Advertisement · 728 × 90
#
Hashtag
#Sopaulo
Advertisement · 728 × 90
Preview
Incineradores de lixo agravam crise ambiental em São Paulo - A Verdade Na contramão do mundo, projeto da Prefeitura traz mais riscos ambientais e piora a vida das comunidades enquanto enche os bolsos das empresas privadas

Incineradores de lixo agravam crise ambiental em São Paulo.
- bsavdd
averdade.org.br/2026/04/incineradores-de...
#LutaPopular #MeioAmbiente #Aterrosanitrio #Brasil #Incineradoresdelixo #Instagram #Manifestao #Perus #Privatizao #SoPaulo #Sade #Ure

0 0 0 0
Preview
Remoções, artimanha contra a moradia popular | Outras Palavras Pesquisa revela: famílias removidas em SP recebem como indenização um quarto do valor de uma unidade social – e são excluídas de programas habitacionais. Mecanismo distorce a “fila” por um teto. Resultado: maioria retorna para novas áreas de risco

Remoções, artimanha contra a moradia popular.
- bsoplvr
outraspalavras.net/outras-cidades/remocoes-...
#OUTRASCIDADES #reasderisco #Artimanha #Indenizaoprecria #Instabilidadecontnua #Mercadodemoradias #Moradiapopular #Polticahabitacional #Remoes #Sopaulo

0 0 0 0
Preview
Quanto custa montar um aparato repressivo? Em setembro de 1969, a Força Pública do Estado de São Paulo encaminhou ao governador do Estado um orçamento para a constituição de um “Plano de Mobilização Anti-Insurrecional” no valor total de 7.253.100 cruzeiros novos, a moeda da época, pouco depois da constituição da Operação Bandeirante, a Oban. Criada em julho de 1969, na esteira do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, a Oban era um órgão semiclandestino e supostamente não possuía verba oficial para operar. Nos primórdios, funcionou nas dependências do 2º Batalhão da Polícia do Exército, na rua Tomás Carvalhal, Vila Mariana, cidade de São Paulo. Mas a quantidade de presos aumentou, assim como a quantidade de pessoas envolvidas no órgão, e foi necessário mudar de local. Foi quando o governador Abreu Sodré cedeu parte das dependências nos fundos da 36ª Delegacia de Polícia que ficava na rua Tutoia, onde passou a funcionar efetivamente. Para ajudar, o prefeito da cidade à época, Paulo Maluf, mandou que fossem instalados postes de iluminação e asfaltou uma área próxima ao distrito policial, na avenida Sargento Mario Kozel Filho, cujo nome foi dado em 13 de agosto de 1969. Na mesma época, a prefeitura gastou 140 mil cruzeiros novos em uma construção para isolar o Quartel General do II Exército. “Havia uma corrida para reorganizar a repressão e a Força Pública, sugere este documento, que parece buscar os recursos para se transformar na Polícia Militar”, avalia Marcelo Godoy, autor do _A Casa da Vovó_ – uma biografia do DOI-Codi (2014). Ao propor um orçamento para sua atuação como “força anti-insurrecional”, a Força Pública de São Paulo inseria-se no debate sobre a segurança pública imaginada pelo regime militar. As datas e valores corroboram a ideia que o investimento do Estado nesse Plano foi aproveitado na estrutura da Oban/DOI-Codi, mas não se conhece comprovação documental desse fato. Ligada ao II Exército, a Oban ganhou o nome de DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações – Centro de Operações de Defesa Interna) em 1970, quando o sistema passou a ser institucionalizado, antes de se espalhar pelo país. Ainda em 1969, a Força Pública do Estado foi transformada pelo governo ditatorial na Polícia Militar como parte da reorganização da repressão política e também para crimes comuns. A essa altura, a força da guerrilha armada já não era segredo: em 13 de agosto de 1969, a revista _Veja_ colocara em sua capa o título “Os terroristas – Quem são? Onde estão? O que querem?” O valor do orçamento elaborado pela Força Pública, atualizado até novembro de 2025 pelo IGP-DI (FGV), alcança a casa de R$ 83,8 milhões. A título de comparação, a indenização para vítimas da ditadura militar no Brasil – mortos e desaparecidos políticos – é calculada com base em critérios estabelecidos por lei. Esse valor máximo hoje é de R$ 100 mil – ou seja, o orçamento para criação de um aparato de repressão tal qual planejado seria suficiente para indenizar 838 vítimas da ditadura no país. Era também um valor maior do que o previsto para o policiamento motorizado do Estado, de acordo com o próprio autor do documento. Para o policiamento, estariam previstos, em 1969, 5.617.862 cruzeiros novos – mas o recurso teria sido totalmente cortado. ## **Os militares que assinaram o orçamento** Localizado no Arquivo do Estado de São Paulo por pesquisadores que subsidiaram os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, o orçamento foi encaminhado ao então governador Roberto Abreu Sodré em 9 de setembro de 1969 (pouco mais de três semanas após a reportagem da _Veja_) pelo General Olavo Viana Moog (que atualmente dá nome a uma escola estadual no Jardim Celeste, na zona oeste de São Paulo). Na primeira página dele, uma anotação à mão pede “muita atenção a esse pedido”, seguida da assinatura de Moog e antecedida pela definição, essa a máquina, de “reservado”. Moog ocupou o cargo de secretário de Segurança de São Paulo entre agosto de 1969 e março de 1970. Depois, foi um dos responsáveis pela repressão aos guerrilheiros do PC do B na Guerrilha do Araguaia, no início da década de 1970. A proposta de reequipamento da Força Pública foi aprovada pelo coronel Confúcio Danton de Paula Avelino, de acordo com o despacho nº 23-607/F4. O comandante geral da corporação determinou ainda a elaboração de lista de preços para custeio das despesas apontadas no relatório, no que foi prontamente atendido, de acordo com o ofício nº 1-047-S01, pelo chefe do Serviço de Finanças da Força Pública, major Eleuses Dias Peixoto. “Documentos administrativos têm muito a contar sobre a forma de funcionamento dos órgãos de repressão. Cada vez mais, a busca em arquivos não convencionais traz informações que, associadas a documentos da Oban/DOI-Codi, elucidam dúvidas e lacunas”, avalia a historiadora Deborah Neves, coordenadora do GT Memorial DOI-Codi e pesquisadora da Unifesp, autora da tese _Construindo o Poder; ditadura e obras públicas em São Paulo_ (1965-1978). Ela também é autora do livro “ _A persistência do passado_ : patrimônio e memoriais da ditadura em São Paulo e Buenos Aires”. Ato Público de Memória “DOI-Codi 50 anos do golpe”, em 2014. “Foi assim durante o estudo de tombamento que identificamos na Procuradoria do Patrimônio Imobiliário o processo que tratou da cessão do terreno da Rua Tomás de Carvalhal firmada entre o Governo do Estado de São Paulo e o II Exército, além da identificação do Projeto de Lei que viabilizou a construção do muro do Quartel por parte da Prefeitura de São Paulo. Esses documentos provam a articulação no uso do orçamento dos diferentes entes federativos para atuar na repressão”, diz Neves. O orçamento feito pelo major Eleuses Dias Peixoto tem um preâmbulo, um plano de mobilização contra as forças anti-insurrecionais assinado pelo coronel João Áureo Campanha que detalha as necessidades materiais e de organização de uma Força Anti-Insurrecional. Neste texto, Campanha avalia que “a Força Pública não tem condições de concentrar seus efetivos, a não ser que prejudique os serviços policiais. Entretanto, as unidades do Exército Brasileiro, que estão, estrategicamente, localizadas no Estado, possuem a necessária concentração de forças”. No desenho feito pelo coronel, “a solução consequente será coordenar os órgãos de segurança da corporação com as unidades do Exército Brasileiro”. O coronel prevê ainda que toda operação que supere o âmbito regional deve ser coordenada pelo Estado Maior da Força Pública e que “dispositivos especiais deverão ser montados visando surpreender o inimigo em suas atividades” – para Campanha, toda ação policial deve ser “ofensiva”, “seja no combate à delinquência comum, seja contra dispositivos de insurreição armada”. Para Marcelo Godoy, o fortalecimento da repressão exigia alguma acomodação entre a Polícia Civil, a Força Pública e o Exército. A elaboração deste documento pela Força Pública mostra uma disposição deste grupo policial com a ideia de colaborar fortemente na repressão política e, assim, colocar-se também numa posição de disputar os recursos para se reequipar e se expandir. De acordo com o livro _A Casa da Vovó_ , a Polícia Militar, criada a partir da Força Pública, “forneceu ao longo dos anos 70% do pessoal” do DOI-Codi, que atuou em “todos os setores da unidade”. Antes de chegar a Moog, o relatório de Campanha e o orçamento de Peixoto foram entregues e aprovados pelo então coronel Confúcio Danton de Paula Avelino. ## **A contribuição de banqueiros e empresários** O custo da compra de equipamentos coincide com um número igualmente relevante para o período: o valor supostamente arrecadado por banqueiros e empresários durante encontro realizado no Clube São Paulo, no casarão que pertenceu à Dona Veridiana da Silva Prado, na Rua Dona Veridiana, em Higienópolis, na mesma época. O jornalista Elio Gaspari afirma, em seu livro _A ditadura escancarada_(2002), que “a reestruturação da PE [Polícia do Exército] paulista e a Operação Bandeirante foram socorridas por uma ‘caixinha’ a que compareceu o empresariado paulista” no segundo semestre de 1969. Gaspari se baseou em documentos dos arquivos de Golbery do Couto e Silva e Ernesto Geisel, entre outros, além de série de entrevistas concedidas pelo ex-governador de SP Paulo Egydio Martins (1988), o empresário Paulo Sawaya (1990) e o banqueiro Gastão Vidigal (1995). Golbery foi general do Exército e um dos principais ideólogos da ditadura militar no Brasil. Esteve à frente do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), criado em 1961 com o objetivo de defender a iniciativa privada e, principalmente, conspirar politicamente contra governos nacionalistas considerados de esquerda. Ele esteve à frente do SNI durante sua criação em 1964 e manteve enorme influência entre 1960 e 1970, tendo ocupado a Casa Civil do governo do presidente Ernesto Geisel (1975-1979). Ainda segundo Gaspari, o recolhimento de contribuições para financiar o que chamavam de luta contra a subversão foi feita dentro do clube dos banqueiros (oficialmente o nome era Clube São Paulo, um lugar de reuniões da aristocracia e empresariado paulista), que pertencia a Gastão Vidigal, dono do Banco Mercantil de São Paulo, e irmão de Luís Eulálio Bueno Vidigal, dirigente da Cobrasma, onde, em 1968, uma grande greve metalúrgica foi reprimida com ajuda de blindados do Exército. Na citação de Gaspari, sobre a reunião no palacete, é informado ainda que o ministro Antonio Delfim Netto apresentou aos empresários o problema da falta de verbas para a estruturação ao combate à repressão em São Paulo. Eles então assumiram o compromisso de pagar os gastos. Foi Gastão Vidigal quem “mencionou a cifra (‘500 milhões’), mas não se mostrou seguro a seu respeito. Lembra-se, contudo, que ‘era muito dinheiro’”. Um encontro especial no segundo semestre de 1969 contou com a presença de donos de pelo menos 15 grandes instituições financeiras. De acordo com o jornalista, Vidigal havia fixado em 500 mil cruzeiros novos a contribuição aos benemerentes presentes nesse encontro no Clube São Paulo. Aqui, é relevante fazer a conta: 500.000 x 15 = 7.500.000, ou apenas 246.900 cruzeiros novos a mais do que o indicado no orçamento. Apesar desta coincidência de número, Godoy avalia que o orçamento da Força Pública não deve ter sido feito para a constituição da Oban, embora faça parte do contexto de transformações no aparato repressivo da época. Outros pesquisadores também registram as reuniões de empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e os encontros no Clube São Paulo. René Dreifuss, em _1964: A conquista do Estado. Ação política, poder e golpe de classe_ (1981) também conta a história do financiamento da Oban. Os almoços no palacete da Dona Veridiana, feitos só para homens convidados por Gastão Vidigal eram frequentes, praticamente semanais. Discutia-se política e economia. Foi numa dessas reuniões que primeiro se passou o chapéu para o aparelhamento da Oban, segundo ele. Dreifuss também registra a presença de Delfim Netto e de 15 outros sócios num almoço entre agosto e setembro de 1969. Gastão Vidigal e Delfim, então ministro da Fazenda, teriam pedido a ajuda financeira para montar a Oban. O orçamento, neste caso, pode ter sido feito antes ou depois dela, ou seja, pode ter sido montado em torno do valor arrecadado (na hipótese de se inserir numa disputa pelos recursos) ou, num outro sentido, ter orientado o valor das doações. ## **Prática recorrente de financiamento, segundo os relatos** Os comensais já estavam acostumados com tal tipo de solicitação. Meses antes já haviam participado, e contribuído, com outra ‘caixinha’, para ampliar o efetivo da Polícia do Exército na capital. Tal ajuda financeira foi assim descrita pelo general Ernani Ayrosa da Silva, que chefiou o Estado-Maior do II Exército, em São Paulo, de maio de 1969 a janeiro de 1971, de acordo com descrição feita pelo ex-comandante do DOI-Codi, o major Carlos Alberto Brilhante Ustra, no livro _A verdade sufocada_ (2007): “Por uma solicitação do general Canavarro ao Ministro, antes de atingirmos um mês de Comando, já recebíamos autorização para ampliar o efetivo da Polícia do Exército, de Companhia para Batalhão. Somente um óbice iríamos enfrentar: não receberíamos nenhuma ajuda em recursos para a transformação do quartel e melhoria das precárias instalações. Não nos intimidamos com a realidade. Surge aqui com muito vigor a presença infinitamente grande de uma pessoa que já convivia conosco e que de pronto assumiu o encargo de coordenar os recursos para a ampliação do quartel que abrigava 200 homens para 960 policiais”, afirma Ustra no livro, referindo-se ao general Canavarro. Outro jornalista, Sebastião Pereira da Costa, no livro _Não verás nenhum país como este: um relato cronológico da violência e do arbítrio_ , avança mais um pouco no debate sobre a atualização do material e equipamento do aparelho repressivo, através do provimento de capitais privados para a reestruturação das operações militares e policiais contra o inimigo interno. Costa indaga, justamente, acerca da proveniência do financiamento e da cooperação econômica e de agentes privados com a Oban: “E onde conseguir os recursos para tocar essa máquina monstruosa, visto que era um órgão paramilitar e extraoficial? Fácil. Assim como os perdigueiros farejam perdiz a quilômetros de distância, há gente que fareja dinheiro. Corre daqui e dali, alguns telefonemas. Pronto”. Sebastião Pereira da Costa dá nomes: “o grupo Ultra, por seu diretor, Henry Boilesen, a General Motors, a Ford, a Mercedes e a Brown-Boveri e empresários nacionais, contatados por Fuad Lutfalla, se dispõem a bancar os custos da Oban, que se instala, provisoriamente, nas dependências do 36º Distrito Policial, na rua Tutoia, bairro do Paraíso, em São Paulo”. Boilesen frequentava as sessões de tortura na Tutoia e foi morto por um comando da Aliança Libertadora Nacional em abril de 1971. Conforme registro de pesquisa de René Armand Dreifuss, desde os tempos da conspiração das classes proprietárias e dominantes aglutinadas no complexo Ipes, em São Paulo, o grupo Fuad Lutfalla dispunha dos serviços jurídicos do advogado Alfredo Buzaid, além de se vincular, familiar e economicamente, ao político Paulo Salim Maluf, casado com Sylvia Lutfalla Maluf. O cientista político Moniz Bandeira, no livro _Cartéis e desnacionalização. A experiência brasileira_ (1975) destaca um artigo do jornalista Manfred von Conta, do _Süddeutsche Zeitung_ , de Munique, Alemanha, que informa que “as iniciativas de setores radicais do regime e do industrial Henning Boilesen, do Grupo Ultra, se deveram à institucionalização, em 1969, dessas contribuições financeiras, para a formação de um fundo destinado a subvencionar a repressão política”. Boilesen atuava, também, como membro do Conselho Orientador do Ipes São Paulo, ao lado de outras figuras do empresariado paulista ligado ao regime militar. Em sua obra, René Armand Dreifuss acrescenta que “incluía-se entre os responsáveis pela consolidação de um esquema de apoio financeiro para o aparelho repressivo da polícia e das Forças Armadas. H. Boilesen reuniu um grupo de empresários que contribuíam financeiramente e forneciam equipamentos para as organizações de segurança. Esse apoio mostrava uma outra dimensão da coordenação entre empresários e militares”. O Ipes São Paulo teve entre seus fundadores João Baptista Leopoldo Figueiredo, que era primo do ex-presidente general João Baptista Figueiredo. Segundo o jornalista Elio Gaspari, no já citado _A ditadura escancarada_ , embora desde 1964 fosse semeada “a associação entre interesses empresariais e os da segurança”, esta relação colaborativa e solidariedade política, econômica e militar, de fato, “floresceu em julho de 1969”. “A Fiesp atirou com um manifesto em que denunciou o ‘vandalismo’ das ‘falanges da subversão e do genocídio’. O presidente da Federação do Comércio, José Papa Jr., garantiu sua solidariedade às Forças Armadas, ‘que se cobriram de glórias nas trincheiras e nos céus da Europa’ […] Chegou o momento de dizer basta!, acrescentou o presidente da Confederação Nacional do Comércio, Jessé Pinto Freire. O governador Abreu Sodré advertiu: ‘Não há lugar para fracos ou covardes na presente situação: ou se está a favor da ordem que constrói ou pela desordem que destrói’”. O texto ainda apresenta mais detalhes da colaboração de empresários paulistas para com a repressão promovida pela ditadura. Importante citar que já naquela época a federação dos industriais mantinha uma diretoria formada por militares. No filme _Cidadão Boilesen_ , o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz uma avaliação do significado da contribuição dos empresários para a repressão. “Isso foi importante politicamente para o regime, porque solidarizaram-se setores empresariais com o regime: ‘vocês também estão com a mão aqui’. Não é por causa do dinheiro em si, dinheiro, o governo tinha, foi um apoio político, selado através do dinheiro”. ## **Inimigos internos: quem eram os alvos da operação** Diagrama apresenta o que os militares chamavam de “Mecanismo da Subversão”; nele estão ‘potências estrangeiras’, ‘agente locais’, ‘sistema de segurança’, ‘sistema econômico’, ‘estrutura psico-social’ e ‘sistema político’ O documento da Força Pública apresenta um desenho de como deveria ser o combate à esquerda e afirma haver a necessidade de renovar os equipamentos e materiais utilizados na luta contra os “inimigos internos”. A polícia, segundo o Plano Político e Militar de Segurança Interna, estava defasada e não possuía os equipamentos necessários para combater os supostos subversivos. A lista de compras presente no orçamento possui diversos itens, que vão desde veículos até linhas telefônicas e outros itens que foram incorporados por militares no combate aos opositores do golpe militar. O objetivo era comprar 100 viaturas para a Rádio Patrulha; 10 carros de transporte de presos e recuperação de 60 viaturas. Para as operações anti-insurrecionais seriam compradas 8 caminhonetes para transporte de materiais, 8 furgões e 5 peruas. Já para as operações de surpresa e assalto seriam necessários 10 caminhões 4 x 4 para transporte de tropa, 50 geradores portáteis e respectivos conjuntos de iluminação. Também pede a aquisição de 54 armários de aço, com chave de segredo, para guardar armas. O negócio incluiria ainda obras de instalação de um Centro de Operações e Comunicações, 300 transceptores VHF móvel, 100 rádios HT e 50 linhas telefônicas da Companhia Telefônica Brasileira; combustível, lubrificantes e manutenção de viaturas durante período de quatro meses e reforço de alimentação dos agentes. Nessa época, não havia um centro de recepção de chamados policiais (como funciona hoje o número 190), e essa questão parecia ser urgente para a Força Pública. Todos esses veículos listados – perua, viaturas básicas, furgões, camionete, picape, caminhões de transporte de tropas e de carga – tinham como fabricantes e fornecedores General Motors, Volkswagen, Ford, Scania, Mercedes Benz, Chrysler e FNM. São empresas que tiveram seus nomes atrelados à cooperação para com a repressão militar aos opositores da ditadura e lideranças de trabalhadores e de organizações civis, além, claro, de constar no relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Segundo destaca o jornalista Marcelo Godoy no seu livro, para equipar o Exército no combate à subversão, montadoras de veículos, como Volkswagen, GM e Ford, enviaram carros à Oban. Além das fabricantes de veículos, destaca o repórter, outras empresas colaboraram para o funcionamento da Oban/DOI-Codi. “A Supergel mandava comida congelada, que se transformava nas quentinhas do DOI, e a Ultragaz emprestava-lhe caminhões”. ## **Orçamento foi localizado em pesquisas para a Comissão Nacional da Verdade (CNV)** O orçamento da Força Pública para a ação anti-insurrecional está detalhado no livro _Repressão sociedade anônima – Banqueiros, fabricantes de veículos e metalúrgicas na repressão aos trabalhadores na ditadura militar_ , de Eduardo Reina e Maria Angélica Ferrasoli, que será lançado pela Alameda Casa Editorial no início de 2026. A documentação foi localizada pela equipe de pesquisadores coordenada por Joana Monteleone e Haroldo Ceravolo Sereza em 2013, num trabalho para subsidiar a Comissão Nacional da Verdade. Em 2016, eles, junto com Rodolfo Machado, Vítor Sion e Felipe Amorim, lançaram o livro _À espera da verdade_ – histórias de civis que fizeram a ditadura militar, também publicado pela Alameda. Havia, por parte dos pesquisadores, alguma dúvida se a peça tinha tido uso ou não para a criação da Oban, o que ainda permanece como uma dúvida. O cruzamento com os valores declarados por testemunhas, feito recentemente pelos jornalistas Eduardo Reina e Maria Angélica Ferrasoli, por outro lado, deu a certeza de que o orçamento em alguma medida foi relevante no contexto, podendo ter sido resultado ou um dos fatores ligados à reorganização repressiva do período. A leitura do documento permite inferir, também, que o desenho institucional do DOI-Codi, combinando a participação de militares do Exército e policiais civis e militares de São Paulo, também estava ligado ao contexto em que o documento foi produzido.

Ditadura: Polícia de SP tinha orçamento de R$ 84 milhões para montar aparato repressivo.
- bsapub
apublica.org/2026/04/ditadura-policia...
#Portugus #Direitoshumanos #Ditaduramilitar #Exrcito #Militares #PolciaMilitar #SoPaulo

0 0 0 0
Original post on ursal.zone

Feira Nacional da Reforma Agrária chega à 6ª edição com mais de 2 mil variedades de alimentos.
- bsmst
mst.org.br/2026/03/31/feira-naciona...
#Notcias #FeiradaReformaAgrriaPopular #FeiraNacional #FENARA […]

0 0 0 0
Nas redes sociais, a imobiliária Midrah Investimentos é moderna, tem uma chefe divertida e tudo leva a crer que a chave do sucesso para crescer no ramo imobiliário está ali. O que os vídeos não mostram é que a empresa, com mais de 500 mil seguidores só no TikTok, está na mira da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Habitações de Interesse Social (HIS), aberta pela Câmara de vereadores de São Paulo. Uma investigação também está em andamento no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECI-SP). Vídeos mostram o sócio-administrador da Midrah, Gustavo Rocha Nery, ensinando a burlar a legislação que regulamenta as HIS. Criada em 2023, a Midrah Investimentos começou a se popularizar no TikTok no ano passado, com vídeos que chegaram a 15 milhões de visualizações e 868 mil curtidas. A empresa teve, segundo a diretora institucional e também sócia, Rebecca Romeira Nery Rocha, mais de 700 milhões em vendas de em imóveis, já formalizados em cartório, no passado. Atualmente, é investigada na CPI da Câmara de São Paulo por venda irregular de imóveis de habitação de interesse social (HIS). > @midrah_ > > Não tem como entender… Mas essa é minha chefe e esse é o meu trabalho! #chefe #trabalho #dancinha #viraltiktok #viralvideo @rebeccaromeira > > ♬ som original – Midrah Nas redes sociais, Gustavo Rocha posta vídeos de parte de seus cursos sobre estratégias de venda e liderança, além de explicar a trajetória na Midrah Investimentos. Em um deles, conta como lucrou com imóveis HIS. Postado em 13 de junho de 2025, o vídeo mostra o empresário dizendo que se recusaria a pagar um valor maior só “por causa de um nome no contrato da unidade”. Além disso, ele apresenta uma planilha com todos seus imóveis HIS. Um deles fica na avenida Faria Lima, ponto nobre da capital paulista, e que segundo o próprio, custaria R$ 410 mil sem os benefícios das HIS, mas que ele adquiriu por R$ 270 mil. Na mesma postagem, Gustavo Rocha afirma que tem um lucro de R$ 64 mil mensalmente com seus imóveis HIS. Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP), são imóveis que, por meio de regulação da prefeitura de São Paulo, podem ser adquiridos ou alugados com desconto por famílias de baixa renda. Segundo as regras do município, o aluguel não pode passar de 30% da renda familiar e é vedada a utilização para locação de curta temporada. Ou seja, um imóvel cadastrado como HIS ou HMP não pode ser utilizado para locação em plataformas como Airbnb ou Booking, que oferecem aluguéis de curta duração. Após a divulgação de Gustavo Horta nas redes sociais, o empresário foi intimado a prestar esclarecimentos na CPI das HIS, instalada em 4 de setembro de 2025. A comissão investiga imobiliárias que compram imóveis HIS e vendem, irregularmente, para pessoas que não fazem parte do público-alvo. Outra forma de burlar a regulação é utilizar esses imóveis para aluguel de curta temporada. CPI investiga produção e venda irregular de habitações de interesse social em São Paulo Gustavo Horta esteve presente na CPI da Câmara Municipal em 4 de novembro de 2025. Quando o vídeo foi apresentado e os vereadores solicitaram que ele explicasse o conteúdo, o empresário optou por ficar calado. Por solicitação do presidente da CPI, vereador Rubinho Nunes (União), foi requerida a quebra do sigilo bancário e fiscal da Midrah Investimentos. Perguntado sobre as ações da CPI relacionadas à Midrah, a assessoria de Rubinho Nunes afirmou **em nota** que “as informações solicitadas possuem caráter sigiloso no momento, tendo em vista que a empresa mencionada está sendo objeto de investigação”. Segundo o também membro da CPI, vereador Nabil Bonduki (PT), a Midrah também é investigada pelo CRECI. A **Agência Pública** procurou o conselho regional que, por meio de **nota**, declarou que os procedimentos administrativos tramitam “sob regime de confidencialidade, especialmente nas fases de instrução”. Além disso, afirma que “no exercício de suas atribuições legais de fiscalização profissional, apura eventuais infrações ético-disciplinares relacionadas à atuação de corretores de imóveis e empresas imobiliárias regularmente inscritas”. A CPI do HIS ainda pretende realizar 136 oitivas este ano, segundo o relator da comissão, vereador Doutor Murillo Lima (PP). Já o vereador Gabriel Abreu (Podemos), que também é membro da CPI, afirmou, durante uma das reuniões da comissão, que os vereadores correm para apurar as denúncias antes da Copa do Mundo e das eleições. A **Pública** procurou a Midrah Investimentos e Gustavo Rocha e questionou sobre o vídeo e sobre o andamento da CPI. O empresário, no entanto, não respondeu até a publicação dessa matéria. O espaço segue aberto e caso haja alguma manifestação, o texto será atualizado. ## **Irregularidades não são exclusivas de uma imobiliária** A Midrah Investimentos não é a única imobiliária acusada de fraudar imóveis HIS em São Paulo. O _Estado de S.Paulo_ revelou que muitos moradores tiveram que devolver os imóveis por não saberem que se tratavam de HIS. Entre 2024 e 2025, 80 construtoras foram intimadas pela Secretaria de Habitação de São Paulo e 11 delas foram multadas por vender moradias HIS sem comprovação de renda. O advogado e presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-SP, Dr. Olivar Lorena Vitale Junior explica que a fiscalização de imóveis HIS e HMP teve uma grande melhora a partir de 2023. “Durante um bom tempo, você não tinha tão bem definido quando era HIS ou HMP. Às vezes não constava na matrícula [do imóvel], nem nos contratos. A legislação era muito escassa. Agora, isso foi muito melhor explicado, não tem como você comprar um imóvel sem saber”, afirma. Vitale Junior também afirma que uma moradia HIS pode ser adquirida ou alugada por alguém fora dos requisitos legais, em duas situações. A primeira é quando o comprador não tem a informação, e, assim, ele pode requerer indenização. A outra possibilidade ocorre quando o comprador sabe, e quando há provas, será responsabilizado, sem a opção de ficar com o imóvel. ## **CPI também investiga plataformas de curta temporada** Na última reunião da CPI do HIS na Câmara municipal, 10 de março, foram ouvidos representantes das empresas Airbnb e QuintoAndar. O objetivo era entender se há fiscalização do uso de imóveis de interesse social nessas plataformas e se são devidamente assinalados na hora do cadastro. Carla Comarella, diretora das Relações Governamentais do Airbnb, afirmou durante a reunião que a plataforma realizará a remoção dos anúncios de imóveis HIS assim que a Prefeitura fornecer a listagem e identificação dos imóveis. A executiva do Airbnb reiterou, ao longo de sua exposição, que “há um interesse da plataforma em colaborar com os órgãos públicos para vedarem esses anúncios”, mas que a falta da listagem é um dificultador. Mesmo com a falta dessa lista, o Airbnb foi questionado por que não era pedido o número de matrícula do imóvel durante o momento de cadastro, o que sinalizaria se teria algum impedimento por lei. Comarella respondeu que a competência para realizar essa fiscalização é da Secretaria Municipal de Habitação. Para a vereadora da bancada feminista Silvia Ferraro (PSOL),,mesmo sendo competência do órgão público, “a empresa privada também tem a responsabilidade de verificar se [o aluguel oferecido pela empresa] está de acordo com a legislação”. A imobiliária digital QuintoAndar também foi questionada pela falta de um campo no cadastro do imóvel que sinalize se é uma HIS. Outro ponto levantado pelos membros da CPI foi a ausência da matrícula do imóvel entre os documentos necessários para realizar a locação pelo QuintoAndar. Segundo a diretora jurídica da empresa, Fernanda Pascale, mesmo não pedindo a matrícula, a plataforma possui um campo aberto para que, na hora do cadastro, o proprietário possa escrever se existe alguma restrição. Ela ainda afirmou que o QuintoAndar “tem feito bastante indicação dentro do nosso [site] de que essa informação deve ser colocada naquele campo” e de maneira didática. . Uma listagem das HIS e HMP, como a citada pelos representantes do Airbnb, e também do QuintoAndar, foi proposta como Projeto de Lei pelo vereador Nabil Bonduki (PT). O projeto prevê que todas as informações sobre as HIS e HMP, incluindo os endereços, sejam armazenadas em um “Cadastro Municipal de Unidades com Destinação Social”. A proposta deve ser analisada após o encerramento da CPI. Na sua conta da rede social Instagram, o vereador reclamou da falta de transparência da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) sobre os imóveis de interesse social. “Sinceramente, não consigo entender qual é a dificuldade de disponibilizar esses dados. Transparência é o primeiro passo para combater irregularidades”, escreveu o vereador. O decreto nº 64.895, assinado por Nunes em janeiro deste ano, definiu novos tetos de renda familiar para beneficiários das HIS e HMP e corrigiu os valores máximos para venda das unidades. O decreto atual manteve a venda de unidades de acordo com três categorias. Para as famílias que ganham até R$ 4.863 mensais (HIS-1), o valor do imóvel não pode ultrapassar R$ 276 mil. Para renda familiar mensal de até R$ 9.726 (HIS-2), o limite é R$ 383,6 mil. E para os compradores enquadrados na categoria HMP, com renda mensal familiar de até R$ 16.210, o valor máximo é R$ 537,6 mil.

Imobiliária que bomba no TikTok é alvo de CPI na Câmara Municipal de SP.
- bsapub
apublica.org/2026/03/imobiliaria-que-...
#Portugus #Justia #Moradia #Poltica #Redessociais #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Após reportagem da **Agência Pública** , a Bancada Feminista do PSOL, mandato coletivo de deputadas estaduais por São Paulo, protocolou uma ação popular para anular a venda de um terreno estratégico da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), no Jardim Paulista, área nobre da capital paulista. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 240 milhões e situado próximo à Rua Oscar Freire, abriga uma estação elevatória de água que, embora desativada, é considerada vital por estudos técnicos da própria companhia para garantir o abastecimento de 20 hospitais de alta complexidade na região da Avenida Paulista. Em uma revisão do plano diretor que elencou alternativas para expansão da rede de abastecimento até 2045, revelado pela Pública, todos os sete cenários analisados incluíam a reativação da estação, o que garantiria um “grande aumento na segurança de atendimento”. A ação judicial também destaca um possível conflito de interesses: Cláudio Hermolin, atual diretor de operações da região leste da Sabesp, era diretor-executivo da Primaz Corporate – empresa que intermedia o negócio – apenas dois meses antes de assumir o cargo na companhia de saneamento. “Nesse cenário, a sobreposição temporal entre a atuação do referido agente no setor privado, à frente da empresa encarregada da intermediação do negócio, e sua posterior assunção de posição estratégica na estrutura administrativa da companhia de saneamento confere relevo institucional à demanda”, diz a ação. O pedido liminar requer a suspensão imediata da alienação, argumentando que a venda ignora o Plano Diretor de Abastecimento da Sabesp, e pede que o ato administrativo da venda seja anulado. Com cerca de 3 mil metros quadrados, o terreno é localizado em um dos endereços mais valorizados pelo mercado imobiliário no mundo. A venda faz parte de um movimento de revisão dos ativos da Sabesp, que foi privatizada em julho de 2024 e quer aumentar o caixa. A **Pública** pediu um posicionamento para a Sabesp sobre a ação, que ainda não respondeu. Em nota enviada anteriormente, a companhia disse que o abastecimento da estação do Jardins passou a ser provido por outra estação de bombeamento no bairro Vila Mariana. “No processo de revisão do portfólio imobiliário, o imóvel foi classificado como ativo não operacional e, portanto, passível de alienação, considerando sua ausência de função estratégica e seu valor de mercado”, disse. A companhia também afirma que, por leis contratuais, 50% do valor líquido obtido com alienações deve ser destinado à modicidade tarifária. “Os valores são considerados no cálculo tarifário realizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), sendo revertidos em benefício dos consumidores, de acordo com os mecanismos regulatórios vigentes.”

Sabesp: venda de terreno em área rica de São Paulo vira disputa judicial por risco hídrico.
- bsapub
apublica.org/nota/sabesp-venda-de-ter...
#Portugus #Justia #Privatizao #Sabesp #SoPaulo

1 1 0 0
Preview
Privatização em São Paulo piora os serviços e quem paga é o povo Sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), o Estado de São Paulo atravessa um acelerado processo de privatização.

Privatização em São Paulo piora os serviços e quem paga é o povo.
- bsavdd
averdade.org.br/2026/03/privatizacao-em-...
#Brasil #JornalImpresso #EdioImpressa #Jav329 #Metr #Privatizao #Privatizaodometr #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
_Foto: Divulgação_ _Por Aline Antunes Da Página do MST_ O mês de março carrega uma importância na agenda feminista. Para além do dia 08, a data que marca o **Dia Internacional de Luta das Mulheres** , o mês todo ganha força para a realização de atividades que envolvem as bandeiras de luta das mulheres. A auto-organização feminina neste período ganha ainda mais peso após os diversos casos de violência contra a mulher que vêm sendo noticiados em todo o Brasil. Portanto, a realização dos diversos encontros que acontecem durante este mês tem o potencial de extrapolar a data simbólica, e permanecer na dinâmica do dia a dia das participantes. Nesse contexto, as academias irmãs, Boxe Autônomo e Boxe Sem Terra, estão organizando uma semana de atividades que tem como objetivo acolher mulheres que desejam praticar um esporte novo, mas que por algum motivo ainda sentem-se inseguras para iniciar. Para Fran Dionísio, coordenadora do Boxe Autônomo, a semana não é só uma comemoração, “é um momento de lembrar tudo o que já foi conquistado e tudo o que ainda precisa mudar”. _Foto: Rodrígo Espíndola_ Entendendo a diversidade das realidades, como jornadas de trabalho, timidez, históricos de violência, sedentarismo, bullying na infância e adolescência, e as dinâmicas envolvidas em espaços como academias convencionais, a semana “Mulheres na Luta” está se propondo a ser um momento de acolhida em um espaço seguro e de trocas, em que todas as interessadas possas experimentar o esporte, e repensar seus desejos e necessidades na prática de atividades físicas, um fator importantíssimo para a promoção da saúde. Para a coordenadora do Boxe Autônomo, a atividade é uma ótima oportunidade para que as mulheres possam se fortalecer. “Nós sabemos que muitas mulheres ainda enfrentam desigualdade, violência, falta de oportunidades e desvalorização no dia a dia. Por isso, essa semana existe, para juntas superarmos esses desafios!” Além dos treinos para iniciantes, as academias estão organizando um momento de intercâmbio entre mulheres que já praticam boxe na cidade de São Paulo. A ideia é reuni-las em dois dias de treinos para trocas de experiências. Como resultado final, será organizado uma noite de sparrings – combates – entre as participantes que tenham interesse de subir no ringue. Os treinos acontecerão de forma itinerante, intercalando entre o Espaço Cultural Elza Soares, e a academia Boxe Autônomo, que fica localizada na Casa do Povo, e serão conduzidos pelas atletas Hevellyn Marque e Camila Amorim, da equipe de competição do Boxe Autônomo. O encontro entre todas as participantes, iniciantes e veteranas, ocorrerá na sexta-feira, em uma noite que reunirá momentos para debates sobre os desafios das mulheres em esportes de combate, sparrings, e confraternização. ## Serviço _Foto: Divulgação_ **Aula para iniciantes** – 23 e 25/03 (Segunda e quarta-feira) 19h30, no Espaço Cultural Elza Soares (Galpão do MST) – Alameda Eduardo Prado, 474. Campos Elíseos. **Intercâmbio entre academias** – 24 e 26/03 (Terça e quinta-feira) 19h30, no Boxe Autônomo. A academia fica no terceiro andar da Casa do Povo, localizada na rua Três Rios, 252. **Debate “Desafios enfrentados pelas mulheres nos esportes de combate”** ; Sparrings e Confraternização – 27/03, às 19h, no Boxe Autônomo. Para participar, faça sua inscrição pelo formulário: https://forms.gle/sbJZxoPP4PJq6CfXA * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy

Mulheres na Luta: Boxe Sem Terra e Boxe Autônomo organizam semana dedicada à nobre arte.
- bsmst
mst.org.br/2026/03/20/mulheres-na-l...
#Notcias #Boxe #Esporteelazer #Mulheres #SoPaulo

2 1 0 1
Preview
A vereadora Luna Zarattini e o deputado estadual Eduardo Suplicy, do PT, protocolaram uma representação no Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) que pede o esclarecimento e apuração mais detalhada sobre os motivos que levaram ao fechamento dos três centros de acolhida em São Paulo: Núcleos de Convivência São Martinho de Lima, São Leopoldo e Centro de Acolhida São Leopoldo. O documento foi protocolado no último dia 11 de março. Ainda não há previsão para uma manifestação do MP. Nos dias 5 e 6 de março deste ano, os três abrigos destinados à população de rua foram fechados pela gestão de Ricardo Nunes. Entre eles o Núcleo de Convivência São Martinho de Lima, fundado há 35 anos pelo padre Julio Lancellotti e que atendia 450 pessoas diariamente, oferecendo alimentação, banho, lavanderia e cuidados psicossociais à população de rua. No dia 20 de maio do ano passado, segundo a representação, o ex-subprefeito da Mooca, o coronel Marcus Vinicius Valério, nomeado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), enviou um e-mail à secretaria de Assistência Social, defendendo o fechamento dos centros de acolhida, sob a justificativa de que os abrigos “geram impactos negativos significativos na região, como a permanência de pessoas em vias públicas e calçadas, afetando a mobilidade urbana, a limpeza e a segurança”. A decisão de fechar os abrigos ocorreu antes mesmo da conclusão definitiva das avaliações conduzidas por um grupo de trabalho instituído pela prefeitura de São Paulo, responsável por analisar a possível transferência dessas unidades. “Estamos falando de uma cidade com 100 mil pessoas em situação de rua e apenas 23 mil vagas de acolhimento […] Fechar serviços dessa natureza, sem garantir para onde vão essas pessoas, é agravar ainda mais a crise humanitária que já vivemos”, afirmou a vereadora Zarattini. Ela classificou as declarações do subprefeito como “extremamente infelizes e revelam uma visão higienista que não condiz com o papel de um agente público. Pessoas em situação de rua não são um problema a ser removido, são cidadãos que a prefeitura tem o dever constitucional de acolher e proteger.” Na tarde da última quarta-feira, 11 de março, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) voltou atrás e revogou o fechamento do centro de convivência São Martinho. Segundo a pasta, a decisão ocorreu após um encontro entre representantes da prefeitura e do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, uma das entidades dirigentes do espaço, onde ficou estabelecido um “cronograma de trabalho conjunto para o aperfeiçoamento dos serviços prestados”. Os outros dois centros seguem fechados. De acordo com a representação, o fechamento dos centros teria ocorrido por pressão dos moradores do bairro, que estariam incomodados com a presença das pessoas em situação de rua. O então subprefeito da Mooca teria solicitado um estudo e análise sobre a transferência dos abrigos para outros imóveis, uma vez que os atuais estariam em condições inadequadas. A solicitação teria sido endereçada ao vice-prefeito, o coronel Mello Araújo, que teria corroborado com o pedido. Uma equipe técnica da prefeitura, composta por assistentes sociais, engenheiros e técnicos de manutenção recomendou, inicialmente, o remanejamento das instalações e não fechamento. No entanto, a decisão da gestão de Nunes foi de encerrar as atividades dos espaços destinados à população de rua. Por meio de nota, a prefeitura de São Paulo disse que o fechamento faz parte de uma iniciativa de monitoramento dos espaços de acolhida para melhorar a rede de proteção e justificou os fechamentos, ao dizer que “dados técnicos indicam que uma parcela significativa dos usuários já possui vínculos ativos em outros equipamentos da rede, o que reforça a importância deste diagnóstico individualizado para priorizar o atendimento técnico-social àqueles que se encontram em maior situação de desproteção.”

Parlamentares do PT recorrem ao MP contra fechamento de abrigos pela prefeitura de SP.
- bsapub
apublica.org/nota/parlamentares-do-pt...
#Portugus #Justia #Poltica #RicardoNunes #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Fyre Festivals - The Ultimate Festival Playlist Hub Explore and enjoy the best festival playlists on YouTube and Spotify!

🎵 New festival playlist created for Time Warp Brasil 2026! Check out the lineup and get your tickets!

🎶 All my playlists & socials: https://fyrefestivals.co

#FyreFestivals #Time_Warp_Brasil_2026 #SoPaulo #Spring2026 #NewPlaylist

0 0 0 0
Preview
São Paulo vs Primavera icdb.tv - Internet Commentator Database

São Paulo vs Primavera is on YouTube: CazéTV. With commentary from Raony Pacheco. Co-commentator is Juliana Cabral. Co-commentator is Rafael Oliveira. Co-commentator is Fernando Campos. #SoPaulo #Primavera #YouTubeCazTV

0 0 0 0
Preview
São Paulo vs Primavera icdb.tv - Internet Commentator Database

São Paulo vs Primavera is on YouTube: CazéTV. With commentary from Raony Pacheco. Co-commentator is Juliana Cabral. Co-commentator is Rafael Oliveira. Co-commentator is Fernando Campos. #SoPaulo #Primavera #YouTubeCazTV

0 0 0 0
Preview
São Paulo vs Primavera icdb.tv - Internet Commentator Database

São Paulo vs Primavera is on YouTube: CazéTV. With commentary from Raony Pacheco. Co-commentator is Juliana Cabral. Co-commentator is Rafael Oliveira. Co-commentator is Fernando Campos. #SoPaulo #Primavera #YouTubeCazTV

0 0 0 0
Preview
São Paulo vs Primavera icdb.tv - Internet Commentator Database

São Paulo vs Primavera is on YouTube: CazéTV. With commentary from Raony Pacheco. Co-commentator is Juliana Cabral. Co-commentator is Rafael Oliveira. Co-commentator is Fernando Campos. #SoPaulo #Primavera #YouTubeCazTV

0 0 0 0
Preview
São Paulo vs Primavera icdb.tv - Internet Commentator Database

São Paulo vs Primavera is on RecordTV. Sálvio Spinola is providing punditry. #SoPaulo #Primavera #RecordTV

0 0 0 0
Preview
São Paulo vs Primavera icdb.tv - Internet Commentator Database

São Paulo vs Primavera is on RecordTV. Sálvio Spinola is providing punditry. #SoPaulo #Primavera #RecordTV

0 0 0 0
Preview
São Paulo vs Primavera icdb.tv - Internet Commentator Database

São Paulo vs Primavera is on RecordTV. Sálvio Spinola is providing punditry. #SoPaulo #Primavera #RecordTV

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo had World Feed coverage. With commentary from Charles Mills. Co-commentator is Rodrigo Lazarini. #Santos #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo had World Feed coverage. With commentary from Charles Mills. Co-commentator is Rodrigo Lazarini. #Santos #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo had World Feed coverage. With commentary from Charles Mills. Co-commentator is Rodrigo Lazarini. #Santos #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo had World Feed coverage. With commentary from Charles Mills. Co-commentator is Rodrigo Lazarini. #Santos #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo had World Feed coverage. With commentary from Charles Mills. Co-commentator is Rodrigo Lazarini. #Santos #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo had World Feed coverage. With commentary from Charles Mills. Co-commentator is Rodrigo Lazarini. #Santos #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo had World Feed coverage. With commentary from Charles Mills. Co-commentator is Rodrigo Lazarini. #Santos #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo had World Feed coverage. With commentary from Charles Mills. Co-commentator is Rodrigo Lazarini. #Santos #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo had World Feed coverage. With commentary from Charles Mills. Co-commentator is Rodrigo Lazarini. #Santos #SoPaulo

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo is on Sportdigital FUSSBALL HD. With commentary from Karsten Linke. #Santos #SoPaulo #SportdigitalFUSSBALLHD

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo is on Sportdigital FUSSBALL HD. With commentary from Karsten Linke. #Santos #SoPaulo #SportdigitalFUSSBALLHD

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo is on Sportdigital FUSSBALL HD. With commentary from Karsten Linke. #Santos #SoPaulo #SportdigitalFUSSBALLHD

0 0 0 0
Preview
Santos vs São Paulo icdb.tv - Internet Commentator Database

Santos vs São Paulo is on Sportdigital FUSSBALL HD. With commentary from Karsten Linke. #Santos #SoPaulo #SportdigitalFUSSBALLHD

0 0 0 0