agosto de 2025 pela Galunion, 24% dos brasileiros já usaram ou pretendem usar o medicamento, número que sobe para 40% entre os consumidores da classe A. Entre os que já utilizaram, 62% relatam redução no apetite, 55% diminuição de desejo por alimentos específicos e 42% introdução de alimentos mais saudáveis. “Ainda, em paralelo, no nosso acompanhamento com operadores (redes e independentes) dentro do ecossistema, cresce a observação de sobras no prato e de preferência por porções menores em certos perfis e horários, sobretudo em público urbano, de maior renda e com rotina mais híbrida”, afirma Galante. De olho nas mudanças, empreendedores do setor já vêm buscando alternativas para se adaptar. Uma das estratégias que vem repercutindo nas redes sociais são os rodízios com preços reduzidos para usuários de GLP-1. “A decisão surgiu a partir de escuta ativa dos clientes e de percepção de mercado. Percebemos, por meio de conversas no salão, feedbacks e observação de comportamento, até do meu ciclo de amizades, que existia uma demanda real por uma experiência de rodízio mais flexível”, diz Rafael Falaguasta, proprietário da CASA Falaguasta!, pizzaria de Ribeirão Preto (SP) que aderiu à oferta de um “rodízio Mounjaro”. De acordo com o empreendedor, a iniciativa começou na última sexta-feira (23/1), ainda como um teste. No caso da pizzaria, trata-se de um rodízio com regras próprias, com quantidade limitada, permitindo que o cliente personalize a experiência. “O conceito é: menos excesso, mais escolha. 4 pedaços: R$ 39,90. 8 pedaços: R$ 54,90. O rodízio tradicional: R$ 79,90”, aponta Falaguasta. Segundo o dono da pizzaria, como se trata de um teste operacional inicial, o negócio ainda está em fase de coleta de dados. Ele afirma que as expectativas incluem aumentar o fluxo, reduzir sobras e desperdício, melhorar a adequação do produto ao perfil do cliente, aumentar o tíquete médio com bebidas e sobremesas e reduzir o tempo médio de permanência, favorecendo o giro. A proposta se estende para outros tipos de culinária. No Zen Cozinha Orientes, que tem duas unidades no Rio de Janeiro, o cardápio já contava com uma opção de “mini rodízio” há quatro anos e, há duas semanas, a iniciativa foi rebatizada de “Rodízio Mounjaro”. Segundo Tiago Caldeira e Lucas Ribeiro, sócios do negócio, a procura pelo formato reduzido cresceu cerca de cinco vezes desde que o novo nome foi adotado. “O ‘Rodízio Mounjaro’ funciona quase da mesma forma que o Rodízio. O cliente escolhe num tablet de autoatendimento os itens da sua preferência, a diferença é que não é ilimitado”, afirmam os sócios. Restaurantes apostam e "Rodízio Mounjaro" para atrair clientes Reprodução/Instagram Cuidados com a estratégia Para Sergio Molinari, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e fundador da Food Consulting, a oferta de rodízios reduzidos pode ser interessante para alguns estabelecimentos, mas há riscos que não podem ser desconsiderados. “Do ponto de vista econômico, o raciocínio de que ‘quem come menos deve pagar menos’ não é tão automático quanto parece. O custo do rodízio não está apenas na quantidade consumida, mas na estrutura operacional, na equipe, no aluguel, na energia e na própria complexidade do serviço. Um desconto mal calculado pode corroer margens sem necessariamente trazer aumento de fluxo ou fidelização”, explica o especialista Além disso, Molinari ressalta o risco de clientes que não usam as canetas migrarem para a opção mais barata. “Em vez de focar diretamente no desconto, tende a ser mais saudável pensar em formatos alternativos, como menus com menos etapas, rodízios reduzidos, opções à la carte mais leves ou experiências personalizáveis. O foco deve estar na adequação da oferta, e não apenas na redução de preço”, afirma. Nesse sentido, o professor sugere que os restaurantes precifiquem considerando uma margem em Real por refeição ou produto, não um % de mark-up ou mark-down, por exemplo. “Se é fato (e é) que o consumidor das canetas busca porções reduzidas, simplificação e melhor qualidade de ingredientes etc., por uma questão da alimentação e não do preço, há uma tremenda oportunidade de o restaurante preservar integralmente o ‘cash margin’ (margem de caixa) de seus pratos, mesmo com as diminuições e as mudanças de ingredientes dos pratos”, aponta. Leia também Além disso, restaurantes que optam por iniciativas que são divulgadas com o apelo às canetas emagrecedoras devem estar atentos a algumas questões legais. De acordo com Bruno Batista, sócio das áreas Cível e Societária da Innocenti Advogados, e Mariana Barros Mendonça, especialista em Direito do Consumidor, sócia do Fragata e Antunes Advogados, promover diferenciação de preço atrelada a uma condição de saúde pode ferir o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Por exemplo, se o restaurante recusa vender o prato promocional a quem não toma o remédio, Batista afirma que ele se expõe a sanções administrativas, como multas do Procon, e ações de indenização por danos morais. “Quanto à legalidade de exigir comprovantes como receita médica, entramos em conflito direto com a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018). A receita médica revela condições de saúde, classificando-se como Dado Pessoal Sensível (Art. 5º, II da LGPD). A coleta desse dado para conceder um desconto fere o Princípio da Necessidade (Art. 6º, III da LGPD), pois o acesso à saúde do cliente não é essencial para a atividade comercial de vender alimentos”, diz o advogado. Segundo Batista, a prática de exigir receita médica expõe o negócio a sanções da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), previstas no art. 52, que podem chegar a 2% do faturamento, além do risco reputacional. Os estabelecimentos ouvidos por PEGN afirmam não exigir comprovantes para o consumo dos rodízios reduzidos, que são ofertados para qualquer consumidor interessado. De acordo com Mendonça, para mitigar riscos legais, toda promoção deve observar alguns pilares fundamentais: Regras claras e objetivas, facilmente acessíveis ao consumidor; Período de vigência bem definido; Limites expressos, como quantidade de produtos, número de beneficiários ou condições de uso; Transparência total de preços, informando o valor original, o valor promocional e eventuais restrições; Critérios objetivos e impessoais, evitando qualquer vínculo com características pessoais sensíveis; Comunicação publicitária que não seja enganosa, ambígua ou discriminatória; Adequação à LGPD, evitando coleta desnecessária de dados e, especialmente, de dados sensíveis. Outros caminhos Para se adequar às demandas de consumo, Simone Galante afirma que há diversos caminhos possíveis. Algumas das dicas da fundadora da Galunion são: Porções moduláveis com “design de prato”: meia porção com estética e composição completas, degustações e “pratos em etapas”; Cardápio com densidade de valor: mais proteína de qualidade, mais fibra, mais frescor, mais técnica de preparo. Menos gordura pesada e excesso de cremosidade; Bebidas e sobremesas com inteligência: coquetelaria e bebidas menos açucaradas, versões menores. Sobremesas em porção reduzida e alto impacto sensorial. Experiência que acolhe: Atendimento treinado para oferecer alternativas sem julgamento. Linguagem de bem-estar e prazer, evitando discurso de dieta. “O usuário das canetas emagrecedoras no Brasil de hoje não é alguém que abandona o food service, mas alguém que redefine como e quanto consome. Trata-se de um público economicamente relevante, socialmente ativo e altamente conectado à alimentação fora do lar. Entender esse perfil ajuda o empresário a perceber que o desafio não está em perder clientes, mas em ajustar a proposta de valor para continuar fazendo sentido para eles”, ressalta Molinari. Além disso, os especialistas destacam que, ainda que seja uma mudança significativa para o setor, empreendedores devem ter clareza de sobre quem é o seu público e se ele se enquadra no perfil de novos hábitos de consumo por canetas emagrecedoras. De acordo com os especialistas, em um momento inicial, os principais impactados serão estabelecimentos voltados à classe A. “Esse perfil coincide diretamente com: frequentadores de restaurantes premium, casual dining, bares sofisticados, cafeterias especiais e hotéis; e consumidores com tíquete médio mais elevado e maior rentabilidade para o setor”, diz Molinari. No Brasil, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) ainda não estima os impactos do GLP-1 para o setor. Entretanto, Galante ressalta que dados dos Estados Unidos já mostram impacto mensurável do uso desses medicamentos nos hábitos alimentares e nos gastos com comida. Um estudo conduzido pela Cornell University indica que lares com usuários de GLP-1 reduziram, em até seis meses após o início do tratamento, em média 5,3% os gastos com supermercado, chegando a mais de 8% entre famílias de maior renda. O mesmo estudo aponta queda de aproximadamente 8% nos gastos com restaurantes de serviço rápido (fast food, coffee shops e similares) e reduções ainda mais fortes em categorias indulgentes, como snacks e doces (em torno de 10%). “Essas evidências ajudam a dimensionar que o efeito não é apenas clínico, mas comportamental e econômico, com potencial de alterar padrões de porcionamento, mix de consumo e frequência em restaurantes. Mas o efeito será especialmente impactante à medida que o acesso aos medicamentos se ampliar”, conclui Galante. Quer ter acesso a conteúdos exclusivos de PEGN? É só clicar aqui e assinar!
0 0 0 0
Preview
De croissant gigante a pizza de banana e gemada: empreendedor do RS aposta em receitas 'diferentonas' para viralizar Duas bandejas com diversos croissants bem recheados com mousse e brigadeiro. Além do recheio farto, o que chama atenção é o tamanho "gigante" dos doces e o valor de apenas R$ 15 por unidade. Parece a receita perfeita para chamar atenção nas redes sociais. Foi o que pensou o empreendedor Luiz Alberto Borges Alcântara, mais conhecido como Chico, ao fazer uma publicação em dezembro de 2025 e atingir 2,6 milhões de visualizações no TikTok. Proprietário da Padaria do Chico, na cidade de Viamão (RS), ele conta que o roteiro faz parte da estratégia de divulgação do negócio, que dobrou as vendas depois que passou a criar conteúdo no Instagram e no TikTok. Atualmente, nas duas plataformas, ele soma 291,9 mil seguidores. O empreendedor lembra que a empreitada nas redes começou em julho de 2024, quando um amigo sugeriu que ele aparecesse nos vídeos. Quem vê Chico protagonizando os conteúdos hoje não imagina que antes ele só mostrava os produtos e preferia ficar apenas nos bastidores. A opinião do amigo abriu seus olhos para a oportunidade de aumentar a clientela e projetar a padaria para além da cidade de 240 mil habitantes. O primeiro viral foi de uma pizza de banana e gemada -- receita bastante consumida no Rio Grande do Sul. A publicação em que ele convida o público para degustar a iguaria acumula 1,1 milhão de visualizações no Instagram. "Postamos esse vídeo em uma quinta-feira. No mesmo dia, já apareceu uma galera diferente, que nunca vi na padaria para provar a pizza. Nos comentários, muita gente ficou curiosa e perguntou onde ficava, que queria provar", relata. Initial plugin text Dois dias depois, ele teve noção do alcance e potencial das redes na divulgação do produto. Chico conta que não só vendeu a pizza de banana com gemada, mas zerou todo o estoque de doces e salgados da padaria. Ele diz que o movimento chegou a média de 500 pessoas por dia. Antes desse boom, a padaria recebia 150 clientes, segundo o empreendedor. "Tive que fechar a padaria porque não tinha mais nada e gravei um vídeo para os clientes voltarem à tarde para dar tempo de fazer mais produtos", diz ele, destacando que o estabelecimento de 90 metros quadrados não comportava a quantidade de pessoas. Com o sucesso nas redes sociais, Chico ressalta que recebe clientes de diferentes estados e até outros países. "O movimento tem sido de clientes de fora, tem gente da Bahia, de São Paulo, de Minas Gerais. Do exterior, vem gente do Canadá, da Suíça, da Suécia, de Portugal, do Japão", frisa. Initial plugin text Quanto às vendas, Chico conta que vende uma média de 500 a 700 salgados por dia. No fim de semana, o número aumenta para 1 mil. A padaria possui uma tabela fixa de preços: os doces custam R$ 15 e os salgados R$ 10. Com o aumento da clientela, o empreendedor pretende mudar para um espaço maior ainda neste ano. A ideia é expandir a capacidade de produção e melhorar a estrutura para receber bem os clientes. "A padaria ficou pequena para essa quantidade de pessoas e, no inverno, forma muita fila na rua. A cozinha também já não comporta mais a produção", ressalta. Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da PEGN? É só clicar aqui e assinar! Leia também
0 0 0 0
Preview
Açaí e bolo de pote: negócios montados em carrinhos fazem sucesso na praia durante o verão O verão brasileiro transforma praias lotadas em vitrines a céu aberto para pequenos negócios que encontram nas altas temperaturas a chance de lucrar. Em janeiro, mês de férias e cidades costeiras cheias, produtos criativos e com forte apelo visual ganham espaço na areia e atraem turistas dispostos a consumir. Veja empreendedores que apostaram em ideias simples, mas originais, e viram suas vendas dispararem na estação mais quente do ano. Açaí rosa que virou marca registrada em Ubatuba No litoral norte de São Paulo, em Ubatuba, dois carrinhos cor-de-rosa chamam a atenção de quem passa pela praia. Da roda do carrinho ao guardanapo, tudo segue a mesma paleta, incluindo os copos coloridos onde é servido o açaí. A ideia é de Simone Silva, mineira de Três Corações, que há sete anos transformou o visual do negócio em diferencial competitivo. “Todo mundo fazia o açaí igual, e eu pensei: eu quero fazer diferente”, conta Silva, que antes de chegar ao litoral paulista, trabalhou por anos em uma rede de supermercados. Ao decidir recomeçar a vida em Ubatuba, começou vendendo marmitas na praia. “Eu acordava às 5h para fazer as marmitex. Cheguei a vender 100 marmitas e foi com esse dinheiro que comprei o carrinho”, lembra. Hoje, o faturamento médio é de cerca de R$ 7 mil por mês por carrinho. Simone trabalha com dois pontos próximos um do outro e divide a rotina com os três filhos. O cardápio inclui copos de vários tamanhos, taças e até embalagens de um litro, com acompanhamentos como mousse de maracujá, biscoitos e leite em pó. Os preços variam entre R$ 20 e R$ 40 — acima da média da concorrência. Nos fins de semana, a fila pode passar de uma hora. “Eu sempre estou inovando. Trago frutas sempre frescas e toda semana faço uma surpresa para fidelizar os clientes”, diz. Para ela, o negócio também representa autonomia. “Eu quero ser minha própria patroa, fazer meu horário e dedicar mais tempo para os meus filhos. Eu sempre falo: eu não cheguei aonde eu quero, mas estou no caminho.” Do bolo da madrugada à fila na orla de Maceió Em Maceió (AL), o calor intenso não afasta os clientes de um carrinho que costuma reunir mais de 20 pessoas na fila. Na orla da praia, o Orla Doce vende bolos no pote feitos na hora, decorados e recheados conforme o gosto do freguês. O negócio é comandado por Larissa dos Santos Barbosa e Willian Soares, que deixaram São Paulo no ano passado para passar a lua de mel em Alagoas e decidiram ficar. A ideia surgiu de forma improvável. “Numa madrugada, o Willian acordou com vontade de comer bolo. Eu fiz um bolo pra ele e ele disse: ‘você tem que vender isso, porque é muito bom’”, conta Larissa. O casal começou distribuindo os bolos para vizinhos. “A gente dava para o pessoal do prédio e o feedback era maravilhoso”, diz Willian. Produzidos em casa e finalizados na praia, os bolos ficaram conhecidos como “vulcão”, por causa da grande quantidade de calda que escorre pelo pote. Os sabores são baunilha, chocolate e misto, vendidos a R$ 10. O investimento inicial no carrinho foi de R$ 4,5 mil. As redes sociais tiveram papel central na divulgação. “A gente gravava a galera comentando na fila e isso ajudou a alavancar os vídeos. Bombou”, afirma Willian. Segundo Larissa, o volume de vendas não é pequeno: são, no mínimo, 300 bolos por dia. Histórias como essas mostram como o verão segue sendo um terreno fértil para o empreendedorismo nas praias brasileiras, onde criatividade, identidade visual e redes sociais podem ser tão importantes quanto o produto em si. Veja a seguir a reportagem completa, que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo: Carrinhos de açaí e bolos viram febre no verão e formam filas de até 1 hora em praias
0 0 0 0
Preview
‘Capital das franquias’: São Paulo tem mais de 21 mil franquias, que faturaram R$ 8,9 bi em três meses Principal hub de negócios do país, a cidade de São Paulo completa 472 anos neste domingo (25/1). No franchising a cidade também é vitrine para marcas nacionais e internacionais e chega a ser chamada de "capital das franquias" por Décio Pecin, vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF). De acordo com a entidade, apenas no terceiro trimestre de 2025, o faturamento do setor como um todo ultrapassou R$ 8,9 bilhões na metrópole. Sede da ABF, a capital paulista se consolidou como um polo de negócios de franquias ao longo dos anos. Hoje, o município abriga 774 marcas de franquias, das quais 602 contam com sede na cidade. Entre elas, estão redes de segmentos variados, como Burger King, Havaianas, Pizza Hut, CNA e Smart Fit, Ri Happy, Casa do Pão de Queijo, Habib’s, Petlove, Óticas Carol e Natura. Segundo dados da entidade, a cidade soma mais de 21,7 mil unidades franqueadas que empregam mais de 193 mil profissionais. Além disso, São Paulo ainda figura em quarto lugar na listagem das 30 maiores cidades em termos de crescimento percentual de faturamento. “São Paulo é a capital das franquias no Brasil. É aqui que tendências de expansão e modelos de negócio se consolidam”, afirma Pecin. Para ele, a cidade oferece uma mostra precisa da magnitude do franchising nacional. “Com inúmeras opções, as novidades e tendência, em geral, costumam começar por aqui. Também notamos que muitas franqueadoras nascidas em outras localidades criam postos avançados ou migram suas bases para o município porque é aqui que boa parte dos negócios acontecem”, comenta. Initial plugin text Quer ter acesso a conteúdos exclusivos de PEGN? É só clicar aqui e assinar!
0 0 0 0
Preview
Com receitas centenárias, padaria mais antiga de São Paulo atende cerca de 1 mil pessoas por dia Em meio ao Centro Histórico de São Paulo, onde arranha-céus modernos convivem com construções seculares, um estabelecimento mantém viva a memória da cidade há mais de um século e meio: a Padaria Santa Tereza, fundada em 1872, mantém decorações históricas e receitas centenárias. O espaço atrai cerca de 1 mil pessoas por dia aos finais de semana, de acordo com uma das atuais donas do negócio. A longevidade do negócio é atestada em registro oficial da Prefeitura de São Paulo. Um documento do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), ligado à Secretaria Municipal de Cultura, reconhece o estabelecimento como o mais antigo do gênero, fundado em 1872, e referência histórica da cidade. A história da Padaria Santa Tereza começou com a família Vaz Teixeira, que inaugurou o negócio na Rua Santa Teresa, próxima à Catedral da Sé. Na década de 1940, o negócio mudou para a Praça Dr. João Mendes, também no Centro da cidade, onde permanece até hoje. O capítulo mais recente do negócio teve início em 1995, quando a família Maturana adquiriu o estabelecimento. Natália Maturana, 35 anos, uma das atuais donas do espaço, afirma que a paixão pela padaria nasceu do avô. "O sonho do meu avô sempre foi essa padaria e ele era muito visionário, já enxergava lá atrás o que nós vivemos aqui hoje, nessa padaria histórica. Então, quando surgiu a oportunidade, ele não pensou duas vezes”, diz Maturana. De acordo com a herdeira do estabelecimento, a transição geracional foi natural. Ela afirma que no final da década de 1990, o avô já dividia a gestão do espaço com o filho, pai de Natalia. “Em 2007 quando o meu avô faleceu, meu pai se ausentou um pouco e eu, meu irmão e minha irmã assumimos a casa”, conta. Hoje, ela e a irmã, Juliana Maturana, estão à frente do negócio. Para Natalia, um dos pilares para manter o sucesso da padaria ao longo dos anos é o equilíbrio entre tradição e inovação. Segundo a empreendedora, a família já fez reformas do espaço, mas sempre priorizou manter a identidade e história do local. No cardápio, a família fez algumas alterações em 1999 com o objetivo de ampliar as possibilidades de ocasião de consumo, incluindo novos pratos à la carte que se tornaram ícones do local, como o parmegiana e o Osvaldo Aranha. Por outro lado, o menu manteve um dos produtos mais tradicionais da casa: a coxa creme. Segundo Natália, a iguaria segue a receita original centenária, com uma coxa de frango coberta com creme. Por mês, são cerca de 1,8 mil unidades vendidas. A empreendedora afirma que manter tradições foi fundamental, inclusive, para o espaço atravessar um período de mudanças de hábitos de consumo após a pandemia. “Até 2020, a padaria tinha um público tradicional. Nós estamos no quadrilátero jurídico da cidade, então nosso consumidor era quem trabalhava por aqui. Depois da pandemia, muitas dessas pessoas foram para o home office, então começamos a usar como marketing o fato de sermos um patrimônio cultural para atrair um público maior de turistas e outros visitantes”, diz. De acordo com Natalia, com a mudança na abordagem de divulgação do espaço, a padaria conseguiu se reestabelecer após a pandemia e inverteu o padrão de atendimento, que antes era maior durante a semana. “A gente quase não trabalhava de sábado e domingo. Hoje, o sábado é um dos melhores dias, porque é quando as pessoas realmente vêm visitar o centro e fazem questão de parar aqui na Santa Tereza”, afirma. Segundo a empreendedora, durante a semana, a padaria recebe entre 700 e 900 clientes diários. O número passa de 1 mil aos sábados. O tíquete médio do estabelecimento gira em torno de R$ 40. “A padaria hoje tem 153 anos de funcionamento e já são 30 anos geridos pela minha família, então nós já fazemos parte da história dela. A importância de manter tradições na Padaria Santa Teresa é enorme. É necessário manter a tradição e tudo aquilo que as pessoas vêm para conhecer”, conclui Natalia. Leia também Quer ter acesso a conteúdos exclusivos de PEGN? É só clicar aqui e assinar!
0 0 0 0
Preview
Morre, ao 57 anos, o empresário Constantino Júnior, um dos fundados da Gol O empresário Constantino Júnior, de 57 anos, morreu neste sábado em São Paulo depois de uma batalha de alguns anos contra um câncer. Cofundador e ex-CEO da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, exercia o cargo de presidente do Conselho de Administração da Companhia desde 6 de julho de 2012. Filho do empresário Nenê Constantino, ele foi fundamental na revolução do setor aéreo brasileiro com um modelo de baixo custo, atuando também como gestor de futebol. Fascinado por mecânica, esportes e velocidade, tinha duas paixões: o automobilismo e a aviação. Cursou Administração de Empresas pela Universidade do Distrito Federal e participou do Programa Executivo de Gestão Corporativa da Association for Overseas Technical Scholarships. Aprendeu a pilotar aviões aos 15 anos e, em 2001, ao lado dos irmãos Joaquim, Ricardo e Henrique, fundou a GOL Linhas Aéreas Inteligentes, a primeira low cost do mercado brasileiro. A empresa se transformou em uma das principais do setor, chegando a deter, em dezembro de 2013, 37,3% do market share doméstico, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em apenas três anos, em junho de 2004, a empresa estreou na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e na Bolsa de Nova York (NYSE). À frente da GOL como presidente, liderou o processo de redução do preço de passagens aéreas no país, contribuindo para que 65 milhões de brasileiros viajassem de avião pela primeira vez nos últimos 10 anos. Adquiriu a Varig, em 2007, e a Webjet, em 2012, assumindo a liderança em algumas das principais rotas do país e ampliando sua malha e frota, composta por jatos Boeing 737, modelos 700 e 800. Ao longo dos anos, estabeleceu alianças com companhias aéreas internacionais para ampliar a oferta de rotas aos clientes, com novos destinos no exterior. Hoje a empresa possui contratos de codeshare com alguns dos principais players da aviação global como Delta Air Lines, Air France, KLM, Aerolineas Argentinas, TAP, Qatar, Alitalia, Iberia e Copa Airlines. Além da atuação na GOL, era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA, holding que reuniu Gol e Avianca, com participações em outras companhias da América do Sul. Em nota, a empresa manifestou "profundo pesar pelo falecimento de seu fundador, Constantino Júnior, e se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado". "Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na GOL e continuam transformando a aviação no Brasil". Fora da aviação, Constantino manteve ligação constante com o automobilismo. Competiu como piloto na Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, onde foi vice-campeão em 2008 e campeão em 2011. Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios empresariais nacionais e internacionais, incluindo reconhecimentos por inovação, liderança e empreendedorismo.
0 1 0 0
Preview
Empreendedora do ES aposta em cadeiras de praia personalizadas e fatura R$ 200 mil A artista plástica Kênia Lyra encontrou no mar do Espírito Santo a inspiração para criar o seu negócio. Com investimento inicial de R$ 300, ela resolveu transformar cadeiras de praia em peças de decoração com tramas, padronagens e cores diversas. A ideia começou a fazer sucesso após uma publicação nas redes sociais. "Uma amiga viu e quis, depois outra. Eu iniciei a produção, comprei os fios, algumas cores, e dali não paramos mais", lembra. Com o impacto das redes sociais e a dedicação da empreendedora, o faturamento saltou de R$ 15 mil para R$ 200 mil em cinco anos. Para esse resultado, ela destaca a atenção aos processos e abertura do e-commerce da empresa. "Ao longo da trajetória da marca, vivenciei algumas experiências, processos de aceleração de empresas, cursos, formações, que me deram embasamento técnico e teórico para colocar o conhecimento em prática", diz. Segundo Lyra, a técnica une arte, design, saber familiar e memória afetiva. "A minha relação com o mar é muito forte, faz parte da minha essência. Eu tive o prazer de nascer em uma família que me inspirou muito, que me ensinou desde pequenininha, desde criança, uma variedade de fazeres manuais. Tanto da rede de pesca, como a marcenaria artesanal, o crochê, o bordado, a costura", diz. Para a confecção das peças, ela utiliza o fio náutico – artigo resistente que suporta condições severas, como sol, alta umidade e chuva. O artigo garante que as cadeiras terão qualidade e estrutura firme, além da estética moderna e colorida. "Nós utilizamos o fio náutico, que é mais resistente e tem uma durabilidade maior nas intempéries. Para personalizar ainda mais a cadeira, pensamos em trazer um estilo que fosse próprio da marca. Então, desenvolvemos um desenho próprio de marcenaria para aplicação dos bracinhos nas cadeiras", explica. As cadeiras levam entre 4 e 6 horas para serem produzidas. Lyra conta que produz cerca de 60 peças por mês. Além das vendas online, os itens também podem ser adquiridos em pontos físicos. Leia também Campanhas Presente desde o começo, as redes sociais são alavancas para o negócio, segundo a empreendedora. Ela conta que desenvolve campanhas específicas para cada lançamento. "Investi em conhecimento para desenvolver campanhas que fossem eficientes na venda dos produtos", afirma. Com o desejo de expandir o negócio, Lyra diz que pretende seguir lançando produtos autorais e com design próprio para consolidar a marca. A reportagem completa foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, exibido todos os sábados, às 7h50, na Globo. Confira o vídeo: Como uma artista do Espírito Santo transformou cadeiras de praia em um negócio lucrativo
0 0 0 0
Preview
Funcionário da xAI é demitido após falar de rotina de trabalho com Elon Musk em entrevista viral Um engenheiro da xAI, identificado como Sulaiman Khan Ghori, ganhou repercussão nas redes sociais ao descrever a rotina intensa de trabalho e o estilo de liderança de Elon Musk. Pouco tempo após a entrevista do podcast de negócios "Relentless" viralizar, ele foi desligado da empresa. O conteúdo foi compartilhado no X e atingiu 4,9 milhões de visualizações. Em um dos trechos da conversa, Ghori detalhou que Musk prometeu uma Cybertruck, picape elétrica futurista da Tesla, a um funcionário se ele conseguisse concluir uma tarefa em 24 horas. "Você ganha uma Cybertruck hoje à noite se conseguir fazer um teste de treinamento com essas GPUs [unidades de processamento gráfico] em 24 horas", disse. A declaração foi apenas uma das várias vivências que ele contou da empresa liderada pelo bilionário. "Ninguém me diz não. Se eu tenho uma boa ideia, geralmente consigo implementá-la no mesmo dia e mostrá-la para Elon ou quem quer que seja, e obter uma resposta", afirmou. Ele relatou que recebeu apenas o computador no seu primeiro dia de trabalho na xAI. "Ninguém me disse o que fazer", lembrou. Apesar do sucesso da entrevista nas redes, a recepção aparentemente não foi positiva na empresa. Isso porque, quatro dias depois da divulgação, o profissional foi comunicado do seu desligamento. Ghori anunciou sua saída da xAI em um post no X, que alcançou 3,9 milhões de visualizações. "Deixei a xAI. Só tenho amor pela minha antiga equipe e colegas de trabalho", escreveu. Ghori anunciou saída da xAI em post no X Reprodução/X A decisão deixou os internautas curiosos e levantou debates sobre cultura corporativa e liberdade de expressão. "Será por causa do podcast?", questionou uma pessoa. Apesar das especulações, o ex-funcionário não deu mais detalhes sobre a demissão e nem confirmou se houve relação com as falas no podcast. Por outro lado, alguns desejaram 'boa sorte' nos próximos passos da sua trajetória profissional. "Desejo-lhe muita sorte daqui para a frente, rumo à próxima aventura emocionante!", disse outro usuário. Leia também
0 0 0 0
Preview
Cursos de até R$ 60 mil: como Everton Miranda transformou audiência nas redes sociais em escola de negócios Você já deve ter visto um vídeo de Everton Miranda. O empreendedor e criador de conteúdo de 34 anos alcança números altos nas redes sociais com conteúdos em que aparece rotulando basicamente qualquer coisa como "rica" ou "não. De marcas de água e salgadinhos a carros e raças de cachorro, Miranda seleciona tudo categoricamente. "Sempre estive muito atento ao comportamento social e sempre soube que a 'riqueza' é um fator extremamente relevante para as pessoas. Utilizei essa percepção para criar um formato que tivesse um grande potencial de aderência e também tivesse um grande poder de escala e engajamento", diz. Em um ano, ele soma mais de 1 bilhão de visualizações nas redes sociais. São 100 milhões de views mensais, com 950 mil seguidores no TikTok e 59 mil no Instagram. Em outubro de 2025, impulsionado pelos resultados digitais, ele fundou a Eletuz Educação, escola de empreendedorismo e negócios, com modelo baseado em educação, mentorias e conteúdo digital. Em quatro meses, a empresa já atendeu mais de 1,5 mil alunos e tem nas redes sociais seu principal canal de aquisição. Essa trajetória de sucesso começou no interior da Bahia. Miranda nasceu em Seabra, na região da Chapada Diamantina. Cresceu em uma família de renda baixa e estudou toda a vida em escola pública. “Nasci de parteira, não tinha maternidade na cidade”, afirmou. Ainda jovem, começou a trabalhar para ajudar em casa. Antes de completar 20 anos, passou pela roça com o padrasto e, depois, por um pequeno açougue da cidade. “Trabalhava de segunda a sábado, das sete da manhã às sete da noite. Ganhava R$ 250 por mês.” A renda limitada e a falta de oportunidades no município levaram à decisão de migrar. Em 2008, juntou parte do salário, comprou uma passagem de R$ 350 para São Paulo e chegou à capital com R$ 40 no bolso. “Minha mãe estava desempregada. Eu vim morar de favor na casa de uma tia, dormia no chão da cozinha.” O primeiro emprego na cidade foi em uma floricultura na zona sul. Trabalhava de domingo a domingo e ganhava R$ 650 por mês. Foi nesse período que passou a considerar o estudo como caminho de ascensão profissional. Formação e carreira no mundo corporativo Sem histórico familiar de ensino superior, Miranda se matriculou em Publicidade e Propaganda, em 2009. Durante a graduação, conseguiu um estágio na área de marketing em um grande conglomerado bancário. “Foi quando saí do comércio e entrei no mundo corporativo.” A partir daí, construiu uma carreira contínua em marketing e vendas. Atuou como estagiário, assistente, analista, gerente e chegou à posição de head de marketing e vendas em empresas de tecnologia, sempre no segmento B2B. “Construí uma carreira sólida liderando times de alta performance.” Ele conta que sempre buscou ler clássicos da literatura e se aprofundar em referências teóricas. Segundo Miranda, o movimento influenciou de forma essencial sua forma de pensar comunicação e estratégia. O início dos vídeos e a constância Os primeiros vídeos na internet foram publicados em 2015. O objetivo, diz, já estava definido desde o início. “Compartilhar conhecimento e inspiração.” O conteúdo começou no YouTube, gravado com celular e microfone simples. Desde então, não houve interrupção. “Até agora, não teve uma única semana que eu não publiquei um vídeo.” Hoje, o acervo ultrapassa 2 mil vídeos publicados. “O nosso objetivo desde o primeiro vídeo é ser o maior e o melhor canal de empreendedorismo do mundo. E isso não se resume à abertura de empresas. É a capacidade de transformar sonhos em realidade.” Initial plugin text A partir de 2024, o crescimento acelerou. Em um ano, os canais somaram mais de 1 bilhão de visualizações. O TikTok passou de zero a 950 mil seguidores em 12 meses. O crescimento não é atribuído à intuição. “Nada é intuitivo. A gente tem indicadores de desempenho, metas, plano estratégico e de comunicação.” Miranda compara o algoritmo a um oceano. “Quando a maré sobe, todos os barcos sobem.” Segundo ele, conteúdos virais aumentam a distribuição dos demais vídeos do perfil. Os vídeos no formato "rico ou não" começaram em junho de 2025, mas o formato começou pouco mais de um ano antes. “Todos os dias publicamos dois vídeos. Um de topo de funil, para gerar volume, e outro para aprofundar.” De acordo com ele, riqueza, status social e comparativos são usados para atrair audiência, mas com a intenção de direcionar para conteúdos mais densos. “Mesmo no conteúdo viral, a gente tenta agregar valor.” Nos comentários dos vídeos, a recepção do público aparece de forma direta. “Adoro esses vídeos, pois mostram a realidade dos pobres que se acham ricos”, escreveu uma seguidora. Outra relatou o efeito inverso: “Foi a primeira vez, assistindo aos seus vídeos, que me senti riquíssima”. Há também reações bem-humoradas: “Até que enfim, ‘sou rica, muito, muito rica’. Puxa, meu dia chegou!!”. Entre elogios, um usuário resumiu a percepção de parte da audiência: “Isso é um verdadeiro influencer, agrega na vida do povo brasileiro. Obrigado pelos conteúdos”. Em outro comentário, um seguidor disse que os vídeos provocam reflexão: “Quando ele cita uma lista de pessoas que eu nunca tinha ouvido falar, me acho pobre — mas muito, muito pobre de conhecimento”. Initial plugin text Leia também Da audiência ao negócio: nasce a Eletuz Em outubro de 2025, Miranda fundou a Eletuz Educação, uma escola voltada a empreendedorismo, comunicação e desenvolvimento profissional. A proposta surgiu de uma leitura de mercado. “Enquanto todo mundo vai para superficialidade e inteligência artificial, a gente entendeu que esse público quer profundidade.” A empresa oferece cursos, mentorias, treinamentos corporativos e palestras. Há programas de seis meses a um ano, com foco em comunicação, retórica, marketing, vendas e desenvolvimento pessoal. A aquisição de alunos ocorre majoritariamente pelas redes sociais. “As pessoas assistem aos conteúdos, entendem o negócio e entram pela nossa esteira via landing page.” Em poucos meses, mais de 1,5 mil pessoas passaram pela escola. Os produtos variam bastante de preço, de acordo com formato, duração e nível de acompanhamento. O produto de entrada, no valor de R$ 197, é um curso gravado voltado a fundamentos de comunicação, mentalidade e organização profissional. Já os programas mais caros, que chegam a R$ 60 mil, incluem mentorias de longa duração, com acompanhamento direto de Miranda, encontros ao vivo, análise individual de projetos e acesso a conteúdos avançados sobre estratégia, comunicação e posicionamento. A taxa de conversão gira entre 3% e 5%, principalmente no Instagram, considerado o público mais qualificado. A equipe é dividida em produção de conteúdo, marketing digital, vendas, atendimento e operação. “A gente mantém uma estrutura simples, eficiente e focada em resultado.” Initial plugin text Rotina, publicidade e rendas A produção de conteúdo é planejada para garantir escala. Miranda grava entre 25 e 30 vídeos em um único dia e mantém um estoque de cerca de 160 vídeos prontos. “Isso garante consistência mesmo se eu ficar doente ou precisar viajar.” A rotina inclui acompanhamento diário de métricas, reuniões com o time e planejamento de pautas. A publicidade existe, mas tem peso reduzido no faturamento. “Gira em torno de 1% a 2%.” Há contratos pontuais e parcerias recorrentes, mas o foco segue nos produtos próprios. “Não é escalável para nós. O retorno dos produtos da Eletuz faz mais sentido.” Além da escola e da publicidade, há monetização via Adsense, principalmente em YouTube e TikTok. Essa frente também representa 1% a 2% da receita total. Faturamento e visão financeira Miranda não abre números exatos de faturamento, mas compara com sua fase anterior. “Eu saí do mundo corporativo ganhando acima de R$ 30 mil por mês. O resultado que a gente tem hoje é extremamente maior do que isso.” Segundo ele, a empresa já opera com resultados consistentes, mas a divulgação de números não faz parte da estratégia atual. Não há sazonalidade relevante de audiência ou vendas. “Nossa média de visualizações é extremamente regular.” Isso se deve, segundo Miranda, ao foco em conteúdo atemporal. “95% do nosso conteúdo é perene. Eu não dependo de eleição, carnaval ou moda do momento.” Momentos sazonais são usados apenas para ampliar alcance, não como base do negócio. Initial plugin text Próximos passos O plano é escalar. “Assim como o objetivo com o canal é ser o maior do mundo, com a Eletuz é ser a maior e melhor escola de negócios do Brasil.” O prazo estabelecido é de até dois anos, com novas formações, produtos e plataformas. Questionado sobre o que surpreenderia o Everton do passado, Miranda diz que pouco. “Nada foi espontâneo. Tudo foi planejado.” O que chama atenção é a velocidade do impacto. “Em um ano, o retorno do público foi muito intenso. Pessoas me param na rua, mandam mensagens, agradecem.” Ao final da entrevista, ele acrescenta um dado de formação que ajuda a explicar a estratégia de comunicação: além da graduação e da especialização em marketing digital, estudou teatro por cinco anos. “Essa composição explica muito do tipo de conteúdo e produto que a gente constrói hoje.”
0 0 0 0
Preview
Funcionário é flagrado limpando vômito com as mãos em frente a restaurante e web reage Um vídeo curto gravado nas ruas de Tóquio colocou o senso cívico no centro de uma discussão nas redes sociais. As imagens foram publicadas por uma mulher indiana, identificada nas redes como Urvashi, que vive no Japão, e rapidamente se espalharam pela internet. No registro, um funcionário de um restaurante aparece limpando vômito na calçada, em frente ao estabelecimento, utilizando as próprias mãos. Segundo a legenda da publicação, a sujeira havia sido deixada por um transeunte momentos antes. Em vez de ignorar o problema ou aguardar a atuação dos serviços públicos de limpeza, o trabalhador saiu do restaurante e higienizou o local. O gesto simples ganhou grande repercussão no Instagram e foi interpretado por muitos usuários como um retrato do comportamento cotidiano que contribui para a fama de limpeza das cidades japonesas. Initial plugin text A seção de comentários foi tomada por elogios à noção de responsabilidade compartilhada pelos espaços comuns. “Essa mentalidade é o que faz os lugares públicos parecerem diferentes aqui”, escreveu um internauta. Outro resumiu a reação coletiva: “Isso é muito, muito bom”. Houve ainda quem destacasse: “Não importa quem sujou, importa quem resolve”, enquanto outro comentário apontou que atitudes aparentemente pequenas ajudam a explicar por que a limpeza no Japão é vista como algo natural. Leia também
0 0 0 0