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Trabalhadores Sem Terra bloqueiam rodovia em Tocantins, em setembro de 2025, para pressionar pela desapropriação de duas propriedades rurais. Foto: MST/Divulgação _Por Daniel Camargos Do Repórter Brasil_ O TERCEIRO GOVERNO do presidente Lula (PT) passou os dois primeiros anos sem desapropriar latifúndios improdutivos para destiná-los à reforma agrária. A prática só foi retomada em 2025, ainda de forma bastante tímida, segundo dados do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) analisados pela Repórter Brasil. Os números foram obtidos com exclusividade pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. A planilha reúne os decretos desapropriatórios editados, em hectares, entre 1995 e janeiro de 2026, e mostra que não houve nenhum centímetro de terra desapropriado em 2023 e 2024, justamente nos anos seguintes ao governo de Jair Bolsonaro (PL), quando essa medida foi interrompida. Considerando apenas os anos fechados de 2023, 2024 e 2025, o governo petista desapropriou 13,3 mil hectares, ficando abaixo do observado nos dois últimos anos do governo de Michel Temer (MDB), com 14,3 mil hectares em 2017 e 2018. Os dados disponíveis são organizados por ano, o que impede separar com precisão as desapropriações realizadas pela segunda gestão de Dilma Rousseff (PT) e por Temer em 2016, ano do impeachment da ex-presidente. _Arte: Rodrigo Bento/Repórter Brasil_ Com a inclusão das desapropriações de janeiro de 2026, o volume do governo Lula 3 sobe para 20,8 mil hectares, área equivalente a do município do Recife. No entanto, a diferença para outros momentos da série histórica é ampla. No primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), por exemplo, foram desapropriados 7,3 milhões de hectares, uma extensão comparável à da Irlanda. Desde então, os números foram caindo a cada gestão, com queda ainda mais acentuada a partir do segundo governo Dilma. O total desapropriado no primeiro mandato da ex-presidente, contudo, supera em quase 20 vezes o resultado alcançado até agora por Lula 3. João Pedro Stédile, fundador do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e um de seus principais líderes, interpreta os dados como sinal da ausência de uma política estruturada de reforma agrária. “O Brasil não tem um projeto de desenvolvimento nacional que oriente as ações do governo, os investimentos e as prioridades”, afirmou à **Repórter Brasil**. Para ele, a forma como os resultados são apresentados mistura ações distintas e dificulta a compreensão do que de fato corresponde à redistribuição de terras. Stédile classifica esse procedimento de “malandragem”. _Arte: Rodrigo Bento/Repórter Brasil_ ## Diretora do Incra diz haver mudança na forma de obter terras Em entrevista à **Repórter Brasil** , a diretora de Obtenção de Terras do Incra, Maíra Coraci, disse que o que houve no governo Lula 3 foi uma mudança na forma de obter terras. “A desapropriação é o último instrumento”, afirmou. “Se eu posso resolver por compra, sem envolver o Judiciário, eu consigo dar a terra mais rápido para as famílias”, argumentou. Para Coraci, o objetivo continua sendo o mesmo, mas com menos conflitos e menos demora. Dados do Incra apresentados por ela indicam que, entre 2023 e 2026, foram obtidos 577,6 mil hectares para a reforma agrária por diferentes caminhos. A maior parte veio de compra e venda de terras, que somou 359,3 mil hectares. Já as desapropriações ficaram em cerca de 12,4 mil hectares no período. Também entram na conta áreas arrecadadas como terra pública, além de imóveis obtidos por leilão, doação e outros mecanismos. “A gente quer obter a terra pelo meio mais rápido e mais econômico possível”, disse. Coraci afirmou que, ao assumir, o Incra não tinha estrutura nem orçamento para retomar imediatamente as desapropriações, após um período de paralisação da política no governo Jair Bolsonaro. Segundo ela, foi preciso reconstruir a área responsável, recriar a diretoria de Obtenção de Terras e reorganizar processos que estavam parados há anos. A diretora também citou mudanças no campo, como o aumento do preço da terra e a redução de áreas consideradas improdutivas. Nesse cenário, diz, o governo optou por negociar sempre que possível. “Estamos tirando do latifúndio do mesmo jeito”, afirmou. “O que muda é o caminho”, entende. ## Governo Lula 3 adota critérios mais amplos de balanço da reforma agrária Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que as transformações ocorridas no campo brasileiro nos últimos anos, com o avanço do agronegócio, a expansão da produção agrícola e a pressão por produtividade, têm restringido a atuação do Estado, uma vez que tem sido mais difícil encontrar grandes imóveis improdutivos. Mas criticam a gestão Lula 3 por misturar mecanismos diferentes em seus balanços da reforma agrária. Isso porque o uso da área total de terras desapropriadas como critério de avaliação da política de reforma agrária não coincide com a forma como o atual governo apresenta seus resultados nesse campo. A estratégia é considerar o número de famílias alcançadas por diferentes modalidades de política fundiária, não necessariamente as que foram assentadas em terrenos desapropriados. No terceiro mandato de Lula, o governo passou a divulgar como principal balanço da política agrária o número de famílias incluídas no PNRA (Programa Nacional de Reforma Agrária). Entre 2023 e 2025, foram 229.991 famílias. Esse total reúne diferentes modalidades de atendimento, como assentamentos em novas áreas, regularização fundiária, reconhecimento de famílias e concessão de crédito e infraestrutura. _João Pedro Stédile, dirigente do MST, classifica de “malandragem” a forma como os resultados da reforma agrária são apresentados pelo atual governo. Foto: Lula Marques/Agência Brasil_ Em abril de 2024, no lançamento do programa Terra da Gente, o governo apresentou a meta de beneficiar 295 mil famílias até o final de 2026. O programa é a principal aposta do ministro do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Paulo Teixeira. A proposta teve como foco organizar as chamadas “prateleiras de terras”, um conjunto de imóveis previamente identificados e classificados conforme sua situação jurídica e viabilidade de destinação. “Não há reforma agrária nem clássica, nem popular”, avalia Stédile. Segundo o dirigente do MST, a atuação atual do governo na área é fragmentada e sem alcance suficiente. Ele também entende que não houve retomada consistente de vistorias em fazendas nem avanço relevante na incorporação de novas áreas. Sem enfrentar a concentração fundiária, diz, as medidas anunciadas pelo governo não configuram reforma agrária. ## ‘Reforma agrária é penalização do latifúndio’, afirma pesquisador Para o geógrafo Marco Mitidiero, professor da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e pesquisador da questão agrária, a forma como os dados são apresentados interfere diretamente na avaliação de uma política. “Reforma agrária é penalização do latifúndio”, afirma. Segundo ele, o que a define é a desapropriação de imóveis que não cumprem função social, medida que não pode ser confundida com outros mecanismos. “Regularização fundiária é regularização fundiária. Usucapião é usucapião. E reforma agrária é reforma agrária”, diz. Na avaliação do pesquisador, quando instrumentos diferentes são colocados sob a mesma rubrica, o resultado pode até crescer, mas perde precisão. Mitidiero aproxima essa leitura da obra do geógrafo Ariovaldo Umbelino (1947–2025), que foi professor da USP (Universidade de São Paulo) e é referência na geografia agrária brasileira. Em artigo publicado em 2006, intitulado _A não reforma agrária do MDA/INCRA no governo Lula_, Umbelino criticou justamente esse tipo de procedimento, já adotado na época. Para ele, ao reunir regularização fundiária, reassentamentos e outros mecanismos administrativos sob a mesma categoria, as estatísticas oficiais ampliavam os números sem que isso implicasse, necessariamente, a desapropriação de grandes propriedades ou mudanças na estrutura fundiária. ## Queda das desapropriações está ligada à transformação do campo, dizem especialistas A pesquisadora Yamila Goldfarb,presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária), entende que a queda nas desapropriações precisa ser analisada dentro de um contexto mais amplo de transformação do campo brasileiro, marcada pelo avanço do agronegócio e pela valorização das terras. “A desapropriação está ligada à improdutividade. E hoje é mais difícil encontrar grandes áreas improdutivas como no passado”, explica ela, que é professora visitante da Universidade Federal do ABC. Segundo a pesquisadora, a expansão da produção agrícola e a pressão por produtividade reduziram o universo de imóveis que podem ser enquadrados como não produtivos. Na prática, áreas que em décadas anteriores poderiam ser alvo de desapropriação passaram a ser incorporadas à lógica de mercado, ainda que de forma limitada ou com baixa eficiência. _Governo Lula 3 passou a divulgar como principal balanço da política agrária o número de famílias incluídas no Programa Nacional de Reforma Agrária. Foto: Ricardo Stucker/PR_ Goldfarb explica que esse cenário altera o alcance da política, sem eliminar sua importância. “Isso não significa que a desapropriação deixou de ser importante, mas que passou a operar em um contexto mais restrito”, afirma. Para ela, essa mudança ajuda a entender a redução dos números mais recentes, mas não resolve, por si só, o debate sobre o papel da reforma agrária hoje. A pesquisadora avalia que, em razão dessa transformação, o tema perdeu espaço no debate público e deixou de ser tratado como prioridade, inclusive em setores da esquerda. Segundo ela, isso ajuda a explicar não apenas os números, mas também a dificuldade de mobilização em torno da reforma agrária. ## ‘O fazendeiro tem que ser muito ruim para ser improdutivo hoje’, avalia pesquisador O engenheiro florestal Acácio Leite, vice-presidente da Abra, concorda: “O fazendeiro tem que ser muito ruim para ser improdutivo hoje”, afirma. “Encontrar uma área nessas condições é como achar uma agulha no palheiro”, diz. Segundo ele, a exigência de produtividade, combinada com o avanço tecnológico e a pressão de mercado, fez com que a maior parte das propriedades passasse a atender, ao menos formalmente, os critérios de produtividade exigidos pela legislação. Na prática, pontua, isso altera as condições em que o Estado pode atuar, restringindo o alcance da desapropriação como instrumento, sobretudo nas regiões mais integradas ao agronegócio, onde há maior controle sobre o uso da terra e maior capacidade de adaptação às exigências legais. Leite destaca ainda que a desapropriação de terras é um procedimento técnico e administrativo complexo, que depende de equipes estruturadas e de capacidade operacional. Antes da assinatura de um decreto, explica, é necessário realizar vistoria no imóvel, análise jurídica da propriedade, estudo da cadeia dominial e consulta a diferentes órgãos públicos sobre eventuais interesses na área. Um dos fatores para a ausência de desapropriações em 2023 e 2024, diz, foi o desmonte promovido no governo de Jair Bolsonaro, que extinguiu a diretoria responsável pela obtenção de terras. A retomada dessa estrutura ocorreu apenas no atual mandato e, segundo ele, “demorou dois anos para recriar”. Para Leite, esse intervalo ajuda a entender o vazio inicial nos primeiros anos de governo Lula 3, mas não explica sozinho o cenário atual. Ele chama atenção para o fato de que a desapropriação, além de limitada, envolve pagamento ao proprietário, o que impõe custos elevados ao Estado e condiciona sua aplicação a restrições orçamentárias. Edição **Igor Ojeda** * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy

Em 3 anos, governo Lula 3 desapropria menos terras para reforma agrária que Temer.
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#Notcias #GovernoLula #GovernoLula3 #ReformaAgrriaJ #ReformaAgrriaPopular

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_Families gather at a land occupation encampment in Paraná, Brazil, in 1996, at the start of a decadeslong dispute. Photo: Arquivo MST/PR via Courthouse News_ _By Marília Marasciulo From Courthouse News_ Geovane Cardoso was 7 years old when he and his family occupied part of the land owned by timber company Giacomet Marodin, later renamed Araupel, in Brazil’s southern state of Paraná. In the early hours of April 17, 1996, Cardoso, his parents and his eight siblings were among roughly 10,000 people who broke the lock on the gate of one of the largest estates in southern Brazil, marking the beginning of one of the state’s largest and longest-running land conflicts. Cardoso’s father worked on a farm “in exchange for food and a pair of boots.” According to him, the company’s land in Rio Bonito do Iguaçu was “the bogeyman of the region,” as it was “strictly forbidden to enter the area,” at the risk of being shot by armed guards. “To carry out the occupation, we needed many families,” he said. Movement leaders spent months gathering families in improvised encampments in the region before entering the land, in an effort to draw national attention to the conflict and make an immediate eviction by authorities more difficult. The occupation gained national and international attention after Brazilian photographer Sebastião Salgado documented the encampments, producing a series of images that became widely known. The years that followed were not easy. “I am a survivor of 1996,” Cardoso said. “It was very hard, there was little food. I spent 21 days in the hospital with anemia and malnutrition. Many children who would be my age today did not survive.” Over time, some areas were turned into settlements, but much of the land remained under judicial dispute, with eviction orders, new encampments and negotiations dragging on for decades. _Geovane Cardoso stands in a corn field in Paraná, where his family has lived since occupying the land in 1996. Photo: Geovane Cardoso via Courthouse News_ Nearly 30 years later, the conflict was resolved in January through an agreement between the companies and Brazil’s federal government. About 58,000 hectares (roughly 143,000 acres) will be allocated to the agrarian reform program, regularizing the situation of around 3,000 farming families already living on roughly 24,000 hectares (about 59,000 acres) and making the remaining land available for new settlements. In return, the companies involved in the dispute — Araupel S.A. and its affiliate Rio das Cobras Ltda. — will receive 584 million reais (about $184 million) through federal court-ordered payments, and will retain ownership of 680 hectares (about 1,680 acres) for industrial activities and regional development. “It is a historic moment in Brazil’s agrarian reform,” said Tarcísio Leopoldo, a leader of the Landless Workers’ Movement in Paraná. “It is unprecedented in the amount of land, the number of families involved and how the agreement was structured.” Maíra Coraci, director of land acquisition at Brazil’s National Institute for Colonization and Agrarian Reform, said the conflict involved a series of lawsuits disputing ownership of parts of the area, as well as eviction claims filed by the companies against families occupying the land. The negotiations began with an inspection to determine the value and legal status of different portions of the area. Based on that assessment, the agreement was structured so the government would pay for the portion deemed effectively private, while the companies acknowledged the remainder was public land. In addition to the companies and the land reform agency, the process involved the Office of the Attorney General, the Ministry of Agrarian Development and representatives of the families occupying the area. According to Coraci, a key factor that opened the door for negotiations was Resolution No. 510 issued by Brazil’s National Justice Council, which in 2023 created land conflict resolution commissions within courts and prioritizes mediation and dialogue in cases involving collective occupations before eviction orders are enforced. The policy aims to avoid immediate evictions and encourage negotiated solutions in disputes involving vulnerable communities. _Participants in a land occupation gather in Paraná in 1996 during the early stages of the conflict._Photo:_ Arquivo MST via Courthouse News_ Leador Machado, director of mediation and conciliation for agrarian conflicts at the Ministry of Agrarian Development, said the agreement shows disputes of this kind can be addressed through institutional negotiation. He said the conflict could have been settled much earlier if mechanisms created under Resolution 510 had already been in place, with the judiciary playing a central role in building agreements and coordinating solutions for complex land disputes. “A negotiated solution can be reached without the situation escalating into violence,” Machado said. He added that the institutional model created by the National Justice Council is likely to remain in place regardless of changes in government, as the resolution is already embedded in the judiciary’s structure. Brazil is among the countries with the highest number of killings of rural leaders, according to Chico Teixeira, a history professor at the Federal University of Rio de Janeiro and a leading scholar of the country’s agrarian history. In 2024, Brazil recorded 2,185 rural conflicts, the second-highest figure since 1985, according to the latest report by the Pastoral Land Commission, one of the country’s leading organizations tracking land conflicts. Thirteen people were killed that year, including five Indigenous people, three landless workers, two settlers, one small landowner, one squatter and one quilombola, a descendant of Afro-Brazilian enslaved people who escaped or were left behind and started settlements. Eight of the killings occurred in areas of agricultural expansion. Teixeira said violence in the countryside is linked to a historically concentrated land structure in Brazil, marked by the predominance of large estates since the colonial period. He noted agricultural expansion often occurs in areas contested by small farmers, traditional communities and Indigenous peoples, leading to recurring conflicts in regions where land is valued for export-oriented production. “The model of colonization established in Brazil from the beginning is monocultural, based on large landholdings and on slavery,” he said. _Farm workers cultivate land in a settlement in Paraná as part of Brazil’s agrarian reform program._Photo:_ Thiarles França via Courthouse News_ Carlos Frederico Marés, a law professor at the Pontifical Catholic University of Paraná who specializes in agrarian law, said the historical origins of land concentration also help explain why land conflicts in Brazil often end up in court and can drag on for decades. Much of the country’s rural property, he said, originated from irregular occupation processes that were later formally recognized by the state. This phenomenon, known in Brazil as “grilagem,” involves the appropriation of land through administrative fraud, court decisions or violence, contributing to the consolidation of large estates over time. He said although Brazilian law provides mechanisms to limit land concentration and expropriate properties that fail to fulfill their social function, these tools are rarely applied in practice. Court decisions and legal disputes over the past decades have created obstacles to the implementation of agrarian reform, he said, helping prolong land conflicts in the country. “It depends on the executive’s political will to carry out agrarian reform, but when there is political will, the judiciary creates obstacles,” he said. While acknowledging that agreements like the one reached in Paraná can represent a definitive solution for prolonged land conflicts, Marés said such negotiations tend to involve high costs for the state and often benefit landowners. The model, he said, effectively requires the government to pay for land whose ownership origins are often disputed. “If the judiciary ruled that the owner has no right because the title originated from land grabbing, the matter would be settled,” he said. “But the system ends up forcing agreements that benefit the landowner.” Alberto Luchi, an administrative law attorney at São Paulo-based Arruda Alvim, said Brazil’s legal system allows negotiated agreements “even in matters involving public interests, where, in theory, public interest cannot be waived and would prevail over private interests.” He said such arrangements can reduce costs for the state compared to traditional expropriation proceedings, which tend to drag on for years in court. Still, Luchi added “this case is unfortunately an exception,” as “the vast majority of expropriation cases extend over time.” “Right holders often die over the course of proceedings and their claims are passed on to heirs. There is also the budgetary issue, given that the Brazilian state has priority expenditures — health care, education, public security and public sector payroll — that require immediate payment,” he said. “But the resolution of a historic land conflict is certainly a good example to be followed in other ongoing cases.” _Children attend class in a school maintained by families in a rural settlement in Paraná. Photo: Thiarles França via Courthouse News_ Coraci said that while the agreement has ended a decadeslong dispute, land regularization is only the first step. The challenge now is to ensure conditions for families to establish themselves permanently in the area. “Families have been producing on that land for 20 years, but settlement is not automatic,” Coraci said. “They must go through a public selection process under agrarian reform rules. They receive a use concession, must work the land for at least 10 years to obtain title and must pay for it. There are several requirements.” Leopoldo said the movement’s goal is not full land ownership but stable access to productive use through instruments such as use concessions, keeping the land under public ownership. He added that selection processes have incorporated social criteria, such as prioritizing female-headed households and encouraging youth participation in managing plots. For Cardoso, who grew up in the occupation and now raises two children with his wife, the main expectation is access to credit, housing and schools. “The school we have today is maintained by the students’ parents. We rely on subsistence farming and dairy cows that we built up over time without any public funding,” Cardoso said. “We are working to set up a cooperative and get the machinery we need. The hope is to raise our children so they develop a connection to this way of life and stay in the countryside.” _Courthouse News reporter Marília Marasciulo is based in Brazil.___ * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy

After occupying land for decades, thousands of Brazilian families have the chance to put down roots.
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_Previsão é de que projeto beneficie 200 jovens e adultos de forma direta. Foto: Alice Muniz/Divulgação_ Do Brasil de Fato Nesta segunda-feira (16), a Escola Estadual de Formação e Capacitação à Reforma Agrária (Esef), ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), realizou o lançamento do projeto Campo-Cidade no assentamento Zumbi dos Palmares, localizado em Campos dos Goytacazes, norte fluminense. A iniciativa prevê a construção de uma agroindústria de beneficiamento de frutas e capacitação em economia solidária realizada em parceria com a Petrobras. “O projeto se articula no tripé geração de renda, sustentabilidade e direitos humanos. Ele está sendo executado em três municípios da região norte-fluminense: Macaé, São João da Barra e Campos dos Goytacazes”, explica a coordenadora-geral do projeto Livea Bilheiro. No núcleo 4 do assentamento Zumbi dos Palmares, em Campos, será instalada uma agroindústria de beneficiamento de frutas, para a transformação em polpa e geleias e alguns outros produtos como aipim e batata doce. “A ideia é que essa agroindústria atenda não só os assentados do assentamento Zumbi dos Palmares, mas também de outros assentamentos da região, fortalecendo a produção agroecológica e diversificando a produção na região, onde predomina o plantio de cana-de-açúcar”, acrescenta Bilheiro. O projeto também prevê a construção de centros de capacitação para a geração de renda e produção agroecológica de acordo com as especificidades de cada município. #### Dia histórico “Esse é o marco principal de valorizar esses 30 anos de resistência que o nosso povo no assentamento Zumbi dos Palmares, transformando essas terras que eram da usina São João, marcadas pelo trabalho análogo à escravidão, pela degradação ambiental”, disse a deputada Marina do MST (PT) ao **Brasil de Fato**. Na área onde se localiza o assentamento, a Usina São João, destinada ao beneficiamento de cana e abandonada desde a década de 1980. A ocupação realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), uma das primeiras no estado, foi feita em 12 de abril de 1997. Em outubro do mesmo ano saía o documento de posse. “Vir aqui assinar essa parceria com MST neste dia é histórico. Marca também a retomada do papel social da Petrobras, nesse novo momento do governo federal – desde 2023 para cá. Temos muito a caminhar ainda e vamos caminhar com muitos outros atores de movimentos sociais”, disse o gerente executivo de Responsabilidade Social da Petrobras, José Maria Rangel. #### Memorial Ainda dentro do projeto está previsto a construção do Memorial Cambahyba, por meio da implantação de um portal interativo e da produção de vídeos educativos. O Parque Industrial da Companhia Usina Cambahyba foi palco de lutas recentes e antigas dos trabalhadores. No período da ditadura militar, o local serviu de espaço para incineração de corpos de 12 desaparecidos políticos. O Complexo faliu em 1995 e desde então o MST realizou ocupações na região para que essas terras de 3.500 hectares fossem destinadas à Reforma Agrária. Cícero Guedes, assentado em Zumbi do Palmares, coordenou a ocupação desta usina e foi assassinado em 2013 com 12 tiros. Dez anos depois, o governo federal concedeu a posse da terra para os ocupantes do terreno. A criação do Memorial é uma demanda dos assentados desde 2023, quando o assentamento foi criado. Editado por: Vivian Virissimo * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy

Escola do MST no RJ lança projeto que envolve agroindústria e geração de renda.
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#Notcias #Agroindstria #Produo #Produoagroecolgica #ReformaAgrriaPopular #RiodeJaneiro

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_Foto: Anidayê Angelo_ _Por Anidayê Angelo Da Página do MST_ Depois de mais de uma década de resistência e produção de alimentos, famílias Sem Terra voltam a enfrentar a ameaça de despejo nas áreas da antiga Usina Guaxuma, em Alagoas. Diante da possibilidade de reintegração de posse, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lança a Campanha em Defesa dos Acampamentos do MST nas áreas da Usina Guaxuma, mobilizando a sociedade para defender o direito das famílias que vivem e produzem no território há mais de 10 anos. As áreas chegaram a ser objeto de negociação com o governo do estado para a criação de assentamentos da Reforma Agrária. No entanto, o processo foi interrompido, colocando novamente as famílias sob insegurança e ameaça de despejo. Para o Movimento, a situação evidencia a necessidade de retomada do diálogo e de soluções concretas que garantam o direito das famílias à terra e à continuidade da produção de alimentos. “Defender esses territórios é defender o direito das famílias de viver e produzir com dignidade. São mais de dez anos de trabalho coletivo, transformando áreas que antes serviam apenas ao latifúndio em espaços de produção de alimentos para o povo. O que está em jogo aqui não é só a permanência dessas famílias, mas a defesa de um projeto de campo que coloque a terra a serviço da vida e não da concentração e do lucro”, afirmou Margarida Silva, da Coordenação Nacional do MST. A campanha busca dar visibilidade à realidade das famílias acampadas e denunciar a contradição que se impõe: enquanto grandes extensões de terra permanecem concentradas e voltadas para monocultivos, centenas de trabalhadores e trabalhadoras que produzem os alimentos que vão para as mesas das cidades e feiras da região são ameaçados de perder tudo. Defender essas famílias é, portanto, também defender a produção de alimentos saudáveis e a função social da terra. ## Entenda o caso _Fotos: Anidayê Angelo_ Pertencente à massa falida do Grupo João Lyra, a região da antiga Usina Guaxuma abriga diversos acampamentos organizados por movimentos sociais do campo em Alagoas. Ao todo, são cinco acampamentos organizados pelo MST: Eldorado do Carajás, Marciana Serafim, Papa Francisco, Santa Maria e Imburi — todos fruto de ocupações realizadas em 2014 e que hoje se tornaram referência de produção e resistência no território. O acampamento Eldorado do Carajás reúne cerca de 100 famílias que vivem e produzem na área. Já o acampamento Marciana Serafim conta com aproximadamente 50 famílias acampadas. Na região também estão os acampamentos Papa Francisco, Santa Maria e Imburi, que somam dezenas de famílias organizadas na luta pela terra — 50 no Papa Francisco, cerca de 30 no Santa Maria e aproximadamente 70 no Imburi. Juntas, essas comunidades representam a persistência da luta pela terra e a capacidade de transformar áreas antes dominadas pelo latifúndio em territórios de vida, trabalho e produção de alimentos. Cercadas historicamente por grandes latifúndios de cana-de-açúcar, as áreas ocupadas pelas famílias Sem Terra demonstram, na prática, o que o Movimento chama de “fazimento”: a terra sendo colocada concretamente a serviço da vida. Nos roçados e quintais produtivos, as famílias cultivam macaxeira, batata, abacaxi, melancia, feijão, banana e maracujá, além de uma grande diversidade de hortaliças como quiabo, alface, couve e muito mais. _Foto: Anidayê Angelo_ A variedade de alimentos produzidos ao longo de todo o ano é garantida também pelo uso de sistemas de irrigação organizados pelas próprias famílias. Essa diversidade contrasta diretamente com a lógica da monocultura predominante na região, mostrando que a agricultura camponesa é capaz de produzir alimentos saudáveis, gerar renda e fortalecer a soberania alimentar. Com a campanha, o MST busca reafirmar que defender as famílias acampadas nas terras da antiga Usina Guaxuma é defender a continuidade de um projeto de campo que produz vida, trabalho e comida de verdade para o povo brasileiro. As famílias seguem mobilizadas, afirmando que ocupar, resistir e produzir continuam sendo os caminhos para garantir terra, dignidade e alimento na mesa do Brasil. _*Editado por Fernanda Alcântara_ * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy

MST lança campanha em defesa dos acampamentos nas terras da Usina Guaxuma, em Alagoas.
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Pela vida e contra a fome: MST reafirma a urgência da Reforma Agrária Popular na CIRADR+20.
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Análise de Conjuntura Agrária | Gilmar Mauro debate crise do capitalismo, agronegócio e Reforma Agrária.
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