NICO (Olhando de volta para cima): Porra, Dazai, mas tu é engraçado, né? Eu tô bem aqui na tua frente, de joelho, pau torando de duro, a isso aqui de começar a implorar pra te dar o melhor boquete da tua vida, e tu tá me tirando pra trouxa com essas perguntas de se eu tenho tesão em outras pessoas. Como se tu não fosse o único na minha cabeça desde sabe-se lá quando, porra. Tu vai se meter de ficar com ciúmes agora? Te liga, otário.
É este, agora, um daqueles momentos. Se trata, da mesma maneira que muito ocorre, de um embate por controle entre duas pessoas extremamente cientes do poder que possuem um sobre o outro. Um jogo de persuasão que apesar de muito parecer favorecer Dazai e seu apreço pela manipulação de palavras, é igualmente condizente com o domínio desenvolvido por Nico sobre os toques que o desarmam com igual facilidade. A dança permanece essencialmente a mesma, independente de quem a conduza, com um desfecho sempre bonito, intenso, digno de uma salva de palmas do mais sincero prazer, do despencar exausto de cortinas após um orgasmo. E talvez sejam os meios pouco afetando os fins que tragam tamanha harmonia a um desacordo, tornando-o uma etapa preliminar indispensável e talvez desejada de igual maneira ao sexo em si.
te liga otario + um parágrafo que gostei de escrever #pillowtalks