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26 anos de parceria popular: UFJF celebra a luta do MST com título Doutor Honoris Causa a João Pedro Stédile .
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#Notcias #Educao #JuizdeFora […]

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Neste Dia Internacional do Livro Infantil, confira 7 livros antirracistas para crianças e adultos.
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#Artigos #Notcias #Coletivoterraraaeclasse […]

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Educação Municipal em Cabedelo (PB): negligência, precarização e revolta A educação no Brasil enfrenta um momento muito difícil. Com os cortes nas verbas e um projeto de sucateamento acontecendo.

Educação Municipal em Cabedelo (PB): negligência, precarização e revolta.
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averdade.org.br/2026/03/educacao-municip...
#Educao #CortesnaEducao #RebelesenaUBES #UniodaJuventudeRebelio

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Brazil Conference 2026: Um pedacinho do Brasil ocupou os espaços de Harvard e MIT Evento levou debates para centros acadêmicos reconhecidos, dialogando sobre o futuro através das óticas plurais brasileiras

Brazil Conference 2026: Um pedacinho do Brasil ocupou os espaços de Harvard e MIT.
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#Educao #Poltica

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Jornada celebra a alfabetização de 30 mil educandos em áreas de reforma agrária: ‘Podemos agora resgatar o tempo perdido’.
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#Notcias […]

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Debate sobre clima e Reforma Agrária em Porto Alegre defende ruptura com capitalismo e agronegócio.
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mst.org.br/2026/03/31/debate-sobre-...
#Notcias #Agronegcio #Capitalismo #Clima #Debate #Educao […]

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“O que acontece nas nossas escolas hoje é um projeto político de desmonte da educação” - A Verdade Para tratar sobre o movimento estudantil e a situação das escolas públicas no Brasil, o jornal A Verdade entrevistou a estudante Yasmin Farias, militante

“O que acontece nas nossas escolas hoje é um projeto político de desmonte da educação”.
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#Educao #JornalImpresso #Juventude #Brasil #EdioImpressa #Jav329

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Governo Cláudio Castro abandona educação pública no RJ Graças à ALERJ e do Governo Cláudio Castro, o Rio de Janeiro é o único estado que não cumpriu os critérios do Fundeb.

Governo Cláudio Castro abandona educação pública no Rio de Janeiro.
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#Brasil #JornalImpresso #Juventude #EdioImpressa #Educao #Jav329 #RiodeJaneiro

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Com protagonismo do Maranhão, Brasil ganha escola integral técnica em território quilombola Iniciativa do IEMA leva Educação Profissional e Tecnológica a jovens quilombolas em Alcântara

Com protagonismo do Maranhão, Brasil ganha escola integral técnica em território quilombola.
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midianinja.org/com-protagonismo-do-mara...
#Educao

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Mística de Abertura da Formatura da EJA do Nordeste.
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#Vdeos #Alfabetizao #DireitosHumanos #Educao #Nordeste

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_Foto: Matheus Teixeira_ _Por Matheus Teixeira Da Página do MST_ No dia 26 de março, o Coletivo de Cultura do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Minas Gerais promoveu uma atividade reflexiva com os militantes do Movimento no exercício de unir o que a indústria cultural insiste em separar: pensamento crítico e criação coletiva. Com o tema “Indústria Cultural: Conceito, Contexto e Enfrentamentos”, o encontro trouxe para o coração de Belo Horizonte duas vozes que há anos investigam as entranhas da produção cultural sob o capitalismo. Agatha Azevedo, doutoranda em Comunicação pela UFMG e integrante do setor de comunicação do MST, e Ana Chã, militante do Coletivo de Cultura do MST, pesquisadora e autora do livro _Agronegócio e Indústria Cultural_ (Expressão Popular, 2018), conduziram uma roda de conversa que oscilava entre a teoria crítica e a experiência vivida nos territórios de luta. ## O que te entretém também te controla _Foto: Ana Miranda_ “Aquilo que te entretém, te deixa feliz, para que você siga trabalhando e produza mais, são formas de controle da nossa vida, da nossa identidade”, abriu Agatha Azevedo, provocando o círculo. “Nessa lógica, a gente só recebe, consome cultura, mas não cria, só aceita.” A fala tocou num ponto central da crítica frankfurtiana: a indústria cultural não é apenas entretenimento, é braço do capital. Seu produto mais valioso não é o filme, a música ou a série, é o consentimento. É a ideia, repetida até virar senso comum, de que a vida se resume a trabalhar e consumir. Ana Chã complementa: “O fato de a indústria cultural manter sua força é que ela não revela sua forma, mas segue reproduzindo.” A força está justamente na invisibilidade do mecanismo. Quando a cultura se naturaliza como mercadoria, a dominação se torna silenciosa, potente e capaz de atravessar gerações, enraizando-se e ganhando aspectos que a fazem ser tratada como algo natural na sociedade. O debate dialogou com o que diz Lupércio Damasceno, militante do Coletivo de Cultura do MST citado na obra de Ana: “A cultura popular está para a Reforma Agrária Popular tal como o agronegócio está para a indústria cultural”. Em outras palavras: se o agronegócio usa a indústria cultural para construir hegemonia, a cultura popular é o território onde os movimentos sociais podem semear outra visão de mundo. ## A festa que foi roubada _Agatha Azevedo. Foto: Matheus Teixeira_ Ana trouxe um exemplo que provocou inquietações e reflexões. “A festa que celebra a agricultura camponesa não é a mesma que celebra o agronegócio. As músicas não são as mesmas, as comidas não são as mesmas. O que era a festa da colheita se tornou a festa da safra.” A diferença não é apenas de nome, é de sentido. Na festa da colheita, celebra-se o trabalho coletivo, a terra que dá fruto, a comunidade que se reúne. Na festa da safra, a versão agroindustrial celebra a produtividade, o maquinário e o latifúndio com eficiência. Uma é feita pelas mãos que plantam, a outra, pelas estratégias de marketing que vendem um país que não existe. “A cultura popular na indústria cultural não está naquilo que vem e é produzido pelo povo”, afirmou Ana, desfazendo um equívoco comum. “Mas sim naquilo que é feito para as massas, que vende muito.” É a diferença entre ser sujeito e ser público-alvo. Entre criar e consumir. ## Se não fazemos, alguém faz por nós _Foto: Matheus Teixeira_ Agatha trouxe a mesma inquietação: como somos produtores e consumidores de cultura? E colocou no debate a seguinte questão: “Se eu não faço cultura, eu vou consumir algo que não é meu, algo que não é do meu território.” A frase encontrou acolhida nos corpos que ali estavam. Muitos deles vieram de assentamentos, acampamentos, lugares onde a cultura é também resistência cotidiana. Azevedo amplia o olhar sobre a cultura e os meios de dominação que se dão no cotidiano, de forma sutil e quase imperceptível, muito atrelada ao fetichismo da mercadoria: “A roupa que vestimos, como nos posicionamos, tudo é cultura. Se não fazemos, alguém está fazendo por nós e estamos consumindo. A música é um exemplo clássico.” A constatação é simples, mas seu desdobramento é crucial para entender que tudo é político e espaço de disputa simbólica. Se a cultura é tudo que produzimos em relação com o mundo — nossos gestos, nossa fala, nosso jeito de caminhar —, quando delegamos sua produção a uma indústria, estamos entregando também a definição de quem somos. Foi nesse ponto que o debate tocou na ideia de guerra cultural, fenômeno que não é novo. É a continuidade, por outros meios, da luta de classes. Só que agora o campo de batalha não é mais apenas a fábrica, é o imaginário. “A indústria cultural, em conluio com a mídia, usava várias táticas de produção de conteúdo atrelada a vendas de ideias e não o produto de forma óbvia”, pontuou Agatha, lembrando que a publicidade contemporânea vende muito mais estilos de vida do que mercadorias. O que está à venda, no fundo, é um modo de existir, dominado e controlado por poucos. _Ana Chã. Foto: Matheus Teixeira_ **Se a indústria cultural padroniza, produz em série, repete até que a mensagem se fixe no inconsciente, o que os movimentos populares podem contrapor?** A resposta veio da própria trajetória das convidadas e do coletivo que organizou o encontro. O Setor de Cultura do MST em Minas Gerais tem construído, ao longo dos anos, uma outra relação com a arte. Em 2022, por exemplo, realizou a terceira edição da Escola de Arte João das Neves, reunindo mais de 60 pessoas no assentamento Oziel Alves Pereira, em Governador Valadares. Oficinas de muralismo, coro cênico, percussão, audiovisual e fotografia foram oferecidas não como “formação artística” no sentido tradicional, mas como ferramentas para narrar a luta pela terra. A iniciativa vem sendo construída desde 2017, assim como outras atividades: o Bloco Pisa Ligeiro, a Empena, oficinas nos territórios e outras ações. “Se não fazemos cultura, alguém está fazendo por nós”, repetiu Agatha no encerramento, provocando mais uma vez a reflexão. E fez um convite: que o povo seja produtor de sua própria cultura. Que ele ressignifique o conceito de cultura de massa, para que ela passe a ser produzida pelas massas e não pensada por poucos com o viés de atingir e alienar as massas. _*Editado por Fernanda Alcântara_ * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy

“Se não fazemos cultura, alguém está fazendo por nós”.
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#Notcias #Cultura #Educao #Indstriacultural

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Foto: Comunicação Cursinho Mundaú _Por Gustavo Marinho Da Página do MST_ Em homenagem à iniciativa que organiza, prepara e fortalece a participação de jovens e adultos para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em Maceió (AL), o Cursinho Popular Mundaú recebe na próxima segunda-feira (30) a Comenda Jarede Viana, na Câmara de Vereadores do município. A comenda destaca as iniciativas relevantes que contribuem no fortalecimento da educação na capital alagoana e ressalta ações coletivas e personalidades que atuam nesta área. A comenda, proposta pela vereadora Teca Nelma (PT), foi aprovada pelo Legislativo Municipal e será entregue em cerimônia na Câmara a partir das 14h. Na ocasião, representantes do Cursinho Mundaú recebem coletivamente a Comenda, simbolizando o conjunto de educadores, estudantes e equipe de apoio que organiza a iniciativa na cidade. “É com muita alegria que vamos receber essa homenagem da Câmara de Vereadores de Maceió. A experiência do Cursinho Mundaú é uma sinalização das possibilidades coletivas e organizadas pela sociedade para que a gente siga insistindo na educação como forma de transformação da vida de muitos e muitas”, destacou Jislaine Maciel, da coordenação do Cursinho. De acordo com Jislaine, o momento também é oportuno para reafirmar o papel do Poder Público no fortalecimento das políticas públicas de educação em todos os âmbitos. “É a partir dessas experiências concretas, como o Cursinho Mundaú, que conseguimos apresentar aos gestores do Poder Público que tem muita coisa bonita sendo construída nos mais diversos territórios e que, para que elas sejam ainda mais potentes, precisamos de apoio, fortalecimento e investimento do Estado”. Foto: Comunicação Cursinho Mundaú O Cursinho Mundaú, iniciativa organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Maceió, organizou turmas no bairro da Chã da Jaqueira em 2025 para a preparação ao ENEM, mas a experiência já conta com outros anos de estrada e atuação em outros pontos da cidade. “Em 2026, estamos nos propondo a ir ainda mais adiante: a experiência na Chã da Jaqueira se multiplicou e vamos agora chegar em mais outros bairros da capital, o Benedito Bentes e a Ponta Grossa”, explicou Jislaine. ## Comenda Jarede Viana _Fotos: Comunicação Cursinho Mundaú_ A Comenda Jarede Viana, instituída pela Resolução n.º 641 de 17 de novembro de 2009, de autoria da então vereadora Tereza Nelma e aprovada por unanimidade pelo Legislativo Municipal, leva o nome da professora referência nas importantes lutas populares em Alagoas e no Brasil. Com longa trajetória na educação e nas lutas sociais de seu tempo, Jarede chegou a atuar na Associação dos Professores de Alagoas (Apal), hoje Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal). Participou da fundação da União das Mulheres de Maceió e elegeu-se vereadora de Maceió em 1982. Por sua atuação, chegou a ser perseguida pelos órgãos de repressão política — chegou a ser proibida de ser patrona da formatura de uma turma de estudantes e vetada de renovar contrato como professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Em 2008, aos 69 anos, Jarede Viana partiu fisicamente após anos de luta contra o câncer, deixando um legado de referência e bravura na defesa da educação, da democracia e dos direitos sociais. _*Editado por Fernanda Alcântara_ * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy

Cursinho Popular organizado pelo MST em Maceió recebe comenda na Câmara de Vereadores.
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#Notcias #Alagoas #Comenda #Cursinho #Educao

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Estudantes se revoltam contra sucateamento das escolas em Pernambuco Uma onda de manifestações e protestos tem tomado diversas escolas em Pernambuco. O motivo: inúmeros problemas estruturais nas unidades

Estudantes se revoltam contra sucateamento das escolas em Pernambuco.
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#Educao #Entrevista #Juventude #CortesnaEducao #EducaoemPernambuco #UESPE #UniodaJuventudeRebelio

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Universidade: e depois do fim da lista tríplice?.
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#CriseBrasileira #Autonomiauniversitria #Educao #Eleiesdiretas #Eleiesdiretasparareitor #Eleiesparareitores #Elitismo #Elitismouniversitrio […]

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A mentira da descompactação da tabela salarial e a traição do Sinte-SC.
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#Educao #Geral #Assdiomoralnasescolas #AssembleiadoSinteSC #Ataquesaoserviopblico #Burocratizaonasescolas […]

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As universidades e a busca por sua autonomia.
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#Educao #Autonomiaoramentria #Autonomiapedaggica #Autonomiapoltica #Autonomiauniversitria #Colegiadosacadmicos #Conselhosuniversitrios #Contingenciamentodeverbas […]

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A greve acabou, a revolta não: é hora de radicalizar a luta em BH!.
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#Entrevista #LutaPopular #TrabalhadorUnido #BeloHorizonte #Direitostrabalhistas #Educao #GreveemBH #JornalAVerdade […]

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Frente Negra Revolucionária recepciona estudantes durante banca de heteroidentificação na UFMG.
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#Educao #Juventude #LutaPopular #FrenteNegraRevolucionria […]

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Cinema: Meninas do Brasil | Outras Palavras O documentário Hora do recreio mostra a realidade brutal nas escolas das periferias do Rio e a arte como sublimação, mas também ato de rebeldia. Filme escapa do tom militantesco: há a denúncia e humor; carência e o frescor e vida pulsante dos adolescentes

Cinema: Meninas do Brasil.
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#Poticas #Amsicadame #Audiovisualbrasileiro #Cinamanacional #Complexodapenha #Djonga #Documentrio #Educao #Ensinopblico #Filmenacional #LciaMurat #RiodeJaneiro

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Estudantes ocupam SEDUC de São Paulo - A Verdade Estudantes ocupam SEDUC de SP para lutar contra a “sala do futuro” e denunciar descaso na educação no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Estudantes ocupam SEDUC de São Paulo.
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#Juventude #CortesnaEducao #Educao #Instagram #Movimentorebelese #Saladofuturo #SEDUC

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Escola pública e socialismo Ao analisar como são recebidas as políticas reformistas direcionadas ao complexo educativo, lembro de Lenin. No clássico _Que fazer_ , o líder bolchevique, argutamente, separa o burocrata do tribuno popular. Este representa os anseios do povo: suas necessidades, desejos e perspectivas. Aquele, apenas e no limite de suas elucubrações, pode defender o caminho ideológico da burocratização dos aparatos governistas, jamais a revolução socialista. Grande parte das discussões que giram hoje em torno das contrarreformas curriculares divide-se em duas vertentes bem distintas. Há, de uma banda, os que criticam as reformulações educativas, condenando-as e culpando as malandragens político-partidárias. No outro lado da moeda, situam-se as considerações que defendem o papel das esquerdas progressistas, com os sindicatos pelo meio, na manutenção do aparato estatal. Para estes, se os intelectuais ligados aos sindicatos docentes gerissem as políticas educacionais, a vida da escola pública seria um mar de marinheiro. Naturalmente que entre esses extremos existem muitas e variadas vertentes. Por mais estranho que pareça, é uma obrigação revolucionária, na presente armadura da crise conjuntural por que passa o capitalismo, defender a escola pública. Por meio de muitas e diversas mediações, a dialética da cova social tensiona o seguinte quadro: o aparato escolar aparece como um espaço de domesticação e adestramento à precarização profissional; mas que, por sua própria substância contraditória, talvez seja um dos últimos redutos onde o capitalismo moribundo abana, aos desafortunados da fortuna, algum tipo de possibilidade de acessar migalhas de sabedoria. Aqui entram as reflexões do marxista russo. A espontaneidade é o embrião da consciência. Não pode haver, como insiste o militante, mecanicismo na relação entre o espontâneo imediato e a conscientização da realidade. Essa dialética precisa considerar o caminho clássico do marxismo: a unidade da unidade na diferença. Isso é importante, uma vez que os engalfinhados na espontaneidade, como comenta Lukács, acabam por se acomodar na ingenuidade da inconsciência. Em consequência de estarem agarrados a inocentes crenças, limitam-se a registrar, divulgar e legitimar, com unhas, dentes e jargões, o retrocesso. Não há necessidade de argumentar sobre o modo como nossa sociedade se monta sobre um abissal atraso econômico-social: todos já o sabem. O ambiente público escolar serve hoje como um grande depósito de gente, disso não há dúvida. Outro ponto indubitável é que o capitalismo abrasileirado, que comemora seu atrasado processo de desenvolvimento, locupleta-se com as salas de aula abarrotadas. Ainda assim, é uma condição _sine qua non_ defender a escola pública como recinto que fermenta a contradição. Uma ressalva deve ser feita antes que as costumeiras e bem-intencionadas más interpretações soem seus sinos fúnebres. Do mesmo modo como afirmado acima, não pode haver hesitação sobre o seguinte: o ser humano não merece sobras. Qualquer indivíduo deve partilhar do melhor que sua espécie produz. O espaço fétido que a burguesia brasileira dispõe para que os filhos dos trabalhadores estudem, em nenhuma condição, pode ser pleiteado como _lócus_ de convívio e acesso ao conhecimento. Postado sobre essa tamanha contradição, longe de pleitear solucioná-la, importa deixar marcado que esta redação não nutre qualquer simpatia pelas românticas, idealistas e espontâneas abordagens que os analistas da hora fazem sobre o aparato escolar estatal. Alinhadas a esses pressupostos, essas vertentes não imaginam, de modo algum, que o aparato estatal, seja ele de direita, centro, esquerda ou sentado em cima do muro, não tem como resolver os problemas escolares. Não há como o capitalismo ofertar uma educação minimamente condizente com a humanidade que mora em cada pessoa. Para não ficar na crista da onda, importa dizer que o modelo educativo vigente não consegue formar profissionalmente conforme as reivindicações do famigerado mercado de trabalho, nem ofertar à elite uma formação humanizadora. Não obstante os filhos dos estratos médios da sociedade passarem nos vestibulares mais concorridos, nada disso afiança uma educação alinhada aos princípios humanos. Ou seja, nem a escola pública atende condignamente aos que dela precisam; nem a escola-empresa possui condições de formar a humanidade nos filhos das classes intermediárias. A fim de atender ao cenário produtivo em crise crônica, para dar conta das necessidades tacanhas do capital insuflado com problemas agudos, basta um processo educativo limitado, apequenado, fragmentado, em suma: precarizado. A educação escolar, por isso, entrega aos trabalhadores um espaço escolar fétido, enquanto, do outro lado da roda, a burguesia resguarda para si e para os seus prepostos um processo educacional não menos apequenado. Mesmo que este último consiga lograr êxito em alguns dos postos que a burocracia estatal reserva, e ainda que aqui o cheiro seja de um shopping, essa formação de nada serve para a emancipação humana. Esse processo educativo mesquinho, encabeçado pelas políticas públicas da moda, preocupa-se, no limite de suas forças e guardando as sempre bem-vindas contradições, em dotar os jovens-trabalhadores-estudantes das competências adequadas às exigências do mercado. Os empresários e seus diversos defensores — e aqui existem muitos e de várias matizes — não possuem ferramentas analíticas para entender essas contradições; seus seguidores acadêmicos, ainda menos. Para eles, que consideram ser as contradições coisas de comunistas, basta que seus inescrupulosos desejos educativos sejam postos em prática. De modo geral, e trocando o que precisa ser mudado, grande parte da esquerda democrática e do sindicalismo ligado à educação defende as reformas pelo atraso, pelo caminho da precarização. Os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) demonstram que, após as reformulações empreendidas pelas esquerdas democráticas, houve um aumento, com larga margem, de matrículas na esfera privada. Lamento dizer que, indiferente e independentemente do meu desejo, esse acréscimo é real, e está comprovado pelo mesmo governo que se orgulha em afirmar que salvou a educação das mãos dos liberais. O mais importante é apontar que a questão não é somente político-parlamentar. A problemática é também, e principalmente, da estrutura do capitalismo. Esse modo de produção não pode permitir, via governos de alinhamento à esquerda ou à extrema-direita, a possibilidade de ganhos pelo aparato educativo. Mesmo assim, lutar pela escola pública é uma obrigação. É comum se ler que por meio da democracia, da autonomia, da autogestão e de uma nova prática pedagógica, seria possível o desenvolvimento democrático e a formação de sujeitos politicamente corretos. Todavia, é inviável à escola do capitalismo, seja ela pública ou empresarial, formar uma pessoa que não seja machista, racista, homofóbica, xenofóbica, entre um monte de outras variações citadas com frequência pela sociologia de plantão. Não há como, no atual modo de produção, produzir um processo educativo autônomo que faça a sociedade desembocar, automaticamente, na emancipação dos trabalhadores. Isso é o que se chama, mesmo que ela venha recheada de boas intenções, de ilusão de tamanho grande. Como repetiria Marx, de boas intenções o inferno está cheio: lotado, e não admite mais nenhuma carta de benevolência, ainda que esta seja cristã, ancestral ou de outra ordem transcendental. Como Lenin dizia, cabe ao tribuno popular defender ardorosamente o socialismo. Não se pode perder oportunidades. Do atual processo escolar, como era de se esperar, produz-se uma educação voltada para a restrição, para o apequenamento funcional, mas muito bem aparelhada à**ressignificação** criada pelos corredores universitários, adequada, e não poderia ser diferente, ao capitalismo. Caso o processo educativo estatal não funcione a contento, seus muitos intelectuais subservientes formatam uma outra, mais requintada e mais propícia ao aparato do emprego-desemprego contemporâneo. A _Base Nacional Comum Curricular_ (_BNCC_) é o exemplar mais atualizado disso. Não é novidade que o marxismo foi liquidado das façanhas acadêmicas. A burguesia tem hoje nesse espaço uma suíte de luxo pronta e acabada para seu descanso. O pensamento burguês, no entanto, há muito abandonou a condição de portar o carro que carrega o progresso da sociedade. O casamento entre esse pensamento e os corredores das universidades produz os efeitos ideológicos que têm como subprodutos, para usar as palavras de Lukács: “a desconfiança na cognoscibilidade da realidade objetiva, o desprezo por toda teoria, o desdém pelo intelecto e pela razão”. Pior: “quanto mais se torna reacionária a burguesia, tanto mais se reveste este aspecto ideológico”. É nesse ponto que o tribuno do povo precisa enfrentar, com todas as armas de que dispõe, o burocrata. Haja vista que este joga a escola ao encontro da espontaneidade, da exaltação ao imediatismo, do favorecimento a uma intelectualidade rasteira. Isso procura reforçar o intertravamento dialético da ideologia da calda, para usar a expressão de Lukács. Desnecessário dizer, mas vamos reforçar: esse obscurantismo se casa de véu e grinalda com os amesquinhados interesses burgueses. Como o conhecimento se baseia nas leis dinâmicas da sociedade e da natureza, essa espontaneidade não pode ser defendida. Cabe ao tribuno popular, o que tem compromisso com seu povo, realizar o que propõe Lenin: “aproveitar a mínima ocasião para expor diante de todos as próprias convicções socialistas e as próprias reivindicações democráticas, a fim de explicar a todos a importância histórica mundial da luta emancipadora do proletariado”. Ao fazer isso, a pessoa que assume a posição de tribuno popular repudia toda crença mística e mítica de que o conhecimento não pode ser de toda a humanidade. Essa tarefa, e isso o tribuno sabe bem, apenas cabe ao conjunto da classe trabalhadora: emancipar a humanidade das amarras do irracionalismo da mercadoria A posição de estar dentro de um debate que está longe de ser concluído impõe alguns obstáculos ao fechamento do presente texto. Isso se justifica, pois, enquanto a pessoa humana for refém do capital, a tarefa de desnudar o véu que a ideologia burguesa tenta pôr sobre o conhecimento, estará de pé. Essa função, não podendo pairar qualquer oscilação, cabe a quem assume o papel tribuno popular. Jamais ela pode ir parar nas mãos e nas mentes vendidas ou bem-intencionadas dos burocratas travestidos de democratas. Tampouco, naturalmente, pode caber em quem veste a roupa translúcida das oportunidades de ocasião. Aqui, talvez, resida a maioria. Esse semblante nada animador é o quadro em que a escola pública se encontra e precisa ser defendida. Ela, mesmo sem se isentar das contradições, guarda a potência dialética de fermentar o embrião da consciência e possibilitar ao trabalhador ascender da ingenuidade à compreensão do real. Quando se diz que o complexo educativo, mesmo sendo burguês, concentra o estado de potência que pode adubar tal ascensão, reserva-se o caráter dialético existente na realidade. O aparato escolar contemporâneo está muito distante de proporcionar aos filhos da classe trabalhadora a condição de sua libertação. Hoje, o que se encontra nessa proposta educacional é, como já escrito, a podridão das pretensões empresariais em estado puro de putrefação. De todo modo, para resguardar o caráter contraditoriamente dialético da realidade, defender a escola pública é tarefa do tribuno, logo, do revolucionário. Não custa repetir que essa defesa não pode ser gestada nas inocentes e/ou mal-intencionadas propostas que se espalham pelos corredores da pós-graduação brasileira, vista por todos os lados. Como Lenin repetiu inúmeras vezes, cabe ao tribuno popular defender radicalmente, antes de mais nada, o socialismo. A escola deslocada da revolução socialista vira, de um lado, um bibelô para deformar os estratos intermediários da sociedade. Por outro, permite, a quem precisa matar um leão por dia, aceitar o cheiro fedorento da burguesa. Ao ficar, portanto, preso à dificuldade de encaminhar essas linhas para um fechamento, sou plotado a recorrer à poesia. Na canção _Tudo para ser feliz_ , os versos do cantor e compositor Totonho assim ecoam: “Eu, Tinha tudo pra ser feliz: segundo grau completo, curso de datilografia, uma passagem de ônibus pra outro lugar do país […]”. As viagens utópicas que muito bem cabem na ilusão poética de boa cepa são aqui anunciadas pelos versos do artista. Elas podem ser articuladas aos migrantes que levantaram os cafezais mineiros. Aos retirantes que possibilitam a Sampa ser uma das maiores cidades do mundo. Aos moradores da caatinga baiana que pulverizaram os morros cariocas, impregnando aquilo que hoje se chama favela. O caso mais badalado, com efeito, é a construção de Brasília, onde as falanges das mãos dos candangos deram forma àquilo que imaginou Niemeyer. Hoje, depois de muitas reformulações educacionais pelo retrocesso, saber datilografar, portar um diploma de segundo grau e ter a mobilidade de migrar para outro lugar do mundo mais desenvolvido economicamente, nada garante. Sob as contrarreformas educativas, mesmo que sejam aquelas com o dedo sindical e com o acabamento da intelectualidade que ocupa a burocracia universitária, saber manipular a IA, ter uma passagem de avião para Londres ou Nova York, possuir um diploma da USP, do MIT, da Unicamp ou de Harvard, não assegura um emprego decente. A defesa da escola pública é uma obrigação, do socialismo é uma necessidade!

Escola pública e socialismo.
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#Educao #Escola #Estado #Socialismo

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Audiência na SEMEC, com o secretário Ismael Silva, na pauta a retomada das obras da escola de ensino fundamental e da creche no residencial Manoel Evangelista. Com a presença da Dona Lúcia e Luiz Gonzaga representantes da região sudeste.
#educao #SEMEC #compromisso #joaopereirathe

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