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04/01 - #Ditadura #Golpe #militares #Burguesia - 7

Temos #Ódio e #Nojo à #Ditadura! -

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RI Cris @crisvector Via ‪@zcastro.bsky.social‬ - #DiaDaMentira #Assassinatos #Censura #Corrupção #Tortura #Perseguição -

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Vladimir Herzog Tenha acesso a biografias de diversas personalidades nacionais e internacionais, de todos os ramos de atividade

04/01 - #Ditadura #Golpe #militares #Burguesia - 6

#VladimirHerzog, o #Vlado, jornalista assassinado pela #ditadura em 25/10/1975 no DOI-Codi em Sampa -

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Via Hudson Lacerda* - #DiaDaMentira #Assassinatos #Censura #Corrupção #Tortura #Perseguição -

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Quando te disserem que a Ditadura só perseguiu guerrilheiro comunista, mostre esse vídeo. TikTok video by Prof. Vítor Soares

04/01 - #Ditadura #Golpe #militares #Burguesia - 5

Quando te disserem que a #ditadura só perseguiu #Guerrilheiro #Comunista, mostre esse vídeo

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RTT profvitorsoares - #CarlosAlexandreAzevedo - #DiaDaMentira #Assassinatos #Censura #Corrupção #Tortura #Perseguição -

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04/01 - #Ditadura #Golpe #militares #Burguesia - 4

"Quando eu falava dessas cores mórbidas,
Quando eu falava desses homens sórdidos...
você não escutou."

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RI @wendellnarkedmi - #DiaDaMentira #Assassinatos #Censura #Corrupção #Tortura #Perseguição -

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Há quarenta anos, o último domingo de março deixou de ser apenas um dia no calendário para José. Transformou-se em um rito, uma peregrinação solitária que ele cumpria com devoção até o antigo DOI-CODI, um porão da tortura no Brasil ditatorial. Quando os velhos amigos daquela época sombria, companheiros das prisões no Congresso da UNE em Ibiúna, perguntavam o motivo de tal penitência, a resposta vinha serena: “Não é por mim, é por Maria”. O tempo, que costuma apagar tantas coisas, trouxe companhia a José. Desde 2019, as ruas de São Paulo passaram a abrigar a Caminhada do Silêncio. Velhos camaradas da geração de 1968 juntaram-se a jovens militantes em uma marcha sem palavras de ordem, sem cânticos inflamados. Apenas passos mudos, lutando pela memória, pela verdade e pela justiça, lembrando as vítimas de um Estado que se voltou contra os seus. A caminhada percorre o que chamam de “circuito militar”. Parte daquele conjunto de edifícios onde funcionou a maior máquina de dor da ditadura brasileira. A multidão silenciosa avança, passa pela praça que homenageia os pracinhas da Segunda Guerra, desce a Abílio Soares e cruza o Círculo Militar e o Comando Militar do Sudeste. Chega, por fim, à Assembleia Legislativa, onde discursos no passado selaram destinos trágicos, como o do jornalista Vladimir Herzog. Mas a história de José e Maria tem suas próprias cicatrizes, desenhadas muito antes dessas caminhadas. Em 1976, José, formado em desenho industrial e trabalhando como projetista, foi traído. Um falso colega, um agente infiltrado que se dizia chamar Carlos, mas que a história revelaria ser Adolfo, escutou os planos de greve e os entregou. A noite de março estava quente quando José chegou em casa e encontrou o terror sentado em sua sala. Maria estava algemada, o rosto já marcado pela violência. Os invasores, vestidos com roupas comuns para não despertar suspeitas na vizinhança, jogaram os dois em uma Kombi. No DOI-CODI, a separação. Maria, alheia à militância do marido, sofreu o indizível. José, preso ao pau-de-arara, recebia choques enquanto seu corpo suportava o peso do mundo. Ele não entregava ninguém. A resistência de José enfureceu os torturadores, que trouxeram Maria. Diante das ameaças e do abuso sofrido pela mulher que amava, José cedeu. Assinou uma confissão forjada e entregou alguns nomes para “os filhos da puta” (era assim que eles os chamavam). Maria foi solta no dia seguinte. Ele, dias depois, voltou para casa em 31 de março. Uma data que o país lembrava por um motivo, mas que para ele ganhou o peso do fim. A vida de José desmanchou-se aos poucos. Maria nunca mais foi a mesma. O trauma lhe roubou a fome, a paz e o amor. Em 15 de janeiro de 1985, enquanto o Brasil assistia à eleição indireta de Tancredo Neves e o Barão Vermelho cantava que o dia nasceria feliz, o coração de Maria parou. Foi a partir de 1986 que José começou a se reerguer, cultivando o hábito de voltar àquele portão de ferro. Ele, um homem sem religião, não rezava. Apenas ficava ali, murmurando a canção de Roberto Carlos que Maria tanto amava: “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”. Uma música que, como ele descobriria mais tarde, também falava de exílio e de saudade. E assim, em um dia bonito de outono em São Paulo, fotografei José de costas no instante exato de sua comunhão silenciosa. De cabelos brancos e escassos, vestindo uma camisa social azul de mangas curtas, suas mãos calejadas agarram com firmeza as grades cinzentas e espessas do portão do antigo porão ditatorial. Ele olha para dentro, para o pátio vazio e para os prédios de janelas basculantes que guardam tantos ecos. Atrás das grades, o passado; Vlado e tantos outros, do lado de cá, um homem que não esquece. O silêncio coletivo da caminhada encontra o silêncio particular de José. Sem palavras de ordem, apenas pessoas caminhando democraticamente. Um país, e um homem, sempre em busca de sentido. *** _Os nomes e os eventos narrados na crônica são todos ficcionais, porém baseados em centenas de depoimentos de vítimas da repressão ouvidos pelo autor ao longo de seu trabalho como repórter e coordenador de comunicação da Comissão Nacional da Verdade (CNV). A foto de “José” foi tirada no dia 29 de março de 2026, na sexta edição da Caminhada do Silêncio, em São Paulo, aos 62 anos do golpe militar de 1964._

O silêncio de março.
- bsapub
apublica.org/2026/04/doi-codi-e-ditad...
#Portugus #Direitoshumanos #Ditaduramilitar #Militares #Poltica

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04/01 - #Ditadura #Golpe #militares #Burguesia - 3

Em 1964 #civis ricos e #militares deram 1 #Golpe de estado no 🇧🇷 #Brasil depondo o então presidente João Goulart, com apoio dos 🇺🇲 #EUA e implantaram uma #Ditadura por 21 anos

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Foto via ‪@jaqueventurini1.bsky.social‬

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memorialdademocracia on Instagram: "Hoje a maior tragédia da história política brasileira completa 62 anos. Em 31 de março de 1964, teve início um longo período que in…" Hoje a maior tragédia da história política brasileira completa 62 anos. Em 31 de março de 1964, teve início um longo período que interrompeu o processo democrático construído nas décadas anteriores.Por 21 anos, censura, perseguição, tortura e medo marcaram a vida de milhares de brasileiros e brasileiras.📲Para que NUNCA mais aconteça, visite o @memorialdademocracia, o museu virtual do @institutolula, e ajude a manter a memória viva! #DitaduraNuncaMais

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1° de abril = 62 anos da ditadura empresarial militar no 🇧🇷‬ #Brasil -

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Via @memorialdademocracia -

21 anos de #Censura, #Perseguição, #Tortura e #Medo -

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04/01 - #Ditadura #Golpe #militares #Burguesia - 1 -

#Golpe de estado no 🇧🇷 #Brasil: a farsa que tentam repetir como tragédia

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Via ‪@justicaglobal.bsky.social‬ - [1-11] -

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El secretario de Defensa Pete Hegseth bloquea ascensos de oficiales por raza, género o afiliación política El secretario de Defensa estadounidense, Pete Hegseth, ha tomado medidas para bloquear o retrasar los ascensos de más de una docena de oficiales de alto rango, principalmente mujeres y personas negras, en las cuatro ramas de las Fuerzas Armadas. Según fuentes internas, algunos de estos bloqueos podrían estar motivados por la raza, el género o la supuesta vinculación de los oficiales con políticas de la Administración Biden. La intervención de Hegseth ha generado preocupación tanto dentro de las ramas militares como en la Casa Blanca, ya que el proceso habitual de promoción se basa en el mérito y no suele ser manipulado por la oficina del secretario de Defensa. En los últimos meses, Hegseth ha destituido a altos mandos, incluido el jefe del Estado Mayor del Ejército, Randy George, y ha bloqueado ascensos recomendados para oficiales sin investigaciones en curso, lo que rompe con la práctica habitual. Se informa que las razones para la exclusión incluyen apoyo previo a medidas como la vacunación contra el COVID-19, programas de diversidad e inclusión, o vínculos con antiguos mandos considerados políticamente contrarios a Hegseth. Este patrón de intervención ha generado críticas de que se están politizando los ascensos y afectando la confianza del cuerpo de oficiales en el sistema de promociones, proyectando la carrera de estos oficiales bajo criterios no relacionados con el desempeño profesional.

El secretario de Defensa Pete Hegseth bloquea ascensos de oficiales por raza, género o afiliación política

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#militares #discriminación #pentágono

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Acceso restringido impide verificar presencia de militares ucranianos en Libia La noticia original de RFI pretendía informar sobre la supuesta presencia de militares ucranianos en el oeste de Libia. Sin embargo, al intentar acceder al artículo, el usuario se encontró con un mensaje de denegación de acceso por motivos de seguridad, lo que impide confirmar la veracidad y los detalles de la información. Este bloqueo indica que la fuente directa no está disponible públicamente y sugiere que cualquier análisis sobre la presencia militar ucraniana en Libia no puede basarse en el contenido original. Por tanto, cualquier mención de tropas ucranianas en Libia debe considerarse provisional hasta que se disponga de información verificable. La situación subraya la importancia de evaluar fuentes seguras y accesibles antes de difundir información sensible sobre conflictos internacionales.

Acceso restringido impide verificar presencia de militares ucranianos en Libia

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#libia #militares #ucrania

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Trump destituye al jefe del Estado Mayor y a otros mandos militares en medio de la crisis con Irán  Leer

Trump destituye al jefe del Estado Mayor y a otros mandos militares en medio de la crisis con Irán:  Leer #Trump #CrisisConIrán #Militares

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Quanto custa montar um aparato repressivo? Em setembro de 1969, a Força Pública do Estado de São Paulo encaminhou ao governador do Estado um orçamento para a constituição de um “Plano de Mobilização Anti-Insurrecional” no valor total de 7.253.100 cruzeiros novos, a moeda da época, pouco depois da constituição da Operação Bandeirante, a Oban. Criada em julho de 1969, na esteira do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, a Oban era um órgão semiclandestino e supostamente não possuía verba oficial para operar. Nos primórdios, funcionou nas dependências do 2º Batalhão da Polícia do Exército, na rua Tomás Carvalhal, Vila Mariana, cidade de São Paulo. Mas a quantidade de presos aumentou, assim como a quantidade de pessoas envolvidas no órgão, e foi necessário mudar de local. Foi quando o governador Abreu Sodré cedeu parte das dependências nos fundos da 36ª Delegacia de Polícia que ficava na rua Tutoia, onde passou a funcionar efetivamente. Para ajudar, o prefeito da cidade à época, Paulo Maluf, mandou que fossem instalados postes de iluminação e asfaltou uma área próxima ao distrito policial, na avenida Sargento Mario Kozel Filho, cujo nome foi dado em 13 de agosto de 1969. Na mesma época, a prefeitura gastou 140 mil cruzeiros novos em uma construção para isolar o Quartel General do II Exército. “Havia uma corrida para reorganizar a repressão e a Força Pública, sugere este documento, que parece buscar os recursos para se transformar na Polícia Militar”, avalia Marcelo Godoy, autor do _A Casa da Vovó_ – uma biografia do DOI-Codi (2014). Ao propor um orçamento para sua atuação como “força anti-insurrecional”, a Força Pública de São Paulo inseria-se no debate sobre a segurança pública imaginada pelo regime militar. As datas e valores corroboram a ideia que o investimento do Estado nesse Plano foi aproveitado na estrutura da Oban/DOI-Codi, mas não se conhece comprovação documental desse fato. Ligada ao II Exército, a Oban ganhou o nome de DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações – Centro de Operações de Defesa Interna) em 1970, quando o sistema passou a ser institucionalizado, antes de se espalhar pelo país. Ainda em 1969, a Força Pública do Estado foi transformada pelo governo ditatorial na Polícia Militar como parte da reorganização da repressão política e também para crimes comuns. A essa altura, a força da guerrilha armada já não era segredo: em 13 de agosto de 1969, a revista _Veja_ colocara em sua capa o título “Os terroristas – Quem são? Onde estão? O que querem?” O valor do orçamento elaborado pela Força Pública, atualizado até novembro de 2025 pelo IGP-DI (FGV), alcança a casa de R$ 83,8 milhões. A título de comparação, a indenização para vítimas da ditadura militar no Brasil – mortos e desaparecidos políticos – é calculada com base em critérios estabelecidos por lei. Esse valor máximo hoje é de R$ 100 mil – ou seja, o orçamento para criação de um aparato de repressão tal qual planejado seria suficiente para indenizar 838 vítimas da ditadura no país. Era também um valor maior do que o previsto para o policiamento motorizado do Estado, de acordo com o próprio autor do documento. Para o policiamento, estariam previstos, em 1969, 5.617.862 cruzeiros novos – mas o recurso teria sido totalmente cortado. ## **Os militares que assinaram o orçamento** Localizado no Arquivo do Estado de São Paulo por pesquisadores que subsidiaram os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, o orçamento foi encaminhado ao então governador Roberto Abreu Sodré em 9 de setembro de 1969 (pouco mais de três semanas após a reportagem da _Veja_) pelo General Olavo Viana Moog (que atualmente dá nome a uma escola estadual no Jardim Celeste, na zona oeste de São Paulo). Na primeira página dele, uma anotação à mão pede “muita atenção a esse pedido”, seguida da assinatura de Moog e antecedida pela definição, essa a máquina, de “reservado”. Moog ocupou o cargo de secretário de Segurança de São Paulo entre agosto de 1969 e março de 1970. Depois, foi um dos responsáveis pela repressão aos guerrilheiros do PC do B na Guerrilha do Araguaia, no início da década de 1970. A proposta de reequipamento da Força Pública foi aprovada pelo coronel Confúcio Danton de Paula Avelino, de acordo com o despacho nº 23-607/F4. O comandante geral da corporação determinou ainda a elaboração de lista de preços para custeio das despesas apontadas no relatório, no que foi prontamente atendido, de acordo com o ofício nº 1-047-S01, pelo chefe do Serviço de Finanças da Força Pública, major Eleuses Dias Peixoto. “Documentos administrativos têm muito a contar sobre a forma de funcionamento dos órgãos de repressão. Cada vez mais, a busca em arquivos não convencionais traz informações que, associadas a documentos da Oban/DOI-Codi, elucidam dúvidas e lacunas”, avalia a historiadora Deborah Neves, coordenadora do GT Memorial DOI-Codi e pesquisadora da Unifesp, autora da tese _Construindo o Poder; ditadura e obras públicas em São Paulo_ (1965-1978). Ela também é autora do livro “ _A persistência do passado_ : patrimônio e memoriais da ditadura em São Paulo e Buenos Aires”. Ato Público de Memória “DOI-Codi 50 anos do golpe”, em 2014. “Foi assim durante o estudo de tombamento que identificamos na Procuradoria do Patrimônio Imobiliário o processo que tratou da cessão do terreno da Rua Tomás de Carvalhal firmada entre o Governo do Estado de São Paulo e o II Exército, além da identificação do Projeto de Lei que viabilizou a construção do muro do Quartel por parte da Prefeitura de São Paulo. Esses documentos provam a articulação no uso do orçamento dos diferentes entes federativos para atuar na repressão”, diz Neves. O orçamento feito pelo major Eleuses Dias Peixoto tem um preâmbulo, um plano de mobilização contra as forças anti-insurrecionais assinado pelo coronel João Áureo Campanha que detalha as necessidades materiais e de organização de uma Força Anti-Insurrecional. Neste texto, Campanha avalia que “a Força Pública não tem condições de concentrar seus efetivos, a não ser que prejudique os serviços policiais. Entretanto, as unidades do Exército Brasileiro, que estão, estrategicamente, localizadas no Estado, possuem a necessária concentração de forças”. No desenho feito pelo coronel, “a solução consequente será coordenar os órgãos de segurança da corporação com as unidades do Exército Brasileiro”. O coronel prevê ainda que toda operação que supere o âmbito regional deve ser coordenada pelo Estado Maior da Força Pública e que “dispositivos especiais deverão ser montados visando surpreender o inimigo em suas atividades” – para Campanha, toda ação policial deve ser “ofensiva”, “seja no combate à delinquência comum, seja contra dispositivos de insurreição armada”. Para Marcelo Godoy, o fortalecimento da repressão exigia alguma acomodação entre a Polícia Civil, a Força Pública e o Exército. A elaboração deste documento pela Força Pública mostra uma disposição deste grupo policial com a ideia de colaborar fortemente na repressão política e, assim, colocar-se também numa posição de disputar os recursos para se reequipar e se expandir. De acordo com o livro _A Casa da Vovó_ , a Polícia Militar, criada a partir da Força Pública, “forneceu ao longo dos anos 70% do pessoal” do DOI-Codi, que atuou em “todos os setores da unidade”. Antes de chegar a Moog, o relatório de Campanha e o orçamento de Peixoto foram entregues e aprovados pelo então coronel Confúcio Danton de Paula Avelino. ## **A contribuição de banqueiros e empresários** O custo da compra de equipamentos coincide com um número igualmente relevante para o período: o valor supostamente arrecadado por banqueiros e empresários durante encontro realizado no Clube São Paulo, no casarão que pertenceu à Dona Veridiana da Silva Prado, na Rua Dona Veridiana, em Higienópolis, na mesma época. O jornalista Elio Gaspari afirma, em seu livro _A ditadura escancarada_(2002), que “a reestruturação da PE [Polícia do Exército] paulista e a Operação Bandeirante foram socorridas por uma ‘caixinha’ a que compareceu o empresariado paulista” no segundo semestre de 1969. Gaspari se baseou em documentos dos arquivos de Golbery do Couto e Silva e Ernesto Geisel, entre outros, além de série de entrevistas concedidas pelo ex-governador de SP Paulo Egydio Martins (1988), o empresário Paulo Sawaya (1990) e o banqueiro Gastão Vidigal (1995). Golbery foi general do Exército e um dos principais ideólogos da ditadura militar no Brasil. Esteve à frente do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), criado em 1961 com o objetivo de defender a iniciativa privada e, principalmente, conspirar politicamente contra governos nacionalistas considerados de esquerda. Ele esteve à frente do SNI durante sua criação em 1964 e manteve enorme influência entre 1960 e 1970, tendo ocupado a Casa Civil do governo do presidente Ernesto Geisel (1975-1979). Ainda segundo Gaspari, o recolhimento de contribuições para financiar o que chamavam de luta contra a subversão foi feita dentro do clube dos banqueiros (oficialmente o nome era Clube São Paulo, um lugar de reuniões da aristocracia e empresariado paulista), que pertencia a Gastão Vidigal, dono do Banco Mercantil de São Paulo, e irmão de Luís Eulálio Bueno Vidigal, dirigente da Cobrasma, onde, em 1968, uma grande greve metalúrgica foi reprimida com ajuda de blindados do Exército. Na citação de Gaspari, sobre a reunião no palacete, é informado ainda que o ministro Antonio Delfim Netto apresentou aos empresários o problema da falta de verbas para a estruturação ao combate à repressão em São Paulo. Eles então assumiram o compromisso de pagar os gastos. Foi Gastão Vidigal quem “mencionou a cifra (‘500 milhões’), mas não se mostrou seguro a seu respeito. Lembra-se, contudo, que ‘era muito dinheiro’”. Um encontro especial no segundo semestre de 1969 contou com a presença de donos de pelo menos 15 grandes instituições financeiras. De acordo com o jornalista, Vidigal havia fixado em 500 mil cruzeiros novos a contribuição aos benemerentes presentes nesse encontro no Clube São Paulo. Aqui, é relevante fazer a conta: 500.000 x 15 = 7.500.000, ou apenas 246.900 cruzeiros novos a mais do que o indicado no orçamento. Apesar desta coincidência de número, Godoy avalia que o orçamento da Força Pública não deve ter sido feito para a constituição da Oban, embora faça parte do contexto de transformações no aparato repressivo da época. Outros pesquisadores também registram as reuniões de empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e os encontros no Clube São Paulo. René Dreifuss, em _1964: A conquista do Estado. Ação política, poder e golpe de classe_ (1981) também conta a história do financiamento da Oban. Os almoços no palacete da Dona Veridiana, feitos só para homens convidados por Gastão Vidigal eram frequentes, praticamente semanais. Discutia-se política e economia. Foi numa dessas reuniões que primeiro se passou o chapéu para o aparelhamento da Oban, segundo ele. Dreifuss também registra a presença de Delfim Netto e de 15 outros sócios num almoço entre agosto e setembro de 1969. Gastão Vidigal e Delfim, então ministro da Fazenda, teriam pedido a ajuda financeira para montar a Oban. O orçamento, neste caso, pode ter sido feito antes ou depois dela, ou seja, pode ter sido montado em torno do valor arrecadado (na hipótese de se inserir numa disputa pelos recursos) ou, num outro sentido, ter orientado o valor das doações. ## **Prática recorrente de financiamento, segundo os relatos** Os comensais já estavam acostumados com tal tipo de solicitação. Meses antes já haviam participado, e contribuído, com outra ‘caixinha’, para ampliar o efetivo da Polícia do Exército na capital. Tal ajuda financeira foi assim descrita pelo general Ernani Ayrosa da Silva, que chefiou o Estado-Maior do II Exército, em São Paulo, de maio de 1969 a janeiro de 1971, de acordo com descrição feita pelo ex-comandante do DOI-Codi, o major Carlos Alberto Brilhante Ustra, no livro _A verdade sufocada_ (2007): “Por uma solicitação do general Canavarro ao Ministro, antes de atingirmos um mês de Comando, já recebíamos autorização para ampliar o efetivo da Polícia do Exército, de Companhia para Batalhão. Somente um óbice iríamos enfrentar: não receberíamos nenhuma ajuda em recursos para a transformação do quartel e melhoria das precárias instalações. Não nos intimidamos com a realidade. Surge aqui com muito vigor a presença infinitamente grande de uma pessoa que já convivia conosco e que de pronto assumiu o encargo de coordenar os recursos para a ampliação do quartel que abrigava 200 homens para 960 policiais”, afirma Ustra no livro, referindo-se ao general Canavarro. Outro jornalista, Sebastião Pereira da Costa, no livro _Não verás nenhum país como este: um relato cronológico da violência e do arbítrio_ , avança mais um pouco no debate sobre a atualização do material e equipamento do aparelho repressivo, através do provimento de capitais privados para a reestruturação das operações militares e policiais contra o inimigo interno. Costa indaga, justamente, acerca da proveniência do financiamento e da cooperação econômica e de agentes privados com a Oban: “E onde conseguir os recursos para tocar essa máquina monstruosa, visto que era um órgão paramilitar e extraoficial? Fácil. Assim como os perdigueiros farejam perdiz a quilômetros de distância, há gente que fareja dinheiro. Corre daqui e dali, alguns telefonemas. Pronto”. Sebastião Pereira da Costa dá nomes: “o grupo Ultra, por seu diretor, Henry Boilesen, a General Motors, a Ford, a Mercedes e a Brown-Boveri e empresários nacionais, contatados por Fuad Lutfalla, se dispõem a bancar os custos da Oban, que se instala, provisoriamente, nas dependências do 36º Distrito Policial, na rua Tutoia, bairro do Paraíso, em São Paulo”. Boilesen frequentava as sessões de tortura na Tutoia e foi morto por um comando da Aliança Libertadora Nacional em abril de 1971. Conforme registro de pesquisa de René Armand Dreifuss, desde os tempos da conspiração das classes proprietárias e dominantes aglutinadas no complexo Ipes, em São Paulo, o grupo Fuad Lutfalla dispunha dos serviços jurídicos do advogado Alfredo Buzaid, além de se vincular, familiar e economicamente, ao político Paulo Salim Maluf, casado com Sylvia Lutfalla Maluf. O cientista político Moniz Bandeira, no livro _Cartéis e desnacionalização. A experiência brasileira_ (1975) destaca um artigo do jornalista Manfred von Conta, do _Süddeutsche Zeitung_ , de Munique, Alemanha, que informa que “as iniciativas de setores radicais do regime e do industrial Henning Boilesen, do Grupo Ultra, se deveram à institucionalização, em 1969, dessas contribuições financeiras, para a formação de um fundo destinado a subvencionar a repressão política”. Boilesen atuava, também, como membro do Conselho Orientador do Ipes São Paulo, ao lado de outras figuras do empresariado paulista ligado ao regime militar. Em sua obra, René Armand Dreifuss acrescenta que “incluía-se entre os responsáveis pela consolidação de um esquema de apoio financeiro para o aparelho repressivo da polícia e das Forças Armadas. H. Boilesen reuniu um grupo de empresários que contribuíam financeiramente e forneciam equipamentos para as organizações de segurança. Esse apoio mostrava uma outra dimensão da coordenação entre empresários e militares”. O Ipes São Paulo teve entre seus fundadores João Baptista Leopoldo Figueiredo, que era primo do ex-presidente general João Baptista Figueiredo. Segundo o jornalista Elio Gaspari, no já citado _A ditadura escancarada_ , embora desde 1964 fosse semeada “a associação entre interesses empresariais e os da segurança”, esta relação colaborativa e solidariedade política, econômica e militar, de fato, “floresceu em julho de 1969”. “A Fiesp atirou com um manifesto em que denunciou o ‘vandalismo’ das ‘falanges da subversão e do genocídio’. O presidente da Federação do Comércio, José Papa Jr., garantiu sua solidariedade às Forças Armadas, ‘que se cobriram de glórias nas trincheiras e nos céus da Europa’ […] Chegou o momento de dizer basta!, acrescentou o presidente da Confederação Nacional do Comércio, Jessé Pinto Freire. O governador Abreu Sodré advertiu: ‘Não há lugar para fracos ou covardes na presente situação: ou se está a favor da ordem que constrói ou pela desordem que destrói’”. O texto ainda apresenta mais detalhes da colaboração de empresários paulistas para com a repressão promovida pela ditadura. Importante citar que já naquela época a federação dos industriais mantinha uma diretoria formada por militares. No filme _Cidadão Boilesen_ , o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz uma avaliação do significado da contribuição dos empresários para a repressão. “Isso foi importante politicamente para o regime, porque solidarizaram-se setores empresariais com o regime: ‘vocês também estão com a mão aqui’. Não é por causa do dinheiro em si, dinheiro, o governo tinha, foi um apoio político, selado através do dinheiro”. ## **Inimigos internos: quem eram os alvos da operação** Diagrama apresenta o que os militares chamavam de “Mecanismo da Subversão”; nele estão ‘potências estrangeiras’, ‘agente locais’, ‘sistema de segurança’, ‘sistema econômico’, ‘estrutura psico-social’ e ‘sistema político’ O documento da Força Pública apresenta um desenho de como deveria ser o combate à esquerda e afirma haver a necessidade de renovar os equipamentos e materiais utilizados na luta contra os “inimigos internos”. A polícia, segundo o Plano Político e Militar de Segurança Interna, estava defasada e não possuía os equipamentos necessários para combater os supostos subversivos. A lista de compras presente no orçamento possui diversos itens, que vão desde veículos até linhas telefônicas e outros itens que foram incorporados por militares no combate aos opositores do golpe militar. O objetivo era comprar 100 viaturas para a Rádio Patrulha; 10 carros de transporte de presos e recuperação de 60 viaturas. Para as operações anti-insurrecionais seriam compradas 8 caminhonetes para transporte de materiais, 8 furgões e 5 peruas. Já para as operações de surpresa e assalto seriam necessários 10 caminhões 4 x 4 para transporte de tropa, 50 geradores portáteis e respectivos conjuntos de iluminação. Também pede a aquisição de 54 armários de aço, com chave de segredo, para guardar armas. O negócio incluiria ainda obras de instalação de um Centro de Operações e Comunicações, 300 transceptores VHF móvel, 100 rádios HT e 50 linhas telefônicas da Companhia Telefônica Brasileira; combustível, lubrificantes e manutenção de viaturas durante período de quatro meses e reforço de alimentação dos agentes. Nessa época, não havia um centro de recepção de chamados policiais (como funciona hoje o número 190), e essa questão parecia ser urgente para a Força Pública. Todos esses veículos listados – perua, viaturas básicas, furgões, camionete, picape, caminhões de transporte de tropas e de carga – tinham como fabricantes e fornecedores General Motors, Volkswagen, Ford, Scania, Mercedes Benz, Chrysler e FNM. São empresas que tiveram seus nomes atrelados à cooperação para com a repressão militar aos opositores da ditadura e lideranças de trabalhadores e de organizações civis, além, claro, de constar no relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Segundo destaca o jornalista Marcelo Godoy no seu livro, para equipar o Exército no combate à subversão, montadoras de veículos, como Volkswagen, GM e Ford, enviaram carros à Oban. Além das fabricantes de veículos, destaca o repórter, outras empresas colaboraram para o funcionamento da Oban/DOI-Codi. “A Supergel mandava comida congelada, que se transformava nas quentinhas do DOI, e a Ultragaz emprestava-lhe caminhões”. ## **Orçamento foi localizado em pesquisas para a Comissão Nacional da Verdade (CNV)** O orçamento da Força Pública para a ação anti-insurrecional está detalhado no livro _Repressão sociedade anônima – Banqueiros, fabricantes de veículos e metalúrgicas na repressão aos trabalhadores na ditadura militar_ , de Eduardo Reina e Maria Angélica Ferrasoli, que será lançado pela Alameda Casa Editorial no início de 2026. A documentação foi localizada pela equipe de pesquisadores coordenada por Joana Monteleone e Haroldo Ceravolo Sereza em 2013, num trabalho para subsidiar a Comissão Nacional da Verdade. Em 2016, eles, junto com Rodolfo Machado, Vítor Sion e Felipe Amorim, lançaram o livro _À espera da verdade_ – histórias de civis que fizeram a ditadura militar, também publicado pela Alameda. Havia, por parte dos pesquisadores, alguma dúvida se a peça tinha tido uso ou não para a criação da Oban, o que ainda permanece como uma dúvida. O cruzamento com os valores declarados por testemunhas, feito recentemente pelos jornalistas Eduardo Reina e Maria Angélica Ferrasoli, por outro lado, deu a certeza de que o orçamento em alguma medida foi relevante no contexto, podendo ter sido resultado ou um dos fatores ligados à reorganização repressiva do período. A leitura do documento permite inferir, também, que o desenho institucional do DOI-Codi, combinando a participação de militares do Exército e policiais civis e militares de São Paulo, também estava ligado ao contexto em que o documento foi produzido.

Ditadura: Polícia de SP tinha orçamento de R$ 84 milhões para montar aparato repressivo.
- bsapub
apublica.org/2026/04/ditadura-policia...
#Portugus #Direitoshumanos #Ditaduramilitar #Exrcito #Militares #PolciaMilitar #SoPaulo

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Soldados norcoreanos muestran gran preparación física en enfrentamientos en Kursk, según oficial ucraniano El teniente coronel ucraniano Pavel Rozlach ha destacado en una entrevista con LB.ua la sorprendente preparación física de los soldados norcoreanos desplegados por Rusia en la región de Kursk. Según Rozlach, estas tropas cubren largas distancias con su equipo completo, se desplazan rápidamente hacia las posiciones enemigas y mantienen una capacidad de combate notable incluso bajo condiciones extremas. A pesar de que su tecnología militar está rezagada en comparación con la de otros grupos, su disciplina y resistencia los convierten en una fuerza formidable en el terreno. Rozlach también señaló que los norcoreanos se resisten a rendirse, considerando el cautiverio como una deshonra absoluta, lo que en algunos casos ha llevado a intentos de suicidio para evitar la captura. Este análisis se produce en un contexto donde, según el presidente Zelenski, aproximadamente 10.000 soldados norcoreanos se encuentran en territorio ruso a finales de febrero de 2026. La información refleja la preocupación por la eficacia de estas tropas en el conflicto, así como los riesgos que implica enfrentarlas debido a su determinación y preparación física. Rozlach concluye que comparando a los mercenarios de Wagner con los soldados norcoreanos, los primeros se asemejan a niños de pecho, destacando la seriedad y el entrenamiento de estos últimos.

Soldados norcoreanos muestran gran preparación física en enfrentamientos en Kursk, según oficial ucraniano

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#norcoreanos #militares #guerra

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FAM-Fuerzas Militares 283 #ABRIL2026
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Operaciones Epic Fury🇺🇸/Roaring Lion🇮🇱
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Irán: la respuesta🇮🇷
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TikTok destaca a jóvenes militares gastando mucho dinero antes de ser desplegados Un vídeo de TikTok publicado por la bailarina Charm Daze ha captado la atención de miles de usuarios al mostrar su experiencia con jóvenes militares que frecuentan el club donde trabaja antes de ser desplegados. Charm Daze señala que muchos de estos hombres gastan grandes cantidades de dinero en el club, lo que refleja tanto su deseo de disfrutar como el estrés y la carga emocional que sienten antes de la partida. La bailarina enfatiza que no pretende difundir información falsa sobre los despliegues militares, sino compartir sus observaciones sobre el comportamiento de estos jóvenes. Además, destaca la juventud de los soldados y su amabilidad, y admite sentirse conmovida emocionalmente por la situación. Este fenómeno abre un debate sobre el bienestar psicológico de los militares jóvenes y cómo afrontan la ansiedad y la presión antes de ser enviados a zonas de conflicto. El vídeo también pone de relieve la interacción entre civiles y militares en entornos de ocio y cómo estas experiencias pueden ofrecer una perspectiva humana sobre la vida de quienes se preparan para el servicio activo.

TikTok destaca a jóvenes militares gastando mucho dinero antes de ser desplegados

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#militares #jóvenes #tiktok

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ÚLTIMA HORA | Irán amenaza con atacar las residencia de los políticos y comandantes de EEUU e Israel 

https://youtu.be/Jrn_DZQSg6k

#ultimahora #iran #eeuu #israel #trump #orientemnedio #geopolitica #guerra #amenaza #seguridad #militares #noticias #breakingnews #negociostv

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EEUU tiene más de 50 mil efectivos desplegados en el Medio Oriente El Gobierno de Estados Unidos tiene ya más de 50.000 efectivos desplegados en Medio Oriente, unos 10.000 más de lo habitual, luego de un mes del inicio de la guerra con Irán y mientras el presidente Donald Trump evalúa sus próximos pasos, según informó este domingo el diario The New York Times. El despliegue de […] Este artículo EEUU tiene más de 50 mil efectivos desplegados en el Medio Oriente se publicó primero en Diario El Mundo | Noticias de Honduras y el Mundo.

#Internacionales #EEUU #Militares EEUU tiene más de 50 mil efectivos desplegados en el Medio Oriente

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Ataque iraní en Arabia Saudí deja heridos y daños en aviones estadounidenses El viernes, un ataque con misiles y drones iraníes en la base aérea Prince Sultan en Arabia Saudí causó heridas a al menos diez militares estadounidenses, dos de ellos de gravedad, y provocó daños en varias aeronaves de reabastecimiento. Este incidente se produce apenas un día después de que el presidente Donald Trump afirmara que Irán había sido 'aniquilado', mientras que el secretario de Defensa Pete Hegseth destacaba la rápida neutralización militar de la nación. No es la primera vez que la base es objetivo de ataques iraníes; anteriormente, el 1 de marzo, el sargento Benjamin N. Pennington resultó herido y falleció días después. Actualmente, más de 300 soldados han sido heridos en el conflicto en curso, aunque la mayoría ha regresado a sus funciones, permaneciendo 30 fuera de servicio y 10 gravemente heridos. La administración Trump ofreció un plan de alto el fuego de 15 puntos con Pakistán como intermediario, aunque Irán niega negociaciones. El país persa ha facilitado el envío de ayuda humanitaria y productos agrícolas a través del estrecho de Ormuz, mientras los precios del combustible se disparan globalmente. Ante la situación, el Pentágono prepara el despliegue de 1.000 paracaidistas de la 82.ª División Aerotransportada y dos unidades de Marines, sumando unos 5.000 efectivos adicionales, aunque el secretario de Estado Marco Rubio aseguró que los objetivos se pueden alcanzar sin tropas de tierra, dejando abierta la posibilidad de ajustarse a contingencias.

Ataque iraní en Arabia Saudí deja heridos y daños en aviones estadounidenses

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#irán #arabiasaudí #militares

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TODO ES GEOPOLÍTICA: Trump prepara el "golpe final", Irán blinda su isla y Putin se frota las manos

https://youtube.com/live/Zv_mEXRSl-I

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ÚLTIMA HORA ¿El fin de la OTAN? Trump sentencia a la alianza por su inacción en Irán 

https://youtu.be/9jqd6iT81g8

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DIRECTO | TENSIÓN EN LA OTAN: MARK RUTTE ANTE LA ESCALADA DE LA GUERRA EN IRÁN Y LA AMENAZA GLOBAL

https://youtube.com/live/MEbRbJCR75Q

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Sube a 34 el número de militares colombianos muertos en accidente de un avión Hércules Sube a 34 el número de militares colombianos muertos en accidente de un avión Hércules

📣 New Podcast! "Sube a 34 el número de militares colombianos muertos en accidente de un avión Hércules" on @Spreaker #a #accidente #avion #colombianos #de #el #en #hercules #militares #muertos #numero #sube #un

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INFORMATIVO: Irán ataca el portaaviones USS Abraham Lincoln, Trump se contradice y ataque de Rusia

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¿Qué cambia con la carrera militar como profesión de riesgo? Defensa abre la vía para reconocer la carrera militar como profesión de riesgo y activar una jubilación anticipada sin recortes ni castigos La decisión del Ministerio de Defensa de abrir el procedimie...

¿Qué cambia con la carrera militar como profesión de riesgo? #felizmiercoles #25demarzo #Defensa #FuerzasArmadas #CarreraMilitar #ProfesionDeRiesgo #JubilacionAnticipada #MargaritaRobles #Militares #SeguridadSocial #España #Actualidad #Politica #Ejercito donporque.com/carrera-mili...

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Tropas estadounidenses expresan preocupación y descontento ante la escalada de Trump contra Irán Conforme el conflicto entre Estados Unidos, Israel e Irán entra en su cuarta semana, los militares estadounidenses muestran creciente preocupación y descontento ante la estrategia de la administración Trump. La orden de enviar miles de marines y marineros adicionales al Medio Oriente ha generado dudas entre soldados activos y reservistas, que denuncian falta de planificación y protección adecuada frente a misiles balísticos y drones iraníes. Trece militares han muerto y más de 230 han resultado heridos hasta la fecha. Algunos expresan que no quieren convertirse en 'peones políticos' ni morir por intereses ajenos, como los de Israel. La situación ha provocado un aumento significativo en solicitudes de objetores de conciencia, reflejando un cambio cultural dentro del ejército hacia una mayor crítica a las operaciones militares en el extranjero. Además, las recientes ofensivas de Israel en Gaza y la percepción negativa de los jóvenes estadounidenses hacia Tel Aviv incrementan la reticencia de las tropas a participar. Expertos advierten que la falta de un plan claro y la utilización de las fuerzas armadas con fines políticos podrían derivar en un conflicto prolongado y costoso similar a las guerras de Irak y Afganistán, con implicaciones graves para la seguridad nacional de Estados Unidos.

Tropas estadounidenses expresan preocupación y descontento ante la escalada de Trump contra Irán

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Padre de militar muerto desmiente declaraciones de Hegseth sobre apoyo a la guerra en Irán Charles Simmons, padre del sargento mayor Tyler Simmons, uno de los seis militares fallecidos la semana pasada en un accidente aéreo en Irak, ha desmentido públicamente las declaraciones de Pete Hegseth. Hegseth había afirmado que algunas familias Gold Star le pedían que no detuviera la guerra en Irán y que “terminara el trabajo”. Sin embargo, Simmons declaró en NBC News que él nunca expresó ese tipo de mensaje y que la conversación con Hegseth se centró únicamente en la trayectoria militar de su hijo. Aunque no puede hablar por otras familias, asegura que ese no fue el tema que trató durante el encuentro en la base aérea de Dover. El portavoz del Pentágono, Sean Parnell, defendió a Hegseth, afirmando que mostró respeto por las familias y que los detalles de esas conversaciones son privados. La polémica recuerda incidentes previos con Donald Trump, quien también aseguró haber recibido mensajes similares de familiares durante traslados de cuerpos de militares, versión que fue puesta en duda por testigos. Simmons expresó sus dudas sobre la guerra, señalando que ya ha causado al menos 13 muertos y que espera que las decisiones tomadas sean necesarias. Este caso evidencia la tensión y la sensibilidad en torno a la comunicación de los funcionarios militares con las familias de soldados fallecidos y la interpretación pública de sus declaraciones.

Padre de militar muerto desmiente declaraciones de Hegseth sobre apoyo a la guerra en Irán

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#militares #irán #familias

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🏷️ #Venezuela #EEUU #Militares #CIA #GobiernoTutelado

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¿Atacar la isla de Jark “sólo por diversión”? El preocupante mensaje de Donald Trump

https://youtu.be/UvqKjHDcFVA

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