A carreira 28 liga o Martim Moniz a Campo de Ourique, passando por muitos dos lugares de Lisboa onde o turismo mais viceja: Graça, Alfama, Sé, Baixa, Chiado… No século passado, a cidade chegou a ter cerca de 30 carreiras de elétricos amarelinhos; hoje sobram seis, e, sem o turismo, talvez já nem estas existissem. Por outro lado, os lisboetas que ainda resistem nestes bairros históricos queixam-se de que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um gajo ali do bairro conseguir entrar no 28. Os painéis de azulejos de São Vicente de Fora representam desde alegorias e episódios bíblicos a cenas do quotidiano, onde figuram todas as classes sociais. Azuis como o céu e belos como pássaros, devemos estes azulejos a António de Oliveira Bernardes, ao seu filho Policarpo, a Valentim de Almeida, António Pereira, Manuel dos Santos e quiçá a outros mestres do barroco, cujos nomes não chegaram até nós. Tram 28 connects Martim Moniz to Campo de Ourique, passing through parts of Lisbon where tourism thrives, such as Graça, Alfama, Sé, Baixa, and Chiado. In the past century, the city had around 30 tram lines; today, only six remain, and without tourism, perhaps not even these would still have their iconic yellow carriages. On the other hand, Lisbon residents who still endure life in these historic neighborhoods complain that it is easier for a camel to pass through the eye of a needle than for a local to squeeze onto Tram 28. The tile panels of São Vicente de Fora depict allegories, biblical episodes, and everyday scenes, featuring people from all social classes. As blue as the sky and as beautiful as birds, these azulejos were created by António de Oliveira Bernardes, his son Policarpo, Valentim de Almeida, António Pereira, Manuel dos Santos, and perhaps other Baroque masters whose names have been lost to time.
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