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Desde que foi instituída em 2016, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal serviu como espaço para barrar projetos que tirariam direitos para mulheres, mas também para avançar propostas importantes, seja sob governos de esquerda, centro ou direita. Nestes 11 anos, foram dez presidentas, sendo que os partidos MDB, PSDB, PT e PSOL tiveram duas representantes entre elas. O PSD teve uma única representante, mas que presidiu a comissão por dois anos seguidos e o PL contou com uma gestão. Abaixo a **Agência Pública** apresenta um perfil dessas parlamentares. Na avaliação de Hellen Frida, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), esse “jogo de composições” foi uma estratégia importante para garantir tanto o avanço de pautas como a manutenção de direitos já conquistados pelas mulheres. “Tem uma diversidade de quem são essas mulheres sendo construída. Você vê que mesmo dentro do campo de direitos, [como] dentro do campo conservador, elas são diferentes”, afirma Frida. Ela ainda ressalta que mesmo presidentas que eram desfavoráveis a pautas mais progressistas, foram fundamentais para “a gente não perder o que já tem de garantido, [como por exemplo] o aborto legal e seguro”. Entre as representantes mais ao centro, a pesquisadora destaca as atuações de Elcione Barbalho (MDB-PA) e Gorete Pereira (MDB-CE). Segundo a pesquisadora, as lideranças da comissão acabam representando as várias realidades de ser mulher que o Brasil abarca. “A gente só quer representar uma forma de ser mulher no mundo? Uma forma de [ser] mulher brasileira? Ou a gente quer retratar todas as mulheres possíveis?”, indaga. Dentre desse pensamento, Frida avalia que as recentes críticas feitas à atual presidente da comissão, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foram “injustas”. “A luta dela [de Erika Hilton] é de inclusão da diversidade. ​Se você olhar para os projetos de lei dela, ​eles são extremamente inclusivos​, que dialogam com as lutas da classe trabalhadora, com a luta das mulheres periféricas, das mulheres negras, das mulheres do campo, das mulheres urbanas, das mulheres em diversas situações de vulnerabilidade, que dialoga com os trabalhadores que estão em trabalhos invisíveis​”, reflete. A deputada assumiu a presidência da Comissão na semana passada, posto que foi em 2015 da colega de partido e mulher indígena, Célia Xakriabá (PSOL-MG). Por ser uma mulher trans, Hilton tem enfrentado resistência de parlamentares na Casa, além de ser alvo constante de discurso de ódio de pessoas que questionam sua legitimidade como mulher para estar à frente da comissão. O apresentador do SBT, Ratinho, e a deputada estadual Fabiana Bolsonaro proferiram falas transfóbicas e estão sendo processados por ela. Os ataques se intensificaram contra Erika Hilton por 2026 ser um ano eleitoral, na avaliação de Frida. “Essa é a estratégia, jogar para gente essa diferença, para que a gente se divida, não se articule. Para que não estejamos unidas no processo eleitoral”, alerta. Ela ainda ressalta que a participação de Hilton em temas importantes como o fim da escala 6 por 1, atrai a violência de gênero voltada para mulheres que atuam na política e que essa deve ser uma tônica das eleições este ano. ## Por que isso importa? * Em 2025, a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres analisou 121 projetos de lei e 103 requerimentos relacionados aos direitos das mulheres em temas como trabalho, saúde e combate à violência. * Entre as atividades da comissão também está o recebimento de denúncias que no ano passado envolveram: violência política de gênero e de raça, violência obstétrica, violência sexual, Lei Maria da Penha, assédio no ambiente de trabalho e stalking. “Esse ano vai ter [um] maior nível de violência política de gênero. E essa violência que acontece agora na ocupação da presidência da Câmara, da Comissão da Mulher, já é um retrato disso. Então, esse discurso que está voltado contra a Érika é o discurso que vai estar voltado contra todas nós”, conclui. **_Veja o perfil das deputadas federais que presidiram a Comissão da Mulher na Câmara Federal e em qual governo atuaram_** ## **Governo Dilma** **Gorete Pereira (MDB – CE) – 2016** A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher foi criada em março de 2016, ainda no governo de Dilma Rousseff. Antes mesmo de assumir a presidência do comitê, a deputada Gorete Pereira, na época filiada ao Partido Republicano, declarou ao portal UOL que sua posição em relação ao aborto era “contra de carteirinha”. A afirmação vem da base cristã da deputada, que é fiel da Igreja Católica. Meses antes de assumir a comissão, a deputada também votou a favor da criminalização do aborto no Projeto de Lei (PL) 5069/2013, de autoria do ex-deputado e presidente da Câmara à época, Eduardo Cunha. Quando esteve à frente da comissão, a congressista foi autora do PL 5475/2016, que obriga municípios com mais de 60 mil habitantes a criarem delegacias especializadas no atendimento às mulheres vítimas de violência. O projeto tramitou até 2019, mas foi arquivado no final de janeiro daquele ano pelo presidente Rodrigo Maia (PSD). Como fisioterapeuta, Pereira priorizou a saúde pública da mulher. Ela se destacou na defesa da Lei dos 60 dias, que estipula prazo máximo para que os hospitais iniciem o tratamento de pacientes oncológicos, e do PL 273/2011, que trata da reconstrução mamária no SUS. Gorete Pereira reassumiu o posto de deputada nas eleições de 2022, mas, desta vez, pelo MDB. Na última terça-feira, 17 de março, ela foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga desvios de aposentadorias e pensões do INSS. Desde então, é mantida em regime semiaberto, com o uso de tornozeleira eletrônica. ## **Governo Temer** **Shéridan Ramos (PSDB – RR) – 2017** O bastão da comissão foi passado para a deputada Shéridan Estérfany Oliveira Ramos em 2017, quando a Câmara dos Deputados era majoritariamente composta por homens, sendo apenas 54 mulheres entre os 513 deputados. A parlamentar foi articuladora da proposta de reforma política, que visava à redução do número de partidos nas eleições seguintes e de suas coligações. À frente da comissão, sua atuação foi modesta, tendo como um de seus principais projetos a tipificação do crime de stalking, como forma de defender mulheres vítimas de perseguição nos meios virtuais, além de defender o aumento da representatividade feminina no Parlamento. Filiada ao PSDB, sua gestão foi marcada por posicionamentos conservadores sobre temas como o aborto. Ao portal Uol, ela disse ser “a favor da vida” e criticou mulheres que optam pelo aborto ao afirmar que “hoje temos inúmeras formas de se precaver”. As críticas de Ramos se estenderam ao movimento feminista. Ela chegou a declarar que “algumas bandeiras feministas confundem e confrontam essa questão de maneira equivocada”. Durante uma votação, quando Ramos estava prestes a anunciar seu voto, alguém gritou do fundo do plenário Ulysses Guimarães: “gostosa”. O episódio foi classificado por ela como “indecoroso e desrespeitoso”, que solicitou a abertura de investigação ao presidente da Casa, mas o autor do comentário não foi identificado. **Ana Perugini (PT – SP) – 2018** A comissão, que antes foi marcada por presidentas conservadoras, recebeu a deputada Ana Perugini, com trajetória enraizada no movimento popular e na defesa dos direitos humanos. Advogada de formação, com base política consolidada em Hortolândia (SP), construiu sua carreira a partir de pautas sociais e da articulação com setores mais vulneráveis da sociedade. Na Câmara dos Deputados, sua atuação era pautada na agenda feminina, na defesa dos direitos das mulheres e também na humanização de políticas públicas. Antes de assumir a comissão, Perugini se manifestou contrária às restrições ao direito ao aborto legal, o que a diferenciava de suas antecessoras na presidência da comissão. Sua gestão se destacou por articular gênero, trabalho e desigualdade social, conferindo à comissão um papel mais ativo no enfrentamento de disputas políticas no Congresso. Durante o seu mandato, o Congresso Nacional aprovou, em abril, a lei 13.642/18, conhecida como Lei Lola Aronovich, blogueira feminista que inspirou o texto da legislação que busca combater a misoginia na internet. Na gestão de Perugini também foram aprovados pela comissão os projetos de lei 1145/11, que estendia a licença-maternidade a mulheres que trabalham em plataformas fixas e 8430/17, da deputada Gorete Pereira (PR-CE), que prevê isonomia no valor das premiações pagas a homens e mulheres em competições organizadas com recursos públicos. E ainda o substitutivo ao PLC 367/17, do Senado, que visa impedir a candidatura dos condenados por crime sexual contra criança e adolescente ou por violência contra a mulher a cargos eletivos: presidente, governador, prefeito e vices; senador; deputado federal, estadual ou distrital; e vereadores. ## **Governo Bolsonaro** **Luisa Canziani (PSD-PR) – 2019 e 2020** Filha do ex-deputado paranaense Alex Canziani, Luisa Canziani (PSD-PR) assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher como a parlamentar mais jovem da Câmara dos Deputados. Quando liderou o posto, em 2019, tinha 22 anos e não se assumiu como feminista, mas a favor da igualdade entre homens e mulheres. Em relação ao aborto, disse ser favorável à legislação vigente. A deputada foi o único caso de segunda condução na presidência da história da comissão, e ocorreu no período da pandemia de covid-19. Em entrevistas à imprensa, Canziani se colocou como progressista e afirmou que abordaria na Comissão discussões sobre feminicídio, violência contra a mulher, educação e saúde. Enquanto a deputada esteve à frente da Comissão, foram aprovados cerca de 18 projetos de lei relacionados à violência contra a mulher, sendo que três deles foram rejeitados em votação no plenário – um deles, o PL 450/2019, tratava do aumento de pena para o crime de estupro coletivo. Na área da saúde, a parlamentar aprovou na comissão o projeto de lei que trata da obrigatoriedade da presença de enfermeira ou outro profissional do setor durante o exame ginecológico, e a proposta que estabelece prioridade de atendimento em assistência psicológica e social e no atendimento de cirurgia plástica reparadora, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para mulheres vítimas de agressão, quando há dano à integridade física ou estética. Foi também na gestão de Canziani que a Comissão aprovou o texto que tornou obrigatória a inclusão de conteúdos sobre a prevenção da violência contra a mulher nos currículos do ensino básico. Transformado em lei em junho de 2021, o PL instituiu a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher. Hoje, a parlamentar é presidente da Comissão Especial sobre o PL 2338/2023, que define um marco legal para a inteligência artificial. **Elcione Barbalho (MDB-PA) – 2021** Com uma trajetória já consolidada na política, a deputada Elcione Barbalho (MDB-PA) assumiu a comissão das mulheres da Câmara durante seu sexto mandato, tendo como um dos focos o combate ao feminicídio. A parlamentar é mãe do atual governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Em 2007, Elcione foi autora de um projeto de resolução para criação da própria Comissão, o PRC 8/07, mas apenas em 2016 o colegiado foi aprovado e constituído na Casa. É também de sua autoria o projeto de Projeto de Lei 6298/19, que estabelece que as delegacias de polícia, os centros de referência, os serviços de saúde, as promotorias de Justiça e as defensorias públicas apliquem o Formulário Nacional de Risco e Proteção à Vida (Frida), para padronizar o atendimento à mulher vítima de violência doméstica. Durante sua gestão como presidente da comissão, foram aprovados em torno de 18 projetos de lei relacionados a violência contra a mulher. No início de março deste ano, a parlamentar deixou a presidência da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. **Policial Katia Sastre (PL-SP) – 2022** Quando a Policial Katia Sastre assumiu a presidência da comissão da mulher em seu primeiro mandato como deputada, sua trajetória já era marcada pelo assassinato de Elivelton Neves. Ele tentava roubar um carro e ameaçou, segurando uma arma, familiares e crianças que aguardavam a comemoração de Dia das Mães na frente de um colégio particular em Suzano (SP). Sastre estava na escola da filha, quando viu Elivelton, na época com 20 anos, e atirou três vezes contra ele. Vista como heroína, a ex-parlamentar ficou conhecida como a “mãe PM” e explorou as imagens do assassinato como propaganda política. Abalada, a família de Elivelton chegou a entrar na justiça para tirar o material do ar. Segundo o jornal O Globo, a suspensão do vídeo foi determinada pelo juiz do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) Paulo Sergio Galizia, que considerou que Saster se beneficiava explorando uma cena explícita de violência, que resultou em uma morte. No entanto, após a decisão, o TRE-SP liberou, por quatro votos a dois, o uso das imagens na campanha eleitoral. Enquanto esteve na presidência da comissão, Katia aprovou cerca de 12 projetos de lei relacionados à violência contra a mulher. Um deles, o PL 2841/21 é de autoria da própria ex-deputada e inclui a mulher policial ou bombeiro militar e a esposa ou companheira de integrante dessas corporações entre as pessoas protegidas pela Lei Maria da Penha. Katia não conseguiu se reeleger em 2022 e atualmente está fora da vida política. ## **Governo Lula** **Leda Borges (PSDB – GO) – 2023** Logo após o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva para seu terceiro mandato como presidente da República, quem ganha a eleição para presidir a comissão é a deputada federal Leda Borges (PSDB-GO). Abertamente contra o aborto, Leda entendia que a violência contra a mulher seria combatida também com políticas educativas para homens e o fortalecimento da rede de proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. Durante sua presidência, houve aprovação da Lei 2736/2023, que obriga o uso de tornozeleira em agressores que tiverem medidas protetivas de urgência, e do PL 3200/2023, que assegura prioridade na concessão de bolsas de estudos a mulheres e jovens vítimas de violência doméstica e intrafamiliar. Como crítica ao aborto, a deputada foi uma das autoras e votantes para a urgência da tramitação do PL 1904/24, conhecido como “PL do Aborto”, que equiparava crime de homicídio simples ao aborto feito após 22 semanas. Durante uma entrevista à revista Marie Claire, quando questionada sobre o baixo número de mulheres negras titulares na Comissão, e ausência de mulheres trans, Borges entendeu que não era um prejuízo, já que “a temática não exige que você seja ou esteja algo para defender o todo”. **Ana Pimentel (PT-MG) – 2024** Com formação em medicina, Ana Pimentel foi eleita presidenta da comissão da mulher iniciando uma sequência de lideranças mais progressistas A parlamentar foi contra o PL 1904/23, que, em sua visão, ocasionaria em mais uma violência contra as vítimas de estupros no Brasil. A comissão em seu mandato busca aumentar as vozes diversas e as discussões acerca de pessoas LGBTQIAPN+, além de uma maior participação de pessoas negras e indígenas. No comando de Pimentel, foram aprovadas o PL 2990/23, que dispunha sobre a prioridade na realização de exames toxicológicos em mulheres vítimas de violência, o PL 5063/263, que institui política de apoio e prevenção da estafa mental ou burnout relacionado à maternidade e o PL 2978/2022, que garantia o afastamento do trabalho durante o ciclo menstrual da empregada. **Célia Xakriabá (PSOL-MG) – 2025** Como primeira mulher indígena a assumir a presidência da Comissão, Célia Xakriabá (PSOL – MG), atuou nos direitos das mulheres, em especial, mulheres negras, indígenas e periféricas. A deputada atentou para as altas taxas de estupros de meninas indígenas. A violência contra a mulher, na visão da deputada, deveria ser tratada como crise humanitária no Brasil. Durante o seu mandato, a comissão aprovou um repasse de 70% de seus recursos ao Ministério da Mulher e também aprovou o PL 85/2025, que garante o tratamento universal da endometriose no SUS. O PL 1116/2025, que aumenta de pena nos casos em que o agressor usar manipulação, intimidação ou ameaças para fazer com que a vítima consinta com a sua aproximação, viabilizando o descumprimento de medidas protetivas de urgência também foi analisado nesse período. Célia Xakriabá, assim como Ana Pimentel, atuou contra a criminalização do aborto. Em suas redes sociais e discursos, mantinha-se a favor das meninas e mulheres vítimas de violência sexual. **Érika Hilton (PSOL-SP) – 2026** A deputada federal Érika Hilton foi eleita presidente da Comissão do Direitos da Mulher no último dia 11 com mandato de um ano. Ela é a primeira mulher trans e negra a presidir a comissão. Em seu discurso de posse, Hilton afirmou que “esta presidência não é apenas um nome, é o símbolo de uma democracia que se expande. Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país”. Entre as suas prioridades, a deputada citou fiscalizar a rede de proteção e as Casas da Mulher Brasileira, enfrentar a violência política de gênero e promover políticas de saúde integral para as mulheres. Segundo um levantamento feito pela Agência Diadorim, Hilton que foi eleita em 2022 já apresentou 26 projetos de lei envolvendo os direitos das mulheres sobre temas como violência de gênero, saúde, trabalho e reconhecimento histórico.

De Dilma a Lula 3, Comissão da Mulher na Câmara teve presidentas com ideologias diversas.
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#Portugus #CmaradosDeputados #Diversidade #Feminismo #Gnero #Poltica

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> _Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a Newsletter da Pública, enviada sempre às sextas-feiras, 8h. Para receber as próximas edições,__inscreva-se aqui_ _._ Ao pintar a cara de marrom para desqualificar as mulheres trans em sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo, a deputada Fabiana Bolsonaro (PL-SP) demonstrou de forma exemplar como o racismo, a transfobia e o desdém pelos direitos universais das pessoas andam de mãos dadas e se combinam na visão da extrema direita sobre a sociedade. Também deu ainda mais argumentos para a escolha de Erika Hilton (PSOL-SP), a primeira mulher trans e negra a ser eleita deputada federal no Brasil, assumir a presidência da Comissão da Mulher da Câmara. **Além de enfrentar a transfobia e, portanto, a violência de gênero, que é a mesma por trás da “****epidemia de feminicídio****”, Erika compartilha do sofrimento das mulheres negras – as mais atingidas pela violência e desigualdade.** Não é à toa que é uma das deputadas mais ativas do Congresso – e também das mais influentes nas redes – com quatro projetos de lei aprovados neste mandato e outros em debate, como o fim da escala 6×1 além de 26 propostas específicas para garantir direitos das mulheres. Já Fabiana – que não é parente dos Bolsonaro famosos, como sua colega, Valéria Bolsonaro (PL-SP), prima de Jair – compartilha das convicções da extrema direita, representada pelo PL, e do racismo explícito aliado à conhecida misoginia do presidente da “fraquejada”. Seu único projeto aprovado na Assembleia é o que institui o “Dia da Família Cristã”. Cinco dias antes da performance racista de Fabiana, em uma sessão extraordinária da Assembleia Legislativa, Valéria Bolsonaro, mais conhecida pela frase “o feminismo mata” do que por sua atuação parlamentar ou por realizações como ex-secretária da Mulher, criticou a escolha de Hilton afirmando que ela não teria “vivência biológica” para ser presidente da Comissão da Mulher na Câmara. “Quando eu falo de vivência biológica, eu falo de maternidade, eu falo de amamentação, eu falo de reprodução humana, coisa que uma deputada trans não tem a menor experiência e jamais vai conseguir saber do que se trata, e não existe nenhum problema nisso”, afirmou Valéria. **Ou seja, para a deputada e ex-secretária da Mulher de Tarcísio de Freitas, Erika Hilton pode até ser parlamentar, mas jamais mulher. Aliás, por esse critério, apenas as mães teriam a “vivência” de mulheres.** Não é à toa que seu discurso se assemelha tanto ao do homem machista padrão, caso do apresentador Ratinho, apologista da violência policial, que diz “não ter nada contra pessoas trans”, mas criticou a escolha de Hilton exatamente por isso. “Mulher tem que ser mulher, ela é trans. Para ser mulher, tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata [por] três, quatro dias. Eu sou contra [a eleição dela para presidir esta comissão]. Eu acho que deveria deixar uma mulher [no cargo]”, disse em seu programa no SBT. A partir daí instalou-se uma disputa nas redes sociais de alto engajamento – houve 956 mil postagens sobre o assunto nos últimos sete dias, de acordo com o Instituto Democracia em Xeque. Além dos esperados perfis de direita em defesa das “ideias” de Ratinho, e de um apoio maior da esquerda à deputada Erika Hilton, **um fenômeno se destacou: o das mulheres que se dizem “feministas” e se aliaram às bolsonaristas tradicionalistas no linchamento, não apenas contra Hilton, mas contra todas as pessoas trans.** O mais chocante, em relação às feministas, é que afirmações como a de Valéria, Fabiana e Ratinho significam um ataque contra todas as mulheres que não resumem sua identidade ao seu aparelho reprodutor. Não por acaso, a cooptação das feministas pela extrema direita, um fenômeno mundial, pelo menos no Brasil está associada a organizações de mulheres que se definem como “maternas”, “maternalistas” e por aí afora. De acordo com a revista Azmina, a articuladora central desse movimento é a Matria (Associação de Mulheres, Mães e Trabalhadoras do Brasil), uma ONG fundada há pouco mais de dois anos, que tem 300 associadas e jura dispor apenas de recursos doados por elas. Além de disseminar mensagens transfóbicas em sua rede com 50 mil seguidores, atua com advocacy (lobby social) e litigância predatória (uso recorrente de ações) no Judiciário para reverter direitos de pessoas trans. A Matria não defende o direito ao aborto, o combate à violência de gênero e a igualdade de direitos entre gêneros. Segundo a reportagem de Azmina, além da pauta antitrans, têm como bandeiras temas como a maternidade, a alienação parental e a exploração sexual de meninas. É pela transfobia que se daria a articulação da organização entre a extrema direita e as “feministas”, em uma espécie de conluio pela “supremacia do útero” de entusiasmar qualquer patriarca. Também foi a Matria que organizou a vinda recente da relatora da ONU, Reem Alsalem, ao Brasil. Recebida no Congresso, no STF e na UnB, destacou-se por declarações transfóbicas, como “homens trans são mulheres” e a defesa da exclusão das mulheres trans dos espaços femininos. “Ser um homem ou uma mulher é uma realidade material, como uma cadeira ou uma girafa. Mulheres são fêmeas biológicas adultas, e homens são machos biológicos adultos”, disse, ofendendo também a lógica com a comparação descabida. Erika é boa de briga na defesa de direitos negados, como a vida a ensinou a ser. Ela e seu partido entraram na Justiça contra as falas discriminatórias das deputadas de sobrenome Bolsonaro. Ela também falou com o SBT para pedir a retratação da emissora e disse ter tomado “todas as providências judiciais cabíveis” contra o apresentador e a emissora. A deputada enfrentou com altivez o show de horror na primeira sessão que presidiu nesta terça-feira – agora ela é alvo de um pedido da oposição, liderada por Chris Tonietto (PL-RJ), para anular a eleição que venceu para a presidência da comissão. Mas, ainda que consiga mais uma vez se impor dentro das regras democráticas, como sempre fez, resta a imensa tristeza de ver uma parte do movimento feminista se degradar a ponto de nos jogar em um Conto da Aia, do qual tanto lutamos para escapar. **Claramente é o ódio contra as pessoas trans, e não o amor pelas mulheres, que une esse pessoal**. Já vimos esse filme antes. E ele não acaba bem.

Quando ser fêmea é mais importante do que ser mulher.
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#Portugus #Feminicdio #Feminismo #Gnero #LGBTQIA #Transfobia

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As mulheres contribuíram em importantes descobertas da história, desde a compreensão da estrutura do DNA às tecnologias que permitiram o desenvolvimento do Wi-Fi e do Bluetooth. Ainda assim, seguem enfrentando obstáculos e desigualdade de gênero no mundo da ciência. Entre elas estão desafios de financiamento, jornadas duplas e tentativas de silenciamento. Muitas pesquisadoras ainda precisam disputar não apenas espaço, mas também reconhecimento pelo próprio trabalho. Em entrevista ao **Pauta Pública** , a física Márcia Cristina Barbosa, fala sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na produção científica e reflete sobre a importância de dar visibilidade e aproximar as conquistas e o conhecimento científico da sociedade. Reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e membro da Academia Brasileira de Ciências, Barbosa também destaca que o conhecimento científico enfrenta ataques, desinformação e disputas políticas. Para ela, a ciência passa a ser alvo justamente quando confronta interesses ou apresenta verdades incômodas. “Quando a ciência começa a dizer que fumar faz mal à saúde, ela vira inimiga. E, às vezes, ela incomoda, porque ela vai dizer que uma certa coisa que tem produção não funciona”, afirma. Leia os principais pontos da conversa e ouça o podcast completo abaixo. __ __ ## EP 206 Mulheres na ciência e as barreiras que ainda persistem – com Marcia Cristina Barbosa 6 de março de 2026 · Integrante da ABC, Márcia Cristina Barbosa, fala sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na produção científica __ __ 0:00 -:– __15 __15 ______ ____ Veja mais episódios desta série **Como está hoje a presença das mulheres na ciência? Houve avanços?** As áreas biológicas e ciências sociais melhoraram muito. A área de física e da tecnologia mais _hard_[envolve disciplinas baseadas em observação sistemática e estudo do mundo natural], como as engenharias química e ambiental, também melhorou, mas aquela engenharia mecatrônica e a informática, elas ou ficaram iguais ou pioraram, porque se a mulher quer ir para a ciência, ela vai para onde ela vê mais espaço. O que a gente não conseguiu ainda? A gente não conseguiu o topo. Estou terminando um artigo em que a gente mostra que nos artigos mais citados, as mulheres estão em um percentual baixo até nas áreas onde elas são maioria, como na ciências sociais e na saúde. Essa bolha do cientista super, hiper reconhecido, a gente ainda não venceu. E, nesses artigos super citados, as mulheres também não estão nas posições principais. A gente precisa de mudanças no sistema, e mudanças que operem em vários níveis. Um movimento muito importante é o _Parent in Science_ , que tenta resolver a questão da parentalidade para mães e pais na ciência. Isso ajuda numa fase da carreira, ali pelos 30 anos. Mas o poder é outra coisa. O poder envolve um estereótipo do que é uma pessoa poderosa, e esse estereótipo foi construído na cabeça das pessoas. Eu ganhei um prêmio internacional importante, o L’Oréal-Unesco, e me reuni com outras cientistas premiadas. Muitas delas são cientistas excelentes, mas nem sempre têm consciência da questão de gênero. Em uma conversa, perguntei: o que uma mulher precisa para ser uma boa cientista? E disseram: tem que ser bem falante, decidida, impressionar as pessoas. Mas eu conheço vários físicos que falam olhando para o chão e têm carreiras brilhantes. Essas qualidades são exigidas das mulheres, não dos homens. Então, além de fazer ciência, a mulher precisa fazer um esforço extra, porque ela será sempre cobrada. Eu sabia que meu grupo tinha que ser muito bom. A gente não podia ser medíocre. Os homens podem ser medíocres, mas a gente não podia ser. O sistema te manda uma mensagem muito clara: você só vai chegar ao topo se se abandonar. E, se você se abandona, quando chega lá em cima não consegue mudar o sistema. Eu sempre tive um plano: subir sem deixar de ser quem eu sou, para poder transformar as coisas quando tivesse mais poder. Só que isso é muito difícil, porque você sofre críticas o tempo todo. **Qual é a relação entre o fortalecimento democrático e o fortalecimento da ciência, pensando no negacionismo e desinformação?** Se a gente olhar a história da ciência, nós nunca fomos muito bons em falar com o público. Isso é uma fraqueza dos cientistas. Durante muito tempo, a ciência esteve ligada aos faraós, depois à igreja, depois aos Estados e às empresas. Mas raramente falava diretamente com as pessoas. Mesmo assim, a ciência seguiu avançando porque produz conhecimento que, no mundo capitalista, vira produto. Então, é de interesse. Quando é que a ciência começa a apanhar? Primeiro, quando ela traz a verdade inconveniente, como “fumar faz mal à saúde”, aí ela vira inimiga. Ou quando ela começa a ter consciência. E,às vezes, ela incomoda, porque ela vai dizer que uma certa coisa que tem produção não funciona. Quando ela começa a fazer isso, ela confronta quem fez ela crescer. O capitalismo fez ela crescer, a revolução industrial fez crescer, o Estado fez ela crescer. E ela, aos pouquinhos, está se dando conta que ela tem que finalmente falar com as pessoas. Mas,cada vez que um cientista sai desse papel do acadêmico, formal, e vai falar com as pessoas, é atacado. E isso é ainda mais forte quando quem fala é uma mulher. A democracia é essencial para enfrentar esse cenário. Quando governos começam a atacar universidades, ciência e diversidade, isso enfraquece a capacidade de um país produzir conhecimento e se preparar para o futuro. **Como você avalia a cobertura da ciência pela mídia?** Eu sou a favor de uma coisa: cubram errado, mas cubram. Porque aí a gente tem espaço para dizer: não é assim, é assado. Mesmo quando as pessoas não entendem o método científico, isso abre espaço para explicar que não existe um único método, que cada área funciona de uma forma diferente. Isso precisa ser discutido na escola, precisa aparecer na mídia. A ciência é autorregulada. Às vezes, dois cientistas discordam, batem boca, defendem ideias diferentes, e isso faz parte do processo. No final, com o tempo, a gente chega a um consenso. Acho importante que jornalistas busquem boas fontes. Hoje existem iniciativas como a plataforma Bori, que ajudam a encontrar especialistas confiáveis. Mas, mesmo quando a cobertura erra, ainda assim é importante falar de ciência. Porque colocar ciência no debate público permite que o assunto seja discutido. E, na ciência, a verdade pode demorar um pouco, mas ela aparece.

Mulheres rompem barreiras na ciência, mas desafios persistem.
- bsapub
apublica.org/2026/03/mulheres-rompem-...
#Portugus #Cincia #Diversidade #Gnero #Mulheres

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Original post on ursal.zone

8M é uma data anticapitalista: leituras para fortalecer a luta feminista com até 40% de desconto.
- bsbtpo
blogdaboitempo.com.br/2026/03/08/8m-e-uma-data...
#Colunas #Lanamentosereimpresses #Destaque […]

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> _Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a Newsletter da Pública, enviada sempre às sextas-feiras, 8h. Para receber as próximas edições,__insc_ _r_ _eva-se aqui_ _._ “Parabéns, pelo seu dia, guerreira”. Fico imaginando quantas de nós vamos receber esse tipo de cumprimento no dia 8 de março, acompanhado de flores, bombons e presentinhos que combinam com a louvada “delicadeza” das mulheres. O adjetivo “guerreira”, mais do que reconhecimento da força, soa algo cínico, como se o perigo, que nos tira a paz, não viesse precisamente deles – **dos homens que nos homenageiam**. Elogios que mais se assemelham a uma condenação. Seja nos versos do poeta, “uma mulher tem que ter um molejo de amor machucado, uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher, feita apenas para amar, para sofrer e ser só perdão”; ou no sermão do pastor, “Deus delegou à mulher o papel de auxiliar do marido, ele é o líder, mas o papel dela é de extrema importância, pois ela foi criada com intuição e sensibilidade aguçadas para o cuidado e para manter a harmonia familiar”. Na linguagem crua do predador, “delicada” ou “submissa” significa disponível, violável, vulnerável como um cão abandonado, a quem se espanca apenas por não poder se defender. A resistência, ou a “tristeza”, da presa não é mais que excitação para o macho consolidar seu poder; o “não” desesperado da vítima é um convite para a violência, seja na nudez indefesa da menina ou no hábito da freira idosa no convento. Não se trata de metáforas de gosto duvidoso, mas de fatos concretos, tirados de acontecimentos recentes. Uma adolescente que vai com o namorado, colega de escola, para um encontro amoroso em um apartamento em Copacabana e é apanhada na armadilha do estupro coletivo, xingada, violada e espancada por outros quatro homens da maneira mais covarde. Uma freira de 82 anos de idade, morta e estuprada em um convento no Paraná por um homem de 33 anos, a quem ousou interpelar. Como provam as estatísticas, não são casos isolados. **No ano passado, o Brasil registrou um****estupro****a cada 6 minutos, mais de 83 mil casos** , o que representa cerca de 10% do número real, segundo um estudo do Ipea divulgado em março do ano passado. Não é à toa que 82% das mulheres relataram ter “muito medo” de serem estupradas em uma pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão em 2025. E tem mais: também no ano passado, 1.568 brasileiras foram mortas por serem mulheres, vítimas de feminicídio. A maior parte delas (59,4%) assassinada por seus parceiros íntimos ou ex-parceiros (21,3%). **Quantas terão recebido flores e juras de amor de seus algozes antes de serem mortas?** Desde crianças, sofremos abusos mais ou menos graves em casa, nas ruas, nas escolas – uma pesquisa da ONG Serenas que ouviu 1.300 professores do Ensino Fundamental ao Médio constatou que 70% dos docentes já viram meninos sexualizando meninas ou fazendo cantadas indesejadas no ambiente escolar; 42% deles também presenciaram meninos tocando e acariciando meninas de forma desrespeitosa ou sem consentimento. **Se isso não for cultura do estupro, não sei como chamar.** E parece que estamos andando para trás. Não temos mais educação sexual nas escolas, por exemplo, e sequer podemos falar sobre igualdades e desigualdades de direitos entre gêneros. Termos como “ideologia de gênero”, que nunca foram mais do que ilusão, e ameaças bem concretas aos professores impedem o debate mais do que necessário em um momento de superexposição de crianças e adolescentes à pornografia e à presença de grupos e padrões misóginos nas redes sociais. Perguntei à reitoria do Colégio Pedro II, onde estudavam a vítima e três dos acusados do estupro em Copacabana, esses expulsos da escola, quais são suas políticas de prevenção de violência e assédio. A resposta: “Agradecemos o interesse da **Agência Pública** em abordar as ações desenvolvidas pelo Colégio na área de educação sexual e prevenção ao assédio. No momento, não teremos disponibilidade para conceder entrevista sobre o tema. Informamos, contudo, que a Instituição está elaborando uma nota oficial para tratar do assunto de forma detalhada, a qual será encaminhada assim que estiver finalizada.” **Nesse 8 de março, não queremos mais justificativas, desculpas, flores e bombons.** Também não queremos mais o spray de pimenta na bolsa, o coração disparado de susto, o medo de sair de casa. As políticas de combate à violência contra a mulher e à desigualdade de gêneros, assim como a construção de redes de apoio sólidas, têm que ser prioridade do Estado e da sociedade. E o olhar honesto para o espelho, o dever de cada homem. Lembro de outra vítima de estupro coletivo, essa uma menina de 16 anos atacada por mais de 30 homens, em 2016. Além da violência extrema, os agressores gravaram um vídeo e divulgaram nas redes sociais, merecendo aplausos e comentários jocosos de outros homens – seria mesmo exagero dizer que todo homem é um estuprador em potencial? Entrevistada no Fantástico, sobre que punição esperava para os agressores, ela respondeu: “Só desejo que eles tenham uma filha mulher”.

Neste 8 de março, não nos deem flores – elas estão cheirando a velório.
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## EP 206 Mulheres na ciência e as barreiras que ainda persistem – com Marcia Cristina Barbosa 6 de março de 2026 · Integrante da ABC, Márcia Cristina Barbosa, fala sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na produção científica __ __ 0:00 -:-- __15 __15 ______ ____ Veja mais episódios desta série As mulheres contribuíram em importantes descobertas da história, desde a compreensão da estrutura do DNA às tecnologias que permitiram o desenvolvimento do Wi-Fi e do Bluetooth. Ainda assim, seguem enfrentando obstáculos e desigualdade de gênero no mundo da ciência. Entre desigualdades de financiamento, jornadas duplas e tentativas de silenciamento, muitas pesquisadoras ainda precisam disputar não apenas espaço, mas também reconhecimento pelo próprio trabalho. Às vésperas do 8M, Dia das Mulheres, Andrea Dip recebe no Pauta Pública a física Marcia Cristina Barbosa, professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e membro da Academia Brasileira de Ciências. Ela fala sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na produção científica e reflete sobre a importância de dar visibilidade e aproximar as conquistas e o conhecimento científico da sociedade.

Mulheres na ciência e as barreiras que ainda persistem – com Marcia Cristina Barbosa.
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