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Jô Miyagui Jornalista
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Caminhoneiros e empresários bolsonarista que bloquearam estradas terão de pagar multas astronômicas
#noticias #caminhoneiros #transporte #golpedeestado #SemAnistia

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#GuerraCivilEtc

Lorenzo Silva ~ Con nadie. Vida y destino del general Campins ~ 2026 ~ Destino ~ #unavida #EspañaSigloXX #GuerradeMarruecos #IIRepública #GuerraCivil #ejército #lealtad #deslealtades #GolpeDeEstado #Loquehayqueleer

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Noticia desarrollada

Min Aung Hlaing, líder del golpe en Myanmar contra Suu Kyi y artífice de la guerra civil, ha sido elegido presidente. Su ascenso consolida el control militar tras años de inestabilidad. #Myanmar #GolpeDeEstado #Asia

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A última viagem do norte-americano Nelson Aldrich Rockefeller ao Brasil ocorreu em 1969, quando o bilionário do setor petroleiro e filantropo tinha 61 anos. Experiente nas relações com a América Latina, onde a fundação que leva o nome de sua família atua desde 1916, Rockefeller havia estado no país diversas vezes, mas essa viagem derradeira era a primeira na nova capital, Brasília. Passados cinco anos desde o golpe de Estado, em 1964, quando o apoio norte-americano foi fundamental para a deposição do presidente João Goulart e a ascensão dos militares ao poder, as relações bilaterais entre os dois países não eram tão amistosas como se poderia supor e Rockefeller, então governador do estado de Nova Iorque, vinha na condição de emissário do presidente Richard Nixon — por quem fora incumbido de reafirmar a amizade dos Estados Unidos com o Brasil. Rockefeller procurou demonstrar entusiasmo por Brasília, à qual se referiu como “um lugar que o resto do mundo ainda não alcançou” e em cujo projeto arquitetônico teria se inspirado na construção do complexo governamental Empire State Plaza, em Albany, capital do estado de Nova Iorque, edificado entre 1965 e 1978. Acostumado às diversões do Rio de Janeiro, o empresário, entretanto, estranhou a austeridade da nova capital, onde foi recebido com ar oficial e sob um forte esquema de segurança. Rockefeller expressaria, em relatório sobre a viagem, certo desconforto nas duas reuniões que teve com o presidente brasileiro, o marechal Arthur da Costa e Silva, no Palácio da Alvorada. Posse do presidente Costa e Silva em 15 de março de 1967, em sessão conjunta do Congresso Nacional O militar teria feito questão de esclarecer alguns pontos de divergência entre os dois países, começando pela invasão do escritório da _Associated Press_ no Brasil, em um episódio que conflagrou a censura a jornalistas e veículos de imprensa e que foi motivo de protesto do embaixador norte-americano, Lincoln Gordon, personagem fundamental nas articulações que antecederam 1964. Na sequência, Costa e Silva rememorou o golpe, afirmando o protagonismo brasileiro: havia sido uma “revolução do povo que se opôs ao comunismo”, instaurando “um governo do povo dedicado ao povo”. Embora tenha enfatizado o caráter “nacional” da “revolução”, o presidente reiterou a lealdade brasileira aos Estados Unidos, alegando que o desenvolvimento econômico do país e a melhoria das condições de vida do povo eram de interesse norte-americano, uma vez que a miséria dos países próximos representava uma ameaça ao vizinho do Norte. Confrontado pelo empresário a respeito de supostas restrições políticas e violações de direitos humanos no Brasil sob a ditadura, especialmente contra os chamados presos de consciência – jornalistas, artistas e intelectuais encarcerados por suas ideias e não por envolvimento na luta armada –, Costa e Silva justificou que os Estados Unidos haviam dado pouca assistência militar ao Brasil após o golpe e que, em face do “aberto ataque comunista ao Ocidente”, a democracia podia esperar. Nos Estados Unidos, havia, naquele momento, pressão política contra a ditadura no Brasil. O senador democrata Frank Church sugeriu o cancelamento da viagem de Rockefeller ao país como forma de protesto contra as notícias sobre exacerbações do governo que reverberavam por lá. O Congresso pressionava o Executivo para que condicionasse as ajudas ao Brasil ao restabelecimento das liberdades democráticas. Rockefeller acreditava, entretanto, como rezava uma certa tradição da política externa norte-americana, que os regimes militares eram algo congênito na América Latina, sendo melhor “conviver com eles do que isolá-los”. Quem conta toda essa história é Antonio Pedro Tota no livro “O Amigo Americano – Nelson Rockefeller e o Brasil” (2014). Ela é ilustrativa de uma mudança nas relações entre os Estados Unidos e o Brasil após o golpe de 1964, reconhecidamente sustentado pelos norte-americanos, e demonstra, contrariando o senso comum, que elas foram permeadas por tensão, dissenso e, eventualmente, conflito. Rockefeller, então governador do estado de Nova Iorque, esteve no Brasil na condição de emissário do presidente Richard Nixon Embora, na prática, o encontro entre Nelson Rockefeller e Costa e Silva tenha servido para atualizar as lealdades do Brasil para com os Estados Unidos, condicionada a apoio militar e econômico, ele expõe alguns aspectos da relação entre os dois países após 1964 que merecem ser considerados: primeiro, uma leitura do golpe que, mesmo sem negar a participação norte-americana, defende o protagonismo brasileiro e o suposto caráter popular e nacionalista da resistência ao comunismo internacional; segundo, o ressentimento brasileiro à pouca assistência militar após a conhecida operação Brother Sam, que se manteve apenas até que Jango fosse deposto e os militares ascendessem ao poder; terceiro, a dúbia relação dos Estados Unidos com as ditaduras militares latino-americanas, que ajudaram a promover e legitimar, mas que expuseram a falácia da democracia na América. Há muito a participação norte-americana no golpe de 1964 é conhecida. Em discurso proferido no Recife, no calor dos acontecimentos, Leonel Brizola atribuiu ao então recente golpe o estatuto de obra do “imperialismo yankee”. Preso pela Marinha durante a ditadura, acusado de subversão, o historiador Moniz Bandeira escreveu “Presença dos Estados Unidos no Brasil”, lançado em 1973, no qual apontava a participação do Departamento de Estado norte-americano e da CIA no golpe. Em 1981, René Armand Dreifuss publicaria “1964 – A conquista do Estado”, no qual não apenas a participação direta dos Estados Unidos, via agências federais, _corpus_ diplomático e forças armadas, foi demonstrada, mas também a de empresas privadas, tais como Texaco, Shell, ESSO (das iniciais S.O., referentes a Standard Oil, empresa pertencente à família Rockefeller), Bayer, General Electric, IBM, Coca-Cola, Cigarros Souza Cruz e General Motors, muitas delas norte-americanas, que financiaram instituições brasileiras gestoras do golpe, sobretudo o Instituto de Estudos e Pesquisas Sociais (IPES). ## **Documentos desclassificados comprovam a participação norte-americana além do golpe** A despeito de trabalhos historiográficos importantes, baseados em pesquisas de arquivo, a participação norte-americana no golpe foi, durante muito tempo, desacreditada, considerada resultado de teorias conspiratórias elaboradas por políticos e intelectuais de esquerda. As evidências, entretanto, foram aparecendo progressivamente. Em 2004, por ocasião dos 40 anos do golpe, a Universidade George Washington desclassificou documentos do _National Security Archive_ referentes ao “Brazil Project”, que contêm fontes sobre a participação norte-americana no golpe, demonstrando que os Estados Unidos estavam preparados para intervir militarmente no processo de deposição de Jango, caso as forças brasileiras fracassassem. Em 2008, o historiador Carlos Fico publicou “O Grande Irmão”, baseado em documentação então inédita coletada nos Estados Unidos, especialmente em fontes intituladas “ _Country Analysis and Strategy Paper_ ” (CASP), abrigadas no _National Archives and Records Administration_ (NARA), que consistiam em relatórios conjuntos elaborados por diversos setores da embaixada norte-americana no Brasil, pelo Departamento de Estado e por agências federais norte-americanas durante a ditadura militar brasileira. Em 2012, a presidente Dilma Rousseff consolidou a justiça de transição no Brasil, ao assinar a Lei de Acesso à Informação − que estabeleceu novos parâmetros para a liberação de documentos com informações sobre violações de direitos humanos pelo Estado brasileiro durante a ditadura − e instituir a Comissão Nacional da Verdade (CNV). Em dezembro de 2014, a presidente Dilma Rousseff recebeu o relatório final elaborado pela Comissão Nacional da Verdade Em 2013, a partir de um contato entre o historiador brasileiro Sidnei Munhoz, que fazia parte da CNV, e o brasilianista norte-americano James Green, foi estabelecido o projeto _Opening the Archives_ , uma parceria entre a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a _Brown University_ com apoio dos arquivos nacionais do Brasil e dos Estados Unidos, que visa à digitalização e disponibilização on-line de documentos referentes à presença dos Estados Unidos no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. Em entrevista ao site do projeto, James Green, colunista da **Agência Pública** , afirmou que a ideia de disponibilizar as fontes para livre acesso surgiu quando ele pesquisava no NARA para a escrita do livro “Apesar de vocês”, publicado em 2009. Com efeito, o NARA possui uma vasta documentação sobre as relações entre os Estados Unidos e o Brasil, notadamente durante a ditadura, parte da qual já foi investigada por historiadores brasileiros. Em 2011, quando estive no arquivo pela primeira vez fazendo pesquisa para o doutorado, identifiquei fontes sobre a atuação de uma agência federal até então pouco conhecida no Brasil, a _United States Information Agency_(USIA). A pesquisa ensejou um dos primeiros trabalhos sobre a atuação do Programa de Fomento ao Livro da agência no país, atuante entre 1953 e 1973, que desempenhou papel central na chamada Guerra Fria cultural. A tese, defendida em 2013, foi publicada em 2015, sob o título “Guerra Fria e Política Editorial”, e demonstrou que o programa estabeleceu uma complexa rede de contatos no Brasil, envolvendo empresários, editores e escritores, cujos interesses não devem ser menosprezados. O tema foi objeto de reportagem da **Pública**. Mais recentemente, com a abertura dos arquivos JFK, novas possibilidades de pesquisa foram abertas, cujos efeitos ainda não podem ser calculados. ## **A complexidade das relações Brasil-EUA exige uma leitura além do senso comum** A historiografia tem demonstrado alguns aspectos relevantes das relações Brasil-Estados Unidos ao longo da história e, em particular, na ditadura, que apontam caminhos para investigações futuras. 1. Assumir a participação dos Estados Unidos no golpe não deve implicar no juízo de que o regime que o sucedeu, o militar, tenha sido necessariamente americanista. A análise documental, qualitativa, de cada governo, programa, acordo é fundamental para entender a complexidade dessa relação; 2. Ainda que a ideia de desenvolvimento, notadamente econômico, assumida como projeto para o país pelos militares estivesse, especialmente nos anos 1960, em acordo com as teorias da modernização, amplamente em voga entre intelectuais e _policymakers_ norte-americanos no período, ela era pensada por uma chave nacionalista; 3. O projeto de modernização para o Brasil antecede o governo Castelo Branco e, portanto, deve ser analisado sob uma perspectiva mais ampla, tal como se nota nas relações dos governos Jânio Quadros e Jango com a Aliança para o Progresso, por exemplo; 4. A presença dos Estados Unidos no Brasil não é, nem de longe, uma novidade da era John Kennedy, instaurada com a criação da Aliança para o Progresso e da USAID. Ainda que, no início do século 20, o isolacionismo tivesse grande força nos Estados Unidos, sendo a abertura de fronteiras uma pauta específica de presidentes como Theodore Roosevelt e Woodrow Wilson, o processo de capilarização internacional do país remonta ao século 19, com especial atuação da iniciativa privada; 5. As fundações privadas foram um braço importante da diplomacia norte-americana, vide a atuação da Rockefeller, da Carnegie e da Ford. Embora a historiografia já tenha apontado o papel de grandes fortunas no golpe, considerando os financiamentos da Standard Oil, da família Rockefeller, ao IPES, o papel específico das fundações ainda merece investigações mais detidas; 6. A avaliação do sucesso ou do insucesso dos programas norte-americanos no Brasil é um tema especialmente interessante. Se os conhecidos acordos MEC-USAID, por exemplo, que presidiram a reforma universitária promovida pelos militares em 1968, foram vistos no Brasil como uma forte ingerência norte-americana sobre o país, do lado de lá, eles foram, em parte, aceitos como um fracasso. Isso demonstra que suas pretensões eram de maior monta e, talvez por isso mesmo, não foram completamente atingidas; 7. Embora a presença de cientistas estrangeiros no Brasil, particularmente na Amazônia, também seja um fenômeno antigo, os governos militares definiram uma política para a região que por vezes comprometeu interesses estrangeiros, a exemplo do decreto de Costa e Silva, de 1969, que restringiu essa presença e foi recebido no exterior como sintoma do “chauvinismo” dos homens da caserna; 8. O tema dos direitos humanos, sobretudo em se tratando de prisões por crimes “de consciência” denunciadas por organizações como a Anistia Internacional, é um elemento importante para compreender o gradativo desgaste da imagem internacional da ditadura, inclusive nos Estados Unidos. As críticas que os governos militares brasileiros receberam, nessa direção, estavam ligadas à dimensão de exceção do regime, à suspensão dos valores democráticos, com ênfase nos temas da censura e da tortura; 9. As críticas que os governos militares brasileiros receberam, nessa direção, estavam ligadas à dimensão de exceção do regime, à suspensão dos valores democráticos, com especial ênfase nos temas da censura e da tortura. 10. Embora haja alguma dimensão de mal-estar, esses temas jamais foram fundamentais para reduzir ou mesmo eliminar a presença dos Estados Unidos no continente. A mudança de rota na política externa americana nas décadas de 1970 e 1980 explica muito mais. Um olhar detido para o continente seria retomado pelo Consenso de Washington e pelas políticas neoliberais, no final dos anos 1980. Isso se refletiu na Constituinte de 1987, por exemplo, quando o país fez um _lobby_ incisivo, com especial interesse nas questões ambientais; 11. A incompatibilidade entre os Estados Unidos e as ditaduras latino-americanas nunca passou, a rigor, de um problema teórico, que os ideólogos da política externa norte-americana conseguiram resolver bem, embora tenha tido implicações práticas. Desde a chamada Era Kennan, no início da Guerra Fria, a ideia da “democracia como fetiche” era tida como possível, inclusive para os Estados Unidos, uma vez que se defendia o Executivo forte e se assumia o Congresso como expressão de um povo intelectualmente limitado e provinciano. Essa premissa não nos deve fazer supor, entretanto, que não fossem legítimas as críticas à contradição norte-americana de apoiar ditaduras em outros países, entoadas inclusive por cidadãos norte-americanos. Os Estados Unidos não são, como o Brasil não o é, um país homogêneo. Para compreender a história de sua política externa, há que se considerar as diversas frentes de sua atuação no ultramar: a diplomacia formal, as agências de Estado, os programas federais, as fundações privadas, as empresas. Há que se considerar agentes e instituições militares e civis, políticos e diplomáticos, não apenas norte-americanos, mas também brasileiros, em seus assuntos e motivos próprios. Seus rastros estão nos arquivos. Muito tem sido feito pelos historiadores, mas ainda há muito por fazer. Assumir que o apoio dos Estados Unidos à ditadura brasileira não foi simples nem linear é um bom começo de conversa.

Apoio dos EUA à ditadura: documentos revelam tensão e conflito nas relações bilaterais.
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#Portugus #Direitoshumanos #Ditaduramilitar #EstadosUnidos #GolpedeEstado #Justia #Poltica

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A relação entre os Estados Unidos e o Brasil é, no mínimo, complexa. Da tentativa atual do pré-candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, de que os EUA interfiram nas eleições brasileiras, à postura oposta de Joe Biden, em 2022 – que se posicionou contra qualquer tentativa de invalidar as urnas – a democracia brasileira ora foi vista como benéfica, ora como problema, para os homens que comandaram a Casa Branca. Entre 1962 e 1964, duas administrações americanas minaram a democracia no Brasil. Em 30 de julho de 1962, o presidente John F. Kennedy (1961-63) reuniu-se com Lincoln Gordon, embaixador dos EUA no país, e Richard Goodwin, Subsecretário Adjunto de Estado para Assuntos Interamericanos, na Casa Branca, para discutir a relação entre o presidente João Goulart (1961-64) e os militares brasileiros. Em sua conversa, que foi gravada e preservada como registro da reunião, o embaixador Gordon comentou: > — “Acho que uma de nossas tarefas importantes é fortalecer a espinha dorsal das Forças Armadas. Deixar claro, discretamente, que não somos necessariamente hostis a qualquer tipo de ação militar, se ficar claro que o motivo da ação militar é…” > — “Contra a esquerda”, Kennedy completou a frase. Gordon acrescentou: > — “Ele [Goulart] está entregando o maldito país aos…” > — “Comunistas”, novamente, Kennedy completou. Poucos instantes depois, Goodwin comentou: > — “Podemos muito bem querer que eles [os militares brasileiros] assumam o poder no final do ano, se puderem”. Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 1963, antes que as condições estivessem propícias dentro das Forças Armadas brasileiras para realizar um golpe de Estado com o apoio dos EUA contra o governo de esquerda de Goulart. Isso ocorreria em 31 de março de 1964, enquanto Lyndon B. Johnson (1963-69) ocupava a Casa Branca. Em meados de março de 1964, imediatamente antes da tomada do poder pelos militares, o presidente Johnson convocou uma série de reuniões, que incluíram Thomas Mann, o Secretário de Estado Adjunto para Assuntos Interamericanos; altos funcionários do governo; e os embaixadores dos EUA na América Latina. Nessa reunião, Mann apresentou sua abordagem de política externa para a região: “Os Estados Unidos não tomarão, no futuro, uma posição a priori contra governos que chegam ao poder por meio de golpes militares”. O conteúdo das conversas que ocorreram na conferência da Casa Branca vazou para a imprensa. Serviu como uma mensagem clara para as forças militares brasileiras de que Washington estava dando sinal verde para a derrubada do governo Goulart. O embaixador Gordon, confiante de que o Brasil estava à beira de uma revolução nos moldes da Revolução Cubana, mobilizou a Casa Branca para apoiar os militares conspiradores que se preparavam para tomar o poder. Ele convenceu o governo Johnson a implementar a “Operação Irmão Sam” (_Operation Brother Sam_), que incluía o envio de uma força-tarefa naval para a região para apoiar os golpistas caso os partidários de Goulart resistissem à tomada do poder pelos militares. Gordon também persuadiu o presidente dos EUA a reconhecer a transição de poder em 2 de abril de 1964, de um governo civil para um governo militar, sem questionar a legitimidade do novo regime. Durante os primeiros quatro anos do governo militar brasileiro, apenas algumas vozes críticas nos Estados Unidos se manifestaram contra a ditadura. No entanto, à medida que a resistência ao regime cresceu em 1967 e 1968, levando a uma repressão e à imposição do Ato Institucional nº 5 (AI-5) em 13 de dezembro de 1968, as forças de oposição brasileiras tentaram buscar apoio no exterior para se mobilizar contra os generais no poder. Em 1969, o ex-congressista Márcio Moreira Alves, cassado com a promulgação da AI-5 e exilado no Chile, viajou aos Estados Unidos para se encontrar com líderes democratas do Congresso americano e explicar-lhes a natureza repressiva do regime militar. Alves retornou a Washington no ano seguinte para se reunir com acadêmicos americanos na Segunda Conferência da Associação de Estudos Latino-Americanos, onde incentivou especialistas em América Latina a apoiarem uma resolução que pedia o fim da ajuda militar americana ao Brasil. Esse esforço foi um pequeno capítulo em uma significativa campanha descentralizada e nacional de longo prazo nos Estados Unidos, que mobilizou exilados brasileiros juntamente com seus aliados americanos — clérigos, acadêmicos, ex-missionários, políticos e outros — para denunciar a ditadura e educar os formuladores de políticas e o público americano sobre a situação no Brasil. Apesar disso, nas duas décadas seguintes, com exceção dos quatro anos do governo Jimmy Carter (1977-1981), a Casa Branca ofereceu apoio econômico, militar e diplomático à ditadura. Esses anos representaram talvez o pior período da história das relações entre os dois maiores e mais importantes países do hemisfério ocidental. ## **Biden e o “Trump dos Trópicos”** Um outro momento crucial – e bastante diferente na tumultuada relação entre as duas nações – ocorreu entre 2021 e 2023, quando Joseph Biden (2021-2025) ocupou a Casa Branca. A eleição de Donald Trump em 2016 representou uma polarização política radical nos Estados Unidos, culminando na invasão do Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 por apoiadores de Trump, após a derrota do candidato nas eleições presidenciais americanas de 2020. Foi a primeira vez desde a Guerra Civil Americana (1861-65) que uma insurgência tentou derrubar um governo democraticamente eleito dentro das fronteiras dos EUA. Embora o Pentágono, o Departamento de Estado e a Casa Branca tenham uma longa tradição de interferir nos assuntos internos de outros países, incluindo a orquestração de mudanças de regime, ainda existe um forte tabu nos Estados Unidos contra a interferência de generais americanos na política interna dos EUA. Esse foi um fator que contribuiu para explicar por que os esforços de Trump para reverter os resultados das eleições falharam. Além disso, a experiência de uma insurgência de direita ameaçando a democracia americana reforçou a abordagem cautelosa que o novo governo Biden adotou em relação a Jair Bolsonaro, apelidado por jornalistas de “Trump dos Trópicos”. As reservas de Biden em relação ao governo Bolsonaro resultaram em uma série de gestos da Casa Branca destinados a enviar uma mensagem muito diferente às Forças Armadas brasileiras daquela de 1964: ou seja, que o governo dos EUA agora _se opunha_ veementemente a qualquer tentativa dos militares brasileiros de subverter o processo eleitoral democrático no Brasil. Para sublinhar a política de Biden em relação ao Brasil, a Casa Branca enviou Jake Sullivan, seu conselheiro de Segurança Nacional, para se encontrar com Jair Bolsonaro em 2021, quando Bolsonaro já havia iniciado uma campanha sugerindo que poderia haver fraude nas eleições presidenciais de 2022. Em seu encontro, Sullivan enfatizou o apoio do governo dos EUA ao processo eleitoral brasileiro. Segundo Tom Shannon, ex-embaixador dos EUA no Brasil, “Sullivan e a equipe que o acompanhou saíram com a impressão de que Bolsonaro era totalmente capaz de tentar manipular os resultados das eleições ou negá-los, como Trump havia feito. Portanto, houve muita reflexão sobre como os Estados Unidos poderiam apoiar o processo eleitoral sem parecer que estavam interferindo.” A administração Biden enviou então vários representantes ao Brasil. Em julho de 2021, o diretor da CIA, William Burns, visitou Brasília para instar o governo brasileiro a não questionar a integridade das eleições de 2022. No ano seguinte, o secretário de Defesa, Lloyd Austin, visitou o Brasil e transmitiu uma mensagem semelhante às Forças Armadas brasileiras. Em 19 de julho de 2022, um dia depois de Bolsonaro se reunir com embaixadores estrangeiros no Brasil para enfatizar que considerava o processo eleitoral do país comprometido, o Departamento de Estado dos EUA emitiu uma declaração afirmando: “O Brasil tem um histórico sólido de eleições livres, justas e transparentes, e os Estados Unidos confiam que seu sistema eleitoral refletirá a vontade do povo nas eleições de outubro”. O porta-voz do Departamento de Estado acrescentou: “As eleições conduzidas pelo sistema eleitoral e pelas instituições democráticas competentes e comprovadas do Brasil servem de modelo para nações do hemisfério e do mundo”. A posição de Biden fazia parte de um movimento internacional mais amplo de governos progressistas e democráticos que enviaram sinais claros às Forças Armadas brasileiras de que, caso apoiassem as tentativas de Bolsonaro de reverter os resultados eleitorais, sofreriam isolamento internacional. Essas vozes legitimaram o processo eleitoral. Telefonemas de Biden, do presidente francês Emmanuel Macron e de outros líderes mundiais para o presidente eleito Lula da Silva, minutos após o anúncio de sua vitória, consolidaram ainda mais sua posição, enquanto Bolsonaro tentava mobilizar suas forças para questionar o resultado eleitoral. Embora Bolsonaro e seus principais apoiadores tenham ignorado os alertas de líderes internacionais, setores das Forças Armadas brasileiras não o fizeram. Sua decisão de não participar da tentativa de golpe de Estado dividiu as Forças Armadas e sabotou seu sucesso. A insurreição em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, fracassou. O Supremo Tribunal Federal condenou Bolsonaro por liderar uma organização criminosa que tentou um golpe de Estado e o sentenciou a 27 anos de prisão, juntamente com militares e civis conspiradores, que receberam penas menores. Entre 1962 e 1964, no auge da Guerra Fria, os presidentes democratas John F. Kennedy e Lyndon Johnson agiram para minar a democracia e legitimar os esforços das Forças Armadas brasileiras para chegar ao poder. Em 2022 e 2023, outra administração democrata adotou uma postura completamente diferente, que ajudou a fortalecer a democracia no Brasil. O ex-presidente Joe Biden atuou de forma oposta aos democratas que apoiaram a ditadura no Brasil — e defendeu que as eleições brasileiras não deveriam ser contestadas ## **O Brasil na lista de Trump** A eleição de Jair Bolsonaro em 2018 provocou uma reação política intensa nos Estados Unidos entre imigrantes brasileiros e acadêmicos que pesquisam e lecionam sobre o Brasil. Em 1º de dezembro de 2018, 200 ativistas se reuniram na Faculdade de Direito da Universidade Columbia em Nova York para fundar a Rede nos Estados Unidos pela Democracia no Brasil. A assembleia também votou pela criação do Washington Brazil Office (WBO), que “apoia e realiza atividades de advocacia, conhecimento e cooperação para fortalecer a sociedade civil, proteger os direitos humanos, promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável e defender a democracia e o Estado de Direito”. Ao longo dos quatro anos seguintes, centenas de ativistas em todos os Estados Unidos organizaram cerca de mil protestos, palestras, petições, declarações públicas e atividades de lobby no Congresso, denunciando as medidas autoritárias do governo Bolsonaro e defendendo a democracia brasileira, as ONGs progressistas e os movimentos sociais. Com a proximidade das eleições presidenciais brasileiras de 2022, o Washington Brazil Office concentrou-se em dialogar com membros do Congresso dos EUA, bem como com representantes do Departamento de Estado, da Casa Branca e de organizações internacionais sediadas em Washington, D.C. A ação mais importante do WBO foi a organização de uma delegação de representantes de vinte ONGs e movimentos sociais brasileiros que viajaram à capital dos EUA para alertar políticos e formuladores de políticas sobre as sérias ameaças à democracia no Brasil. Como resultado da visita e de outras articulações, o Senado dos EUA aprovou uma resolução afirmando que, caso as Forças Armadas brasileiras tentassem interferir nas eleições brasileiras, apresentaria uma legislação cortando toda a ajuda militar e econômica ao país. Sem dúvida, por muitos anos, observadores políticos e historiadores debaterão o peso relativo das diferentes manifestações no Brasil e no exterior para dividir com sucesso as Forças Armadas e minar a tentativa de golpe. No entanto, os perigos de 2022 e 2023 não foram evitados. Trump deixou claro que não tem escrúpulos em interferir em assuntos internos em toda a América Latina, desde seu apoio financeiro de 20 bilhões de dólares ao governo Millei na Argentina, às vésperas das eleições para o Congresso, até a intervenção de Trump na Venezuela. As manifestações de Eduardo Bolsonaro e outros nos Estados Unidos, que condicionaram as tarifas de Trump sobre o Brasil a uma anistia para Jair Bolsonaro, são um lembrete de que o atual presidente dos EUA pode ser facilmente influenciado pelos assessores de extrema direita que o cercam. A possibilidade iminente de o governo Trump declarar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas e, em seguida, vinculá-los ao presidente Lula da Silva é mais uma forma pela qual o atual governo dos EUA tentará influenciar o resultado das eleições brasileiras. Sem um aliado na Casa Branca, neste ano eleitoral será ainda mais difícil do que há quatro anos aproveitar a solidariedade internacional em defesa da democracia brasileira. Trump gostaria de consolidar governos de extrema direita em toda a América. O Brasil é o próximo país em sua lista.

A Casa Branca, o Brasil e uma história de golpes: 1964 e 2022.
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Presidenciável do PSD, Caiado delira ao prometer anistia ao golpista Jair Bolsonaro | Ucho.Info

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Moraes dá 24 horas para a defesa de Bolsonaro explicar fala do filho Eduardo sobre gravação | Ucho.Info

Moraes dá 24 horas para a defesa de Bolsonaro explicar fala do filho Eduardo sobre gravação #STF #AlexandredeMoraes #JairBolsonaro #golpista #GolpedeEstado #condenacao #prisao #regimedomiciliar #EduardoBolsonaro #video tinyurl.com/yabj23z3

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¿Quién es Min Aung Hlaing, el general que mandará Myanmar? Min Aung Hlaing deja el mando militar y se acerca a la presidencia de Myanmar en una transición diseñada para que el ejército siga mandando. Myanmar se encamina a una presidencia hecha a la medida de ...

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Rescatan la olvidada Escuela de Cine de la UTE a más de 50 años de su creación | vía #UChileRadio

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Libre califica de «golpe de Estado» la destitución del fiscal Zelaya y la salida de Ráquel Obando: «Una horda golpista ha asaltado el poder» Con la misma intensidad con que el Congreso Nacional consumó la semana política más intensa de la historia reciente de Honduras, el Partido Libertad y Refundación (Libre) respondió este jueves con señalamientos que elevan el tono del debate a niveles de ruptura institucional. Este artículo Libre califica de «golpe de Estado» la destitución del fiscal Zelaya y la salida de Ráquel Obando: «Una horda golpista ha asaltado el poder» se publicó primero en Diario El Mundo | Noticias de Honduras y el Mundo.

#Nacionales #Golpedeestado #FiscalGeneral Libre califica de «golpe de Estado» la destitución del fiscal Zelaya y la salida de Ráquel Obando: «Una horda golpista ha asaltado el poder»

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76: Crónica de un año que cambió nuestra historia para siempre, de Felipe Pigna

76: Crónica de un año que cambió nuestra historia para siempre, de Felipe Pigna

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Recuerdos del golpe de Estado de 1976 en Argentina y su impacto en las víctimas El 24 de marzo de 1976 marcó el inicio de la dictadura más violenta en la historia reciente de Argentina, cuando una Junta Militar encabezada por Jorge Rafael Videla, Orlando Ramón Agosti y Emilio Eduardo Massera tomó el poder, derrocando a Isabel Perón. Este golpe no solo terminó con la democracia, sino que inauguró un periodo sistemático de represión que se prolongó hasta 1983, con secuestros, torturas y desapariciones de personas, que la Justicia argentina definió como genocidio. Se estima que alrededor de 30.000 personas desaparecieron, entre obreros, estudiantes, profesionales y artistas. La violencia se extendió desde la esfera política y sindical hasta la educativa, con estudiantes y docentes perseguidos y asesinados. Historias personales como las de Aurora Álvarez, Iris Pereyra y Emilce Moler muestran cómo la represión afectó directamente a familias y comunidades, incluyendo la desaparición de familiares y compañeros de militancia. El golpe transformó la vida cotidiana en un ambiente de miedo, aislamiento y vigilancia constante, con centros clandestinos de detención como la ESMA y la cárcel de Villa Devoto. Las víctimas y sobrevivientes tardaron años en reconstruir la memoria y entender la magnitud del terror, proceso que continuó con la democracia a través de investigaciones, la CONADEP y los juicios a las Juntas Militares.

Recuerdos del golpe de Estado de 1976 en Argentina y su impacto en las víctimas

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No dejemos que ellos tengan razón Lo que hace apenas 10 años era un grupo marginal y provocador pasó al centro de la escena con Milei y el tratamiento mediático de lo que fue la dictadura. Habrá que volver a explicar todo, pero con ot...

www.pagina12.com.ar/2026/03/22/n...

#EduardoAliverti #Periodismo #Journalism #Página12 @pagina12ok.bsky.social #DerechosHumanos #HumanRights #AntiFascismo #AntiFascism #AntiFascista #AntiFascist #Democracia #Democracy #Dictadura #Dictatorship #Argentina #GolpeDeEstado #CoupDÉtat #Argentina1976

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At the end of the day even the darkest nights hide their glow

A fin de cuentas aún las noches más oscuras esconden su brillo

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#DerechosHumanos #HumanRights #AntiFascismo #AntiFascism #Democracia #Democracy #Dictadura #Dictatorship #Argentina #GolpeDeEstado #CoupDÉtat #Argentina1976

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Memoria | Verdad | Justicia
1976 - 2026
#NuncaMás #50años #GolpeDeEstado #Argentina

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Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar ao golpista Jair Bolsonaro por 90 dias | Ucho.Info

Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar ao golpista Jair Bolsonaro por 90 dias #STF #AlexandredeMoraes #tramagolpista #GolpedeEstado #JairBolsonaro #condenacao #prisaodomiciliar #Papudinha tinyurl.com/mutwbskd

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¿Por qué Argentina vuelve a Plaza de Mayo 50 años después? Argentina vuelve a Plaza de Mayo en el 50 aniversario del golpe con una marcha masiva que reactiva la pelea por memoria y justicia colectiva. Argentina ha vuelto a llenar la Plaza de Mayo porque el go...

¿Por qué Argentina vuelve a Plaza de Mayo 50 años después? #Argentina #PlazaDeMayo #24DeMarzo #Memoria #VerdadYJusticia #NuncaMas #Desaparecidos #AbuelasDePlazaDeMayo #MadresDePlazaDeMayo #JavierMilei #BuenosAires #GolpeDeEstado #DerechosHumanos #HistoriaArgentina donporque.com/argentina-vu...

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Rescatado desde la cuenta de "X" de @porliniers
#50años #GolpedeEstado #Argentina

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Dijimos Nunca Más, de Constanza Brunet y Debret Viana, con prólogos de Taty Almeida y Adolfo Pérez Esquivel

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El ojo en la tormenta: Víctor Basterra, el fotógrafo que expuso a los genocidas, Pablo Corso

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Te voy a contar quién soy: Historias de abuelas, hijos, nietos y bisnietos, de Marcela Bublik, con prólogo de Estela de Carlotto e ilustraciones de Catalina de Sanctis

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Laura: Vida, militancia y búsqueda de la familia Carlotto, de María Eugenia Ludueña, con prólogo de Estela de Carlotto

Laura: Vida, militancia y búsqueda de la familia Carlotto, de María Eugenia Ludueña, con prólogo de Estela de Carlotto

📚 Cuatro libros de Editorial Marea a cincuenta años del Golpe...

#golpedeestado #dictaduramilitar #generacionesdelibros #libros

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PGR emite parecer favorável à prisão domiciliar para o golpista condenado Jair Bolsonaro | Ucho.Info

PGR emite parecer favorável à prisão domiciliar para o golpista condenado Jair Bolsonaro #PGR #STF #JairBolsonaro #GolpedeEstado #tramagolpista #condenacao #prisao #Papudinha #prisaodomiciliar tinyurl.com/59v8see3

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Defensor de DDHH califica de “grave retroceso” la amnistía propuesta para generales involucrados en el golpe del 2009 El abogado y defensor de derechos humanos Joaquín Mejía encendió las alarmas este fin de semana al calificar como un “nuevo pacto de impunidad” el proyecto de decreto de amnistía que busca beneficiar a tres generales retirados de las Fuerzas Armadas señalados por su participación en los hechos violentos de la crisis política de 2009. Este artículo Defensor de DDHH califica de “grave retroceso” la amnistía propuesta para generales involucrados en el golpe del 2009 se publicó primero en Diario El Mundo | Noticias de Honduras y el Mundo.

#Nacionales #DerechosHumanos #Golpedeestado Defensor de DDHH califica de “grave retroceso” la amnistía propuesta para generales involucrados en el golpe del 2009

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Identifican restos de 12 personas en el ex centro clandestino La Perla Así lo informó el Juzgado Federal 3 a cargo de Hugo Vaca Narvaja. Las excavaciones donde se hallaron los restos, forman parte de las investigaciones por crímenes cometidos durante la última dictadura ...

#Córdoba. A 50 años del #GolpedeEstado de 1976, identifican restos de 12 víctimas en el ex #centroclandestino #LaPerla - Cba24n
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Supremo tem maioria para negar novamente prisão domiciliar de Jair Bolsonaro | Ucho.Info

Supremo tem maioria para negar novamente prisão domiciliar de Jair Bolsonaro #STF #PrimeiraTurma #JairBolsonaro #GolpedeEstado #tramagolpista #condenacao #prisao #prisaodomiciliar tinyurl.com/3zux4j3k

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¡No se distraigan!
#México en un #GolpeDeEstado asestado por #Sheinbaum con la #LeyMaduro

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23-F: la verdad no puede seguir bajo llave El tiempo proyecta sombras que los años no logran desdibujar; cicatrices que los calendarios no consiguen borrar. La Historia es un patrimonio irrenunciable que pertenece, por igual, a cada ciudadano.

elsolnoticias.com/contenido/23... #democracia #23f #golpedeestado #verdad #memoriahistorica #dictadura #peligros #conflicto #España #castillalamancha #Toledo #castillayleón #América #Canarias #Aragón #Argentina #Andalucía

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#HumorGráficO:
@EnekoHumor @ermengoltolsa @ByJunkye @ferranmartin
#TiemposDeGuerra #EEUUIsraelAtacanIrán #PrincipiosYValoresRepublicanos #ElReyElElefanteBlanco #GolpeDeEstado #SecretoDeEstado #LawfareElNuevoGolpismo #ContraAmenazasArmasNucleares #ContraRearme
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La CIA desclasifica documentos que confirman su papel en el golpe de Estado contra Mossadeq en Irán en 1953 La Agencia Central de Inteligencia (CIA) de Estados Unidos ha admitido de forma explícita, por primera vez en documentos oficiales desclasificados y publicados por el Archivo de Seguridad Nacional, su participación directa en la planificación y ejecución del golpe de Estado que derrocó al primer ministro iraní Mohamed Mossadeq el 19 de agosto de 1953. La operación, conocida con el nombre en clave TPAJAX, incluyó el uso intensivo de propaganda para desacreditar a Mossadeq —acusándolo de vínculos con los bolcheviques y de pretender una dictadura—, sobornos a parlamentarios, colaboración con el Sha de Irán, organización de fuerzas de seguridad y la incitación de manifestaciones y protestas callejeras. Aunque un primer intento fracasó, la coordinación entre agentes estadounidenses, británicos (MI6) y elementos locales permitió el éxito del golpe. Como resultado, Mossadeq —elegido democráticamente en 1951— fue apartado del poder y reemplazado por el general Fazlollah Zahedi. La implicación de Estados Unidos y Reino Unido era conocida desde hacía décadas y había sido documentada en publicaciones y reconocida parcialmente por presidentes como Bill Clinton y Barack Obama, pero esta desclasificación marca la primera admisión oficial y detallada por parte de la CIA de su rol en la ideación y ejecución del derrocamiento. Los documentos se hacen públicos cerca del 60 aniversario del suceso, y el Archivo de Seguridad Nacional ha aplaudido la transparencia, aunque critica que no se desclasificaran antes. Este hecho histórico ha influido profundamente en las relaciones entre Irán y Occidente hasta la actualidad.

La CIA desclasifica documentos que confirman su papel en el golpe de Estado contra Mossadeq en Irán en 1953

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#cia #golpedeestado #irán

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Qué se sabe de los archivos desclasificados del 23-F: del rey Juan Carlos al papel de EEUU En este vídeo analizamos las novedades que se han conocido tras la desclasificación de documentos sobre el intento de golpe de Estado.

Qué se sabe de los archivos desclasificados del 23-F: del rey Juan Carlos al papel de EEUU
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#ElReyElElefanteBlanco #GolpeDeEstado

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Blanqueo real: la derecha se lanza al rescate de Juan Carlos I tras la publicación de los papeles del 23-F Los historiadores consultados creen que los documentos "más interesantes" siguen sin conocerse, en especial, los que despejarían las dudas sobre el grado de conocimiento del rey sobre el golpe....

Blanqueo real: la derecha se lanza al rescate de Juan Carlos I tras la publicación de los papeles del 23-F
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La izquierda impulsa su hoja de ruta tras el paso atrás de Yolanda Díaz: "Toca pisar mucho territorio" Movimiento Sumar, Comuns, Izquierda Unida y Más Madrid mantienen los planes pactados tras muchos meses de trabajo con varios actos en el horizonte

La izquierda impulsa su hoja de ruta tras el paso atrás de Yolanda Díaz: "Toca pisar mucho territorio" www.eldiario.es/1_c6c58d?utm...

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