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Flávio “Rachadinha” tenta censurar notícias que o associam ao Comando Vermelho.
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#Capa #BOLSONARISMO #ComandoVermelho #Crimeorganizado #Faces #FlvioBolsonaro

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Médica que defendeu ‘tratamento precoce’ na pandemia entra no PL e ganha vídeo de Flávio Bolsonaro.
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#Poder #Candidata #Cloroquina #Covid #Covid19 #FlvioBolsonaro #JairBolsonaro #Negacionismo #NiseYamaguchi […]

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Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado deixam golpismo à mostra | Intercept Brasil Na semana de aniversário do golpe de 64, os dois pré-candidatos se sentiram livres para desprezar a democracia

Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado deixam golpismo à mostra.
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#Poder #Democracia #Eleies2026 #EstadosUnidos #FlvioBolsonaro #RonaldoCaiado

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Promessa do “01” a Trump de afastar Brasil da China seria um desastre para o agronegócio do país.
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#Capa #FlvioBolsonaro #Servial #Traidor #Trump #VendePtria

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Flávio Bolsonaro defendeu cabo que assassinou criança de 5 anos.
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#Capa #Assassinato #Criana #FlvioBolsonaro #Milcias

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A relação entre os Estados Unidos e o Brasil é, no mínimo, complexa. Da tentativa atual do pré-candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, de que os EUA interfiram nas eleições brasileiras, à postura oposta de Joe Biden, em 2022 – que se posicionou contra qualquer tentativa de invalidar as urnas – a democracia brasileira ora foi vista como benéfica, ora como problema, para os homens que comandaram a Casa Branca. Entre 1962 e 1964, duas administrações americanas minaram a democracia no Brasil. Em 30 de julho de 1962, o presidente John F. Kennedy (1961-63) reuniu-se com Lincoln Gordon, embaixador dos EUA no país, e Richard Goodwin, Subsecretário Adjunto de Estado para Assuntos Interamericanos, na Casa Branca, para discutir a relação entre o presidente João Goulart (1961-64) e os militares brasileiros. Em sua conversa, que foi gravada e preservada como registro da reunião, o embaixador Gordon comentou: > — “Acho que uma de nossas tarefas importantes é fortalecer a espinha dorsal das Forças Armadas. Deixar claro, discretamente, que não somos necessariamente hostis a qualquer tipo de ação militar, se ficar claro que o motivo da ação militar é…” > — “Contra a esquerda”, Kennedy completou a frase. Gordon acrescentou: > — “Ele [Goulart] está entregando o maldito país aos…” > — “Comunistas”, novamente, Kennedy completou. Poucos instantes depois, Goodwin comentou: > — “Podemos muito bem querer que eles [os militares brasileiros] assumam o poder no final do ano, se puderem”. Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 1963, antes que as condições estivessem propícias dentro das Forças Armadas brasileiras para realizar um golpe de Estado com o apoio dos EUA contra o governo de esquerda de Goulart. Isso ocorreria em 31 de março de 1964, enquanto Lyndon B. Johnson (1963-69) ocupava a Casa Branca. Em meados de março de 1964, imediatamente antes da tomada do poder pelos militares, o presidente Johnson convocou uma série de reuniões, que incluíram Thomas Mann, o Secretário de Estado Adjunto para Assuntos Interamericanos; altos funcionários do governo; e os embaixadores dos EUA na América Latina. Nessa reunião, Mann apresentou sua abordagem de política externa para a região: “Os Estados Unidos não tomarão, no futuro, uma posição a priori contra governos que chegam ao poder por meio de golpes militares”. O conteúdo das conversas que ocorreram na conferência da Casa Branca vazou para a imprensa. Serviu como uma mensagem clara para as forças militares brasileiras de que Washington estava dando sinal verde para a derrubada do governo Goulart. O embaixador Gordon, confiante de que o Brasil estava à beira de uma revolução nos moldes da Revolução Cubana, mobilizou a Casa Branca para apoiar os militares conspiradores que se preparavam para tomar o poder. Ele convenceu o governo Johnson a implementar a “Operação Irmão Sam” (_Operation Brother Sam_), que incluía o envio de uma força-tarefa naval para a região para apoiar os golpistas caso os partidários de Goulart resistissem à tomada do poder pelos militares. Gordon também persuadiu o presidente dos EUA a reconhecer a transição de poder em 2 de abril de 1964, de um governo civil para um governo militar, sem questionar a legitimidade do novo regime. Durante os primeiros quatro anos do governo militar brasileiro, apenas algumas vozes críticas nos Estados Unidos se manifestaram contra a ditadura. No entanto, à medida que a resistência ao regime cresceu em 1967 e 1968, levando a uma repressão e à imposição do Ato Institucional nº 5 (AI-5) em 13 de dezembro de 1968, as forças de oposição brasileiras tentaram buscar apoio no exterior para se mobilizar contra os generais no poder. Em 1969, o ex-congressista Márcio Moreira Alves, cassado com a promulgação da AI-5 e exilado no Chile, viajou aos Estados Unidos para se encontrar com líderes democratas do Congresso americano e explicar-lhes a natureza repressiva do regime militar. Alves retornou a Washington no ano seguinte para se reunir com acadêmicos americanos na Segunda Conferência da Associação de Estudos Latino-Americanos, onde incentivou especialistas em América Latina a apoiarem uma resolução que pedia o fim da ajuda militar americana ao Brasil. Esse esforço foi um pequeno capítulo em uma significativa campanha descentralizada e nacional de longo prazo nos Estados Unidos, que mobilizou exilados brasileiros juntamente com seus aliados americanos — clérigos, acadêmicos, ex-missionários, políticos e outros — para denunciar a ditadura e educar os formuladores de políticas e o público americano sobre a situação no Brasil. Apesar disso, nas duas décadas seguintes, com exceção dos quatro anos do governo Jimmy Carter (1977-1981), a Casa Branca ofereceu apoio econômico, militar e diplomático à ditadura. Esses anos representaram talvez o pior período da história das relações entre os dois maiores e mais importantes países do hemisfério ocidental. ## **Biden e o “Trump dos Trópicos”** Um outro momento crucial – e bastante diferente na tumultuada relação entre as duas nações – ocorreu entre 2021 e 2023, quando Joseph Biden (2021-2025) ocupou a Casa Branca. A eleição de Donald Trump em 2016 representou uma polarização política radical nos Estados Unidos, culminando na invasão do Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 por apoiadores de Trump, após a derrota do candidato nas eleições presidenciais americanas de 2020. Foi a primeira vez desde a Guerra Civil Americana (1861-65) que uma insurgência tentou derrubar um governo democraticamente eleito dentro das fronteiras dos EUA. Embora o Pentágono, o Departamento de Estado e a Casa Branca tenham uma longa tradição de interferir nos assuntos internos de outros países, incluindo a orquestração de mudanças de regime, ainda existe um forte tabu nos Estados Unidos contra a interferência de generais americanos na política interna dos EUA. Esse foi um fator que contribuiu para explicar por que os esforços de Trump para reverter os resultados das eleições falharam. Além disso, a experiência de uma insurgência de direita ameaçando a democracia americana reforçou a abordagem cautelosa que o novo governo Biden adotou em relação a Jair Bolsonaro, apelidado por jornalistas de “Trump dos Trópicos”. As reservas de Biden em relação ao governo Bolsonaro resultaram em uma série de gestos da Casa Branca destinados a enviar uma mensagem muito diferente às Forças Armadas brasileiras daquela de 1964: ou seja, que o governo dos EUA agora _se opunha_ veementemente a qualquer tentativa dos militares brasileiros de subverter o processo eleitoral democrático no Brasil. Para sublinhar a política de Biden em relação ao Brasil, a Casa Branca enviou Jake Sullivan, seu conselheiro de Segurança Nacional, para se encontrar com Jair Bolsonaro em 2021, quando Bolsonaro já havia iniciado uma campanha sugerindo que poderia haver fraude nas eleições presidenciais de 2022. Em seu encontro, Sullivan enfatizou o apoio do governo dos EUA ao processo eleitoral brasileiro. Segundo Tom Shannon, ex-embaixador dos EUA no Brasil, “Sullivan e a equipe que o acompanhou saíram com a impressão de que Bolsonaro era totalmente capaz de tentar manipular os resultados das eleições ou negá-los, como Trump havia feito. Portanto, houve muita reflexão sobre como os Estados Unidos poderiam apoiar o processo eleitoral sem parecer que estavam interferindo.” A administração Biden enviou então vários representantes ao Brasil. Em julho de 2021, o diretor da CIA, William Burns, visitou Brasília para instar o governo brasileiro a não questionar a integridade das eleições de 2022. No ano seguinte, o secretário de Defesa, Lloyd Austin, visitou o Brasil e transmitiu uma mensagem semelhante às Forças Armadas brasileiras. Em 19 de julho de 2022, um dia depois de Bolsonaro se reunir com embaixadores estrangeiros no Brasil para enfatizar que considerava o processo eleitoral do país comprometido, o Departamento de Estado dos EUA emitiu uma declaração afirmando: “O Brasil tem um histórico sólido de eleições livres, justas e transparentes, e os Estados Unidos confiam que seu sistema eleitoral refletirá a vontade do povo nas eleições de outubro”. O porta-voz do Departamento de Estado acrescentou: “As eleições conduzidas pelo sistema eleitoral e pelas instituições democráticas competentes e comprovadas do Brasil servem de modelo para nações do hemisfério e do mundo”. A posição de Biden fazia parte de um movimento internacional mais amplo de governos progressistas e democráticos que enviaram sinais claros às Forças Armadas brasileiras de que, caso apoiassem as tentativas de Bolsonaro de reverter os resultados eleitorais, sofreriam isolamento internacional. Essas vozes legitimaram o processo eleitoral. Telefonemas de Biden, do presidente francês Emmanuel Macron e de outros líderes mundiais para o presidente eleito Lula da Silva, minutos após o anúncio de sua vitória, consolidaram ainda mais sua posição, enquanto Bolsonaro tentava mobilizar suas forças para questionar o resultado eleitoral. Embora Bolsonaro e seus principais apoiadores tenham ignorado os alertas de líderes internacionais, setores das Forças Armadas brasileiras não o fizeram. Sua decisão de não participar da tentativa de golpe de Estado dividiu as Forças Armadas e sabotou seu sucesso. A insurreição em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, fracassou. O Supremo Tribunal Federal condenou Bolsonaro por liderar uma organização criminosa que tentou um golpe de Estado e o sentenciou a 27 anos de prisão, juntamente com militares e civis conspiradores, que receberam penas menores. Entre 1962 e 1964, no auge da Guerra Fria, os presidentes democratas John F. Kennedy e Lyndon Johnson agiram para minar a democracia e legitimar os esforços das Forças Armadas brasileiras para chegar ao poder. Em 2022 e 2023, outra administração democrata adotou uma postura completamente diferente, que ajudou a fortalecer a democracia no Brasil. O ex-presidente Joe Biden atuou de forma oposta aos democratas que apoiaram a ditadura no Brasil — e defendeu que as eleições brasileiras não deveriam ser contestadas ## **O Brasil na lista de Trump** A eleição de Jair Bolsonaro em 2018 provocou uma reação política intensa nos Estados Unidos entre imigrantes brasileiros e acadêmicos que pesquisam e lecionam sobre o Brasil. Em 1º de dezembro de 2018, 200 ativistas se reuniram na Faculdade de Direito da Universidade Columbia em Nova York para fundar a Rede nos Estados Unidos pela Democracia no Brasil. A assembleia também votou pela criação do Washington Brazil Office (WBO), que “apoia e realiza atividades de advocacia, conhecimento e cooperação para fortalecer a sociedade civil, proteger os direitos humanos, promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável e defender a democracia e o Estado de Direito”. Ao longo dos quatro anos seguintes, centenas de ativistas em todos os Estados Unidos organizaram cerca de mil protestos, palestras, petições, declarações públicas e atividades de lobby no Congresso, denunciando as medidas autoritárias do governo Bolsonaro e defendendo a democracia brasileira, as ONGs progressistas e os movimentos sociais. Com a proximidade das eleições presidenciais brasileiras de 2022, o Washington Brazil Office concentrou-se em dialogar com membros do Congresso dos EUA, bem como com representantes do Departamento de Estado, da Casa Branca e de organizações internacionais sediadas em Washington, D.C. A ação mais importante do WBO foi a organização de uma delegação de representantes de vinte ONGs e movimentos sociais brasileiros que viajaram à capital dos EUA para alertar políticos e formuladores de políticas sobre as sérias ameaças à democracia no Brasil. Como resultado da visita e de outras articulações, o Senado dos EUA aprovou uma resolução afirmando que, caso as Forças Armadas brasileiras tentassem interferir nas eleições brasileiras, apresentaria uma legislação cortando toda a ajuda militar e econômica ao país. Sem dúvida, por muitos anos, observadores políticos e historiadores debaterão o peso relativo das diferentes manifestações no Brasil e no exterior para dividir com sucesso as Forças Armadas e minar a tentativa de golpe. No entanto, os perigos de 2022 e 2023 não foram evitados. Trump deixou claro que não tem escrúpulos em interferir em assuntos internos em toda a América Latina, desde seu apoio financeiro de 20 bilhões de dólares ao governo Millei na Argentina, às vésperas das eleições para o Congresso, até a intervenção de Trump na Venezuela. As manifestações de Eduardo Bolsonaro e outros nos Estados Unidos, que condicionaram as tarifas de Trump sobre o Brasil a uma anistia para Jair Bolsonaro, são um lembrete de que o atual presidente dos EUA pode ser facilmente influenciado pelos assessores de extrema direita que o cercam. A possibilidade iminente de o governo Trump declarar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas e, em seguida, vinculá-los ao presidente Lula da Silva é mais uma forma pela qual o atual governo dos EUA tentará influenciar o resultado das eleições brasileiras. Sem um aliado na Casa Branca, neste ano eleitoral será ainda mais difícil do que há quatro anos aproveitar a solidariedade internacional em defesa da democracia brasileira. Trump gostaria de consolidar governos de extrema direita em toda a América. O Brasil é o próximo país em sua lista.

A Casa Branca, o Brasil e uma história de golpes: 1964 e 2022.
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> _Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a newsletter Xeque na Democracia, enviada toda segunda-feira, 12h. Para receber as próximas edições,__inscreva-se aqui._ “Apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, disse Flávio Bolsonaro no último sábado (28/3) em Texas, dirigindo-se a uma plateia cheia de nomes da extrema direita ao estrear no CPAC, evento cujos organizadores, Mercedes e Matt Schlapp, são amigos e aliados de Eduardo Bolsonaro nos EUA. É Eduardo quem organiza os CPACs no Brasil. “Em vez da administração Biden interferir em nossas eleições para instalar um socialismo que odeia a América, aplicar pressão diplomática por eleições livres e justas baseadas em valores de origem americana”, completou. Chama a atenção a ausência da palavra “democracia” no discurso de Flávio Bolsonaro. Nem uma só vez a palavra foi mencionada. O pré-candidato não pediu que os EUA façam pressão por “eleições democráticas” no Brasil, mas que as nossas eleições sejam “baseadas em valores de origem americana”, ou seja, que sigam os interesses dos EUA. **Sai a democracia, entra a “liberdade” norte-americana, que agora declara abertamente poder intervir onde quiser, quando quiser.** Isso demonstra que Flávio e Eduardo estão absolutamente alinhados com a novilíngua trumpista – e que estão sendo assessorados por conselheiros experientes da extrema direita, que conhecem bem o público americano do CPAC e sua leniência com a erosão da democracia como valor e na prática realizada por Trump. Chegarei a isso mais adiante. **Um pedido a uma intervenção estrangeira deveria chocar a imprensa e a opinião pública brasileira.** Por mais entreguistas que fossem incontáveis candidatos no passado, nenhum se aventurou a pedir que os EUA “pressionem” nossas instituições tão claramente. Mas infelizmente, com exceção da newsletter Meio, a imprensa pegou leve demais na sua interpretação do pedido de Flávio. Preferiu se apegar às aspas de Flávio e deixou de dizer o óbvio: **o tal candidato Flávio “moderado” não existe.** A candidatura da família Bolsonaro tem como eixo principal anistiar os golpistas e alinhar nosso país ao que quiser o governo norte-americano de Trump. Ou, dito mais claramente: **a candidatura de Flávio nada mais é uma sequência ao plano de Steve Bannon de colocar Eduardo Bolsonaro na presidência do Brasil** , como já alertei aqui nesta coluna. E faz parte deste plano, primeiro, as pressões tarifárias conquistadas graças ao lobby de Eduardo nos EUA, depois os processos e a lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, e agora recentemente, o envio do assessor do Departamento de Estado para assuntos do Brasil, Darren Beattie, para visitar Jair Bolsonaro na prisão e tentar criar um fato político que o colocasse como “vítima de perseguição” da ditadura brasileira. A visita foi primeiro permitida e depois suspensa por Alexandre de Moraes, e depois o visto foi retirado pelo Itamaraty. Muitos capítulos dessa nova conspiração internacional para vender o Brasil aos EUA ainda vão acontecer, sob a batuta de duas figuras fundamentais: **Steven Miller** , assessor de Trump que vivia por aqui durante o governo de Jair, e **Steve Bannon** , quem afirmou em evento na posse de Donald Trump que Eduardo Bolsonaro seria o futuro presidente do Brasil. Novos capítulos podem incluir desde a volta de tarifas, retaliações ou outras pressões feitas pelo Departamento de Estado, Comércio, Tesouro ou Justiça dos Estados Unidos, até outras ações pensadas desde os EUA para criar fatos políticos que vitimizem Jair Bolsonaro e reforcem a ideia que o Brasil vive uma ditadura. Está ainda no cardápio intervencionista a decretação de organizações criminosas brasileiras como “terroristas”, permitindo ação militar norte-americana no nosso litoral. **Tudo isso pode acontecer no meio da disputa eleitoral**. Para entender como a candidatura de Flávio está sendo forjada desde a extrema direita dos EUA, vale analisar com mais cuidado o discurso de Flávio no CPAC. É normal que presidenciáveis ajustem o discurso de acordo com a sua plateia. Mas o que Flávio disse à direita americana vai ficar marcado como o discurso mais entreguista da história do Brasil. Em resumo, **Flávio prometeu terras raras para apoiar a indústria de defesa e o desenvolvimento de IA nos Estados Unidos** , além de tachar de cara as organizações de narcotráfico de “terroristas”, pedindo “ajuda para combater cartéis de drogas transnacionais”. Mas, antes disso, Flávio se esforçou em **convencer a plateia que o Brasil importa para os interesses estratégicos dos EUA** – citando nosso tamanho, nossa população e o fato que temos “as maiores reservas de água doce do mundo, terras agrícolas vastas que alimentam o mundo e recursos energéticos que poderiam abastecer continentes”. “Mas aqui está o que realmente deveria chamar sua atenção. O Brasil está se tornando — vai ser — o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será disputado, porque **o Brasil é a solução dos Estados Unidos para romper a dependência da China** em relação a minerais críticos, especialmente terras raras”, disse Flávio, apelando em seguida para o sentimento militarista: “Essas terras raras são essenciais para os processadores de computador e para a revolução da IA que está transformando nosso mundo, além dos equipamentos de defesa americanos. Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível e a produção dos sistemas militares avançados que mantêm a superioridade americana cai nas mãos de adversários”. O pré-candidato disse com orgulho que Bolsonaro era conhecido como “Trump dos trópicos”, comparou a facada à tentativa de assassinato de Trump e afirmou que sua condenação pelo atentado ao Estado Democrático de Direito era “similar à que foi feita contra Donald Trump por insurreição”. Se tentava se demonstrar moderado, naquele discurso Flávio demonstrou **aplaudir todos os temas caros à extrema direita americana abraçados pelo pai.** Disse que Jair está preso “por defender nossos valores conservadores sem medo e por se opor ao sistema”, por lutar “contra a tirania da Covid”, contra cartéis de drogas, “contra os interesses da elite global, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destrói famílias e, acima de tudo, ele lutou pela liberdade.” Em contraste, se eleito, Flávio diz que “nós teremos, mais uma vez, um presidente que luta contra os interesses da elite global, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destrói famílias, contra os cartéis de drogas e, acima de tudo, luta pela liberdade e pelos valores tradicionais. Um presidente que proclama sem medo que Jesus Cristo é o nosso Senhor.” Assim, disse, “estaremos celebrando o nascimento da aliança conservadora mais forte da história do Hemisfério Ocidental.” Veja aí de novo a palavra “liberdade” entrando no lugar da palavra “democracia”. Há duas narrativas importantes de se depreender do discurso, que estão sendo forjadas a partir da direita norte-americana e que com certeza serão como motes de campanha pelas redes de desinformação. 1. Joe Biden teria “interferido” na eleição de 2022 através de financiamentos da Usaid (nunca houve comprovação de que esses financiamentos tiveram qualquer influência no resultado eleitoral). 2. Lula “defende” narco-terroristas do PCC e CV, e o governo atual teria “impedido” sua designação como terroristas. Eis o que disse Flávio: “De acordo com um artigo publicado ontem pelo New York Times, o presidente do meu país faz lobby nos Estados Unidos para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo, lavam dinheiro e exportam drogas e armas para os Estados Unidos e para o mundo”. Mas o que Flávio quis com este discurso? Primeiro, entendo que o discurso, que apela fortemente a um nacionalismo da ultra-direita americana e até seus delírios conspiratórios, é possivelmente produto de consultores americanos, que entendem perfeitamente o público do CPAC. Bem escrito, sucinto, feito para se encaixar perfeitamente nos 15 minutos dedicados, ele foi decorado e treinado por Flávio Bolsonaro, que não é fluente em inglês, como demonstra este vídeo publicado pelo Congresso em Foco, no qual Eduardo traduz uma pergunta feita em inglês a Flávio. Ou seja: **houve treinamento e preparação, e foram feitos por profissionais.** Segundo, por mais que Flávio tenha dirigido o apelo a autoridades americanas, pedindo para fazerem “pressão diplomática”, a ladainha, que recorre ao conspiracionismo MAGA e leva em conta a completa falta de conhecimento deste público sobre o Brasil, foi bem elaborada para mobilizar os atendentes do CPAC. Se não fosse algo proibido pela Legislação Eleitoral, eu **poderia até comparar o discurso com um “pitch” de investimento, em busca de atrair financiamento para um projeto de longo prazo** – afinal, políticos, empresários, e financiadores de campanhas republicanas estavam na plateia. Estamos ainda em março de 2026, mas esta já é a terceira viagem de Flávio aos EUA. O senador passou o réveillon em um evento organizado pelo pastor André Valadão em Orlando. Em janeiro, seguiu para o Texas e para Washington, onde tentou sem sucesso um encontro com o senador americano Marco Rubio, aliado de Donald Trump, além de ter se reunido com aliados de Eduardo, cujos nomes não foram revelados. No dia 20 de janeiro de 2026, Flávio esteve em Israel em uma viagem com roteiro de acenos políticos e religiosos montado por Eduardo, buscando reforçar os laços com a direita internacional e adicionar um verniz religioso à sua pré-candidatura. Um dos episódios simbólicos dessa agenda foi uma videochamada feita do alto de uma colina próxima ao Mar da Galileia com parlamentares aliados, posteriormente publicada nas redes sociais. Já no dia 19 de fevereiro, o senador embarcou novamente para os Estados Unidos para cumprir compromissos com integrantes da equipe de Donald Trump, embora os nomes das autoridades com quem pretende se encontrar não tenham sido divulgados. Na sequência, Flávio seguiu para Nashville, no Tennessee, acompanhado de Eduardo Bolsonaro e do influenciador Paulo Figueiredo, onde participou de um evento promovido pela _think tank_ conservadora PragerU e concedeu uma entrevista à CEO da organização, Marissa Streit. Tudo isso indica uma coisa claramente: **a campanha bolsonarista tem um forte QG nos EUA**. O plano eleitoral de Flávio é apenas a continuação da campanha coordenada por Eduardo desde que se mudou para o país em março do ano passado.

O “moderado” Flávio Bolsonaro pediu intervenção dos EUA nas eleições.
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Flávio Bolsonaro confessa, no Texas, que seu objetivo é disputar com Milei quem é o maior capacho de Trump.
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Não é só com a milícia, Flávio Bolsonaro tem ligações também com o Comando Vermelho.
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#Capa #AdrinanodaNbrega #ComandoVermelho #FlvioBolsonaro #Milcias

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Como Flávio Bolsonaro quer trazer guerra de Trump ao Brasil.
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#DireitaAssanhada #AmricaLatina #CV #DonaldTrump #DoutrinaDonroe #Eleies #Extremadireita #FlvioBolsonaro #JairBolsonaro […]

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Candidatura de Flávio Bolsonaro é ameaça real à democracia | Intercept Brasil Parte da grande imprensa tem tratado o senador do Partido Liberal com benevolência, mas o bolsonarismo moderado não existe – e ele é tão golpista quanto seu pai, Jair Bolsonaro A grande imprensa tem tratado o senador com benevolência, mas o bolsonarismo moderado não existe e é tão golpista quanto o do ex-presidente.

Candidatura de Flávio Bolsonaro é ameaça real à democracia.
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Flávio Bolsonaro perde sobrenome nas manchetes Tentativa de moderar a figura do senador já está em curso.

Flávio Bolsonaro perde sobrenome nas manchetes: a maquiagem da imprensa para suavizar o ‘Zero Um’.
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Para pensar, de novo, um projeto de país.
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O último refluxo de Jair | Outras Palavras O drama clínico do ex-presidente vai além da medicina. Seu corpo e o projeto político decadente do clã passam a funcionar do mesmo jeito: contaminados pelo próprio excesso. E a viabilidade eleitoral de seu herdeiro cresce das entranhas em decomposição do pai

O último refluxo de Jair.
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Milícias e Comando Vermelho são a principal base de Flávio Rachadinha, aponta deputado.
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